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Fandom: Stray kids
Criado: 09/07/2026
Tags
UA (Universo Alternativo)DramaAngústiaPsicológicoSombrioEstudo de PersonagemSuspense
Entre Sombras e Tensões
A atmosfera na sala de ensaio do Stray Kids estava carregada, mas não era o tipo de tensão comum que precede um comeback ou uma turnê mundial. Havia algo mais denso no ar, um peso que parecia emanar diretamente da figura encostada na parede de espelhos, observando cada movimento dos oito membros com olhos de águia. Cauã, o novo e rigoroso chefe de operações do grupo, não era conhecido por sua paciência. Ele havia sido contratado com um único objetivo: extrair a perfeição absoluta, custasse o que custasse.
O som das batidas pesadas de "LALALALA" ecoava pelas caixas de som, mas Han Jisung sentia que seus pés pesavam toneladas. O suor escorria por sua têmpora, e seu coração martelava contra as costelas, não apenas pelo esforço físico, mas pela sensação constante de que estava sendo vigiado. Ele sabia que Cauã o tinha como alvo desde o início da semana.
— Parem! — A voz de Cauã cortou a música como uma lâmina fria.
O silêncio que se seguiu foi imediato e ensurdecedor. Bang Chan, ofegante, limpou o suor da testa e olhou para o chefe, tentando manter a postura de líder.
— Algum problema, Cauã? — perguntou Chan, tentando suavizar o tom.
— O problema, Chan, é que um de vocês está dançando como se estivesse em um parque de diversões, e não em um palco profissional — Cauã caminhou lentamente pelo centro da sala, seus sapatos sociais estalando contra o piso de madeira. Ele parou exatamente na frente de Han. — Jisung, o que foi aquilo no segundo refrão? Você está atrasado meio tempo. De novo.
Han baixou o olhar, as mãos trêmulas escondidas nas mangas largas do moletom.
— Desculpe, eu... eu vou prestar mais atenção — murmurou Han, sentindo o rosto queimar.
— "Prestar atenção" não é o suficiente. Eu quero perfeição — Cauã se aproximou um passo, invadindo o espaço pessoal de Han. — Os outros podem ir para o dormitório. Jisung, você fica. Vamos passar essa sequência até que seus pés decorem o ritmo sem que sua mente precise interferir.
Lee Know deu um passo à frente, o rosto fechado em uma expressão de desagrado.
— Ele está exausto, Cauã. Estamos aqui há doze horas. Podemos retomar isso amanhã cedo.
Cauã sequer desviou o olhar de Han.
— Eu não fiz uma pergunta, Lee Know. Eu dei uma ordem. Se você quer que o grupo continue no topo, precisa aprender que o elo mais fraco deve ser fortalecido sob pressão. Saiam. Todos vocês.
Hyunjin e Seungmin trocaram olhares preocupados. Seungmin tocou levemente o ombro de Han antes de sair, um gesto silencioso de apoio que Han mal conseguiu retribuir. Felix e I.N saíram em silêncio, visivelmente desconfortáveis com a aura autoritária que Cauã emanava. Changbin ainda tentou dizer algo, mas Bang Chan o segurou pelo braço, balançando a cabeça negativamente. Chan sabia que confrontar Cauã naquele momento só pioraria as coisas para Han.
A porta da sala de ensaio se fechou, deixando Han e Cauã sozinhos sob as luzes brancas e frias.
— De novo — ordenou Cauã, indo até o painel de controle e reiniciando a música.
Han se posicionou. Ele dançou. Seus músculos gritavam, e a ansiedade começava a subir por sua garganta como uma onda amarga. Ele errou um passo. Depois outro.
— Pare — disse Cauã, desligando o som. O silêncio voltou, mas desta vez era predatório.
Cauã caminhou até Han. O rapper sentiu o impulso de recuar, mas suas costas logo encontraram o espelho frio. Cauã parou a centímetros dele, uma mão subindo para se apoiar no espelho, logo acima da cabeça de Han.
— Você está disperso, Jisung. Onde está sua cabeça? — perguntou Cauã, sua voz agora baixa, quase um sussurro perigoso.
— Eu estou tentando... — começou Han, mas sua voz falhou.
— Tentando? — Cauã riu, um som seco e sem humor. — Você é um dos melhores rappers da indústria, um produtor brilhante. Mas aqui, nesta sala, você parece um amador assustado. O que foi? O medo de falhar está te paralisando?
Cauã usou a outra mão para segurar o queixo de Han, forçando-o a olhar em seus olhos. O aperto não era doloroso, mas era firme, possessivo. Han sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Não era apenas bronca profissional; havia uma intensidade na forma como Cauã o olhava que Han não sabia processar.
— Eu não vou deixar você estragar o trabalho do grupo — continuou Cauã, aproximando o rosto. — Eu vou pegar você de jeito, Jisung. Vou moldar cada movimento seu, cada respiração, até que você seja exatamente o que eu quero que você seja.
— Você está sendo injusto — Han conseguiu dizer, a voz firme apesar do tremor interno. — Eu dou o meu sangue por esse grupo.
— Então me mostre esse sangue — Cauã soltou o queixo dele, mas não se afastou. — Mostre-me que você tem fogo, e não apenas medo.
Ele segurou Han pelos ombros e o virou de frente para o espelho, ficando logo atrás dele. As mãos de Cauã desceram pelos braços de Han, apertando os bíceps, corrigindo a postura. A proximidade era excessiva. Han podia sentir o calor do corpo de Cauã contra suas costas, o cheiro de perfume caro e café envolvendo seus sentidos.
— Olhe para você — sussurrou Cauã no ouvido de Han. — O que você vê?
— Eu vejo alguém cansado — respondeu Han, olhando para o próprio reflexo, os olhos brilhando com uma mistura de raiva e exaustão.
— Eu vejo potencial desperdiçado por falta de disciplina — rebateu Cauã. — Vamos começar do início. E desta vez, se você errar, haverá consequências além de apenas repetir a dança.
Han engoliu em seco. Ele conhecia aquele tom. Cauã não estava brincando. O "pegar de jeito" que o chefe mencionara não era apenas uma metáfora sobre trabalho duro; era um domínio psicológico e físico que Han sentia que estava prestes a enfrentar.
— O que você quer de mim? — perguntou Han, virando o rosto levemente para trás.
Cauã sorriu de canto, um sorriso que não chegava aos olhos, mas que carregava uma promessa obscura.
— Eu quero sua submissão total à minha direção. Quero que, quando você estiver naquele palco, você pense em como eu te corrigi nesta sala. Quero ser a voz na sua cabeça que te impede de falhar.
A música recomeçou. Cauã não se afastou totalmente; ele permaneceu circulando Han como um predador avaliando sua presa. Cada vez que Han cometia um deslize mínimo, Cauã intervinha fisicamente. Ele segurava a cintura de Han para corrigir a rotação, puxava seu braço para ajustar o ângulo, ou simplesmente parava atrás dele, sussurrando críticas que beiravam o insulto, mas que, curiosamente, faziam a adrenalina de Han disparar.
— De novo — repetia Cauã.
As horas passaram. O relógio na parede marcava três da manhã. Han estava no limite de suas forças. Quando a música parou pela última vez, ele desabou de joelhos, o peito subindo e descendo violentamente.
Cauã se aproximou e, em vez de uma nova ordem, ele se agachou na frente de Han. Ele pegou uma garrafa de água e a ofereceu. Han a pegou com as mãos trêmulas, bebendo quase tudo de uma vez.
— Melhor — disse Cauã, sua voz suavizando apenas um pouco, mas mantendo a autoridade. — Você rendeu mais nessas últimas três horas do que na semana inteira. Sabe por quê?
Han negou com a cabeça, limpando a boca com as costas da mão.
— Porque você precisa de alguém que te leve ao limite — Cauã estendeu a mão e acariciou o cabelo suado de Han, um gesto surpreendentemente terno que contrastava com a agressividade de antes. — Você precisa de alguém que pegue você de jeito e não te deixe cair na mediocridade.
Han olhou para Cauã, e por um momento, a tensão entre eles mudou de natureza. Não era mais apenas sobre dança ou trabalho. Havia uma eletricidade crua, um entendimento silencioso de que a relação entre chefe e ídolo tinha acabado de cruzar uma linha invisível.
— Eu te odeio — sussurrou Han, embora seus olhos dissessem algo muito mais complexo.
Cauã soltou uma risada baixa e se levantou, estendendo a mão para ajudar Han a ficar de pé.
— Ótimo. Use esse ódio. Use essa energia amanhã. Mas lembre-se, Jisung... — ele puxou Han para perto, o suficiente para que seus narizes se tocassem. — Você é meu projeto agora. E eu nunca deixo um projeto inacabado.
Cauã soltou Han e caminhou até a porta, pegando seu paletó.
— Vá dormir. O carro está esperando lá embaixo. E não se atrase amanhã. Eu estarei assistindo.
Han ficou parado no centro da sala, o som de seus próprios batimentos cardíacos preenchendo o vazio. Ele olhou para o espelho e não viu mais apenas o garoto cansado. Viu alguém que tinha sido desafiado em sua essência. Cauã o tinha pego de jeito, de uma forma que ninguém jamais ousara, e o pior de tudo era que Han sabia que, no fundo, ele queria voltar para aquela sala no dia seguinte para ver até onde Cauã o levaria.
Enquanto caminhava para o elevador, Han sentiu o peso do olhar de Cauã ainda marcado em sua pele. Ele sabia que as coisas no Stray Kids nunca mais seriam as mesmas. O jogo tinha mudado, e as regras agora eram escritas por um homem que não aceitava nada menos que a entrega total.
Ao chegar no dormitório, o silêncio era absoluto, exceto pelo som baixo da televisão na sala. Bang Chan estava sentado no sofá, esperando.
— Você está bem? — perguntou o líder, levantando-se imediatamente ao ver o estado de Han.
Han apenas assentiu, passando por ele em direção ao quarto.
— Ele é... intenso, Chan. Mas eu acho que ele sabe o que está fazendo.
Chan franziu o cenho, observando a porta do quarto de Han se fechar. Ele conhecia Jisung melhor do que ninguém, e aquele brilho nos olhos do rapper não era apenas cansaço. Era o brilho de quem tinha encontrado um adversário à altura, ou talvez, alguém que finalmente tinha decifrado o código de sua própria insegurança.
No dia seguinte, o ensaio começou pontualmente. Cauã estava lá, na mesma posição, com a mesma expressão impenetrável. Mas quando a música começou e Han Jisung deu o primeiro passo, não houve hesitação. Ele dançou com uma fúria e uma precisão que deixaram os outros membros boquiabertos.
No fundo da sala, Cauã cruzou os braços e permitiu-se um sorriso imperceptível. Ele tinha pego Han de jeito, e o resultado era nada menos que magnífico. O Stray Kids estava prestes a alcançar um novo patamar, mas o preço dessa ascensão era um segredo que apenas Han e Cauã compartilhavam entre as sombras da sala de ensaio.
O som das batidas pesadas de "LALALALA" ecoava pelas caixas de som, mas Han Jisung sentia que seus pés pesavam toneladas. O suor escorria por sua têmpora, e seu coração martelava contra as costelas, não apenas pelo esforço físico, mas pela sensação constante de que estava sendo vigiado. Ele sabia que Cauã o tinha como alvo desde o início da semana.
— Parem! — A voz de Cauã cortou a música como uma lâmina fria.
O silêncio que se seguiu foi imediato e ensurdecedor. Bang Chan, ofegante, limpou o suor da testa e olhou para o chefe, tentando manter a postura de líder.
— Algum problema, Cauã? — perguntou Chan, tentando suavizar o tom.
— O problema, Chan, é que um de vocês está dançando como se estivesse em um parque de diversões, e não em um palco profissional — Cauã caminhou lentamente pelo centro da sala, seus sapatos sociais estalando contra o piso de madeira. Ele parou exatamente na frente de Han. — Jisung, o que foi aquilo no segundo refrão? Você está atrasado meio tempo. De novo.
Han baixou o olhar, as mãos trêmulas escondidas nas mangas largas do moletom.
— Desculpe, eu... eu vou prestar mais atenção — murmurou Han, sentindo o rosto queimar.
— "Prestar atenção" não é o suficiente. Eu quero perfeição — Cauã se aproximou um passo, invadindo o espaço pessoal de Han. — Os outros podem ir para o dormitório. Jisung, você fica. Vamos passar essa sequência até que seus pés decorem o ritmo sem que sua mente precise interferir.
Lee Know deu um passo à frente, o rosto fechado em uma expressão de desagrado.
— Ele está exausto, Cauã. Estamos aqui há doze horas. Podemos retomar isso amanhã cedo.
Cauã sequer desviou o olhar de Han.
— Eu não fiz uma pergunta, Lee Know. Eu dei uma ordem. Se você quer que o grupo continue no topo, precisa aprender que o elo mais fraco deve ser fortalecido sob pressão. Saiam. Todos vocês.
Hyunjin e Seungmin trocaram olhares preocupados. Seungmin tocou levemente o ombro de Han antes de sair, um gesto silencioso de apoio que Han mal conseguiu retribuir. Felix e I.N saíram em silêncio, visivelmente desconfortáveis com a aura autoritária que Cauã emanava. Changbin ainda tentou dizer algo, mas Bang Chan o segurou pelo braço, balançando a cabeça negativamente. Chan sabia que confrontar Cauã naquele momento só pioraria as coisas para Han.
A porta da sala de ensaio se fechou, deixando Han e Cauã sozinhos sob as luzes brancas e frias.
— De novo — ordenou Cauã, indo até o painel de controle e reiniciando a música.
Han se posicionou. Ele dançou. Seus músculos gritavam, e a ansiedade começava a subir por sua garganta como uma onda amarga. Ele errou um passo. Depois outro.
— Pare — disse Cauã, desligando o som. O silêncio voltou, mas desta vez era predatório.
Cauã caminhou até Han. O rapper sentiu o impulso de recuar, mas suas costas logo encontraram o espelho frio. Cauã parou a centímetros dele, uma mão subindo para se apoiar no espelho, logo acima da cabeça de Han.
— Você está disperso, Jisung. Onde está sua cabeça? — perguntou Cauã, sua voz agora baixa, quase um sussurro perigoso.
— Eu estou tentando... — começou Han, mas sua voz falhou.
— Tentando? — Cauã riu, um som seco e sem humor. — Você é um dos melhores rappers da indústria, um produtor brilhante. Mas aqui, nesta sala, você parece um amador assustado. O que foi? O medo de falhar está te paralisando?
Cauã usou a outra mão para segurar o queixo de Han, forçando-o a olhar em seus olhos. O aperto não era doloroso, mas era firme, possessivo. Han sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Não era apenas bronca profissional; havia uma intensidade na forma como Cauã o olhava que Han não sabia processar.
— Eu não vou deixar você estragar o trabalho do grupo — continuou Cauã, aproximando o rosto. — Eu vou pegar você de jeito, Jisung. Vou moldar cada movimento seu, cada respiração, até que você seja exatamente o que eu quero que você seja.
— Você está sendo injusto — Han conseguiu dizer, a voz firme apesar do tremor interno. — Eu dou o meu sangue por esse grupo.
— Então me mostre esse sangue — Cauã soltou o queixo dele, mas não se afastou. — Mostre-me que você tem fogo, e não apenas medo.
Ele segurou Han pelos ombros e o virou de frente para o espelho, ficando logo atrás dele. As mãos de Cauã desceram pelos braços de Han, apertando os bíceps, corrigindo a postura. A proximidade era excessiva. Han podia sentir o calor do corpo de Cauã contra suas costas, o cheiro de perfume caro e café envolvendo seus sentidos.
— Olhe para você — sussurrou Cauã no ouvido de Han. — O que você vê?
— Eu vejo alguém cansado — respondeu Han, olhando para o próprio reflexo, os olhos brilhando com uma mistura de raiva e exaustão.
— Eu vejo potencial desperdiçado por falta de disciplina — rebateu Cauã. — Vamos começar do início. E desta vez, se você errar, haverá consequências além de apenas repetir a dança.
Han engoliu em seco. Ele conhecia aquele tom. Cauã não estava brincando. O "pegar de jeito" que o chefe mencionara não era apenas uma metáfora sobre trabalho duro; era um domínio psicológico e físico que Han sentia que estava prestes a enfrentar.
— O que você quer de mim? — perguntou Han, virando o rosto levemente para trás.
Cauã sorriu de canto, um sorriso que não chegava aos olhos, mas que carregava uma promessa obscura.
— Eu quero sua submissão total à minha direção. Quero que, quando você estiver naquele palco, você pense em como eu te corrigi nesta sala. Quero ser a voz na sua cabeça que te impede de falhar.
A música recomeçou. Cauã não se afastou totalmente; ele permaneceu circulando Han como um predador avaliando sua presa. Cada vez que Han cometia um deslize mínimo, Cauã intervinha fisicamente. Ele segurava a cintura de Han para corrigir a rotação, puxava seu braço para ajustar o ângulo, ou simplesmente parava atrás dele, sussurrando críticas que beiravam o insulto, mas que, curiosamente, faziam a adrenalina de Han disparar.
— De novo — repetia Cauã.
As horas passaram. O relógio na parede marcava três da manhã. Han estava no limite de suas forças. Quando a música parou pela última vez, ele desabou de joelhos, o peito subindo e descendo violentamente.
Cauã se aproximou e, em vez de uma nova ordem, ele se agachou na frente de Han. Ele pegou uma garrafa de água e a ofereceu. Han a pegou com as mãos trêmulas, bebendo quase tudo de uma vez.
— Melhor — disse Cauã, sua voz suavizando apenas um pouco, mas mantendo a autoridade. — Você rendeu mais nessas últimas três horas do que na semana inteira. Sabe por quê?
Han negou com a cabeça, limpando a boca com as costas da mão.
— Porque você precisa de alguém que te leve ao limite — Cauã estendeu a mão e acariciou o cabelo suado de Han, um gesto surpreendentemente terno que contrastava com a agressividade de antes. — Você precisa de alguém que pegue você de jeito e não te deixe cair na mediocridade.
Han olhou para Cauã, e por um momento, a tensão entre eles mudou de natureza. Não era mais apenas sobre dança ou trabalho. Havia uma eletricidade crua, um entendimento silencioso de que a relação entre chefe e ídolo tinha acabado de cruzar uma linha invisível.
— Eu te odeio — sussurrou Han, embora seus olhos dissessem algo muito mais complexo.
Cauã soltou uma risada baixa e se levantou, estendendo a mão para ajudar Han a ficar de pé.
— Ótimo. Use esse ódio. Use essa energia amanhã. Mas lembre-se, Jisung... — ele puxou Han para perto, o suficiente para que seus narizes se tocassem. — Você é meu projeto agora. E eu nunca deixo um projeto inacabado.
Cauã soltou Han e caminhou até a porta, pegando seu paletó.
— Vá dormir. O carro está esperando lá embaixo. E não se atrase amanhã. Eu estarei assistindo.
Han ficou parado no centro da sala, o som de seus próprios batimentos cardíacos preenchendo o vazio. Ele olhou para o espelho e não viu mais apenas o garoto cansado. Viu alguém que tinha sido desafiado em sua essência. Cauã o tinha pego de jeito, de uma forma que ninguém jamais ousara, e o pior de tudo era que Han sabia que, no fundo, ele queria voltar para aquela sala no dia seguinte para ver até onde Cauã o levaria.
Enquanto caminhava para o elevador, Han sentiu o peso do olhar de Cauã ainda marcado em sua pele. Ele sabia que as coisas no Stray Kids nunca mais seriam as mesmas. O jogo tinha mudado, e as regras agora eram escritas por um homem que não aceitava nada menos que a entrega total.
Ao chegar no dormitório, o silêncio era absoluto, exceto pelo som baixo da televisão na sala. Bang Chan estava sentado no sofá, esperando.
— Você está bem? — perguntou o líder, levantando-se imediatamente ao ver o estado de Han.
Han apenas assentiu, passando por ele em direção ao quarto.
— Ele é... intenso, Chan. Mas eu acho que ele sabe o que está fazendo.
Chan franziu o cenho, observando a porta do quarto de Han se fechar. Ele conhecia Jisung melhor do que ninguém, e aquele brilho nos olhos do rapper não era apenas cansaço. Era o brilho de quem tinha encontrado um adversário à altura, ou talvez, alguém que finalmente tinha decifrado o código de sua própria insegurança.
No dia seguinte, o ensaio começou pontualmente. Cauã estava lá, na mesma posição, com a mesma expressão impenetrável. Mas quando a música começou e Han Jisung deu o primeiro passo, não houve hesitação. Ele dançou com uma fúria e uma precisão que deixaram os outros membros boquiabertos.
No fundo da sala, Cauã cruzou os braços e permitiu-se um sorriso imperceptível. Ele tinha pego Han de jeito, e o resultado era nada menos que magnífico. O Stray Kids estava prestes a alcançar um novo patamar, mas o preço dessa ascensão era um segredo que apenas Han e Cauã compartilhavam entre as sombras da sala de ensaio.
