Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Suiça

Fandom: Xeque mate

Criado: 10/07/2026

Tags

RomanceDramaHistória DomésticaDor/ConfortoLinguagem ExplícitaRealismo
Índice

Refúgio nas Montanhas

O ar da Suíça tinha um cheiro diferente de tudo o que eu já havia experimentado. Era um frio que não castigava, mas que convidava ao toque, ao aconchego e ao isolamento do resto do mundo. Depois de toda a turbulência com Soraya e as ameaças que pairavam sobre nós no Brasil, estar aqui, cercada pelos Alpes e pelo silêncio reconfortante da neve, parecia um sonho lúcido.

Giovanna não poupou esforços. O chalé em Zermatt era o ápice do luxo rústico: madeiras nobres, janelas do chão ao teto que emolduravam o Matterhorn e uma lareira que rugia suavemente no centro da sala. Mas, para mim, a maior beleza não estava na arquitetura ou na paisagem, mas sim na mulher que agora servia duas taças de vinho com uma elegância que me deixava sem fôlego.

— No que você está pensando, meu anjo? — Giovanna perguntou, aproximando-se de mim com aquele sorriso de canto que sempre acelerava meu pulso.

— No quanto tudo isso parece surreal — respondi, aceitando a taça. — Há poucos dias eu estava lidando com o caos da minha mãe, e agora... estou no topo do mundo com você.

— Você merece o mundo, Maya. E eu farei questão de entregar cada pedaço dele a você, contanto que você continue sendo minha. — Ela tocou meu queixo, obrigando-me a olhar em seus olhos intensos.

— Eu sou sua. Em qualquer lugar do mapa.

Bebemos o vinho em um silêncio carregado de eletricidade. O calor da bebida descia queimando, mas não se comparava ao calor que emanava do corpo de Giovanna conforme ela se sentava ao meu lado no grande sofá de couro. Ela deixou a taça de lado e começou a desamarrar o laço do meu roupão de seda, seus dedos ágeis e possessivos.

— O frio lá fora é apenas um pretexto para eu te manter aquecida aqui dentro — sussurrou ela, aproximando os lábios do meu ouvido.

Senti um arrepio percorrer minha espinha quando sua mão deslizou pela minha coxa. Giovanna tinha uma presença que dominava o ambiente, uma força que se manifestava em cada gesto. Quando ela se livrou da própria camisa, revelando o corpo esculpido e a confiança que transbordava de sua postura, eu soube que aquela noite seria diferente.

— Gi... — suspirei, sentindo meu corpo reagir instantaneamente à proximidade dela.

— Shh... apenas sinta — disse ela, puxando-me para o seu colo.

Foi então que o volume sob sua calça de moletom se fez presente contra minha intimidade, um lembrete pulsante do que ela escondia e do prazer que estava por vir. Giovanna não era apenas uma mulher poderosa em seus negócios; ela era completa em todos os sentidos para me satisfazer, e a forma como ela se movia sob mim deixava claro que ela estava tão necessitada quanto eu.

Ela me beijou com uma fome avassaladora, uma mistura de proteção e desejo bruto. Suas mãos percorriam minhas costas, puxando-me para mais perto, querendo eliminar qualquer milímetro de espaço entre nós. Eu sentia a rigidez dela pressionando meu ventre, um calor que parecia irradiar e derreter toda a neve do lado de fora.

— Eu quero você agora, Maya. Sem interrupções, sem segredos. Só nós.

— Sim, por favor — supliquei, minha voz falhando.

Giovanna levantou-se comigo em seus braços, como se eu não pesasse nada, e me levou para o quarto principal. A cama king-size estava coberta com lençóis de algodão egípcio, mas logo fomos nós que a aquecemos. Ela se livrou do restante das roupas com uma pressa controlada, e quando a vi ali, imponente e pronta, meu coração quase saiu pelo peito.

Ela se posicionou entre minhas pernas, seus olhos fixos nos meus, devorando cada expressão de desejo que eu não conseguia esconder.

— Você é tão linda quando está assim... entregue a mim — comentou ela, a voz rouca de desejo.

Ela começou com carícias lentas, usando a boca e as mãos para explorar cada centímetro da minha pele, subindo das minhas panturrilhas até a parte interna das minhas coxas. Eu arqueava as costas, meus dedos enterrados em seus cabelos, implorando silenciosamente por mais. Quando ela finalmente se alinhou a mim, senti a ponta de sua virilidade roçar minha entrada, já úmida e ansiosa.

— Gi, agora... — gemi, sentindo a pressão aumentar.

— Olhe para mim, Maya — ordenou ela.

Eu obedeci. No momento em que nossos olhares se cruzaram, ela empurrou para dentro de uma vez. O preenchimento foi total, profundo e intenso. Soltei um grito abafado contra o ombro dela, sentindo minhas paredes vaginais se contraírem ao redor dela, tentando acomodar toda aquela extensão.

— Você é tão apertada... perfeita — ela rosnou, começando a se mover.

As estocadas eram rítmicas e poderosas. Cada vez que ela ia fundo, eu sentia como se minha alma estivesse sendo marcada. Giovanna segurava meus quadris com firmeza, ditando o ritmo, alternando entre movimentos lentos que me faziam implorar e investidas rápidas que me levavam à beira do abismo. O som da nossa carne se chocando e dos nossos gemidos sincronizados preenchia o quarto, competindo com o estalar da lenha na lareira ao fundo.

— Mais... Gi, mais forte! — eu pedia, as pernas entrelaçadas em sua cintura para trazê-la ainda mais para dentro.

Ela grunhiu, uma nota animalesca de prazer, e aumentou a velocidade. Eu sentia o atrito delicioso, o calor subindo pela minha espinha, os fogos de artifício começando a explodir atrás das minhas pálpebras fechadas. Ela sabia exatamente onde tocar, como se inclinar, como me fazer desmoronar.

— Eu te amo, Maya... você é minha rainha — ela declarou entre respirações ofegantes, atingindo meu ponto mais sensível com uma precisão cirúrgica.

O prazer veio como uma avalanche. Senti meus músculos se contraírem em espasmos incontroláveis, o ápice me atingindo com tanta força que perdi a noção de onde eu terminava e ela começava. Giovanna deu mais algumas estocadas profundas, seu corpo retesando-se completamente enquanto ela também alcançava o seu limite, despejando toda a sua intensidade dentro de mim.

Desabamos uma sobre a outra, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. O suor brilhava em nossas peles, e o frio da Suíça parecia uma memória distante. Giovanna se deitou ao meu lado, puxando-me para o seu peito, cobrindo-nos com o edredom pesado.

— Você está bem? — perguntou ela, beijando minha testa.

— Melhor do que nunca — respondi, aninhando-me nela. — Obrigada por me trazer para cá. Por tudo.

— Eu faria tudo de novo. E farei. Este é apenas o começo da nossa nova vida, Maya. O xeque-mate foi dado, e nós ganhamos o jogo.

Ficamos ali, observando as sombras das chamas dançarem no teto, protegidas pelo silêncio das montanhas e pelo amor que, finalmente, não precisava mais se esconder. Naquela noite, a Suíça não era apenas um destino de viagem; era o cenário do nosso recomeço.
Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic