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Fandom: Milk e love , namtam e film bonnie e emi
Criado: 10/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorCiúmesHistória DomésticaCenário Canônico
Entre Lentes e Alfaiataria: O Caos Elegante de Bangkok
O sol da manhã em Bangkok filtrava-se pelas enormes janelas de vidro do estúdio de produções da GMM-GL, criando padrões geométricos no piso de concreto polido. Maria, com seus 1,73 m de altura, movia-se pelo espaço com uma energia contagiante. Ela vestia uma calça de alfaiataria bege de corte largo e uma camisa social branca oversized, com as mangas dobradas até os cotovelos, revelando o relógio prateado e algumas pulseiras discretas. Seus cabelos loiros estavam presos em um coque frouxo, e os olhos azuis brilhavam enquanto ela ajustava o foco de sua câmera.
— Catherine, se você mover esse refletor mais cinco centímetros para a esquerda, eu juro que te dou um beijo na frente de todo mundo — brincou Maria, soltando uma risada rouca que ecoou pelo estúdio.
Catherine, que organizava as araras de roupas com uma precisão cirúrgica, parou o que estava fazendo. Ela usava um conjunto de blazer e calça em tom verde-esmeralda, que contrastava perfeitamente com seus cabelos ruivos e as sardas que pontilhavam seu nariz. Ela arqueou uma sobrancelha, um sorriso ladino brincando em seus lábios.
— Promessas vazias, Maria. Você sabe que eu prefiro cobrar minhas dívidas em particular — Catherine retrucou, aproximando-se da fotógrafa com passos elegantes. — E o refletor já está no lugar certo. É o seu ângulo que está sendo ambicioso demais hoje.
As duas trocaram um olhar carregado de eletricidade, aquela mistura familiar de parceria profissional e a "amizade colorida" que todos no set comentavam à boca pequena.
— Vocês duas não conseguem passar cinco minutos sem flertar? — Jinjin surgiu de trás de um painel, segurando um copo de café e com um sorriso travesso no rosto. — O clima aqui está tão denso que dá para cortar com uma tesoura de costura.
— Não é flerte, Jinjin, é dinâmica de trabalho — Maria respondeu, piscando para a amiga enquanto voltava a olhar pelo visor da câmera.
— Sei... dinâmica — Kapook apareceu logo atrás, saltitando com sua energia habitual. — Se essa é a dinâmica, eu quero ser contratada para ser a terceira peça desse quebra-cabeça!
— Nem pensar, Kapook — disse Ciize, aproximando-se com a calma de quem sempre trazia a razão para o grupo. — Deixe as duas no mundo delas. Temos um cronograma a seguir e a CEO chega em dez minutos.
O aviso de Ciize fez o ambiente ficar ligeiramente mais sério, mas não menos vibrante. A mãe de Maria, a toda-poderosa CEO da empresa, era uma figura que impunha respeito, embora todos soubessem o quanto ela mimava a filha única.
No canto do estúdio, Milk e Love revisavam o roteiro da próxima série. Milk mantinha um braço protetor sobre o ombro de Love, que lia as falas em voz alta com sua voz doce.
— Você acha que a Maria vai querer fotos mais dramáticas para o pôster? — perguntou Love, olhando para onde a fotógrafa brasileira gesticulava animadamente com Catherine.
— Maria sempre busca a verdade na imagem — Milk comentou, observando a amiga com admiração. — Ela tem esse jeito brincalhão, mas quando se trata de capturar a essência de um casal, ela é imbatível.
Perto dali, Namtan e Film conversavam em tons baixos. Namtan, sempre competitiva e focada, analisava os figurinos que Catherine havia desenhado, enquanto Film, com seu jeito reservado, observava a interação entre Maria e Catherine com um olhar analítico.
— Elas se completam, não acha? — Film sussurrou para Namtan.
— Catherine é o freio e Maria é o acelerador — Namtan concordou. — É uma combinação perigosa, mas visualmente impecável.
Enquanto o estúdio fervilhava, uma figura jovem e de olhos brilhantes permanecia encostada em uma coluna, quase invisível. Bonnie, a nova estagiária de produção, não conseguia desviar o olhar de Maria. Para Bonnie, Maria não era apenas a filha da chefe ou uma fotógrafa talentosa; ela era uma visão de elegância e liberdade. O modo como Maria usava roupas de corte masculino com tanta feminilidade e confiança deixava Bonnie fascinada.
— Ela é incrível, não é? — Janhae apareceu ao lado de Bonnie, oferecendo um sorriso gentil ao perceber o estado de transe da garota.
— Eu nunca vi ninguém como ela — Bonnie admitiu, as bochechas corando levemente. — Ela parece... iluminada.
— A Maria tem esse efeito nas pessoas — Janhae disse, dando um tapinha encorajador no ombro de Bonnie. — Mas cuidado, o coração dela é um território bem vigiado pela dona das sardas ali.
Nesse momento, as portas duplas do estúdio se abriram e o silêncio se instalou por um breve segundo. A CEO entrou, vestindo um terno de seda azul-marinho que exalava autoridade. Seu olhar percorreu o ambiente até encontrar Maria. O rosto severo da mulher suavizou-se instantaneamente em um sorriso caloroso.
— Maria, minha querida — disse a CEO, aproximando-se e abraçando a filha com carinho. — Espero que o estúdio esteja de acordo com as suas exigências brasileiras hoje.
— Mãe! — Maria retribuiu o abraço com entusiasmo. — Está tudo perfeito. Catherine e eu acabamos de ajustar a iluminação para o primeiro set de fotos da Milk e da Love.
A CEO virou-se para Catherine, assentindo com respeito.
— Catherine, os croquis que você enviou para a nova coleção de alfaiataria feminina são brilhantes. Você e Maria formam uma equipe e tanto.
— Obrigada, senhora — Catherine respondeu com sua elegância habitual, embora houvesse um brilho de orgulho em seus olhos castanhos. — Maria torna o processo muito mais divertido, mesmo quando tenta me convencer a usar cores que eu odeio.
— Eu só tento trazer um pouco de vida para o seu guarda-roupa monocromático, Cat — Maria provocou, passando o braço pelos ombros de Catherine de forma natural.
A CEO observou o gesto com um olhar cúmplice. Ela conhecia a filha melhor do que ninguém e sabia que, por trás das brincadeiras, havia um sentimento profundo ali.
— Bom, vamos ao trabalho — anunciou a CEO. — Milk, Love, para as posições. Quero ver a química que todos estão comentando.
Maria assumiu seu posto atrás da câmera. O ambiente mudou instantaneamente. A Maria brincalhona deu lugar à profissional meticulosa.
— Milk, chegue mais perto. Love, olhe para ela como se o mundo estivesse desmoronando e ela fosse o seu único porto seguro — Maria instruía, sua voz firme, mas encorajadora.
O flash da câmera disparava ritmicamente. Catherine observava de lado, ajustando um detalhe no blazer de Milk entre um clique e outro. Em um momento de pausa, Maria sentiu um olhar persistente sobre ela. Ela virou a cabeça e viu Bonnie, que a observava com uma mistura de adoração e timidez.
Maria, sendo a pessoa extrovertida que era, não resistiu. Ela deu uma piscadela para Bonnie e um sorriso largo.
— Ei, você é a Bonnie, certo? — Maria perguntou, fazendo a garota quase pular de susto. — Venha aqui. O que você acha desse ângulo?
Bonnie aproximou-se timidamente, sentindo o perfume amadeirado de Maria. Ela olhou para o monitor que exibia as fotos recém-tiradas.
— É... é lindo — Bonnie gaguejou. — Você consegue capturar o que elas estão sentindo, não apenas como elas se parecem.
— Garota inteligente! — Maria exclamou, batendo levemente no ombro de Bonnie. — Você tem olho para isso.
Catherine, observando a cena, sentiu uma pontada familiar de possessividade, embora soubesse que Maria era apenas naturalmente carinhosa. Ela caminhou até elas, colocando a mão na cintura de Maria.
— Não assuste a estagiária, Maria. Nem todo mundo está acostumado com o seu nível de intensidade logo cedo.
— Eu não estou assustando ninguém, Cat. Só estou reconhecendo um talento — Maria respondeu, voltando-se para Catherine com um olhar que dizia muito mais do que as palavras.
O ensaio prosseguiu com sucesso. Namtan e Film observavam a coordenação entre Maria e Catherine, impressionadas com a fluidez do trabalho.
— Elas nem precisam falar — comentou Namtan. — Um olhar e a Catherine já sabe que luz a Maria quer. Um gesto e a Maria já sabe qual ângulo favorece a roupa que a Catherine escolheu.
— É o que acontece quando o talento se encontra com a intimidade — Film respondeu filosoficamente.
Após algumas horas, o trabalho foi finalizado. A equipe começou a se dispersar para o almoço. Kapook e Jinjin já planejavam onde iriam comer, arrastando Ciize e Janhae com elas.
— Maria, Catherine, vocês vêm conosco? — perguntou Kapook.
— Vão na frente — Maria disse, guardando sua câmera na bolsa acolchoada. — Eu preciso terminar de organizar esses arquivos e a Catherine prometeu me ajudar com o conceito da próxima sessão.
— Prometi? — Catherine perguntou, arqueando a sobrancelha assim que as outras saíram.
— Bem, você não disse não — Maria sorriu, aproximando-se de Catherine no estúdio agora quase vazio. — Além disso, eu estou com fome, mas não de comida de restaurante.
Catherine sentiu o coração acelerar, mas manteve a compostura. Ela estendeu a mão e ajeitou uma mecha loira que havia escapado do coque de Maria.
— Você é impossível, Maria. O que eu vou fazer com você?
— Você poderia começar por me levar para um lugar calmo onde possamos discutir "negócios" sem dez pessoas nos observando — Maria sugeriu, sua voz baixando de tom, tornando-se mais suave e carregada de carinho.
— E a Bonnie? — Catherine perguntou com um toque de provocação. — Acho que ela ficaria devastada se soubesse que sua ídola está fugindo do trabalho.
— Bonnie é uma fofa, mas ela é apenas uma fã — Maria disse, dando um passo para mais perto, eliminando o espaço entre elas. — Você sabe quem é a única pessoa que realmente tem a minha atenção, Cat.
Catherine sorriu, as sardas iluminadas pela luz suave da tarde. Ela segurou as lapelas do blazer oversized de Maria, puxando-a para um beijo rápido, porém intenso, que selava o pacto de cumplicidade entre as duas.
— Vamos logo, brasileira. Antes que sua mãe volte e decida que precisamos de mais uma reunião de duas horas.
As duas saíram do estúdio lado a lado, os passos sincronizados, dois ícones de estilo e confiança. Enquanto caminhavam pelo corredor da GMM-GL, todos que passavam por elas não podiam deixar de notar: Maria e Catherine não eram apenas parceiras de trabalho bem-sucedidas. Elas eram o equilíbrio perfeito entre o caos criativo e o design impecável, uma história de amor escrita em entrelinhas de alfaiataria e flashes de luz.
E no canto do corredor, Bonnie as viu partir, suspirando com a esperança de que, um dia, pudesse encontrar alguém que a olhasse da mesma forma que Maria olhava para Catherine — como se ela fosse a obra de arte mais valiosa de sua galeria.
— Catherine, se você mover esse refletor mais cinco centímetros para a esquerda, eu juro que te dou um beijo na frente de todo mundo — brincou Maria, soltando uma risada rouca que ecoou pelo estúdio.
Catherine, que organizava as araras de roupas com uma precisão cirúrgica, parou o que estava fazendo. Ela usava um conjunto de blazer e calça em tom verde-esmeralda, que contrastava perfeitamente com seus cabelos ruivos e as sardas que pontilhavam seu nariz. Ela arqueou uma sobrancelha, um sorriso ladino brincando em seus lábios.
— Promessas vazias, Maria. Você sabe que eu prefiro cobrar minhas dívidas em particular — Catherine retrucou, aproximando-se da fotógrafa com passos elegantes. — E o refletor já está no lugar certo. É o seu ângulo que está sendo ambicioso demais hoje.
As duas trocaram um olhar carregado de eletricidade, aquela mistura familiar de parceria profissional e a "amizade colorida" que todos no set comentavam à boca pequena.
— Vocês duas não conseguem passar cinco minutos sem flertar? — Jinjin surgiu de trás de um painel, segurando um copo de café e com um sorriso travesso no rosto. — O clima aqui está tão denso que dá para cortar com uma tesoura de costura.
— Não é flerte, Jinjin, é dinâmica de trabalho — Maria respondeu, piscando para a amiga enquanto voltava a olhar pelo visor da câmera.
— Sei... dinâmica — Kapook apareceu logo atrás, saltitando com sua energia habitual. — Se essa é a dinâmica, eu quero ser contratada para ser a terceira peça desse quebra-cabeça!
— Nem pensar, Kapook — disse Ciize, aproximando-se com a calma de quem sempre trazia a razão para o grupo. — Deixe as duas no mundo delas. Temos um cronograma a seguir e a CEO chega em dez minutos.
O aviso de Ciize fez o ambiente ficar ligeiramente mais sério, mas não menos vibrante. A mãe de Maria, a toda-poderosa CEO da empresa, era uma figura que impunha respeito, embora todos soubessem o quanto ela mimava a filha única.
No canto do estúdio, Milk e Love revisavam o roteiro da próxima série. Milk mantinha um braço protetor sobre o ombro de Love, que lia as falas em voz alta com sua voz doce.
— Você acha que a Maria vai querer fotos mais dramáticas para o pôster? — perguntou Love, olhando para onde a fotógrafa brasileira gesticulava animadamente com Catherine.
— Maria sempre busca a verdade na imagem — Milk comentou, observando a amiga com admiração. — Ela tem esse jeito brincalhão, mas quando se trata de capturar a essência de um casal, ela é imbatível.
Perto dali, Namtan e Film conversavam em tons baixos. Namtan, sempre competitiva e focada, analisava os figurinos que Catherine havia desenhado, enquanto Film, com seu jeito reservado, observava a interação entre Maria e Catherine com um olhar analítico.
— Elas se completam, não acha? — Film sussurrou para Namtan.
— Catherine é o freio e Maria é o acelerador — Namtan concordou. — É uma combinação perigosa, mas visualmente impecável.
Enquanto o estúdio fervilhava, uma figura jovem e de olhos brilhantes permanecia encostada em uma coluna, quase invisível. Bonnie, a nova estagiária de produção, não conseguia desviar o olhar de Maria. Para Bonnie, Maria não era apenas a filha da chefe ou uma fotógrafa talentosa; ela era uma visão de elegância e liberdade. O modo como Maria usava roupas de corte masculino com tanta feminilidade e confiança deixava Bonnie fascinada.
— Ela é incrível, não é? — Janhae apareceu ao lado de Bonnie, oferecendo um sorriso gentil ao perceber o estado de transe da garota.
— Eu nunca vi ninguém como ela — Bonnie admitiu, as bochechas corando levemente. — Ela parece... iluminada.
— A Maria tem esse efeito nas pessoas — Janhae disse, dando um tapinha encorajador no ombro de Bonnie. — Mas cuidado, o coração dela é um território bem vigiado pela dona das sardas ali.
Nesse momento, as portas duplas do estúdio se abriram e o silêncio se instalou por um breve segundo. A CEO entrou, vestindo um terno de seda azul-marinho que exalava autoridade. Seu olhar percorreu o ambiente até encontrar Maria. O rosto severo da mulher suavizou-se instantaneamente em um sorriso caloroso.
— Maria, minha querida — disse a CEO, aproximando-se e abraçando a filha com carinho. — Espero que o estúdio esteja de acordo com as suas exigências brasileiras hoje.
— Mãe! — Maria retribuiu o abraço com entusiasmo. — Está tudo perfeito. Catherine e eu acabamos de ajustar a iluminação para o primeiro set de fotos da Milk e da Love.
A CEO virou-se para Catherine, assentindo com respeito.
— Catherine, os croquis que você enviou para a nova coleção de alfaiataria feminina são brilhantes. Você e Maria formam uma equipe e tanto.
— Obrigada, senhora — Catherine respondeu com sua elegância habitual, embora houvesse um brilho de orgulho em seus olhos castanhos. — Maria torna o processo muito mais divertido, mesmo quando tenta me convencer a usar cores que eu odeio.
— Eu só tento trazer um pouco de vida para o seu guarda-roupa monocromático, Cat — Maria provocou, passando o braço pelos ombros de Catherine de forma natural.
A CEO observou o gesto com um olhar cúmplice. Ela conhecia a filha melhor do que ninguém e sabia que, por trás das brincadeiras, havia um sentimento profundo ali.
— Bom, vamos ao trabalho — anunciou a CEO. — Milk, Love, para as posições. Quero ver a química que todos estão comentando.
Maria assumiu seu posto atrás da câmera. O ambiente mudou instantaneamente. A Maria brincalhona deu lugar à profissional meticulosa.
— Milk, chegue mais perto. Love, olhe para ela como se o mundo estivesse desmoronando e ela fosse o seu único porto seguro — Maria instruía, sua voz firme, mas encorajadora.
O flash da câmera disparava ritmicamente. Catherine observava de lado, ajustando um detalhe no blazer de Milk entre um clique e outro. Em um momento de pausa, Maria sentiu um olhar persistente sobre ela. Ela virou a cabeça e viu Bonnie, que a observava com uma mistura de adoração e timidez.
Maria, sendo a pessoa extrovertida que era, não resistiu. Ela deu uma piscadela para Bonnie e um sorriso largo.
— Ei, você é a Bonnie, certo? — Maria perguntou, fazendo a garota quase pular de susto. — Venha aqui. O que você acha desse ângulo?
Bonnie aproximou-se timidamente, sentindo o perfume amadeirado de Maria. Ela olhou para o monitor que exibia as fotos recém-tiradas.
— É... é lindo — Bonnie gaguejou. — Você consegue capturar o que elas estão sentindo, não apenas como elas se parecem.
— Garota inteligente! — Maria exclamou, batendo levemente no ombro de Bonnie. — Você tem olho para isso.
Catherine, observando a cena, sentiu uma pontada familiar de possessividade, embora soubesse que Maria era apenas naturalmente carinhosa. Ela caminhou até elas, colocando a mão na cintura de Maria.
— Não assuste a estagiária, Maria. Nem todo mundo está acostumado com o seu nível de intensidade logo cedo.
— Eu não estou assustando ninguém, Cat. Só estou reconhecendo um talento — Maria respondeu, voltando-se para Catherine com um olhar que dizia muito mais do que as palavras.
O ensaio prosseguiu com sucesso. Namtan e Film observavam a coordenação entre Maria e Catherine, impressionadas com a fluidez do trabalho.
— Elas nem precisam falar — comentou Namtan. — Um olhar e a Catherine já sabe que luz a Maria quer. Um gesto e a Maria já sabe qual ângulo favorece a roupa que a Catherine escolheu.
— É o que acontece quando o talento se encontra com a intimidade — Film respondeu filosoficamente.
Após algumas horas, o trabalho foi finalizado. A equipe começou a se dispersar para o almoço. Kapook e Jinjin já planejavam onde iriam comer, arrastando Ciize e Janhae com elas.
— Maria, Catherine, vocês vêm conosco? — perguntou Kapook.
— Vão na frente — Maria disse, guardando sua câmera na bolsa acolchoada. — Eu preciso terminar de organizar esses arquivos e a Catherine prometeu me ajudar com o conceito da próxima sessão.
— Prometi? — Catherine perguntou, arqueando a sobrancelha assim que as outras saíram.
— Bem, você não disse não — Maria sorriu, aproximando-se de Catherine no estúdio agora quase vazio. — Além disso, eu estou com fome, mas não de comida de restaurante.
Catherine sentiu o coração acelerar, mas manteve a compostura. Ela estendeu a mão e ajeitou uma mecha loira que havia escapado do coque de Maria.
— Você é impossível, Maria. O que eu vou fazer com você?
— Você poderia começar por me levar para um lugar calmo onde possamos discutir "negócios" sem dez pessoas nos observando — Maria sugeriu, sua voz baixando de tom, tornando-se mais suave e carregada de carinho.
— E a Bonnie? — Catherine perguntou com um toque de provocação. — Acho que ela ficaria devastada se soubesse que sua ídola está fugindo do trabalho.
— Bonnie é uma fofa, mas ela é apenas uma fã — Maria disse, dando um passo para mais perto, eliminando o espaço entre elas. — Você sabe quem é a única pessoa que realmente tem a minha atenção, Cat.
Catherine sorriu, as sardas iluminadas pela luz suave da tarde. Ela segurou as lapelas do blazer oversized de Maria, puxando-a para um beijo rápido, porém intenso, que selava o pacto de cumplicidade entre as duas.
— Vamos logo, brasileira. Antes que sua mãe volte e decida que precisamos de mais uma reunião de duas horas.
As duas saíram do estúdio lado a lado, os passos sincronizados, dois ícones de estilo e confiança. Enquanto caminhavam pelo corredor da GMM-GL, todos que passavam por elas não podiam deixar de notar: Maria e Catherine não eram apenas parceiras de trabalho bem-sucedidas. Elas eram o equilíbrio perfeito entre o caos criativo e o design impecável, uma história de amor escrita em entrelinhas de alfaiataria e flashes de luz.
E no canto do corredor, Bonnie as viu partir, suspirando com a esperança de que, um dia, pudesse encontrar alguém que a olhasse da mesma forma que Maria olhava para Catherine — como se ela fosse a obra de arte mais valiosa de sua galeria.
