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Dia normal?

Fandom: Ravi, Jonatan

Criado: 10/07/2026

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O Doce Peso do Cuidado

O sol da tarde filtrava-se entre as copas das árvores do parque, criando padrões de luz e sombra no gramado verdejante. Ravi, com seus dezenove anos e uma alma que parecia feita de algodão-doce e luz, corria atrás de uma borboleta azul. Seus cabelos loiros e lisos brilhavam sob a claridade, e sua figura pequena — meros um metro e cinquenta e nove de pura delicadeza — contrastava com a vastidão do espaço aberto.

Jonatan estava sentado em um banco de madeira próximo, observando cada movimento do menor com olhos de falcão. Aos trinta anos, o homem era a personificação da autoridade e do rigor. Com um metro e oitenta e nove, ombros largos e uma expressão que geralmente afastava qualquer um que ousasse se aproximar, ele era conhecido por seu temperamento grosso e sua arrogância nos negócios. Mas ali, naquele momento, seu olhar era carregado de uma possessividade protetora que apenas Ravi conseguia despertar.

De repente, o riso cristalino de Ravi foi interrompido por um arquejo de susto. Ele parou abruptamente, as mãos pequenas tateando o bolso do macacão jeans que vestia sobre uma camiseta listrada. Seus olhos grandes começaram a se encher de lágrimas instantaneamente.

— Papai! — O grito saiu agudo e trêmulo.

Jonatan levantou-se num salto, a postura tensa. Em segundos, Ravi estava correndo em sua direção, tropeçando nos próprios pés até se atirar contra as pernas musculosas do homem.

— O que foi, meu anjo? — A voz de Jonatan, que costumava ser um trovão para seus subordinados, suavizou-se em um barítono aveludado e preocupado.

— A pepeta, papai... — Ravi soluçou, escondendo o rosto na cintura de Jonatan, as mãos agarrando a camisa social cara do homem. — Eu perdi! Ela caiu e eu não acho!

Jonatan suspirou, sentindo o coração apertar ao ver o pequeno naquele estado. Ele se inclinou, pegando Ravi no colo com uma facilidade impressionante, acomodando o corpo leve do loirinho contra seu peito largo. Ravi envolveu as pernas finas ao redor da cintura de Jonatan, escondendo o rosto no pescoço do mais velho, molhando a pele dele com lágrimas quentes.

— Calma, pequeno. Papai está aqui — murmurou Jonatan, ignorando os olhares curiosos de quem passava. Ele não se importava com o que pensavam de sua seriedade sendo quebrada por um garoto manhoso. Ravi era dele, e isso era tudo o que importava. — Nós vamos procurar, e se não acharmos, eu compro uma nova. A mais bonita da loja.

— Mas eu queria aquela... — Ravi fungou, a voz abafada. — Era a azul de estrelinha.

— Eu sei, meu bem. — Jonatan caminhou de volta até onde Ravi estava brincando, olhando atentamente para o gramado. Após alguns minutos de busca infrutífera, ele percebeu que a chupeta devia ter caído em algum bueiro ou sido levada por algum cãozinho travesso. — Não está aqui, Ravi.

O choro de Ravi recomeçou, mais intenso. Ele era um bebê grande, um infantilista que precisava daquele conforto oral para se sentir seguro no mundo barulhento dos adultos.

— Shhh, chega de chorar. — Jonatan apertou o abraço, sentindo a cintura fina de Ravi sob suas mãos grandes. — Nós vamos agora mesmo comprar uma nova. E vamos comprar um prendedor também, para você nunca mais perder, está bem?

Ravi ergueu o rosto, os olhos azuis vermelhos e as bochechas coradas.

— Você promete, papai?

— Prometo, minha vida. — Jonatan selou a promessa com um beijo na testa do loiro. — Agora limpe esse rostinho. Homem nenhum vai olhar para você chorando assim, só eu posso ver você assim.

A possessividade na voz de Jonatan não assustava Ravi; pelo contrário, trazia-lhe uma segurança profunda. Ele sabia que Jonatan era um muro entre ele e o resto do mundo, um protetor feroz que só baixava a guarda para lhe dar carinho.

O trajeto até o carro foi feito com Ravi ainda no colo, recusando-se a pisar no chão. No veículo luxuoso, o menor sentou-se no banco do passageiro, encolhido e manhoso, brincando com os próprios dedos enquanto Jonatan dirigia com uma mão no volante e a outra acariciando a coxa de Ravi.

— Quero uma de coelhinho — pediu Ravi, em voz baixa, quando chegaram à loja especializada.

— Você terá o que quiser — respondeu Jonatan, saindo do carro e dando a volta para abrir a porta para o menor.

Dentro da loja, Jonatan agiu com sua habitual arrogância, exigindo o melhor atendimento. Ele não tinha paciência para vendedores lentos.

— Quero o modelo mais confortável e anatômico que vocês tiverem — ordenou Jonatan à atendente, que parecia intimidada pela estatura e pelo tom dele. — E tragam aquela com detalhes em silicone macio.

Ravi, alheio à grosseria do maior com a funcionária, apontava para as prateleiras com entusiasmo renovado.

— Aquela, papai! A rosa com glitter! E a de coelhinho também!

— Levaremos as duas — disse Jonatan, sem sequer olhar o preço.

Minutos depois, eles estavam de volta ao carro. Antes mesmo de dar a partida, Jonatan abriu a embalagem da chupeta de coelhinho e a limpou cuidadosamente com um lenço esterilizante que sempre carregava na bolsa de Ravi.

— Abre a boca, anjinho.

Ravi obedeceu prontamente, fechando os lábios ao redor do bico de silicone com um suspiro de satisfação. O efeito foi imediato; seus ombros relaxaram e ele se inclinou para o lado, encostando a cabeça no ombro de Jonatan.

— Está melhor agora? — perguntou o homem, a voz carregada de uma doçura que ninguém mais no mundo conhecia.

Ravi apenas assentiu, fazendo um som abafado de satisfação enquanto sugava a chupeta ritmicamente.

Quando chegaram à cobertura de Jonatan, o clima de proteção transformou-se em algo mais denso e íntimo. Jonatan carregou Ravi para dentro, chutando a porta para fechar atrás de si. O apartamento era moderno, frio e minimalista, mas o quarto principal era um refúgio de conforto.

Ele colocou Ravi na cama king-size e começou a tirar os sapatos do menor.

— Você foi um bom menino no parque, apesar do choro — Jonatan comentou, subindo na cama e ficando por cima de Ravi, apoiando o peso nos cotovelos para não esmagá-lo. — Mas papai não gosta de ver você correndo longe de mim. Você se perdeu de vista por um segundo.

Ravi tirou a chupeta da boca por um instante, o olhar submisso e adorador.

— Desculpa, papai. A borboleta era bonita...

— Você é a única coisa bonita que eu permito que me distraia, Ravi — Jonatan disse, a voz ficando mais rouca. Ele passou o polegar pelos lábios úmidos do loiro. — Você é meu, entendeu? Só meu.

— Sou do papai — sussurrou Ravi, sentindo aquele calor gostoso se espalhar pelo ventre.

Jonatan beijou-o com fome, um contraste gritante com o cuidado paternal de minutos atrás. Era um beijo possessivo, que reivindicava cada centímetro daquela boca. Ravi gemeu baixinho, as mãos pequenas subindo para os ombros largos de Jonatan, tentando puxá-lo para mais perto.

— Papai... faz amorzinho? — Ravi pediu, a voz manhosa e carregada de desejo inocente, mas profundo.

Jonatan rosnou baixo, uma mistura de adoração e luxúria. Ele começou a despir Ravi com uma reverência quase religiosa, admirando a pele alva e a cintura fina que ele conseguia envolver quase completamente com as duas mãos.

— Vou cuidar de você, pequeno. Vou mostrar o quanto você é meu.

O ato de fazer amor entre eles era sempre uma dança de contrastes. Jonatan era dominante, forte e às vezes um pouco bruto em suas palavras, mas seus toques eram carregados de uma adoração que beirava a adoração. Ravi entregava-se totalmente, perdendo-se nas sensações, chamando por "papai" entre suspiros e beijos.

No ápice da intimidade, Jonatan segurou o rosto de Ravi, forçando-o a olhar em seus olhos escuros.

— Diga de quem você é, Ravi.

— Do Jonatan... do papai... — Ravi arqueou as costas, as unhas curtas arranhando levemente as costas musculosas do homem. — Sempre do papai.

Depois, quando o silêncio confortável da exaustão se instalou no quarto, Jonatan puxou o corpo pequeno de Ravi para o seu abraço. O loiro estava aninhado em seu peito, a nova chupeta de coelhinho de volta ao lugar, um braço jogado sobre o abdômen definido de Jonatan.

— Papai? — a voz de Ravi saiu abafada pelo silicone.

— Diga, meu bem.

— Não fica bravo se eu perder a pepeta de novo?

Jonatan sorriu, um gesto raro que suavizava completamente suas feições duras. Ele beijou o topo da cabeça loira, sentindo o cheiro de shampoo de bebê que Ravi sempre usava.

— Eu nunca ficaria bravo com você por isso, pequeno. Eu compraria mil chupetas, se fosse preciso, só para ver você feliz. Mas se você se perder de mim... aí sim, teremos um problema.

Ravi deu uma risadinha preguiçosa, fechando os olhos enquanto sentia as mãos grandes de Jonatan acariciando suas costas em movimentos circulares.

— Eu nunca vou me perder. O papai sempre me acha.

Jonatan apertou o abraço, sentindo uma onda de proteção absoluta. Ele era um homem difícil, um homem que o mundo temia, mas ali, naquele ninho de lençóis de seda e vulnerabilidade, ele era apenas o porto seguro de Ravi. E ele faria qualquer coisa para manter aquele brilho nos olhos azuis do seu pequeno, garantindo que, não importa o que acontecesse, Ravi sempre teria seu colo, sua chupeta e o amor possessivo de seu papai.

— Durma agora, anjinho — sussurrou Jonatan, enquanto o ritmo da respiração de Ravi se tornava lento e pesado. — Papai está vigiando você.

E no silêncio da noite, a única coisa que se ouvia era o som suave de Ravi sugando sua chupeta, seguro nos braços do homem que moveria montanhas para mantê-lo exatamente ali: protegido, amado e inteiramente seu.
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