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Fandom: Haaland

Criado: 10/07/2026

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Três Vezes Gol: O Melhor Hat-trick de Erling

A luz da manhã de Manchester entrava pelas janelas do chão ao teto da mansão, refletindo-se nas superfícies minimalistas que Maria tanto se esforçava para manter em ordem. No entanto, naquela manhã, a ordem era a última coisa na mente dela. Sentada no chão do banheiro de mármore, ela olhava para o pequeno objeto de plástico em sua mão como se fosse um troféu mais valioso do que qualquer Chuteira de Ouro que o marido já tivesse conquistado.

Duas linhas rosas. Fortes. Inquestionáveis.

Maria sentiu o coração disparar, uma mistura de pânico doce e euforia pura. Ela e Erling Haaland estavam casados há pouco mais de um ano. O mundo o conhecia como o "Cyborg", a máquina de gols implacável do Manchester City, o gigante norueguês que parecia não ter nervos. Mas Maria conhecia o Erling que usava pijamas de seda ridículos, que meditava em silêncio antes de dormir e que a olhava com uma ternura que desarmava qualquer defesa.

Ela ouviu o barulho da porta da garagem abrindo. Ele estava de volta do treino.

Maria escondeu o teste no bolso do roupão e desceu as escadas, tentando controlar a respiração. Erling estava na cozinha, bebendo um de seus shakes de proteína estranhos, a altura imponente ocupando quase todo o espaço da ilha central. Quando ele a viu, um sorriso largo se abriu em seu rosto.

— Bom dia, minha linda — disse ele, caminhando até ela e envolvendo-a em um abraço que a fez se sentir a pessoa mais protegida do mundo. — Você acordou tarde hoje. Está tudo bem?

Maria enterrou o rosto no peito dele, sentindo o cheiro de suor e grama que sempre o acompanhava depois dos treinos.

— Está tudo ótimo — respondeu ela, a voz um pouco abafada. — Na verdade, está melhor do que nunca.

Ela se afastou um pouco, o suficiente para olhar naqueles olhos azuis intensos. Sem dizer uma palavra, ela tirou o teste do bolso e o entregou a ele.

Erling franziu a testa, analisando o objeto. Por um segundo, o atacante mais rápido da Premier League pareceu processar a informação em câmera lenta. Então, os olhos dele se arregalaram.

— Maria? — A voz dele falhou, algo raro para o homem que nunca tremia diante de um goleiro. — Isso significa que...

— Sim, Erling — disse ela, rindo entre as lágrimas que começavam a descer. — Você vai ser pai.

Ele soltou um grito de alegria que provavelmente foi ouvido pelos vizinhos, levantando-a do chão e girando-a no ar.

— Um pequeno Haaland! — exclamou ele, o rosto radiante. — Eu não acredito! Maria, isso é... isso é o melhor gol da minha vida.

***

As semanas seguintes foram um borrão de consultas médicas, vitaminas e planos para o futuro. Erling estava mais protetor do que nunca. Ele insistia em carregar até a bolsa mais leve de Maria e pesquisava obsessivamente sobre nutrição pré-natal. Mas nada os preparou para a primeira ultrassonografia morfológica.

Na clínica particular, o Dr. Aris espalhou o gel gelado na barriga de Maria sob o olhar atento e ansioso de Erling.

— Bem, vamos ver como está o nosso campeão — disse o médico, movendo o transdutor.

A tela mostrou as manchas cinzas e brancas que, para leigos, pareciam nuvens, mas que para eles eram o centro do universo. O médico ficou em silêncio por alguns instantes, ajustando o foco.

— Algum problema, doutor? — perguntou Erling, a mão apertando a de Maria com força.

— Problema nenhum — respondeu o Dr. Aris com um sorriso curioso. — Mas acho que vocês vão precisar de um carro maior. E talvez de mais quartos.

Maria sentiu um frio na barriga.

— O que quer dizer? — perguntou ela.

— Aqui está o primeiro coração — disse o médico, apontando para um ponto pulsante. — E aqui, logo atrás, temos o segundo.

— Gêmeos? — Maria arquejou, olhando para Erling, que parecia em choque.

— Esperem — disse o médico, movendo o aparelho um pouco mais para a esquerda. — Tem mais um aqui. Meus parabéns, Erling, Maria. Vocês não estão esperando um bebê. Estão esperando três.

O silêncio na sala foi absoluto por cinco segundos, até ser quebrado pelo som do corpo de Erling Haaland colidindo levemente com a cadeira de apoio. Ele não desmaiou, mas sentou-se bruscamente, com as mãos na cabeça.

— Três? — repetiu ele, a voz num sussurro de descrença. — Um hat-trick? Eu fiz um hat-trick?

Maria começou a rir, uma risada nervosa e emocionada.

— Três bebês, Erling. Meu Deus, a gente vai ter três bebês de uma vez!

Erling levantou-se, ainda atordoado, e beijou a testa de Maria, depois a barriga dela, como se estivesse reverenciando um milagre.

— Se forem três como eu, coitada de você — brincou ele, embora seus olhos brilhassem com uma mistura de terror e adoração. — Mas se forem como você, eu serei o homem mais sortudo do mundo.

***

O dia do chá revelação chegou com o céu azul raro de Manchester. Eles decidiram fazer algo especial no jardim da casa, convidando apenas a família e os amigos mais próximos do clube. Jack Grealish estava lá, fazendo piadas sobre como Erling teria que comprar um ônibus para levar a família para viajar, e Pep Guardiola enviara um presente enorme, embora não pudesse comparecer.

A decoração era impecável: tons de branco e dourado, com três grandes balões pretos numerados de 1 a 3 posicionados em um suporte elegante. Dentro de cada um, haveria confetes: azul para meninos, rosa para meninas.

Maria usava um vestido branco longo que realçava sua beleza radiante e a barriga que já começava a aparecer de forma proeminente. Erling estava ao lado dela, inquieto, segurando um dardo para estourar o primeiro balão.

— Você está nervosa? — perguntou ele, falando baixo apenas para ela.

— Um pouco — confessou Maria. — Eu só quero que eles tenham saúde, Erling. Mas confesso que ver você cercado de meninas seria divertido.

— Eu vou ser um pai muito ciumento — resmungou ele, sorrindo. — Vamos logo com isso.

A multidão começou a contagem regressiva.

— Três... dois... um!

Erling estourou o primeiro balão. Uma nuvem de confetes rosa explodiu no ar, cobrindo o casal.

— Uma menina! — gritou a mãe de Maria, emocionada.

Erling sorriu, os olhos brilhando. Ele pegou o segundo dardo.

— Vamos para o segundo — disse ele.

Outro estouro. Outra explosão de rosa. O jardim explodiu em aplausos e gritos.

— Duas meninas! — Erling riu, abraçando Maria de lado. — Eu vou estar em minoria nessa casa, Maria!

— Falta um, Erling — lembrou ela, entregando o último dardo a ele. — O hat-trick.

O jogador respirou fundo. Ele olhou para o balão como se estivesse prestes a cobrar o pênalti mais decisivo da sua carreira na Champions League. Com um movimento preciso, ele atingiu o alvo.

Pela terceira vez, o rosa dominou o cenário.

Três meninas.

O silêncio de um segundo deu lugar a uma celebração barulhenta. Erling ficou paralisado por um momento, olhando para os confetes rosas espalhados pela grama verde. Ele, o Viking, o gigante nórdico, sentiu as lágrimas vencerem a barreira dos olhos.

— Três princesas — sussurrou ele, puxando Maria para um beijo apaixonado. — Eu vou ter três meninas, Maria.

— Você está feliz? — perguntou ela, acariciando o rosto dele.

— Eu nunca estive tão apavorado e tão feliz ao mesmo tempo — confessou ele, rindo entre as lágrimas. — Eu vou ter que aprender a fazer tranças no cabelo, não vou?

— Sim, você vai — disse Maria, rindo. — E vai ter que aprender a lidar com três versões miniaturas de mim.

Erling se ajoelhou na frente de todos, ignorando as câmeras dos amigos e os gritos de comemoração. Ele encostou a testa na barriga de Maria e falou em um tom que só ela e as bebês poderiam ouvir.

— Ouçam bem, meninas. O papai está esperando por vocês. E eu prometo que ninguém, nunca, vai marcar um gol contra o coração de vocês. Eu serei o melhor goleiro que vocês já viram.

Maria olhou para o marido e sentiu uma paz profunda. O mundo podia conhecer Erling Haaland como o maior artilheiro da sua geração, mas ela sabia que o papel mais importante da vida dele estava apenas começando. E, pelo brilho nos olhos dele, ela não tinha dúvidas de que ele seria o melhor pai do mundo para suas três pequenas rainhas.

— Três meninas... — Erling levantou-se, ainda maravilhado, olhando para os convidados. — Eu acho que vou precisar de muito mais paciência e de muito menos chuteiras!

— E de muito mais amor — completou Maria.

— Disso — disse ele, puxando-a para perto novamente —, o nosso estoque é infinito.

A festa continuou tarde adentro, mas para Maria e Erling, o mundo parecia ter parado naquele momento. O futuro agora tinha nome, tinha cor e, acima de tudo, tinha o triplo do amor que eles jamais imaginaram ser possível. O hat-trick mais importante de Haaland não acontecera no Etihad Stadium, mas sim ali, no calor do abraço da mulher que ele amava, à espera das três vidas que mudariam seu mundo para sempre.
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