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Fandom: Natan, Alex

Criado: 10/07/2026

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O Doce Refúgio do Papai

O som do motor do carro sumindo ao longe foi o sinal que Alex esperava. Ele observou pela janela da sala a poeira baixar na estrada, sabendo que a mãe de Natan estaria longe por pelo menos duas semanas, gastufando o dinheiro que ele mesmo havia dado para que ela se divertisse com as amigas. Para Alex, aquele dinheiro não era um presente, era um investimento: o preço da ausência dela para que ele pudesse, finalmente, ter o enteado só para si, sem interrupções ou olhares de julgamento.

Lá em cima, no quarto decorado com tons pastéis, Natan estava alheio a tudo. O jovem loiro, de traços delicados e uma inocência que beirava o infantilismo, estava sentado no tapete felpudo, tentando encaixar as peças de um quebra-cabeça de animais. Ele usava uma de suas peças favoritas: uma sainha de pregas rosa claro que destacava suas pernas alvas e a cintura extraordinariamente fina, combinada com uma camiseta curta que deixava o umbigo à mostra.

A porta do quarto se abriu com um estrondo controlado, e a figura imponente de Alex preencheu o batente. Ele era o oposto de Natan: alto, de ombros largos, pele morena e uma expressão permanentemente endurecida. Seus olhos escuros percorreram o corpo do menor com uma fome possessiva que Natan, em sua ingenuidade, confundia com carinho.

— A mamãe já foi, pequeno — disse Alex, sua voz grossa ecoando pelo quarto.

Natan olhou para cima, os olhos grandes e azuis brilhando.

— Ela vai demorar, Alex? — perguntou com a voz mansa, levando o polegar à boca por instinto.

Alex caminhou até ele, cada passo pesado fazendo o assoalho ranger. Ele se ajoelhou atrás de Natan, suas mãos grandes e calejadas segurando a cintura minúscula do loiro, apertando com força suficiente para deixar marcas.

— Eu já disse para não me chamar de Alex, não disse? — O tom era ríspido, fazendo Natan encolher os ombros. — Agora que ela foi embora, eu sou o único que manda aqui. E você vai me chamar de Papai.

— Mas... — Natan tentou protestar, sentindo o hálito quente de Alex em seu pescoço — ... o Papai foi pro céu.

Alex rosnou, virando o corpo de Natan de frente para si com um solavanco bruto. A diferença de tamanho era intimidadora. Natan parecia uma boneca de porcelana nas mãos de um gigante.

— Eu sou o seu papai agora. Entendeu? — Alex enfiou a mão no bolso da calça e tirou uma chupeta de bico ortodôntico, azul com detalhes dourados. — Se quiser ganhar seu lanchinho e seus brinquedos, tem que ser um bom menino para o Papai.

Natan hesitou, mas a aura dominante de Alex sempre o vencia. Ele abriu a boquinha, aceitando o bico de plástico. O som rítmico da sucção começou a preencher o silêncio, acalmando os nervos do menor, enquanto Alex sorria de forma predatória.

— Isso. Agora vamos para o meu quarto. O seu é muito pequeno para o que eu planejei.

Sem esperar resposta, Alex pegou Natan no colo como se ele não pesasse nada. O loiro abraçou o pescoço do padrasto, escondendo o rosto no peito largo, sentindo o cheiro de perfume forte e tabaco. Ele não entendia por que Alex sempre queria brincar de "médico" ou de "cavalinho" de um jeito que doía depois, mas ele era obediente. Natan tinha medo de deixar Alex bravo.

Ao chegarem no quarto principal, Alex jogou Natan na cama de casal e foi até o frigobar, pegando uma mamadeira preparada com leite morno e um pouco de mel. Ele se sentou na beira da cama e puxou Natan para o seu colo, forçando-o a sentar de lado sobre suas coxas.

— Bebe tudo — ordenou, substituindo a chupeta pelo bico da mamadeira.

Natan segurou o frasco com as mãos pequenas, sugando o líquido doce enquanto Alex acariciava suas pernas por baixo da sainha. A mão do homem era áspera, subindo pelas coxas de Natan até encontrar a pele sensível da virilha. Natan deu um pequeno sobressalto, mas a mamadeira o mantinha distraído.

— Você é tão perfeito, Natan — murmurou Alex, a voz carregada de uma obsessão doentia. — Tão obediente, tão apertadinho. Você é meu, entendeu? Só meu.

Quando a mamadeira terminou, Alex a jogou no chão sem cuidado. Ele se levantou, levando Natan consigo, e começou a se despir com movimentos bruscos. Natan observava com os olhos arregalados, o coração batendo rápido. Ele sabia o que vinha a seguir, e embora uma parte dele quisesse fugir, a outra estava condicionada a aceitar tudo o que o "Papai" impunha.

Alex se livrou da calça,
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