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Fandom: Milk e love , namtam e film, emi e bonnie, jingjing janhe
Criado: 10/07/2026
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RomanceFatias de VidaFofuraDramaEstudo de PersonagemCenário CanônicoCiúmesHistória Doméstica
Entre o Protocolo e o Coração
O ar condicionado do Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi não era páreo para o calor úmido que abraçava Bangkok naquela tarde, mas dentro do salão de eventos da GMMTV, o clima era de pura sofisticação e expectativa. O evento, organizado pela maior produtora de produções GL da Tailândia, reunia a elite do entretenimento. No centro de tudo, a CEO — uma mulher cuja elegância era tão afiada quanto sua mente para os negócios — aguardava a chegada de sua maior joia: sua filha, Maria.
As portas duplas do salão principal se abriram com um estrondo suave, e o burburinho das conversas diminuiu até se tornar um silêncio reverente.
Maria entrou primeiro. Ela não parecia uma herdeira de um império de mídia; parecia uma estrela de rock que acabara de descer de um palco em São Paulo. O moletom oversized preto e a calça baggy de alfaiataria conferiam a ela um ar de desleixo planejado, uma modernidade que contrastava com os vestidos de gala e ternos ajustados ao redor. Seus cabelos loiros brilhavam sob os refletores, e os olhos azuis, curiosos e vibrantes, escaneavam o ambiente com uma confiança que beirava a petulância.
Ao seu lado, Catherine era o equilíbrio perfeito. Embora estivesse em um vestido vermelho deslumbrante que realçava suas sardas e o fogo de seus cabelos ruivos, ela mantinha uma postura impecável, segurando a mão de Maria com uma familiaridade que sugeria anos de segredos compartilhados.
— Maria, você está atraindo todos os olhares. Tente não tropeçar no próprio ego — sussurrou Catherine, com um sorriso de canto de boca que só Maria sabia decifrar.
— Deixe que olhem, Cat — Maria respondeu, apertando os dedos da amiga. — Eles nunca viram uma fotógrafa brasileira com jet lag antes. É um conceito novo para eles.
Do outro lado do salão, o grupo de atrizes mais famosas da produtora observava a cena em transe.
— Quem é aquela? — perguntou Bonnie, a voz quase um suspiro. Seus olhos estavam fixos em Maria, fascinada pela forma como ela se movia, sem as amarras da etiqueta rígida que todas ali conheciam tão bem.
— Aquela é a filha da "Chefe" — respondeu Jinjin, ajeitando a franja. — A que mora no Brasil. E a ruiva é a Catherine, a designer da marca dela. Elas parecem... bem próximas, não acham?
— Próximas até demais para serem "apenas parceiras de trabalho" — comentou Kapook, dando uma cotovelada leve em Ciize. — Olhem como elas se tocam. É natural, sem esforço.
— É a cultura brasileira, talvez? — sugeriu Janhae, sempre tentando ver o lado mais doce. — Elas são muito afetuosas por lá.
— Não é só cultura, Janhae — observou Love, com seu olhar romântico treinado para detectar faíscas. — Tem algo no olhar da Catherine. Ela protege a Maria. E a Maria... bem, a Maria parece o sol. Todo mundo quer girar em torno dela.
Namtan cruzou os braços, analisando a cena com sua habitual precisão competitiva.
— Ela quebra todas as regras visuais. Moletom em um evento de gala? É audacioso. Ou ela é genial, ou é louca.
— Ou as duas coisas — completou Film, que até então apenas observava em silêncio. — Pessoas assim costumam mudar o rumo das coisas.
De repente, Maria avistou a mãe. O rosto da jovem se iluminou de uma forma que nenhum refletor conseguiria imitar. Ela soltou a mão de Catherine e, para o horror silencioso dos tradicionalistas presentes, atravessou o salão em passos largos, quase correndo.
O silêncio no salão se tornou absoluto. Todos esperavam o *wai*. Esperavam que Maria parasse a um metro de distância, juntasse as mãos e inclinasse a cabeça em sinal de respeito à CEO e à cultura do país.
Em vez disso, Maria praticamente se jogou nos braços da mãe.
— Mãe! — exclamou Maria, a voz cheia de uma saudade genuína.
Ela a envolveu em um abraço apertado, tirando-a levemente do chão, e plantou um beijo sonoro em cada bochecha antes de segurar as mãos da executiva e balançá-las com entusiasmo.
— Você demorou a chegar, minha querida — disse a mãe de Maria, e para a surpresa de todos, o rosto severo da CEO derreteu-se em um sorriso de puro amor maternal. — E vejo que continua ignorando meus conselhos sobre o que vestir em eventos oficiais.
— Ah, mãe, você sabe que vestidos me dão alergia — brincou Maria, piscando para ela. — Eu trouxe o Brasil comigo. O calor, o carinho e o estilo confortável. Sentiu saudade?
— Todos os dias — confessou a mãe, acariciando o rosto da filha.
Logo atrás, Catherine chegou com a elegância de uma princesa. Ela parou no momento exato, juntou as mãos com perfeição e fez uma reverência profunda.
— É um prazer revê-la, senhora — disse Catherine, a voz suave e respeitosa.
— O prazer é meu, Catherine. Obrigada por cuidar dessa menina rebelde no outro lado do mundo — respondeu a CEO, gesticulando para que as duas se juntassem ao círculo principal.
A tensão no salão se dissipou, substituída por um burburinho excitado. A quebra de protocolo de Maria não foi vista como um insulto, mas como uma lufada de ar fresco.
— Ela é incrível — sussurrou Bonnie para Milk, que estava ao seu lado. — Ela simplesmente... não se importa com o que os outros pensam.
— É uma confiança perigosa — comentou Milk, embora houvesse um brilho de admiração em seus olhos. — Ela é autêntica. Isso é raro por aqui.
Maria, percebendo que era o centro das atenções, olhou para o grupo de atrizes e sorriu. Ela caminhou em direção a elas, com Catherine seguindo um passo atrás, como uma sombra elegante.
— Olá, meninas! — disse Maria em inglês, com um sotaque brasileiro charmoso. — Eu sou a Maria. E esta é a Catherine, a mente brilhante por trás de tudo o que eu fotografo.
— Nós sabemos quem você é — disse Jinjin, tomando a frente com sua habitual extroversão. — Eu sou a Jinjin. E estas são Janhae, Kapook, Ciize, Milk, Love, Namtan, Film e a nossa pequena Bonnie, que eu acho que esqueceu como se respira desde que você entrou.
Bonnie sentiu o rosto queimar e desviou o olhar, o que fez Maria soltar uma risada cristalina.
— Prazer em conhecê-las. Eu vi o trabalho de vocês de longe, no Brasil. Vocês são fantásticas.
— Você realmente não usa vestidos? — perguntou Kapook, curiosa, analisando o visual de Maria. — Nem para o tapete vermelho?
— Nunca — afirmou Maria com firmeza, mas sem grosseria. — Eu acredito que a elegância vem de estar confortável na própria pele. Se eu usar um vestido, vou parecer um peixe fora d'água. Prefiro meus blazers e minhas calças largas.
— Eu concordo — interveio Catherine, colocando a mão no ombro de Maria. — O estilo dela é uma extensão da personalidade. Tentar mudá-la seria um crime contra a arte.
A forma como Catherine falou, com uma nota de posse e admiração, não passou despercebida por ninguém.
— E vocês duas... — começou Love, com um brilho travesso nos olhos — ...trabalham juntas há muito tempo?
— Há cinco anos — respondeu Catherine.
— E moram juntas? — perguntou Ciize, sendo a voz da razão que buscava entender a dinâmica.
— No mesmo prédio — Maria respondeu, dando de ombros de forma descontraída. — Mas passamos tanto tempo no estúdio uma da outra que as chaves já se misturaram.
— Entendo — disse Namtan com um sorriso enigmático. — Uma parceria completa, então.
O clima era de curiosidade mútua. Maria e Catherine trouxeram uma energia nova para o ambiente. Enquanto as atrizes tailandesas eram mestres na sutileza e na etiqueta, as recém-chegadas eram uma explosão de presença e toque físico.
— Maria — chamou a mãe, aproximando-se novamente —, preciso que você conheça alguns investidores. Catherine, você também.
— O dever chama — lamentou Maria, fazendo um sinal de "paz e amor" para as atrizes. — Espero ver vocês mais tarde na festa pós-evento. Bonnie, respire, ok? Você é linda demais para ficar azul por falta de ar.
Maria piscou para a jovem atriz antes de se afastar. Bonnie ficou paralisada, sentindo o coração martelar contra as costelas.
— Ela... ela piscou para mim? — perguntou Bonnie, atordoada.
— Ela pisca para o mundo, Bonnie — disse Film, observando a interação. — Mas o jeito que ela olha para a Catherine... aquilo é diferente.
— Vocês viram como elas se dão bem? — comentou Janhae. — Elas não precisam de palavras. A Catherine ajustou o colar da Maria sem que ela pedisse, e a Maria limpou um borrão de batom da bochecha da Catherine como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Amizade colorida — decretou Jinjin. — Eu aposto meu próximo contrato. Há muito fogo ali para ser apenas trabalho.
Enquanto o grupo continuava a especular, Maria e Catherine caminhavam pelo salão. Maria sentiu o toque de Catherine em sua cintura, um gesto discreto, mas firme.
— Você está sendo muito provocadora hoje, Maria — murmurou Catherine perto de seu ouvido. — A menina Bonnie quase desmaiou.
— Eu? Provocadora? — Maria fez uma expressão de inocência exagerada. — Só estou sendo simpática, Cat. Você sabe que eu gosto de fazer as pessoas se sentirem bem.
— Eu sei bem o que você gosta — retrucou Catherine, seus olhos castanhos encontrando os azuis de Maria com uma intensidade que faria qualquer um corar. — Mas tente manter o foco. Sua mãe quer que mostremos que somos uma equipe sólida.
— Nós somos mais do que sólidas, Cat. Nós somos imbatíveis — Maria parou por um momento, olhando nos olhos da amiga. — E você está deslumbrante nesse vestido. O vermelho faz suas sardas saltarem. Eu quase me arrependo de ter dito que não gosto de vestidos.
Catherine sorriu, um sorriso genuíno que raramente mostrava a estranhos.
— Quase?
— Quase. Porque eu ainda prefiro você sem ele — Maria sussurrou, rápida o suficiente para que ninguém mais ouvisse, antes de soltar uma gargalhada e puxar Catherine para o centro da roda de investidores.
A noite estava apenas começando em Bangkok. Entre o brilho das joias e as sombras dos bastidores, a chegada de Maria e Catherine prometia abalar não apenas as produções da GMMTV, mas o coração de todos que cruzassem o caminho daquela fotógrafa que não seguia regras e da designer que as desenhava com perfeição.
Bonnie, ainda observando de longe, suspirou. Ela sabia que Maria seria um problema. Um problema loiro, de olhos azuis e moletom oversized que ela mal podia esperar para conhecer melhor. Mas, ao ver Maria e Catherine rindo juntas de uma piada interna, ela também percebeu que entrar naquele mundo não seria fácil. Aquelas duas eram um universo à parte, uma mistura de Brasil e Tailândia, de fogo e gelo, de amizade e algo muito mais profundo que ninguém ali conseguia definir, mas todos desejavam ter.
A música subiu de volume, e a festa começou de verdade. Maria, com sua taça de champanhe em uma mão e a outra repousando casualmente no ombro de Catherine, olhou para o salão e sorriu. Ela estava em casa, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância. Porque, para Maria, "casa" nunca foi um lugar, mas sim a liberdade de ser exatamente quem ela era, ao lado de quem ela amava.
As portas duplas do salão principal se abriram com um estrondo suave, e o burburinho das conversas diminuiu até se tornar um silêncio reverente.
Maria entrou primeiro. Ela não parecia uma herdeira de um império de mídia; parecia uma estrela de rock que acabara de descer de um palco em São Paulo. O moletom oversized preto e a calça baggy de alfaiataria conferiam a ela um ar de desleixo planejado, uma modernidade que contrastava com os vestidos de gala e ternos ajustados ao redor. Seus cabelos loiros brilhavam sob os refletores, e os olhos azuis, curiosos e vibrantes, escaneavam o ambiente com uma confiança que beirava a petulância.
Ao seu lado, Catherine era o equilíbrio perfeito. Embora estivesse em um vestido vermelho deslumbrante que realçava suas sardas e o fogo de seus cabelos ruivos, ela mantinha uma postura impecável, segurando a mão de Maria com uma familiaridade que sugeria anos de segredos compartilhados.
— Maria, você está atraindo todos os olhares. Tente não tropeçar no próprio ego — sussurrou Catherine, com um sorriso de canto de boca que só Maria sabia decifrar.
— Deixe que olhem, Cat — Maria respondeu, apertando os dedos da amiga. — Eles nunca viram uma fotógrafa brasileira com jet lag antes. É um conceito novo para eles.
Do outro lado do salão, o grupo de atrizes mais famosas da produtora observava a cena em transe.
— Quem é aquela? — perguntou Bonnie, a voz quase um suspiro. Seus olhos estavam fixos em Maria, fascinada pela forma como ela se movia, sem as amarras da etiqueta rígida que todas ali conheciam tão bem.
— Aquela é a filha da "Chefe" — respondeu Jinjin, ajeitando a franja. — A que mora no Brasil. E a ruiva é a Catherine, a designer da marca dela. Elas parecem... bem próximas, não acham?
— Próximas até demais para serem "apenas parceiras de trabalho" — comentou Kapook, dando uma cotovelada leve em Ciize. — Olhem como elas se tocam. É natural, sem esforço.
— É a cultura brasileira, talvez? — sugeriu Janhae, sempre tentando ver o lado mais doce. — Elas são muito afetuosas por lá.
— Não é só cultura, Janhae — observou Love, com seu olhar romântico treinado para detectar faíscas. — Tem algo no olhar da Catherine. Ela protege a Maria. E a Maria... bem, a Maria parece o sol. Todo mundo quer girar em torno dela.
Namtan cruzou os braços, analisando a cena com sua habitual precisão competitiva.
— Ela quebra todas as regras visuais. Moletom em um evento de gala? É audacioso. Ou ela é genial, ou é louca.
— Ou as duas coisas — completou Film, que até então apenas observava em silêncio. — Pessoas assim costumam mudar o rumo das coisas.
De repente, Maria avistou a mãe. O rosto da jovem se iluminou de uma forma que nenhum refletor conseguiria imitar. Ela soltou a mão de Catherine e, para o horror silencioso dos tradicionalistas presentes, atravessou o salão em passos largos, quase correndo.
O silêncio no salão se tornou absoluto. Todos esperavam o *wai*. Esperavam que Maria parasse a um metro de distância, juntasse as mãos e inclinasse a cabeça em sinal de respeito à CEO e à cultura do país.
Em vez disso, Maria praticamente se jogou nos braços da mãe.
— Mãe! — exclamou Maria, a voz cheia de uma saudade genuína.
Ela a envolveu em um abraço apertado, tirando-a levemente do chão, e plantou um beijo sonoro em cada bochecha antes de segurar as mãos da executiva e balançá-las com entusiasmo.
— Você demorou a chegar, minha querida — disse a mãe de Maria, e para a surpresa de todos, o rosto severo da CEO derreteu-se em um sorriso de puro amor maternal. — E vejo que continua ignorando meus conselhos sobre o que vestir em eventos oficiais.
— Ah, mãe, você sabe que vestidos me dão alergia — brincou Maria, piscando para ela. — Eu trouxe o Brasil comigo. O calor, o carinho e o estilo confortável. Sentiu saudade?
— Todos os dias — confessou a mãe, acariciando o rosto da filha.
Logo atrás, Catherine chegou com a elegância de uma princesa. Ela parou no momento exato, juntou as mãos com perfeição e fez uma reverência profunda.
— É um prazer revê-la, senhora — disse Catherine, a voz suave e respeitosa.
— O prazer é meu, Catherine. Obrigada por cuidar dessa menina rebelde no outro lado do mundo — respondeu a CEO, gesticulando para que as duas se juntassem ao círculo principal.
A tensão no salão se dissipou, substituída por um burburinho excitado. A quebra de protocolo de Maria não foi vista como um insulto, mas como uma lufada de ar fresco.
— Ela é incrível — sussurrou Bonnie para Milk, que estava ao seu lado. — Ela simplesmente... não se importa com o que os outros pensam.
— É uma confiança perigosa — comentou Milk, embora houvesse um brilho de admiração em seus olhos. — Ela é autêntica. Isso é raro por aqui.
Maria, percebendo que era o centro das atenções, olhou para o grupo de atrizes e sorriu. Ela caminhou em direção a elas, com Catherine seguindo um passo atrás, como uma sombra elegante.
— Olá, meninas! — disse Maria em inglês, com um sotaque brasileiro charmoso. — Eu sou a Maria. E esta é a Catherine, a mente brilhante por trás de tudo o que eu fotografo.
— Nós sabemos quem você é — disse Jinjin, tomando a frente com sua habitual extroversão. — Eu sou a Jinjin. E estas são Janhae, Kapook, Ciize, Milk, Love, Namtan, Film e a nossa pequena Bonnie, que eu acho que esqueceu como se respira desde que você entrou.
Bonnie sentiu o rosto queimar e desviou o olhar, o que fez Maria soltar uma risada cristalina.
— Prazer em conhecê-las. Eu vi o trabalho de vocês de longe, no Brasil. Vocês são fantásticas.
— Você realmente não usa vestidos? — perguntou Kapook, curiosa, analisando o visual de Maria. — Nem para o tapete vermelho?
— Nunca — afirmou Maria com firmeza, mas sem grosseria. — Eu acredito que a elegância vem de estar confortável na própria pele. Se eu usar um vestido, vou parecer um peixe fora d'água. Prefiro meus blazers e minhas calças largas.
— Eu concordo — interveio Catherine, colocando a mão no ombro de Maria. — O estilo dela é uma extensão da personalidade. Tentar mudá-la seria um crime contra a arte.
A forma como Catherine falou, com uma nota de posse e admiração, não passou despercebida por ninguém.
— E vocês duas... — começou Love, com um brilho travesso nos olhos — ...trabalham juntas há muito tempo?
— Há cinco anos — respondeu Catherine.
— E moram juntas? — perguntou Ciize, sendo a voz da razão que buscava entender a dinâmica.
— No mesmo prédio — Maria respondeu, dando de ombros de forma descontraída. — Mas passamos tanto tempo no estúdio uma da outra que as chaves já se misturaram.
— Entendo — disse Namtan com um sorriso enigmático. — Uma parceria completa, então.
O clima era de curiosidade mútua. Maria e Catherine trouxeram uma energia nova para o ambiente. Enquanto as atrizes tailandesas eram mestres na sutileza e na etiqueta, as recém-chegadas eram uma explosão de presença e toque físico.
— Maria — chamou a mãe, aproximando-se novamente —, preciso que você conheça alguns investidores. Catherine, você também.
— O dever chama — lamentou Maria, fazendo um sinal de "paz e amor" para as atrizes. — Espero ver vocês mais tarde na festa pós-evento. Bonnie, respire, ok? Você é linda demais para ficar azul por falta de ar.
Maria piscou para a jovem atriz antes de se afastar. Bonnie ficou paralisada, sentindo o coração martelar contra as costelas.
— Ela... ela piscou para mim? — perguntou Bonnie, atordoada.
— Ela pisca para o mundo, Bonnie — disse Film, observando a interação. — Mas o jeito que ela olha para a Catherine... aquilo é diferente.
— Vocês viram como elas se dão bem? — comentou Janhae. — Elas não precisam de palavras. A Catherine ajustou o colar da Maria sem que ela pedisse, e a Maria limpou um borrão de batom da bochecha da Catherine como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Amizade colorida — decretou Jinjin. — Eu aposto meu próximo contrato. Há muito fogo ali para ser apenas trabalho.
Enquanto o grupo continuava a especular, Maria e Catherine caminhavam pelo salão. Maria sentiu o toque de Catherine em sua cintura, um gesto discreto, mas firme.
— Você está sendo muito provocadora hoje, Maria — murmurou Catherine perto de seu ouvido. — A menina Bonnie quase desmaiou.
— Eu? Provocadora? — Maria fez uma expressão de inocência exagerada. — Só estou sendo simpática, Cat. Você sabe que eu gosto de fazer as pessoas se sentirem bem.
— Eu sei bem o que você gosta — retrucou Catherine, seus olhos castanhos encontrando os azuis de Maria com uma intensidade que faria qualquer um corar. — Mas tente manter o foco. Sua mãe quer que mostremos que somos uma equipe sólida.
— Nós somos mais do que sólidas, Cat. Nós somos imbatíveis — Maria parou por um momento, olhando nos olhos da amiga. — E você está deslumbrante nesse vestido. O vermelho faz suas sardas saltarem. Eu quase me arrependo de ter dito que não gosto de vestidos.
Catherine sorriu, um sorriso genuíno que raramente mostrava a estranhos.
— Quase?
— Quase. Porque eu ainda prefiro você sem ele — Maria sussurrou, rápida o suficiente para que ninguém mais ouvisse, antes de soltar uma gargalhada e puxar Catherine para o centro da roda de investidores.
A noite estava apenas começando em Bangkok. Entre o brilho das joias e as sombras dos bastidores, a chegada de Maria e Catherine prometia abalar não apenas as produções da GMMTV, mas o coração de todos que cruzassem o caminho daquela fotógrafa que não seguia regras e da designer que as desenhava com perfeição.
Bonnie, ainda observando de longe, suspirou. Ela sabia que Maria seria um problema. Um problema loiro, de olhos azuis e moletom oversized que ela mal podia esperar para conhecer melhor. Mas, ao ver Maria e Catherine rindo juntas de uma piada interna, ela também percebeu que entrar naquele mundo não seria fácil. Aquelas duas eram um universo à parte, uma mistura de Brasil e Tailândia, de fogo e gelo, de amizade e algo muito mais profundo que ninguém ali conseguia definir, mas todos desejavam ter.
A música subiu de volume, e a festa começou de verdade. Maria, com sua taça de champanhe em uma mão e a outra repousando casualmente no ombro de Catherine, olhou para o salão e sorriu. Ela estava em casa, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância. Porque, para Maria, "casa" nunca foi um lugar, mas sim a liberdade de ser exatamente quem ela era, ao lado de quem ela amava.
