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Lembra
Fandom: Borusara
Criado: 09/07/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)Fatias de VidaFofuraDor/ConfortoHistória DomésticaEstudo de Personagem
Entre Concreto e Pétalas
A noite na chácara da família Uzumaki tinha um perfume doce de grama molhada e terra fresca. O silêncio do campo, interrompido apenas pelo coaxar distante de alguns sapos e o som do vento nas árvores, era o cenário perfeito para o descanso. Após um dia inteiro de churrasco, risadas e a energia inesgotável de Denki correndo pelo gramado, a casa finalmente mergulhara em uma quietude acolhedora.
Boruto estava encostado no batente da porta de vidro que dava para a varanda do quarto. Ele ainda usava a calça de sarja bege e uma camiseta branca que marcava seus ombros largos, fruto de anos subindo em andaimes e supervisionando obras complexas como engenheiro civil. Ele observou Sarada pelo reflexo do vidro. Ela estava sentada na beira da cama de casal, retirando os sapatos com um suspiro de alívio.
— A Himawari já mandou mensagem? — perguntou ela, a voz suave carregada de um cansaço satisfeito.
Boruto guardou o celular no bolso e caminhou até ela, o passo firme e pesado.
— Mandou sim. O Denki apagou antes mesmo de terminarem de ler a primeira história. Ela disse que ele está roncando igual a um pequeno trator.
Sarada soltou uma risadinha baixa, ajeitando os óculos novos — uma armação fina e moderna que realçava a delicadeza de seu rosto. Com apenas um metro e meio de altura, ela parecia quase minúscula perto da estatura imponente de Boruto, mas sua presença sempre preenchia o espaço de forma elegante.
— Ele se divertiu muito hoje — comentou ela, levantando-se para guardar os sapatos. — Ver ele correndo com os primos... me faz pensar que valeu a pena toda a correria da semana.
Boruto parou atrás dela, envolvendo a cintura de Sarada com seus braços fortes. A diferença de altura era notável; ele precisou se inclinar para apoiar o queixo no topo da cabeça dela. Suas mãos, calejadas pelo trabalho pesado, mas sempre gentis com ela, espalmaram-se sobre o tecido leve do vestido floral que ela usava.
— Ele se divertiu, mas eu sei de outra pessoa que também aproveitou — Boruto murmurou perto do ouvido dela, o tom de voz ganhando uma nota mais rouca. — Você não parava de sorrir enquanto ganhava de todo mundo no baralho.
Sarada inclinou a cabeça para trás, encontrando o olhar azul e provocativo dele.
— Eu sou competitiva, Boruto. Você sabe disso.
— Eu sei. E eu adoro isso — ele riu, dando um beijo casto na nuca dela, sentindo o perfume de lavanda que ela sempre usava. — Mas agora que o pequeno está seguro com a tia e a casa está em silêncio... temos um momento só nosso. Finalmente.
Ele a girou devagar nos braços, mantendo-a por perto. O olhar de Boruto percorreu o rosto de Sarada com uma admiração que ele raramente colocava em palavras, preferindo demonstrar em cada cuidado cotidiano. Ele sabia que ela era reservada, que as marcas do passado e a ausência emocional de seu pai a tornavam alguém que valorizava a segurança e a constância. Boruto se esforçava todos os dias para ser o porto seguro dela.
— Você se divertiu muito hoje, Sarada — continuou ele, um sorriso ladino brincando em seus lábios. — Talvez agora seja a minha vez de ser mimado, não acha?
Sarada sentiu o rosto esquentar, uma timidez gostosa subindo pelas bochechas. Ela ajustou os óculos, um tique nervoso que ele conhecia bem, e sorriu de volta.
— E o que o senhor engenheiro tem em mente para esse "mimo"? — perguntou ela, brincando com os dedos na gola da camiseta dele.
— Bom, para começar... — Boruto a pegou no colo sem aviso, fazendo-a soltar um ganido de surpresa enquanto se agarrava ao pescoço dele. — Eu quero sua atenção total. Sem preocupações com prazos, sem pensar no Denki por algumas horas, apenas nós dois.
Ele a deitou com cuidado sobre os lençóis de algodão egípcio, posicionando-se sobre ela, mas sustentando o próprio peso nos cotovelos para não sufocá-la. A luz do abajur criava sombras suaves no quarto, destacando a pele clara de Sarada contra o cabelo preto espalhado no travesseiro.
— Você está linda com esses óculos novos — ele sussurrou, retirando o acessório com delicadeza e colocando-o na mesa de cabeceira. — Mas eu prefiro ver seus olhos sem nada no caminho.
Sarada sentiu o coração acelerar. Ela sempre fora mais contida, preferindo o silêncio às grandes declarações, mas com Boruto era diferente. Ele aprendera a ler suas entrelinhas, a entender que seu amor se manifestava no café da manhã preparado em silêncio ou no modo como ela cuidava das roupas dele. E ele, com sua maturidade adquirida em anos de responsabilidades, sabia exatamente como derrubar as barreiras dela.
— Eu também senti falta disso — confessou ela em voz baixa, esticando a mão para acariciar o rosto dele, sentindo a textura leve da barba por fazer. — De estarmos assim. Só nós.
Boruto fechou os olhos por um momento, aproveitando o toque. Ele não era mais o garoto impulsivo de anos atrás. O trabalho na engenharia lhe ensinara que uma estrutura sólida precisava de tempo, paciência e atenção aos detalhes. Seu casamento com Sarada era sua construção mais preciosa.
— Eu amo você, Sarada — disse ele, a voz firme e carregada de uma sinceridade que a fez estremecer. — Mais do que qualquer projeto que eu já tenha assinado.
— Eu sei — respondeu ela, puxando-o para mais perto. — Eu sinto isso em tudo o que você faz.
O beijo que se seguiu foi lento, um encontro de lábios que carregava a história de anos de companheirismo. Não havia pressa. Boruto explorava cada centímetro do rosto dela com beijos suaves, enquanto suas mãos traçavam o contorno do corpo de Sarada por cima do vestido floral. Ele sentiu o zíper nas costas da peça e parou por um segundo, buscando o consentimento nos olhos dela.
Sarada respondeu guiando as mãos dele, um gesto silencioso que dizia mais do que qualquer palavra. O vestido deslizou pelos ombros dela, revelando a pele macia e as curvas que Boruto conhecia e adorava.
— Você tem certeza? — ele perguntou, a voz baixa, o instinto protetor sempre presente.
— Com você, eu sempre tenho certeza, Boruto.
A noite avançou entre carícias e descobertas. Boruto era cuidadoso, tratando-a como se ela fosse a joia mais rara de sua coleção, enquanto Sarada se permitia perder a timidez, entregando-se à sensação de ser amada e desejada. O peso das traumas antigos, da insegurança de não se sentir "o suficiente", parecia dissipar-se sob o toque firme e seguro de Boruto.
Para ele, estar com Sarada era como encontrar o equilíbrio perfeito de uma planta arquitetônica; tudo se encaixava, tudo fazia sentido. Ele sentia a respiração dela contra seu pescoço, o modo como ela se arqueava sob seu toque, e a cada instante, a conexão entre eles se fortalecia.
— Você é incrível — ele murmurou contra a pele dela, enquanto suas mãos se entrelaçavam.
Sarada não respondeu com palavras. Em vez disso, ela o abraçou com força, escondendo o rosto no peito largo dele, ouvindo as batidas descompassadas do coração de Boruto. Naquele momento, não havia engenheiro, não havia traumas de infância, não havia mundo exterior. Havia apenas o calor daquela chácara e a promessa de um futuro construído tijolo por tijolo, com amor e paciência.
Horas depois, quando a lua já estava alta no céu e a exaustão feliz começava a tomar conta, eles ficaram ali, abraçados sob o edredom. O silêncio do campo voltara a reinar, mas agora era um silêncio compartilhado.
— Boruto? — chamou ela, a voz quase um sussurro sonolento.
— Hum?
— Obrigada. Por hoje. Por tudo.
Ele sorriu na escuridão, dando um beijo no topo da cabeça dela.
— Eu que agradeço, Sarada. Agora dorme. Amanhã o Denki vai chegar cedo querendo que o pai dele o ensine a pescar no lago, e eu vou precisar de toda a energia do mundo.
Sarada riu baixinho, fechando os olhos.
— Ele é igualzinho a você.
— Coitado do menino — brincou Boruto, ajeitando o lençol sobre os dois. — Mas se ele tiver a sua inteligência, ele vai ficar bem.
Com o coração leve e a alma em paz, os dois se entregaram ao sono, sabendo que, independentemente do que o amanhã trouxesse, eles tinham a estrutura mais sólida de todas para se apoiar: um ao outro.
Boruto estava encostado no batente da porta de vidro que dava para a varanda do quarto. Ele ainda usava a calça de sarja bege e uma camiseta branca que marcava seus ombros largos, fruto de anos subindo em andaimes e supervisionando obras complexas como engenheiro civil. Ele observou Sarada pelo reflexo do vidro. Ela estava sentada na beira da cama de casal, retirando os sapatos com um suspiro de alívio.
— A Himawari já mandou mensagem? — perguntou ela, a voz suave carregada de um cansaço satisfeito.
Boruto guardou o celular no bolso e caminhou até ela, o passo firme e pesado.
— Mandou sim. O Denki apagou antes mesmo de terminarem de ler a primeira história. Ela disse que ele está roncando igual a um pequeno trator.
Sarada soltou uma risadinha baixa, ajeitando os óculos novos — uma armação fina e moderna que realçava a delicadeza de seu rosto. Com apenas um metro e meio de altura, ela parecia quase minúscula perto da estatura imponente de Boruto, mas sua presença sempre preenchia o espaço de forma elegante.
— Ele se divertiu muito hoje — comentou ela, levantando-se para guardar os sapatos. — Ver ele correndo com os primos... me faz pensar que valeu a pena toda a correria da semana.
Boruto parou atrás dela, envolvendo a cintura de Sarada com seus braços fortes. A diferença de altura era notável; ele precisou se inclinar para apoiar o queixo no topo da cabeça dela. Suas mãos, calejadas pelo trabalho pesado, mas sempre gentis com ela, espalmaram-se sobre o tecido leve do vestido floral que ela usava.
— Ele se divertiu, mas eu sei de outra pessoa que também aproveitou — Boruto murmurou perto do ouvido dela, o tom de voz ganhando uma nota mais rouca. — Você não parava de sorrir enquanto ganhava de todo mundo no baralho.
Sarada inclinou a cabeça para trás, encontrando o olhar azul e provocativo dele.
— Eu sou competitiva, Boruto. Você sabe disso.
— Eu sei. E eu adoro isso — ele riu, dando um beijo casto na nuca dela, sentindo o perfume de lavanda que ela sempre usava. — Mas agora que o pequeno está seguro com a tia e a casa está em silêncio... temos um momento só nosso. Finalmente.
Ele a girou devagar nos braços, mantendo-a por perto. O olhar de Boruto percorreu o rosto de Sarada com uma admiração que ele raramente colocava em palavras, preferindo demonstrar em cada cuidado cotidiano. Ele sabia que ela era reservada, que as marcas do passado e a ausência emocional de seu pai a tornavam alguém que valorizava a segurança e a constância. Boruto se esforçava todos os dias para ser o porto seguro dela.
— Você se divertiu muito hoje, Sarada — continuou ele, um sorriso ladino brincando em seus lábios. — Talvez agora seja a minha vez de ser mimado, não acha?
Sarada sentiu o rosto esquentar, uma timidez gostosa subindo pelas bochechas. Ela ajustou os óculos, um tique nervoso que ele conhecia bem, e sorriu de volta.
— E o que o senhor engenheiro tem em mente para esse "mimo"? — perguntou ela, brincando com os dedos na gola da camiseta dele.
— Bom, para começar... — Boruto a pegou no colo sem aviso, fazendo-a soltar um ganido de surpresa enquanto se agarrava ao pescoço dele. — Eu quero sua atenção total. Sem preocupações com prazos, sem pensar no Denki por algumas horas, apenas nós dois.
Ele a deitou com cuidado sobre os lençóis de algodão egípcio, posicionando-se sobre ela, mas sustentando o próprio peso nos cotovelos para não sufocá-la. A luz do abajur criava sombras suaves no quarto, destacando a pele clara de Sarada contra o cabelo preto espalhado no travesseiro.
— Você está linda com esses óculos novos — ele sussurrou, retirando o acessório com delicadeza e colocando-o na mesa de cabeceira. — Mas eu prefiro ver seus olhos sem nada no caminho.
Sarada sentiu o coração acelerar. Ela sempre fora mais contida, preferindo o silêncio às grandes declarações, mas com Boruto era diferente. Ele aprendera a ler suas entrelinhas, a entender que seu amor se manifestava no café da manhã preparado em silêncio ou no modo como ela cuidava das roupas dele. E ele, com sua maturidade adquirida em anos de responsabilidades, sabia exatamente como derrubar as barreiras dela.
— Eu também senti falta disso — confessou ela em voz baixa, esticando a mão para acariciar o rosto dele, sentindo a textura leve da barba por fazer. — De estarmos assim. Só nós.
Boruto fechou os olhos por um momento, aproveitando o toque. Ele não era mais o garoto impulsivo de anos atrás. O trabalho na engenharia lhe ensinara que uma estrutura sólida precisava de tempo, paciência e atenção aos detalhes. Seu casamento com Sarada era sua construção mais preciosa.
— Eu amo você, Sarada — disse ele, a voz firme e carregada de uma sinceridade que a fez estremecer. — Mais do que qualquer projeto que eu já tenha assinado.
— Eu sei — respondeu ela, puxando-o para mais perto. — Eu sinto isso em tudo o que você faz.
O beijo que se seguiu foi lento, um encontro de lábios que carregava a história de anos de companheirismo. Não havia pressa. Boruto explorava cada centímetro do rosto dela com beijos suaves, enquanto suas mãos traçavam o contorno do corpo de Sarada por cima do vestido floral. Ele sentiu o zíper nas costas da peça e parou por um segundo, buscando o consentimento nos olhos dela.
Sarada respondeu guiando as mãos dele, um gesto silencioso que dizia mais do que qualquer palavra. O vestido deslizou pelos ombros dela, revelando a pele macia e as curvas que Boruto conhecia e adorava.
— Você tem certeza? — ele perguntou, a voz baixa, o instinto protetor sempre presente.
— Com você, eu sempre tenho certeza, Boruto.
A noite avançou entre carícias e descobertas. Boruto era cuidadoso, tratando-a como se ela fosse a joia mais rara de sua coleção, enquanto Sarada se permitia perder a timidez, entregando-se à sensação de ser amada e desejada. O peso das traumas antigos, da insegurança de não se sentir "o suficiente", parecia dissipar-se sob o toque firme e seguro de Boruto.
Para ele, estar com Sarada era como encontrar o equilíbrio perfeito de uma planta arquitetônica; tudo se encaixava, tudo fazia sentido. Ele sentia a respiração dela contra seu pescoço, o modo como ela se arqueava sob seu toque, e a cada instante, a conexão entre eles se fortalecia.
— Você é incrível — ele murmurou contra a pele dela, enquanto suas mãos se entrelaçavam.
Sarada não respondeu com palavras. Em vez disso, ela o abraçou com força, escondendo o rosto no peito largo dele, ouvindo as batidas descompassadas do coração de Boruto. Naquele momento, não havia engenheiro, não havia traumas de infância, não havia mundo exterior. Havia apenas o calor daquela chácara e a promessa de um futuro construído tijolo por tijolo, com amor e paciência.
Horas depois, quando a lua já estava alta no céu e a exaustão feliz começava a tomar conta, eles ficaram ali, abraçados sob o edredom. O silêncio do campo voltara a reinar, mas agora era um silêncio compartilhado.
— Boruto? — chamou ela, a voz quase um sussurro sonolento.
— Hum?
— Obrigada. Por hoje. Por tudo.
Ele sorriu na escuridão, dando um beijo no topo da cabeça dela.
— Eu que agradeço, Sarada. Agora dorme. Amanhã o Denki vai chegar cedo querendo que o pai dele o ensine a pescar no lago, e eu vou precisar de toda a energia do mundo.
Sarada riu baixinho, fechando os olhos.
— Ele é igualzinho a você.
— Coitado do menino — brincou Boruto, ajeitando o lençol sobre os dois. — Mas se ele tiver a sua inteligência, ele vai ficar bem.
Com o coração leve e a alma em paz, os dois se entregaram ao sono, sabendo que, independentemente do que o amanhã trouxesse, eles tinham a estrutura mais sólida de todas para se apoiar: um ao outro.
