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funny bunny (jax x pomni)
Fandom: the amazing digital circus (o incrivel circo digital)
Criado: 08/07/2026
Tags
Dor/ConfortoDramaPsicológicoCenário CanônicoEstudo de PersonagemFicção CientíficaAventuraFofura
O Brilho Além do Horizonte Digital
Pomni entrou rapidamente em seu quarto, deixando a porta entreaberta. Seus olhos ansiosos percorreram o ambiente caótico até encontrarem o que procurava: um pequeno diário amassado que ela usava para tentar manter sua sanidade, registrando os dias que passavam naquele vazio colorido. Ela hesitou por um segundo, apertando o objeto contra o peito. Por que estava aceitando isso? Jax era a definição de problema, o tipo de pessoa que acharia engraçado vê-la cair em um poço de lava digital apenas pelo "entretenimento".
— Rápido, Pompom! O Caine pode decidir fazer uma inspeção surpresa ou a Ragatha pode acordar e começar a dar sermão sobre o "sono da beleza" — a voz de Jax veio do corredor, carregada com sua habitual ironia, mas com um tom levemente mais apressado que o normal.
Ela guardou o diário em um bolso interno de sua roupa de boba da corte e saiu, fechando a porta com um clique suave. Jax estava encostado na parede oposta, girando uma de suas chaves mestras entre os dedos longos e enluvados. Ele não olhou diretamente para ela, mantendo o foco no objeto metálico.
— Pronta para ver algo que não seja uma parede listrada ou o rosto deprimido do Kinger? — perguntou ele, começando a caminhar com aquele seu jeito desleixado e confiante.
— Eu ainda acho que isso é uma armadilha — murmurou Pomni, seguindo-o de perto. Seus sapatos faziam um som abafado no chão do corredor. — Você não faz coisas legais de graça, Jax. O que você ganha com isso?
Jax parou por um momento, as orelhas de coelho balançando levemente. Ele olhou por cima do ombro, exibindo aquele sorriso largo e cheio de dentes que sempre a deixava nervosa.
— Talvez eu só esteja entediado de irritar o Gangle. Ela chora muito fácil, perde a graça depois de dez minutos. Você, por outro lado... — ele fez uma pausa, voltando a andar — ...você tem reações mais interessantes.
Eles atravessaram a tenda principal, que parecia vasta e assustadora sob a iluminação baixa do "modo noturno" do circo. As cores vibrantes que costumavam gritar durante o dia agora eram apenas sombras pastéis e formas distorcidas. Pomni sentia um calafrio percorrer sua espinha digital. No Incrível Circo Digital, o silêncio nunca era sinal de paz; era apenas o prelúdio de algo bizarro.
Jax a conduziu por um caminho que ela nunca havia notado antes, atrás das cortinas pesadas do palco principal, onde pilhas de adereços descartados se amontoavam como cadáveres de festas esquecidas.
— Onde estamos indo? — perguntou ela, a voz saindo quase como um sussurro. — Se sairmos do mapa, o Caine vai saber.
— Relaxa, Pompom. O Caine está ocupado demais tentando programar uma nova aventura idiota que envolva bolhas de sabão ou algo assim — Jax respondeu, parando diante de uma parede que parecia perfeitamente sólida.
Ele tateou a superfície até encontrar uma pequena falha na textura, um erro de renderização que parecia uma rachadura estática. Com um movimento ágil, ele puxou uma parte da parede como se fosse uma cortina de papel.
— Depois de você — disse ele, fazendo uma reverência exagerada e zombeteira.
Pomni hesitou, mas a curiosidade foi mais forte que o medo. Ela passou pela fenda e sentiu uma sensação estranha, como se estivesse atravessando uma membrana de água gelada. Quando seus olhos se ajustaram, ela perdeu o fôlego.
Eles não estavam mais no circo. Ou pelo menos, não na parte que ela conhecia.
Eles estavam em uma espécie de varanda suspensa no vazio, mas o céu... o céu não era o teto preto e sem estrelas do circo. Era uma explosão de cores neon, nebulosas de rosa, roxo e azul que se moviam lentamente, como tinta em um copo d'água. Abaixo deles, não havia o chão quadriculado, mas sim uma floresta de cristais translúcidos que emitiam uma melodia suave e cristalina conforme o vento — se é que aquilo era vento — passava por eles.
— O que... o que é este lugar? — Pomni deu alguns passos à frente, as mãos agarrando o corrimão de metal frio.
— Eu chamo de "O Ponto Cego" — Jax se aproximou, apoiando os cotovelos no corrimão ao lado dela. — É um erro de código. Uma área que o Caine esqueceu de deletar quando estava construindo o mapa atual. É como um resto de um sonho que não foi totalmente apagado.
Pomni olhou para ele, surpresa. O tom de voz de Jax tinha mudado. A ironia ácida ainda estava lá, mas havia algo mais — uma espécie de melancolia que ele raramente deixava transparecer.
— É lindo — admitiu ela, voltando a olhar para a paisagem digital. — Por que você me trouxe aqui? Você poderia ter este lugar só para você. Poderia ser o seu refúgio de todo mundo.
Jax deu de ombros, chutando uma pequena pedra virtual que caiu no abismo, desaparecendo em um rastro de pixels.
— Ficar sozinho aqui é... — ele hesitou por um segundo — ...é um lembrete de que tudo isso é falso. Mas ver alguém como você, que surta por qualquer coisa, olhar para isso com essa cara de boba... bem, torna as coisas um pouco mais reais.
Pomni sentiu o rosto esquentar. Ela se lembrou do momento na porta do quarto, quando Jax desviou o olhar e ficou corado. Seria possível que o grande provocador do circo estivesse tentando, do seu jeito torto, ser um amigo?
— Obrigada, Jax — disse ela, baixinho. — De verdade. Eu precisava ver algo que não me desse vontade de gritar.
— Não se acostume, Pompom — ele recuperou o sorriso convencido rapidamente. — Amanhã eu ainda vou esconder sua coleção de insetos imaginários ou o que quer que você faça no seu tempo livre.
— Eu não tenho uma coleção de insetos! — ela protestou, rindo levemente. Era a primeira vez que ela ria de verdade desde que chegara àquele lugar maldito.
Eles ficaram em silêncio por um longo tempo, apenas observando as cores do céu digital se misturarem. Para Pomni, aquele momento parecia uma pequena vitória contra a insanidade que a cercava.
— Ei, Jax? — chamou ela, sem tirar os olhos do horizonte.
— Fala, boba da corte.
— Você acha que... algum dia... a gente vai encontrar a saída? — A pergunta saiu pesada, carregada com todo o trauma que ela vinha guardando.
Jax não respondeu de imediato. Ele olhou para as próprias mãos, fechando-as em punhos.
— Se houver uma saída, Pompom, ela não vai estar em um lugar bonito como este — ele disse, a voz ficando séria. — Mas, até lá... acho que podemos aguentar um pouco mais se tivermos um lugar para respirar.
Pomni olhou para ele e, pela primeira vez, não viu apenas um coelho roxo irritante. Viu alguém que, assim como ela, estava apenas tentando não quebrar. Ela estendeu a mão e, timidamente, tocou o braço dele.
— É, acho que podemos.
Jax olhou para a mão dela e depois para o rosto de Pomni. Por um instante, o mundo digital pareceu parar. Não havia Caine, não havia saídas falsas, não havia abstração. Havia apenas dois erros de sistema encontrando conforto um no outro.
— Certo, chega de sentimentalismo! — Jax exclamou de repente, afastando-se e recuperando sua postura energética. — Se ficarmos mais tempo aqui, você vai começar a escrever poesias e eu vou ter que me jogar daqui de cima.
Pomni revirou os olhos, mas o sorriso não abandonou seu rosto.
— Você é impossível, Jax.
— Eu sei, sou incrível. Agora vamos, antes que a Ragatha ache que fomos sequestrados por um glitch gigante.
Enquanto caminhavam de volta para a fenda na parede, Pomni sentiu que o peso em seu peito estava um pouco mais leve. O circo ainda era um pesadelo, mas talvez, apenas talvez, ela não precisasse enfrentá-lo sozinha o tempo todo.
— Ei, Jax! — ela gritou, antes de atravessarem de volta.
Ele parou e olhou para trás.
— Você vai me trazer aqui de novo?
Jax deu um sorriso de canto, um que não era maldoso, mas quase... terno.
— Se você se comportar e não contar para ninguém sobre o meu "lado sensível", talvez eu pense no seu caso.
Eles atravessaram a parede e voltaram para a realidade distorcida do Incrível Circo Digital, mas para Pomni, as cores do Ponto Cego ainda brilhavam em sua mente, prometendo que, mesmo no caos, ainda existiam segredos que valiam a pena ser descobertos.
— Rápido, Pompom! O Caine pode decidir fazer uma inspeção surpresa ou a Ragatha pode acordar e começar a dar sermão sobre o "sono da beleza" — a voz de Jax veio do corredor, carregada com sua habitual ironia, mas com um tom levemente mais apressado que o normal.
Ela guardou o diário em um bolso interno de sua roupa de boba da corte e saiu, fechando a porta com um clique suave. Jax estava encostado na parede oposta, girando uma de suas chaves mestras entre os dedos longos e enluvados. Ele não olhou diretamente para ela, mantendo o foco no objeto metálico.
— Pronta para ver algo que não seja uma parede listrada ou o rosto deprimido do Kinger? — perguntou ele, começando a caminhar com aquele seu jeito desleixado e confiante.
— Eu ainda acho que isso é uma armadilha — murmurou Pomni, seguindo-o de perto. Seus sapatos faziam um som abafado no chão do corredor. — Você não faz coisas legais de graça, Jax. O que você ganha com isso?
Jax parou por um momento, as orelhas de coelho balançando levemente. Ele olhou por cima do ombro, exibindo aquele sorriso largo e cheio de dentes que sempre a deixava nervosa.
— Talvez eu só esteja entediado de irritar o Gangle. Ela chora muito fácil, perde a graça depois de dez minutos. Você, por outro lado... — ele fez uma pausa, voltando a andar — ...você tem reações mais interessantes.
Eles atravessaram a tenda principal, que parecia vasta e assustadora sob a iluminação baixa do "modo noturno" do circo. As cores vibrantes que costumavam gritar durante o dia agora eram apenas sombras pastéis e formas distorcidas. Pomni sentia um calafrio percorrer sua espinha digital. No Incrível Circo Digital, o silêncio nunca era sinal de paz; era apenas o prelúdio de algo bizarro.
Jax a conduziu por um caminho que ela nunca havia notado antes, atrás das cortinas pesadas do palco principal, onde pilhas de adereços descartados se amontoavam como cadáveres de festas esquecidas.
— Onde estamos indo? — perguntou ela, a voz saindo quase como um sussurro. — Se sairmos do mapa, o Caine vai saber.
— Relaxa, Pompom. O Caine está ocupado demais tentando programar uma nova aventura idiota que envolva bolhas de sabão ou algo assim — Jax respondeu, parando diante de uma parede que parecia perfeitamente sólida.
Ele tateou a superfície até encontrar uma pequena falha na textura, um erro de renderização que parecia uma rachadura estática. Com um movimento ágil, ele puxou uma parte da parede como se fosse uma cortina de papel.
— Depois de você — disse ele, fazendo uma reverência exagerada e zombeteira.
Pomni hesitou, mas a curiosidade foi mais forte que o medo. Ela passou pela fenda e sentiu uma sensação estranha, como se estivesse atravessando uma membrana de água gelada. Quando seus olhos se ajustaram, ela perdeu o fôlego.
Eles não estavam mais no circo. Ou pelo menos, não na parte que ela conhecia.
Eles estavam em uma espécie de varanda suspensa no vazio, mas o céu... o céu não era o teto preto e sem estrelas do circo. Era uma explosão de cores neon, nebulosas de rosa, roxo e azul que se moviam lentamente, como tinta em um copo d'água. Abaixo deles, não havia o chão quadriculado, mas sim uma floresta de cristais translúcidos que emitiam uma melodia suave e cristalina conforme o vento — se é que aquilo era vento — passava por eles.
— O que... o que é este lugar? — Pomni deu alguns passos à frente, as mãos agarrando o corrimão de metal frio.
— Eu chamo de "O Ponto Cego" — Jax se aproximou, apoiando os cotovelos no corrimão ao lado dela. — É um erro de código. Uma área que o Caine esqueceu de deletar quando estava construindo o mapa atual. É como um resto de um sonho que não foi totalmente apagado.
Pomni olhou para ele, surpresa. O tom de voz de Jax tinha mudado. A ironia ácida ainda estava lá, mas havia algo mais — uma espécie de melancolia que ele raramente deixava transparecer.
— É lindo — admitiu ela, voltando a olhar para a paisagem digital. — Por que você me trouxe aqui? Você poderia ter este lugar só para você. Poderia ser o seu refúgio de todo mundo.
Jax deu de ombros, chutando uma pequena pedra virtual que caiu no abismo, desaparecendo em um rastro de pixels.
— Ficar sozinho aqui é... — ele hesitou por um segundo — ...é um lembrete de que tudo isso é falso. Mas ver alguém como você, que surta por qualquer coisa, olhar para isso com essa cara de boba... bem, torna as coisas um pouco mais reais.
Pomni sentiu o rosto esquentar. Ela se lembrou do momento na porta do quarto, quando Jax desviou o olhar e ficou corado. Seria possível que o grande provocador do circo estivesse tentando, do seu jeito torto, ser um amigo?
— Obrigada, Jax — disse ela, baixinho. — De verdade. Eu precisava ver algo que não me desse vontade de gritar.
— Não se acostume, Pompom — ele recuperou o sorriso convencido rapidamente. — Amanhã eu ainda vou esconder sua coleção de insetos imaginários ou o que quer que você faça no seu tempo livre.
— Eu não tenho uma coleção de insetos! — ela protestou, rindo levemente. Era a primeira vez que ela ria de verdade desde que chegara àquele lugar maldito.
Eles ficaram em silêncio por um longo tempo, apenas observando as cores do céu digital se misturarem. Para Pomni, aquele momento parecia uma pequena vitória contra a insanidade que a cercava.
— Ei, Jax? — chamou ela, sem tirar os olhos do horizonte.
— Fala, boba da corte.
— Você acha que... algum dia... a gente vai encontrar a saída? — A pergunta saiu pesada, carregada com todo o trauma que ela vinha guardando.
Jax não respondeu de imediato. Ele olhou para as próprias mãos, fechando-as em punhos.
— Se houver uma saída, Pompom, ela não vai estar em um lugar bonito como este — ele disse, a voz ficando séria. — Mas, até lá... acho que podemos aguentar um pouco mais se tivermos um lugar para respirar.
Pomni olhou para ele e, pela primeira vez, não viu apenas um coelho roxo irritante. Viu alguém que, assim como ela, estava apenas tentando não quebrar. Ela estendeu a mão e, timidamente, tocou o braço dele.
— É, acho que podemos.
Jax olhou para a mão dela e depois para o rosto de Pomni. Por um instante, o mundo digital pareceu parar. Não havia Caine, não havia saídas falsas, não havia abstração. Havia apenas dois erros de sistema encontrando conforto um no outro.
— Certo, chega de sentimentalismo! — Jax exclamou de repente, afastando-se e recuperando sua postura energética. — Se ficarmos mais tempo aqui, você vai começar a escrever poesias e eu vou ter que me jogar daqui de cima.
Pomni revirou os olhos, mas o sorriso não abandonou seu rosto.
— Você é impossível, Jax.
— Eu sei, sou incrível. Agora vamos, antes que a Ragatha ache que fomos sequestrados por um glitch gigante.
Enquanto caminhavam de volta para a fenda na parede, Pomni sentiu que o peso em seu peito estava um pouco mais leve. O circo ainda era um pesadelo, mas talvez, apenas talvez, ela não precisasse enfrentá-lo sozinha o tempo todo.
— Ei, Jax! — ela gritou, antes de atravessarem de volta.
Ele parou e olhou para trás.
— Você vai me trazer aqui de novo?
Jax deu um sorriso de canto, um que não era maldoso, mas quase... terno.
— Se você se comportar e não contar para ninguém sobre o meu "lado sensível", talvez eu pense no seu caso.
Eles atravessaram a parede e voltaram para a realidade distorcida do Incrível Circo Digital, mas para Pomni, as cores do Ponto Cego ainda brilhavam em sua mente, prometendo que, mesmo no caos, ainda existiam segredos que valiam a pena ser descobertos.
