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Amor e Paixão.
Fandom: BTS
Criado: 10/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaPsicológicoSombrioGótico SulistaCiúmesCrimeTragédiaDor/ConfortoConsertoHistória DomésticaRealismo
Entre o Laço e o Nó
O sol estava se pondo no horizonte do Texas, pintando o céu com tons de laranja queimado e violeta, uma visão que Kim Seokjin nunca cansava de admirar da varanda de sua fazenda. Aos 40 anos, Seokjin exalava uma maturidade serena. Ele era um homem que construiu seu império com suor e integridade, respeitado por todos os rancheiros da região. Mas, naquele momento, seu olhar não estava nas terras, e sim no jovem que descia do carro, com a mochila da faculdade pendurada no ombro.
Jeon Jungkook, de apenas 23 anos, era o contraste perfeito para a vida rústica de Seokjin. Ele era vibrante, cheio de energia e possuía um sorriso que ainda fazia o coração do mais velho errar as batidas, mesmo após um ano de relacionamento.
— Você demorou hoje, meu bem — disse Seokjin, descendo os degraus de madeira para receber o namorado com um beijo suave na testa.
— As aulas de administração estão ficando pesadas, Jin — respondeu Jungkook, retribuindo o abraço, embora seus olhos parecessem inquietos. — O professor resolveu passar um estudo de caso enorme.
Seokjin sorriu, passando a mão pelos cabelos escuros de Jungkook.
— É para o seu futuro. Logo você estará administrando tudo isso aqui ao meu lado. Vamos entrar? Preparei aquele jantar que você gosta.
Jungkook assentiu, mas seu celular vibrou no bolso. Ele o ignorou por um momento, sentindo o peso da culpa e da excitação que o consumiam toda vez que via o nome de Kim Taehyung ou Park Jimin na tela.
Naquela noite, enquanto Seokjin dormia o sono pesado de quem trabalhou o dia todo na lida com o gado, Jungkook estava acordado, a luz do celular iluminando seu rosto no escuro do quarto.
"Onde você está, Kook? A festa na fraternidade está incrível. O Jimin comprou aquela garrafa que você gosta", dizia a mensagem de Taehyung.
Segundos depois, outra de Jimin: "Não deixe aquele velho te prender em casa, coelhinho. Você é jovem demais para viver como um aposentado. Vem logo."
Jungkook olhou para Seokjin ao seu lado. O rosto do homem era calmo, bonito e transmitia uma segurança que Jungkook amava. Mas as palavras de seus amigos ecoavam em sua mente como um veneno doce. "Velho demais". "Curtir a juventude". Ele se sentia dividido entre o amor sólido de Seokjin e a adrenalina perigosa que Taehyung e Jimin ofereciam.
Sem fazer barulho, Jungkook se levantou, vestiu uma calça jeans e uma jaqueta de couro, e saiu da casa em silêncio, pegando as chaves do carro. Ele disse a si mesmo que era apenas uma noite. Apenas uma festa.
Ao chegar ao endereço indicado, uma mansão alugada perto do campus universitário, o som baixo das batidas eletrônicas e o cheiro de álcool o atingiram. Ele mal cruzou a porta quando foi cercado por Taehyung e Jimin.
— Sabia que você viria — disse Taehyung, passando o braço pelos ombros de Jungkook e sussurrando em seu ouvido. — Você não pertence àquela fazenda empoeirada, Kook. Você pertence a nós.
— Sentimos sua falta — completou Jimin, aproximando-se pela frente e tocando o peito de Jungkook com os dedos pequenos e ágeis. — Deixe o Seokjin com as vacas dele. Aqui é onde a vida acontece.
— Eu não devia estar aqui — murmurou Jungkook, embora não fizesse menção de sair.
— Deixe de bobagem — Taehyung riu, entregando-lhe um copo com uma mistura forte. — O que os olhos não veem, o coração não sente. Ele está dormindo, Jungkook. Ele nem vai notar que você saiu.
A noite se transformou em um borrão de luzes e sensações. Jungkook bebia para esquecer o olhar decepcionado que Seokjin teria se o visse ali. Ele se deixou levar pelas mãos de Taehyung em sua cintura e pelos beijos castos, mas carregados de promessas, que Jimin depositava em seu pescoço enquanto dançavam.
— Ele não te entende, Jungkook — disse Jimin, enquanto os três se afastavam para um canto mais reservado da festa. — Ele quer que você seja um administrador sério, um homem de família. Mas você é fogo. E o Seokjin... bem, ele já é cinzas.
— Não fale assim dele — Jungkook tentou protestar, mas sua voz saiu fraca.
— É a verdade — rebateu Taehyung, prendendo Jungkook contra a parede. — Olhe para nós. Nós temos a sua idade. Nós queremos as mesmas coisas. Por que se prender a alguém que logo vai preferir uma noite de chá a uma noite de prazer?
Aquela era a semente que Taehyung e Jimin plantavam todos os dias na mente de Jungkook. Eles não eram apenas amigos; eram predadores disfarçados de liberdade. Eles queriam Jungkook para eles, e viam em Seokjin o obstáculo que precisava ser removido.
As semanas se passaram e o padrão se repetiu. Durante o dia, Jungkook era o namorado perfeito, o estudante dedicado que discutia planilhas com Seokjin. À noite, ou em "tardes de estudo" inventadas, ele se perdia nos braços de Taehyung e Jimin. A infidelidade começou como um beijo, depois carícias mais ousadas em banheiros de festas, até se tornar algo recorrente.
Seokjin, embora confiasse plenamente no namorado, começou a notar pequenos sinais. O cansaço excessivo de Jungkook, as ligações que ele não atendia na frente dele, o cheiro de perfumes caros e desconhecidos em suas roupas.
— Você parece distante, Jungkook — comentou Seokjin certa manhã, enquanto tomavam café na varanda. — Aconteceu alguma coisa na faculdade?
— Nada, Jin. Só o estresse do fim do semestre — respondeu Jungkook, sem conseguir sustentar o olhar do mais velho.
— Sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe? — Seokjin estendeu a mão sobre a mesa, tocando a de Jungkook. — Eu amo você. Tudo o que eu construí é para nós.
Jungkook sentiu um aperto no peito. Por um momento, ele quis confessar tudo. Quis dizer que estava confuso, que Taehyung e Jimin o faziam sentir coisas que ele não entendia. Mas o medo de perder a estabilidade de Seokjin e o desejo proibido pelos amigos o mantiveram calado.
— Eu também te amo — mentiu Jungkook, ou talvez fosse uma meia-verdade. Ele amava Seokjin, mas a luxúria que sentia pelos outros dois era um vício que ele não conseguia largar.
Enquanto isso, Taehyung e Jimin planejavam seu próximo passo. Eles não estavam satisfeitos apenas com as escapadas rápidas.
— Precisamos que ele escolha — disse Jimin, enquanto dirigia de volta para o campus após mais um encontro escondido com Jungkook. — Ele ainda volta para aquele rancho toda noite.
— Ele voltará para nós definitivamente quando o Seokjin descobrir — Taehyung sorriu de lado, um brilho malicioso nos olhos. — E eu tenho o plano perfeito para que isso aconteça da maneira mais dolorosa possível.
— Você é cruel, Tae — Jimin riu, mas não discordou. — Mas o Jungkook é um prêmio que vale o esforço.
Jungkook, no banco de trás, ouvia a conversa em silêncio. Ele sabia que estava brincando com fogo, mas a adrenalina de viver no limite era inebriante. Ele olhou pela janela, vendo as terras de Seokjin ficarem para trás, sem saber que o castelo de cartas que ele construiu estava prestes a desmoronar.
A traição não era mais apenas física; era uma conspiração. Taehyung e Jimin não queriam apenas o corpo de Jungkook; eles queriam destruir a paz de Seokjin, provar que a maturidade do fazendeiro não era páreo para a juventude inconsequente deles.
Naquela tarde, ao chegar em casa, Jungkook encontrou Seokjin polindo uma sela antiga no celeiro. O homem parecia tão em paz, tão sólido.
— Oi, Jungkook — Seokjin sorriu, limpando o suor da testa. — Conseguiu terminar o trabalho com o Taehyung e o Jimin?
— Sim... terminamos — Jungkook desviou o olhar.
— Eles parecem ser bons amigos. É bom que você tenha pessoas da sua idade para conversar. Às vezes me preocupo se você não se sente sozinho aqui comigo.
— Eu não me sinto sozinho, Jin. Nunca.
Seokjin se aproximou e selou seus lábios. Foi um beijo carregado de promessas e carinho, um beijo que Jungkook sentiu que não merecia.
— Vá descansar. Você parece exausto.
Jungkook subiu para o quarto, mas seu coração estava em guerra. Ele olhou para o celular. Uma mensagem de Jimin acabara de chegar: "Sexta-feira. No nosso lugar de sempre. Não se atrase, temos uma surpresa para você."
Jungkook sabia que devia dizer não. Sabia que aquele era o caminho para o abismo. Mas, ao fechar os olhos, a imagem de Seokjin se misturava com os toques de Taehyung e Jimin, e ele se sentia perdido em um labirinto de desejos e mentiras. O Texas nunca pareceu tão pequeno, e as consequências de seus atos nunca pareceram tão distantes — até que o destino decidisse cobrar o preço.
Ele não sabia que a sexta-feira mencionada por Jimin seria o começo do fim. O plano dos "amigos" era muito mais sombrio do que ele imaginava, e Seokjin, o homem que ele chamava de amor de sua vida, estava prestes a ter seu mundo destruído por aqueles em quem Jungkook decidiu confiar.
As sombras no celeiro pareciam crescer conforme a noite caía, e Jungkook, deitado na cama que dividia com Seokjin, sentia que o laço que o prendia àquela vida estava se tornando um nó que, em breve, seria impossível de desatar sem causar feridas profundas.
— O que eu estou fazendo? — sussurrou para a escuridão.
Mas o silêncio da fazenda não lhe deu resposta. Apenas o vento uivando nas planícies do Texas parecia prever a tempestade que se aproximava, uma tempestade que levaria embora a inocência, a confiança e, talvez, o próprio amor que Seokjin guardava com tanto zelo.
Jungkook adormeceu, sem saber que Taehyung e Jimin já preparavam o cenário para o capítulo final de sua farsa, onde a lealdade seria testada e o coração de Seokjin seria o alvo principal de uma crueldade que apenas os jovens e inconsequentes conseguem arquitetar.
Jeon Jungkook, de apenas 23 anos, era o contraste perfeito para a vida rústica de Seokjin. Ele era vibrante, cheio de energia e possuía um sorriso que ainda fazia o coração do mais velho errar as batidas, mesmo após um ano de relacionamento.
— Você demorou hoje, meu bem — disse Seokjin, descendo os degraus de madeira para receber o namorado com um beijo suave na testa.
— As aulas de administração estão ficando pesadas, Jin — respondeu Jungkook, retribuindo o abraço, embora seus olhos parecessem inquietos. — O professor resolveu passar um estudo de caso enorme.
Seokjin sorriu, passando a mão pelos cabelos escuros de Jungkook.
— É para o seu futuro. Logo você estará administrando tudo isso aqui ao meu lado. Vamos entrar? Preparei aquele jantar que você gosta.
Jungkook assentiu, mas seu celular vibrou no bolso. Ele o ignorou por um momento, sentindo o peso da culpa e da excitação que o consumiam toda vez que via o nome de Kim Taehyung ou Park Jimin na tela.
Naquela noite, enquanto Seokjin dormia o sono pesado de quem trabalhou o dia todo na lida com o gado, Jungkook estava acordado, a luz do celular iluminando seu rosto no escuro do quarto.
"Onde você está, Kook? A festa na fraternidade está incrível. O Jimin comprou aquela garrafa que você gosta", dizia a mensagem de Taehyung.
Segundos depois, outra de Jimin: "Não deixe aquele velho te prender em casa, coelhinho. Você é jovem demais para viver como um aposentado. Vem logo."
Jungkook olhou para Seokjin ao seu lado. O rosto do homem era calmo, bonito e transmitia uma segurança que Jungkook amava. Mas as palavras de seus amigos ecoavam em sua mente como um veneno doce. "Velho demais". "Curtir a juventude". Ele se sentia dividido entre o amor sólido de Seokjin e a adrenalina perigosa que Taehyung e Jimin ofereciam.
Sem fazer barulho, Jungkook se levantou, vestiu uma calça jeans e uma jaqueta de couro, e saiu da casa em silêncio, pegando as chaves do carro. Ele disse a si mesmo que era apenas uma noite. Apenas uma festa.
Ao chegar ao endereço indicado, uma mansão alugada perto do campus universitário, o som baixo das batidas eletrônicas e o cheiro de álcool o atingiram. Ele mal cruzou a porta quando foi cercado por Taehyung e Jimin.
— Sabia que você viria — disse Taehyung, passando o braço pelos ombros de Jungkook e sussurrando em seu ouvido. — Você não pertence àquela fazenda empoeirada, Kook. Você pertence a nós.
— Sentimos sua falta — completou Jimin, aproximando-se pela frente e tocando o peito de Jungkook com os dedos pequenos e ágeis. — Deixe o Seokjin com as vacas dele. Aqui é onde a vida acontece.
— Eu não devia estar aqui — murmurou Jungkook, embora não fizesse menção de sair.
— Deixe de bobagem — Taehyung riu, entregando-lhe um copo com uma mistura forte. — O que os olhos não veem, o coração não sente. Ele está dormindo, Jungkook. Ele nem vai notar que você saiu.
A noite se transformou em um borrão de luzes e sensações. Jungkook bebia para esquecer o olhar decepcionado que Seokjin teria se o visse ali. Ele se deixou levar pelas mãos de Taehyung em sua cintura e pelos beijos castos, mas carregados de promessas, que Jimin depositava em seu pescoço enquanto dançavam.
— Ele não te entende, Jungkook — disse Jimin, enquanto os três se afastavam para um canto mais reservado da festa. — Ele quer que você seja um administrador sério, um homem de família. Mas você é fogo. E o Seokjin... bem, ele já é cinzas.
— Não fale assim dele — Jungkook tentou protestar, mas sua voz saiu fraca.
— É a verdade — rebateu Taehyung, prendendo Jungkook contra a parede. — Olhe para nós. Nós temos a sua idade. Nós queremos as mesmas coisas. Por que se prender a alguém que logo vai preferir uma noite de chá a uma noite de prazer?
Aquela era a semente que Taehyung e Jimin plantavam todos os dias na mente de Jungkook. Eles não eram apenas amigos; eram predadores disfarçados de liberdade. Eles queriam Jungkook para eles, e viam em Seokjin o obstáculo que precisava ser removido.
As semanas se passaram e o padrão se repetiu. Durante o dia, Jungkook era o namorado perfeito, o estudante dedicado que discutia planilhas com Seokjin. À noite, ou em "tardes de estudo" inventadas, ele se perdia nos braços de Taehyung e Jimin. A infidelidade começou como um beijo, depois carícias mais ousadas em banheiros de festas, até se tornar algo recorrente.
Seokjin, embora confiasse plenamente no namorado, começou a notar pequenos sinais. O cansaço excessivo de Jungkook, as ligações que ele não atendia na frente dele, o cheiro de perfumes caros e desconhecidos em suas roupas.
— Você parece distante, Jungkook — comentou Seokjin certa manhã, enquanto tomavam café na varanda. — Aconteceu alguma coisa na faculdade?
— Nada, Jin. Só o estresse do fim do semestre — respondeu Jungkook, sem conseguir sustentar o olhar do mais velho.
— Sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe? — Seokjin estendeu a mão sobre a mesa, tocando a de Jungkook. — Eu amo você. Tudo o que eu construí é para nós.
Jungkook sentiu um aperto no peito. Por um momento, ele quis confessar tudo. Quis dizer que estava confuso, que Taehyung e Jimin o faziam sentir coisas que ele não entendia. Mas o medo de perder a estabilidade de Seokjin e o desejo proibido pelos amigos o mantiveram calado.
— Eu também te amo — mentiu Jungkook, ou talvez fosse uma meia-verdade. Ele amava Seokjin, mas a luxúria que sentia pelos outros dois era um vício que ele não conseguia largar.
Enquanto isso, Taehyung e Jimin planejavam seu próximo passo. Eles não estavam satisfeitos apenas com as escapadas rápidas.
— Precisamos que ele escolha — disse Jimin, enquanto dirigia de volta para o campus após mais um encontro escondido com Jungkook. — Ele ainda volta para aquele rancho toda noite.
— Ele voltará para nós definitivamente quando o Seokjin descobrir — Taehyung sorriu de lado, um brilho malicioso nos olhos. — E eu tenho o plano perfeito para que isso aconteça da maneira mais dolorosa possível.
— Você é cruel, Tae — Jimin riu, mas não discordou. — Mas o Jungkook é um prêmio que vale o esforço.
Jungkook, no banco de trás, ouvia a conversa em silêncio. Ele sabia que estava brincando com fogo, mas a adrenalina de viver no limite era inebriante. Ele olhou pela janela, vendo as terras de Seokjin ficarem para trás, sem saber que o castelo de cartas que ele construiu estava prestes a desmoronar.
A traição não era mais apenas física; era uma conspiração. Taehyung e Jimin não queriam apenas o corpo de Jungkook; eles queriam destruir a paz de Seokjin, provar que a maturidade do fazendeiro não era páreo para a juventude inconsequente deles.
Naquela tarde, ao chegar em casa, Jungkook encontrou Seokjin polindo uma sela antiga no celeiro. O homem parecia tão em paz, tão sólido.
— Oi, Jungkook — Seokjin sorriu, limpando o suor da testa. — Conseguiu terminar o trabalho com o Taehyung e o Jimin?
— Sim... terminamos — Jungkook desviou o olhar.
— Eles parecem ser bons amigos. É bom que você tenha pessoas da sua idade para conversar. Às vezes me preocupo se você não se sente sozinho aqui comigo.
— Eu não me sinto sozinho, Jin. Nunca.
Seokjin se aproximou e selou seus lábios. Foi um beijo carregado de promessas e carinho, um beijo que Jungkook sentiu que não merecia.
— Vá descansar. Você parece exausto.
Jungkook subiu para o quarto, mas seu coração estava em guerra. Ele olhou para o celular. Uma mensagem de Jimin acabara de chegar: "Sexta-feira. No nosso lugar de sempre. Não se atrase, temos uma surpresa para você."
Jungkook sabia que devia dizer não. Sabia que aquele era o caminho para o abismo. Mas, ao fechar os olhos, a imagem de Seokjin se misturava com os toques de Taehyung e Jimin, e ele se sentia perdido em um labirinto de desejos e mentiras. O Texas nunca pareceu tão pequeno, e as consequências de seus atos nunca pareceram tão distantes — até que o destino decidisse cobrar o preço.
Ele não sabia que a sexta-feira mencionada por Jimin seria o começo do fim. O plano dos "amigos" era muito mais sombrio do que ele imaginava, e Seokjin, o homem que ele chamava de amor de sua vida, estava prestes a ter seu mundo destruído por aqueles em quem Jungkook decidiu confiar.
As sombras no celeiro pareciam crescer conforme a noite caía, e Jungkook, deitado na cama que dividia com Seokjin, sentia que o laço que o prendia àquela vida estava se tornando um nó que, em breve, seria impossível de desatar sem causar feridas profundas.
— O que eu estou fazendo? — sussurrou para a escuridão.
Mas o silêncio da fazenda não lhe deu resposta. Apenas o vento uivando nas planícies do Texas parecia prever a tempestade que se aproximava, uma tempestade que levaria embora a inocência, a confiança e, talvez, o próprio amor que Seokjin guardava com tanto zelo.
Jungkook adormeceu, sem saber que Taehyung e Jimin já preparavam o cenário para o capítulo final de sua farsa, onde a lealdade seria testada e o coração de Seokjin seria o alvo principal de uma crueldade que apenas os jovens e inconsequentes conseguem arquitetar.
