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Fandom: Enola Holmes

Criado: 09/07/2026

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O Porto Seguro nos Teus Braços

O silêncio da noite londrina era quebrado apenas pelo tique-taque rítmico do relógio de parede no quarto de Louis. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas de linho, desenhando padrões prateados sobre o tapete de veludo. Na cama de dossel, S/n dormia tranquilamente, seus cabelos castanhos ondulados espalhados pelo travesseiro como uma moldura suave para seu rosto sereno. Ao seu lado, Louis Partridge, o jovem ator que o mundo conhecia por seu carisma e elegância, lutava contra os demônios de sua própria mente.

De repente, Louis deu um sobressalto, o corpo musculoso retesando-se sob os lençóis de seda. Ele inspirou o ar com força, como se estivesse emergindo de águas profundas e gélidas. O suor frio brilhava em sua testa, e seus olhos castanhos vasculhavam a penumbra com uma urgência desesperada. O pesadelo ainda ecoava em sua mente — uma mistura confusa de pressões externas, a perda de identidade e o medo de falhar com aqueles que amava.

— Louis? — A voz de S/n soou rouca e doce, despertada pelo movimento brusco ao seu lado. Ela se sentou, os olhos preocupados focando na silhueta alta e trêmula do namorado. — Ei, o que aconteceu? Outro pesadelo?

Louis não conseguiu responder de imediato. Ele apenas se curvou, apoiando os cotovelos nos joelhos, tentando controlar a respiração que saía em arfadas curtas. S/n aproximou-se, deslizando a mão suave pela pele branca das costas dele, sentindo os músculos tensos sob o toque.

— Respira, meu amor. Eu estou aqui — sussurrou ela, abraçando-o por trás, encostando o rosto em seu ombro.

— Foi horrível, S/n — disse ele, a voz falhando. Ele se virou para ela, a covinha em seu queixo tremendo levemente. — Parecia tão real. Eu sentia que estava perdendo tudo... que estava perdendo você.

S/n sentiu o coração apertar. Ela conhecia a sensibilidade de Louis, a forma como ele guardava as tensões do trabalho e da fama atrás de um sorriso respeitoso e tímido. Ela o puxou para mais perto, fazendo-o deitar a cabeça em seu colo.

— Você nunca vai me perder. Eu sou sua, e você é meu — afirmou ela com convicção, passando os dedos entre os fios de cabelo dele. — Quer conversar sobre isso?

Louis fechou os olhos, aproveitando o calor que emanava do corpo atlético dela. O conforto que S/n proporcionava era sua única âncora. Ele se sentia pequeno naquele momento, despido de qualquer persona pública, sendo apenas o rapaz que precisava de cuidado.

— Eu só... eu só preciso me sentir seguro — murmurou ele, a timidez começando a transparecer em seu tom de voz. — S/n, eu posso te pedir uma coisa? É um pouco... eu tenho vergonha de pedir.

Ela sorriu com ternura, beijando o topo da cabeça dele.

— Louis, você sabe que pode me pedir qualquer coisa. Não precisa ter vergonha comigo. Nunca.

Ele hesitou, o rosto esquentando apesar da brisa noturna. Louis sempre foi o cavalheiro, o protetor, mas ali, na vulnerabilidade da madrugada, ele ansiava por um tipo de conexão que remetesse ao cuidado mais primitivo e puro que existe.

— Às vezes — começou ele, escolhendo as palavras com cautela —, quando eu me sinto assim, tão desprotegido... eu queria poder ficar o mais perto possível de você. De um jeito que me fizesse sentir que nada no mundo pode me tocar.

S/n continuou a acariciá-lo, esperando que ele completasse o pensamento.

— Eu queria... — Louis respirou fundo, olhando-a nos olhos com uma súplica silenciosa. — Eu queria ser amamentado por você. Não... você sabe, não tem a ver com leite ou algo assim. É o gesto. O carinho. Eu só quero sentir que você está cuidando de mim desse jeito.

O pedido, embora incomum para muitos, não assustou S/n. Ela conhecia a profundidade do amor que compartilhavam e entendia que, para Louis, aquilo era uma busca por cura emocional, um refúgio contra a ansiedade que o devorava.

— Oh, Louis — disse ela, o tom de voz transbordando amor e compreensão. — Venha aqui.

Com movimentos lentos e carinhosos, ela se ajeitou contra a cabeceira da cama, empilhando os travesseiros para ficar recostada. Ela o guiou suavemente, e Louis, com a cautela que lhe era característica, moveu-se para os braços dela.

S/n desabotoou os botões superiores de sua camisola de cetim, expondo a pele macia de seus seios. Não havia luxúria no ar, apenas uma aura de santidade e proteção. Ela puxou a cabeça de Louis para o seu peito, acomodando-o da forma mais confortável possível.

— Está tudo bem, meu querido — sussurrou ela, enquanto Louis se aproximava, o rosto encontrando o calor do corpo dela.

Ele hesitou por um segundo, os lábios roçando a pele dela, antes de se entregar ao gesto. Louis fechou os olhos e começou a sugar de forma suave e rítmica, o som de sua respiração começando a se acalmar conforme ele se perdia naquela sensação de acolhimento total.

S/n envolveu-o com os braços, uma mão repousando sobre a nuca dele e a outra acariciando seu braço musculoso. Ela sentia a pulsação dele diminuir, a tensão deixando os ombros largos do namorado.

— Você é tão amado, Louis — dizia ela em voz baixa, quase um mantra. — Nada vai te machucar enquanto você estiver aqui. Eu cuido de você.

Louis sentiu uma onda de paz percorrer seu corpo. O gesto, tão íntimo e carregado de simbolismo, era exatamente o que sua alma ansiosa gritava para receber. Ali, ele não era o ator de Enola Holmes, não era o ídolo de milhares de pessoas; ele era apenas um homem nos braços da mulher que amava, sendo nutrido por um afeto que transcendia o físico.

— Obrigado — murmurou ele contra a pele dela, a voz abafada, mas cheia de gratidão.

— Shh... não precisa agradecer — respondeu ela, beijando a têmpora dele. — Eu adoro cuidar de você. Adoro que você se sinta seguro o suficiente para me mostrar esse seu lado.

Eles permaneceram assim por um longo tempo. O quarto, antes preenchido pela ansiedade residual do pesadelo, agora estava imerso em uma atmosfera de serenidade profunda. S/n observava o rosto de Louis; as pálpebras dele pesavam, e a expressão de angústia havia desaparecido, dando lugar à calma que ele tanto buscava.

— Você está melhor? — perguntou ela, depois de alguns minutos de silêncio compartilhado.

Louis se afastou minimamente, apenas o suficiente para olhar para ela. Seus olhos estavam úmidos, mas brilhavam com uma luz diferente. A covinha em seu queixo apareceu discretamente quando ele esboçou um sorriso tímido.

— Muito melhor. Você não faz ideia do quanto isso me acalma. É como se todo o barulho do mundo lá fora sumisse.

— O mundo pode esperar até amanhã — disse S/n, ajeitando a camisola e puxando o edredom para cobrir os dois. — Agora, é só o nosso tempo.

Louis se aninhou novamente contra ela, escondendo o rosto em seu pescoço, inspirando o perfume floral que ela sempre exalava.

— Eu te amo tanto, S/n. Às vezes eu acho que não mereço alguém tão compreensiva como você.

— Não diga bobagens — rebateu ela com um tom brincalhão, mas firme. — Nós cuidamos um do outro. É assim que o amor funciona. E se você precisar disso todas as noites, eu estarei aqui.

— Você é incrível — disse ele, a voz já embargada pelo sono que finalmente chegava de forma natural.

— Durma agora, Louis. Eu não vou a lugar nenhum.

Ela continuou a acariciar o braço dele, sentindo a musculatura relaxada sob seus dedos. Louis Partridge, o jovem de sorriso fácil e coração gigante, finalmente encontrou o descanso que precisava. O pesadelo fora derrotado pela força de um gesto simples, mas carregado de uma entrega que poucos teriam a coragem de pedir ou de oferecer.

O silêncio da noite londrina voltou a reinar, mas agora era um silêncio preenchido pela harmonia de dois corações que batiam no mesmo compasso. S/n velou o sono de seu namorado por mais algum tempo, admirando a beleza dele na penumbra, antes de também fechar os olhos, segura de que, naquele pequeno universo que haviam criado entre quatro paredes, o amor era o único remédio necessário para qualquer dor.

— Boa noite, meu amor — sussurrou ela, antes de adormecer.

E no abraço dela, Louis sonhou, desta vez, com campos verdes e o som de risadas, onde não havia câmeras, não havia roteiros, apenas a paz de ser plenamente cuidado.
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