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meu namoro safado
Fandom: +18
Criado: 08/07/2026
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RomanceFatias de VidaPsicológicoEstudo de PersonagemDramaPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaCenário CanônicoRealismoHistória Doméstica
Segredos Sob a Máscara da Inocência
A luz do sol da tarde atravessava as cortinas do quarto, criando padrões geométricos no tapete felpudo. Para qualquer pessoa que olhasse de fora, eu era apenas a garota de quatorze anos vibrante, aquela que ria alto nos corredores da escola e que parecia ter a energia de um sol em miniatura. Mas as aparências, como eu bem sabia, eram ferramentas úteis de camuflagem. Por trás do sorriso aberto e das piadas constantes, existia uma mente que operava em uma frequência muito mais intensa e audaciosa do que meus pais ou professores jamais ousariam imaginar.
Eu estava sentada na beira da cama, mexendo no celular, enquanto Maria, minha melhor amiga, folheava uma revista de moda jogada no chão. Maria era a única que conhecia todas as nuances da minha personalidade. Ela não apenas me apoiava, mas era a guardiã de todos os meus segredos mais escandalosos.
— Você está muito quieta hoje — comentou Maria, sem tirar os olhos da página. — Isso geralmente significa que você está planejando algo que deixaria um padre de cabelo em pé.
Eu soltei uma risadinha, jogando o cabelo para trás.
— Talvez eu esteja apenas inspirada pelo clima — respondi, sentindo o vibrar do celular na minha mão. Era uma mensagem de Kaique.
Kaique era o complemento perfeito para o meu caos. Aos dezesseis anos, ele tinha aquela aura de garoto popular e extrovertido, mas, entre nós quatro paredes, a dinâmica era outra. Ele era tão audaz e provocador quanto eu, e nossa relação era um jogo constante de quem conseguia levar as coisas um passo adiante.
— Ele está vindo? — perguntou Maria, finalmente olhando para mim com um sorriso cúmplice.
— Ele disse que está dobrando a esquina — respondi, sentindo um frio na barriga que não tinha nada a ver com inocência. — Você se importa?
— Claro que não — disse ela, levantando-se e sacudindo a poeira da calça jeans. — Eu vou passar na padaria e depois vou para casa. Tenho que terminar aquele trabalho de história, infelizmente. Mas quero detalhes amanhã, ouviu?
— Você sempre recebe os detalhes, Maria — pisquei para ela.
Poucos minutos depois que Maria saiu, ouvi o som familiar da campainha, seguido pelo barulho da porta da frente sendo aberta. Meus pais não estavam em casa, e Kaique tinha a chave reserva que eu havia "emprestado" para ele semanas atrás. Ouvi os passos dele subindo a escada, ritmados e seguros.
Quando a porta do quarto se abriu, Kaique estava com aquele sorriso torto que sempre me desarmava. Ele jogou a mochila em um canto e me encarou com olhos que brilhavam com uma intensidade familiar.
— A Maria acabou de sair? — perguntou ele, fechando a porta atrás de si e encostando-se nela.
— Sim, ela tinha "negócios" para resolver — respondi, levantando-me lentamente e caminhando em sua direção. — E você? O que traz um garoto tão ocupado à minha humilde residência?
Kaique deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós até que eu pudesse sentir o calor que emanava dele.
— Eu estava pensando naquela nossa conversa por mensagem — disse ele, baixando o tom de voz. — Aquela sobre como você disse que eu não teria coragem de cumprir o que prometi.
— E você tem? — provoquei, colocando as mãos em seus ombros, sentindo os músculos firmes através da camiseta. — Porque falar é muito fácil, Kaique. Eu quero ver se você sustenta essa postura de bad boy quando as luzes se apagam.
Ele soltou uma risada curta e me puxou pela cintura, colando nossos corpos. O contraste entre a minha imagem pública de "garotinha feliz" e a urgência que eu sentia naquele momento era o que tornava tudo tão viciante.
— Você adora brincar com o perigo — sussurrou ele, aproximando o rosto do meu pescoço. — Mas esquece que eu sou o perigo.
— Então me mostre — desafiei, sentindo o arrepio percorrer minha espinha. — Mostre o quanto você pode ser ruim.
Kaique não precisou de um segundo convite. Suas mãos subiram pelas minhas costas, apertando com uma possessividade que me fazia perder o fôlego. O beijo que se seguiu não teve nada de tímido; foi uma colisão de vontades, um reconhecimento de que éramos farinha do mesmo saco, escondidos sob o disfarce da juventude comum.
Ele me empurrou levemente em direção à cama, e eu me deixei cair, puxando-o comigo. O peso do corpo dele sobre o meu era a âncora que eu precisava para deixar de lado qualquer resquício de hesitação.
— Você sabe que se alguém entrar por aquela porta agora, sua reputação de anjinho vai para o lixo, né? — provocou ele, entre beijos que desciam pelo meu decote.
— Minha reputação é apenas uma máscara, Kaique — respondi, arqueando o corpo para mais perto dele. — E você sabe muito bem que eu adoro tirá-la.
O quarto, antes um refúgio de estudos e conversas bobas com Maria, transformou-se em um cenário de exploração mútua. Cada toque de Kaique era carregado de uma intenção clara, e eu respondia na mesma moeda, guiada por um desejo que parecia grande demais para a minha idade, mas que era tão real quanto o chão sob meus pés.
— Você é muito mais do que aparenta ser — murmurou ele, parando por um momento para olhar nos meus olhos. — Às vezes eu esqueço o quanto você é... intensa.
— Nunca esqueça disso — respondi, puxando-o de volta para mim. — E nunca ache que você está no controle total.
A tarde avançou, e as sombras no quarto se tornaram mais longas. Entre sussurros audaciosos e descobertas que faziam o sangue ferver, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia escola, não havia pais, não havia expectativas. Havia apenas a eletricidade entre dois adolescentes que haviam descoberto cedo demais que o prazer é a melhor forma de rebeldia.
Quando finalmente paramos para recuperar o fôlego, o silêncio da casa parecia mais denso. Kaique estava deitado ao meu lado, o cabelo bagunçado e o peito subindo e descendo devagar.
— Maria vai querer saber de tudo, não vai? — perguntou ele, com um sorriso preguiçoso.
— De quase tudo — corrigi, virando-me de lado para observá-lo. — Algumas coisas eu prefiro guardar só para a gente. O mistério faz parte da diversão.
Ele esticou o braço e acariciou meu rosto, o olhar suavizando por um breve instante antes da malícia retornar.
— Você é terrível.
— Eu sei — respondi, sorrindo com a satisfação de quem sabia exatamente o poder que exercia. — E é por isso que você não consegue ficar longe.
Kaique se levantou, começando a procurar suas roupas espalhadas pelo chão. O jogo estava longe de terminar, mas, por hoje, tínhamos explorado o suficiente para manter a chama acesa por muito tempo.
— Tenho que ir antes que seu pai resolva chegar mais cedo — disse ele, vestindo a camiseta. — Mas não pense que isso acabou aqui.
— Eu contaria com isso — respondi, observando-o caminhar até a porta.
Ele parou, olhou para trás uma última vez e piscou. Assim que a porta se fechou, eu me joguei de volta nos travesseiros, sentindo o cheiro dele ainda presente. Peguei o celular e vi uma mensagem de Maria: "E aí? Sobreviveu?".
Sorri, meus dedos voando pelo teclado.
"Sobrevivi. E posso dizer que o Kaique realmente sabe como manter as coisas interessantes. Te conto tudo amanhã no intervalo."
Eu era a garota extrovertida, a amiga legal, a filha exemplar. Mas, enquanto fechava os olhos e lembrava dos toques de Kaique, eu sabia que a verdade era muito mais deliciosa do que qualquer mentira que eu pudesse contar. E o melhor de tudo era saber que, no dia seguinte, eu colocaria minha máscara de inocência novamente, pronta para começar tudo de novo.
Eu estava sentada na beira da cama, mexendo no celular, enquanto Maria, minha melhor amiga, folheava uma revista de moda jogada no chão. Maria era a única que conhecia todas as nuances da minha personalidade. Ela não apenas me apoiava, mas era a guardiã de todos os meus segredos mais escandalosos.
— Você está muito quieta hoje — comentou Maria, sem tirar os olhos da página. — Isso geralmente significa que você está planejando algo que deixaria um padre de cabelo em pé.
Eu soltei uma risadinha, jogando o cabelo para trás.
— Talvez eu esteja apenas inspirada pelo clima — respondi, sentindo o vibrar do celular na minha mão. Era uma mensagem de Kaique.
Kaique era o complemento perfeito para o meu caos. Aos dezesseis anos, ele tinha aquela aura de garoto popular e extrovertido, mas, entre nós quatro paredes, a dinâmica era outra. Ele era tão audaz e provocador quanto eu, e nossa relação era um jogo constante de quem conseguia levar as coisas um passo adiante.
— Ele está vindo? — perguntou Maria, finalmente olhando para mim com um sorriso cúmplice.
— Ele disse que está dobrando a esquina — respondi, sentindo um frio na barriga que não tinha nada a ver com inocência. — Você se importa?
— Claro que não — disse ela, levantando-se e sacudindo a poeira da calça jeans. — Eu vou passar na padaria e depois vou para casa. Tenho que terminar aquele trabalho de história, infelizmente. Mas quero detalhes amanhã, ouviu?
— Você sempre recebe os detalhes, Maria — pisquei para ela.
Poucos minutos depois que Maria saiu, ouvi o som familiar da campainha, seguido pelo barulho da porta da frente sendo aberta. Meus pais não estavam em casa, e Kaique tinha a chave reserva que eu havia "emprestado" para ele semanas atrás. Ouvi os passos dele subindo a escada, ritmados e seguros.
Quando a porta do quarto se abriu, Kaique estava com aquele sorriso torto que sempre me desarmava. Ele jogou a mochila em um canto e me encarou com olhos que brilhavam com uma intensidade familiar.
— A Maria acabou de sair? — perguntou ele, fechando a porta atrás de si e encostando-se nela.
— Sim, ela tinha "negócios" para resolver — respondi, levantando-me lentamente e caminhando em sua direção. — E você? O que traz um garoto tão ocupado à minha humilde residência?
Kaique deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós até que eu pudesse sentir o calor que emanava dele.
— Eu estava pensando naquela nossa conversa por mensagem — disse ele, baixando o tom de voz. — Aquela sobre como você disse que eu não teria coragem de cumprir o que prometi.
— E você tem? — provoquei, colocando as mãos em seus ombros, sentindo os músculos firmes através da camiseta. — Porque falar é muito fácil, Kaique. Eu quero ver se você sustenta essa postura de bad boy quando as luzes se apagam.
Ele soltou uma risada curta e me puxou pela cintura, colando nossos corpos. O contraste entre a minha imagem pública de "garotinha feliz" e a urgência que eu sentia naquele momento era o que tornava tudo tão viciante.
— Você adora brincar com o perigo — sussurrou ele, aproximando o rosto do meu pescoço. — Mas esquece que eu sou o perigo.
— Então me mostre — desafiei, sentindo o arrepio percorrer minha espinha. — Mostre o quanto você pode ser ruim.
Kaique não precisou de um segundo convite. Suas mãos subiram pelas minhas costas, apertando com uma possessividade que me fazia perder o fôlego. O beijo que se seguiu não teve nada de tímido; foi uma colisão de vontades, um reconhecimento de que éramos farinha do mesmo saco, escondidos sob o disfarce da juventude comum.
Ele me empurrou levemente em direção à cama, e eu me deixei cair, puxando-o comigo. O peso do corpo dele sobre o meu era a âncora que eu precisava para deixar de lado qualquer resquício de hesitação.
— Você sabe que se alguém entrar por aquela porta agora, sua reputação de anjinho vai para o lixo, né? — provocou ele, entre beijos que desciam pelo meu decote.
— Minha reputação é apenas uma máscara, Kaique — respondi, arqueando o corpo para mais perto dele. — E você sabe muito bem que eu adoro tirá-la.
O quarto, antes um refúgio de estudos e conversas bobas com Maria, transformou-se em um cenário de exploração mútua. Cada toque de Kaique era carregado de uma intenção clara, e eu respondia na mesma moeda, guiada por um desejo que parecia grande demais para a minha idade, mas que era tão real quanto o chão sob meus pés.
— Você é muito mais do que aparenta ser — murmurou ele, parando por um momento para olhar nos meus olhos. — Às vezes eu esqueço o quanto você é... intensa.
— Nunca esqueça disso — respondi, puxando-o de volta para mim. — E nunca ache que você está no controle total.
A tarde avançou, e as sombras no quarto se tornaram mais longas. Entre sussurros audaciosos e descobertas que faziam o sangue ferver, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia escola, não havia pais, não havia expectativas. Havia apenas a eletricidade entre dois adolescentes que haviam descoberto cedo demais que o prazer é a melhor forma de rebeldia.
Quando finalmente paramos para recuperar o fôlego, o silêncio da casa parecia mais denso. Kaique estava deitado ao meu lado, o cabelo bagunçado e o peito subindo e descendo devagar.
— Maria vai querer saber de tudo, não vai? — perguntou ele, com um sorriso preguiçoso.
— De quase tudo — corrigi, virando-me de lado para observá-lo. — Algumas coisas eu prefiro guardar só para a gente. O mistério faz parte da diversão.
Ele esticou o braço e acariciou meu rosto, o olhar suavizando por um breve instante antes da malícia retornar.
— Você é terrível.
— Eu sei — respondi, sorrindo com a satisfação de quem sabia exatamente o poder que exercia. — E é por isso que você não consegue ficar longe.
Kaique se levantou, começando a procurar suas roupas espalhadas pelo chão. O jogo estava longe de terminar, mas, por hoje, tínhamos explorado o suficiente para manter a chama acesa por muito tempo.
— Tenho que ir antes que seu pai resolva chegar mais cedo — disse ele, vestindo a camiseta. — Mas não pense que isso acabou aqui.
— Eu contaria com isso — respondi, observando-o caminhar até a porta.
Ele parou, olhou para trás uma última vez e piscou. Assim que a porta se fechou, eu me joguei de volta nos travesseiros, sentindo o cheiro dele ainda presente. Peguei o celular e vi uma mensagem de Maria: "E aí? Sobreviveu?".
Sorri, meus dedos voando pelo teclado.
"Sobrevivi. E posso dizer que o Kaique realmente sabe como manter as coisas interessantes. Te conto tudo amanhã no intervalo."
Eu era a garota extrovertida, a amiga legal, a filha exemplar. Mas, enquanto fechava os olhos e lembrava dos toques de Kaique, eu sabia que a verdade era muito mais deliciosa do que qualquer mentira que eu pudesse contar. E o melhor de tudo era saber que, no dia seguinte, eu colocaria minha máscara de inocência novamente, pronta para começar tudo de novo.
