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Fandom: Xeque mate

Criado: 10/07/2026

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Entre Arquivos e Algemas

O silêncio na delegacia àquela hora da noite era absoluto, quebrado apenas pelo zumbido baixo do ar-condicionado e pelo estalar ocasional das lâmpadas fluorescentes no corredor. Mas, dentro da sala de interrogatório 4, a atmosfera estava longe de ser silenciosa. O ar parecia ter se tornado espesso, carregado de uma eletricidade que não vinha da rede elétrica, mas da tensão acumulada entre as duas mulheres que ocupavam o espaço.

Giovanna estava encostada na mesa de metal frio, os braços cruzados sobre o peito, observando Maya trancar a porta com um clique decisivo. A luz tênue que vinha da persiana entreaberta cortava o rosto de Maya, destacando o brilho desafiador em seus olhos.

— Você sabe que isso é contra todos os protocolos, não sabe? — Giovanna perguntou, sua voz saindo mais rouca do que ela pretendia.

Maya deu um passo à frente, a postura confiante, o som de seus saltos ecoando no piso de linóleo. Ela parou a poucos centímetros de Giovanna, invadindo seu espaço pessoal com uma naturalidade que desarmava qualquer defesa.

— O protocolo nunca foi o meu forte, Gio. E você sabe que a gente não consegue mais fingir que nada está acontecendo quando estamos na mesma sala — Maya respondeu, levando a mão ao colarinho da camisa de Giovanna.

Giovanna sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela tentou manter a fachada de seriedade, mas a proximidade de Maya, o cheiro de seu perfume misturado ao leve aroma de café e papel antigo, estava nublando seu julgamento. Sem aviso, Maya puxou-a pela gravata, selando a distância entre seus lábios em um beijo urgente e faminto.

— Maya... — Giovanna murmurou contra a boca dela, mas o protesto morreu antes mesmo de nascer.

As mãos de Giovanna, agindo por puro instinto, desceram para a cintura de Maya, puxando-a para mais perto, sentindo a curva dos seus quadris contra os seus. O beijo se aprofundou, as línguas se encontrando em uma dança frenética que falava de desejo reprimido e noites em claro pensando uma na outra.

Maya soltou um gemido baixo e empurrou Giovanna contra a mesa, fazendo com que alguns relatórios e pastas deslizassem para o chão. Ela não se importou. Suas mãos subiram para o rosto de Giovanna, segurando-a com uma possessividade que fez o sangue de Giovanna ferver.

— Eu queria você o dia inteiro — Maya sussurrou, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. — Cada vez que você me dava uma ordem, cada vez que passava por mim no corredor...

Giovanna soltou uma risada curta e sem fôlego, suas mãos agora subindo para desabotoar a blusa de Maya com pressa.

— Então você admite que gosta de ser mandada? — Giovanna provocou, seus dedos ágeis finalmente expondo a pele macia de Maya.

— Só por você — Maya respondeu, arqueando as costas quando os lábios de Giovanna encontraram a curva de seu pescoço, deixando ali uma marca que certamente precisaria de corretivo no dia seguinte.

A urgência tomou conta. Giovanna levantou Maya, sentando-a na borda da mesa. As pernas de Maya envolveram a cintura de Giovanna instantaneamente, puxando-a para o encaixe perfeito entre suas coxas. Foi nesse momento que Maya sentiu o volume rígido contra sua intimidade, algo que ela desejava experimentar desde que a tensão entre elas se tornara insuportável.

Giovanna parou por um segundo, seus olhos buscando os de Maya, uma pergunta silenciosa pairando no ar. Maya respondeu apenas puxando-a para mais perto, suas mãos descendo para o cinto de Giovanna.

— Não para — Maya ordenou, sua voz falhando. — Por favor.

Giovanna não precisou de mais incentivo. Ela abriu a calça, revelando-se para Maya sob a luz pálida da sala. O pau de Giovanna estava ereto, latejando com o desejo que ambas compartilhavam. Maya soltou um suspiro pesado, seus olhos fixos na visão à sua frente antes de voltar a olhar para Giovanna com uma admiração que beirava a adoração.

— Você é linda — Maya disse, sua mão descendo para envolver a extensão de Giovanna, sentindo o calor e a pulsação.

Giovanna fechou os olhos, a cabeça caindo para trás enquanto Maya começava um movimento rítmico. O prazer era agudo, quase doloroso de tão intenso. Ela se inclinou para frente, capturando os lábios de Maya novamente, enquanto suas mãos trabalhavam para livrar Maya de sua própria roupa íntima.

Quando a pele de Maya finalmente encontrou a dela, o contato foi como um choque elétrico. Giovanna posicionou-se, a ponta de seu membro roçando a entrada úmida de Maya. Ambas pararam por um batimento cardíaco, a antecipação esticada ao limite.

— Agora, Gio. Por favor — suplicou Maya, as unhas cravando-se nos ombros de Giovanna.

Com um impulso lento e firme, Giovanna entrou nela. Maya soltou um grito abafado contra o ombro de Giovanna, suas pernas apertando-se ainda mais ao redor da cintura dela. A sensação de preenchimento era avassaladora, a conexão física selando algo que as palavras não conseguiam expressar.

Giovanna começou a se mover, estocadas lentas no início, saboreando a maneira como Maya se apertava ao seu redor. A cada movimento, o som da carne batendo contra a carne ecoava na sala pequena, misturando-se aos gemidos e à respiração pesada.

— Mais rápido — Maya pediu, sua voz um comando e um apelo ao mesmo tempo.

Giovanna obedeceu, aumentando o ritmo. Ela segurou as coxas de Maya, mantendo-a firme na mesa enquanto se perdia no ritmo frenético. O suor brilhava em suas peles, a luz da sala parecendo oscilar conforme o mundo ao redor delas desaparecia. Não havia delegacia, não havia casos para resolver, não havia passado ou futuro. Havia apenas aquele momento, aquele calor, aquela entrega.

— Maya... eu vou... — Giovanna começou a dizer, sua voz quebrada pelo esforço e pelo prazer.

— Vem comigo, Gio. Não para, não para! — Maya gritou baixinho, sua cabeça balançando de um lado para o outro enquanto o ápice se aproximava.

As estocadas tornaram-se curtas e rápidas. Giovanna sentiu as contrações de Maya ao seu redor, o aperto delicioso que sinalizava o fim. Com um último impulso profundo, ela se deixou levar, o prazer explodindo em ondas que pareciam eletrizar cada nervo de seu corpo. Maya seguiu logo atrás, seu corpo tremendo em um orgasmo prolongado, o rosto escondido no pescoço de Giovanna enquanto recuperava o fôlego.

Por vários minutos, o único som na sala foi o da respiração pesada das duas. Giovanna permaneceu abraçada a Maya, sua testa encostada na dela, os corações batendo em um ritmo sincronizado contra seus peitos.

— Isso... — Maya começou, soltando uma risada fraca — definitivamente não estava no manual de treinamento.

Giovanna sorriu, beijando a ponta do nariz de Maya antes de se afastar lentamente, sentindo a falta imediata do calor dela.

— Eu teria prestado muito mais atenção nas aulas se estivesse — Giovanna brincou, ajudando Maya a se recompor enquanto ela mesma se arrumava.

Elas se ajudaram com as roupas, o silêncio agora sendo preenchido por uma nova cumplicidade. Maya ajeitou a gravata de Giovanna, seus dedos demorando-se um pouco mais no tecido.

— Temos que sair daqui antes que a ronda passe — Maya lembrou, embora seus olhos dissessem que ela não queria ir a lugar nenhum.

— Eu sei — Giovanna concordou, pegando as pastas que caíram no chão e colocando-as de volta na mesa com uma ordem que não existia minutos atrás. — Mas isso não acabou, Maya.

Maya sorriu, um brilho travesso voltando aos seus olhos enquanto ela caminhava em direção à porta.

— Eu certamente espero que não, delegada.

Ela abriu a porta e saiu para o corredor, deixando Giovanna sozinha na sala por um momento. Giovanna respirou fundo, sentindo o cheiro de Maya ainda impregnado no ar. Ela ajeitou a postura, recuperando sua máscara de autoridade, mas o sorriso discreto em seus lábios revelava que, naquela noite, o xeque-mate tinha sido de ambas.
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