
Entre o Suor e o Pecado
O ginásio da universidade ainda reverberava com o som estridente do apito final e o eco das palmas rítmicas da torcida. Hannah sentia cada músculo do seu corpo pulsar, uma mistura inebriante de exaustão e adrenalina. Como capitã do time de vôlei, ela havia acabado de liderar as meninas em uma vitória suada contra as rivais da capital, mas sua mente, teimosa e traiçoeira, não estava no troféu de metal reluzente sobre a mesa da arbitragem.
Ela caminhou em direção ao banco reserva, pegando sua garrafa de água e despejando metade do conteúdo sobre o pescoço suado. O frescor da água a fez fechar os olhos por um segundo, e foi nesse breve instante de escuridão que ela o sentiu.
Não era apenas uma presença; era uma mudança na pressão do ar, um cheiro familiar de perfume caro misturado com couro e algo puramente masculino que a fazia perder o chão.
— Bela vitória, Capitã. — A voz era rouca, carregada de um sarcasmo que Hannah conhecia bem demais.
Ela abriu os olhos e o encontrou encostado em uma das colunas de sustentação da arquibancada. Luke. O homem que era o pesadelo de seu ex-namorado e o sonho erótico que ela tentava, sem sucesso, banir de sua consciência. Com sua jaqueta de couro preta, o cabelo levemente bagunçado e aquele sorriso de lado que gritava perigo, ele parecia totalmente fora de lugar em um ambiente esportivo tão regrado.
— O que você está fazendo aqui, Luke? — Hannah perguntou, tentando manter a voz firme enquanto guardava seu equipamento. — Pensei que estivesse ocupado demais sendo o "bad boy" oficial da cidade.
Luke deu alguns passos à frente, diminuindo a distância entre eles com a confiança de quem sabe que é dono do mundo.
— Eu não perderia a chance de ver você de shorts curtos e joelheiras por nada neste mundo — disse ele, parando a poucos centímetros dela. — Além disso, gosto de ver o que o seu ex perdeu. Ele sempre foi um idiota por não saber o tesouro que tinha nas mãos.
Hannah sentiu o rosto esquentar, e não era pelo esforço físico.
— Você não deveria estar aqui. Se alguém nos vir conversando...
— Deixe que vejam — interrompeu ele, estendendo a mão para tirar uma mecha de cabelo úmido do rosto dela. O toque de seus dedos contra a pele dela foi como um choque elétrico. — Você adora o perigo tanto quanto eu, Hannah. Pare de fingir que é a garota certinha.
— Eu não estou fingindo nada — rebateu ela, embora sua respiração tivesse ficado subitamente curta.
— Está sim. — Luke se inclinou, sussurrando perto do ouvido dela, o hálito quente enviando arrepios por sua espinha. — Seus olhos estão dizendo que você quer me levar para algum lugar escuro e me mostrar exatamente quanta energia restou depois desse jogo.
Hannah tentou empurrá-lo levemente, mas suas mãos encontraram o peito firme dele, e em vez de afastar, seus dedos se fecharam no tecido da camiseta dele. Era uma batalha perdida. Sempre era.
— O vestiário das visitantes está vazio — confessou ela em um sussurro derrotado, os olhos fixos nos lábios dele.
Luke não precisou ouvir duas vezes. Ele agarrou o pulso dela e a conduziu rapidamente pelos corredores secundários do complexo esportivo. Hannah olhava para os lados, o coração martelando contra as costelas, temendo ser descoberta, mas a excitação de ser pega era o que tornava tudo tão viciante.
Assim que entraram no vestiário e Luke trancou a porta, o mundo exterior deixou de existir.
Ele a prensou contra a porta de metal, o impacto fazendo um barulho surdo que ecoou pelo teto alto. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, os lábios dele colidiram com os dela em um beijo faminto, possessivo e desesperado. Não havia delicadeza ali; era uma colisão de vontades.
Hannah gemeu contra a boca dele, suas mãos subindo para o cabelo de Luke, puxando-o para mais perto enquanto ela envolvia as pernas na cintura dele.
— Você é um problema, Luke — disse ela entre beijos ofegantes, sentindo as mãos grandes dele descendo pelas suas coxas, apertando a carne firme sob o uniforme de vôlei.
— Eu sou a melhor coisa que já aconteceu na sua vida e você sabe disso — respondeu ele, descendo os beijos para o pescoço dela, mordiscando a pele sensível logo abaixo da orelha.
Hannah jogou a cabeça para trás, entregando-se à sensação. Ela sabia que Luke era o rival de seu ex, sabia que ele tinha uma reputação duvidosa e que se envolver com ele era como brincar com fogo em um campo de pólvora. Mas toda vez que ele a tocava, toda a lógica desaparecia. Ele era intenso, bruto de uma forma que a fazia se sentir desejada como nunca antes, e ao mesmo tempo, havia uma vulnerabilidade na forma como ele a segurava, como se ela fosse a única coisa real em sua vida de sombras.
— Luke, espere... — tentou ela, apenas para ser calada por outro beijo profundo que lhe roubou o fôlego.
— Não peça para eu parar, Hannah. Não hoje.
Ele a carregou até um dos bancos de madeira, sentando-a ali enquanto se ajoelhava entre suas pernas. Os olhos escuros de Luke brilhavam com uma luxúria que a fazia tremer.
— Você é linda quando está exausta — murmurou ele, as mãos subindo para a barra da camisa dela. — E vai ficar ainda mais linda quando eu terminar com você.
— Você se acha demais — provocou ela, embora estivesse ajudando-o a tirar a própria camisa.
— Eu não me acho, eu tenho certeza.
O que se seguiu foi um borrão de pele contra pele, de suspiros abafados pelo silêncio do vestiário e de uma entrega que Hannah jurava a si mesma que não aconteceria novamente, mas que buscava com fervor todas as vezes. Luke a conhecia de maneiras que ninguém mais conhecia; ele sabia exatamente onde tocar, como pressionar e como levá-la ao limite.
Quando o prazer finalmente os atingiu, intenso e avassalador, Hannah sentiu como se estivesse flutuando. Ela se apoiou no ombro de Luke, sentindo o suor dele misturar-se ao dela, o som das respirações pesadas sendo a única música no ambiente.
Luke beijou o topo da cabeça dela, prendendo-a em seus braços com uma possessividade que, estranhamente, a fazia se sentir segura.
— Você não pode continuar fazendo isso comigo — murmurou ela, recuperando o fôlego.
— Fazendo o quê? — perguntou ele, a voz carregada de satisfação.
— Aparecendo do nada, me tirando do sério, me fazendo esquecer quem eu sou.
Luke se afastou um pouco para olhar nos olhos dela. A expressão de bad boy havia desaparecido por um momento, substituída por algo muito mais profundo e perigoso: honestidade.
— Eu não quero que você esqueça quem é, Hannah. Eu quero que você seja exatamente quem é quando está comigo. Sem o time, sem o ex-namorado idiota, sem as expectativas de ninguém. Apenas você.
Hannah sentiu um aperto no peito. Era isso que a assustava. Com Luke, ela não precisava ser a capitã perfeita ou a namorada troféu. Ela era apenas Hannah.
— Isso não pode durar, Luke. Somos de mundos diferentes.
— Mundos diferentes se colidem o tempo todo, pequena — disse ele, levantando-se e oferecendo a mão para ajudá-la. — E a explosão é sempre a melhor parte.
Ele a ajudou a se vestir, seus gestos agora surpreendentemente gentis. Antes de saírem, ele a encurralou mais uma vez contra os armários, dando-lhe um último beijo, lento e cheio de promessas.
— Vejo você no próximo jogo? — perguntou ele com um brilho desafiador nos olhos.
Hannah ajeitou o uniforme e respirou fundo, tentando recuperar sua postura de capitã, embora suas pernas ainda estivessem um pouco bambas.
— Se você se comportar... talvez.
Luke soltou uma risada rouca, caminhando em direção à saída dos fundos.
— Você sabe que eu nunca me comporto, Hannah. É por isso que você me ama.
Ele desapareceu nas sombras do corredor antes que ela pudesse protestar. Hannah ficou ali por um longo minuto, o coração ainda acelerado, o cheiro dele impregnado em sua pele. Ela sabia que estava se metendo em um território perigoso, que Luke era o tipo de homem que deixava cicatrizes. Mas enquanto caminhava de volta para o ginásio para se juntar ao seu time, ela não conseguia parar de sorrir.
Afinal, algumas regras foram feitas para serem quebradas, e Luke era a melhor infração que ela já havia cometido.
Ela caminhou em direção ao banco reserva, pegando sua garrafa de água e despejando metade do conteúdo sobre o pescoço suado. O frescor da água a fez fechar os olhos por um segundo, e foi nesse breve instante de escuridão que ela o sentiu.
Não era apenas uma presença; era uma mudança na pressão do ar, um cheiro familiar de perfume caro misturado com couro e algo puramente masculino que a fazia perder o chão.
— Bela vitória, Capitã. — A voz era rouca, carregada de um sarcasmo que Hannah conhecia bem demais.
Ela abriu os olhos e o encontrou encostado em uma das colunas de sustentação da arquibancada. Luke. O homem que era o pesadelo de seu ex-namorado e o sonho erótico que ela tentava, sem sucesso, banir de sua consciência. Com sua jaqueta de couro preta, o cabelo levemente bagunçado e aquele sorriso de lado que gritava perigo, ele parecia totalmente fora de lugar em um ambiente esportivo tão regrado.
— O que você está fazendo aqui, Luke? — Hannah perguntou, tentando manter a voz firme enquanto guardava seu equipamento. — Pensei que estivesse ocupado demais sendo o "bad boy" oficial da cidade.
Luke deu alguns passos à frente, diminuindo a distância entre eles com a confiança de quem sabe que é dono do mundo.
— Eu não perderia a chance de ver você de shorts curtos e joelheiras por nada neste mundo — disse ele, parando a poucos centímetros dela. — Além disso, gosto de ver o que o seu ex perdeu. Ele sempre foi um idiota por não saber o tesouro que tinha nas mãos.
Hannah sentiu o rosto esquentar, e não era pelo esforço físico.
— Você não deveria estar aqui. Se alguém nos vir conversando...
— Deixe que vejam — interrompeu ele, estendendo a mão para tirar uma mecha de cabelo úmido do rosto dela. O toque de seus dedos contra a pele dela foi como um choque elétrico. — Você adora o perigo tanto quanto eu, Hannah. Pare de fingir que é a garota certinha.
— Eu não estou fingindo nada — rebateu ela, embora sua respiração tivesse ficado subitamente curta.
— Está sim. — Luke se inclinou, sussurrando perto do ouvido dela, o hálito quente enviando arrepios por sua espinha. — Seus olhos estão dizendo que você quer me levar para algum lugar escuro e me mostrar exatamente quanta energia restou depois desse jogo.
Hannah tentou empurrá-lo levemente, mas suas mãos encontraram o peito firme dele, e em vez de afastar, seus dedos se fecharam no tecido da camiseta dele. Era uma batalha perdida. Sempre era.
— O vestiário das visitantes está vazio — confessou ela em um sussurro derrotado, os olhos fixos nos lábios dele.
Luke não precisou ouvir duas vezes. Ele agarrou o pulso dela e a conduziu rapidamente pelos corredores secundários do complexo esportivo. Hannah olhava para os lados, o coração martelando contra as costelas, temendo ser descoberta, mas a excitação de ser pega era o que tornava tudo tão viciante.
Assim que entraram no vestiário e Luke trancou a porta, o mundo exterior deixou de existir.
Ele a prensou contra a porta de metal, o impacto fazendo um barulho surdo que ecoou pelo teto alto. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, os lábios dele colidiram com os dela em um beijo faminto, possessivo e desesperado. Não havia delicadeza ali; era uma colisão de vontades.
Hannah gemeu contra a boca dele, suas mãos subindo para o cabelo de Luke, puxando-o para mais perto enquanto ela envolvia as pernas na cintura dele.
— Você é um problema, Luke — disse ela entre beijos ofegantes, sentindo as mãos grandes dele descendo pelas suas coxas, apertando a carne firme sob o uniforme de vôlei.
— Eu sou a melhor coisa que já aconteceu na sua vida e você sabe disso — respondeu ele, descendo os beijos para o pescoço dela, mordiscando a pele sensível logo abaixo da orelha.
Hannah jogou a cabeça para trás, entregando-se à sensação. Ela sabia que Luke era o rival de seu ex, sabia que ele tinha uma reputação duvidosa e que se envolver com ele era como brincar com fogo em um campo de pólvora. Mas toda vez que ele a tocava, toda a lógica desaparecia. Ele era intenso, bruto de uma forma que a fazia se sentir desejada como nunca antes, e ao mesmo tempo, havia uma vulnerabilidade na forma como ele a segurava, como se ela fosse a única coisa real em sua vida de sombras.
— Luke, espere... — tentou ela, apenas para ser calada por outro beijo profundo que lhe roubou o fôlego.
— Não peça para eu parar, Hannah. Não hoje.
Ele a carregou até um dos bancos de madeira, sentando-a ali enquanto se ajoelhava entre suas pernas. Os olhos escuros de Luke brilhavam com uma luxúria que a fazia tremer.
— Você é linda quando está exausta — murmurou ele, as mãos subindo para a barra da camisa dela. — E vai ficar ainda mais linda quando eu terminar com você.
— Você se acha demais — provocou ela, embora estivesse ajudando-o a tirar a própria camisa.
— Eu não me acho, eu tenho certeza.
O que se seguiu foi um borrão de pele contra pele, de suspiros abafados pelo silêncio do vestiário e de uma entrega que Hannah jurava a si mesma que não aconteceria novamente, mas que buscava com fervor todas as vezes. Luke a conhecia de maneiras que ninguém mais conhecia; ele sabia exatamente onde tocar, como pressionar e como levá-la ao limite.
Quando o prazer finalmente os atingiu, intenso e avassalador, Hannah sentiu como se estivesse flutuando. Ela se apoiou no ombro de Luke, sentindo o suor dele misturar-se ao dela, o som das respirações pesadas sendo a única música no ambiente.
Luke beijou o topo da cabeça dela, prendendo-a em seus braços com uma possessividade que, estranhamente, a fazia se sentir segura.
— Você não pode continuar fazendo isso comigo — murmurou ela, recuperando o fôlego.
— Fazendo o quê? — perguntou ele, a voz carregada de satisfação.
— Aparecendo do nada, me tirando do sério, me fazendo esquecer quem eu sou.
Luke se afastou um pouco para olhar nos olhos dela. A expressão de bad boy havia desaparecido por um momento, substituída por algo muito mais profundo e perigoso: honestidade.
— Eu não quero que você esqueça quem é, Hannah. Eu quero que você seja exatamente quem é quando está comigo. Sem o time, sem o ex-namorado idiota, sem as expectativas de ninguém. Apenas você.
Hannah sentiu um aperto no peito. Era isso que a assustava. Com Luke, ela não precisava ser a capitã perfeita ou a namorada troféu. Ela era apenas Hannah.
— Isso não pode durar, Luke. Somos de mundos diferentes.
— Mundos diferentes se colidem o tempo todo, pequena — disse ele, levantando-se e oferecendo a mão para ajudá-la. — E a explosão é sempre a melhor parte.
Ele a ajudou a se vestir, seus gestos agora surpreendentemente gentis. Antes de saírem, ele a encurralou mais uma vez contra os armários, dando-lhe um último beijo, lento e cheio de promessas.
— Vejo você no próximo jogo? — perguntou ele com um brilho desafiador nos olhos.
Hannah ajeitou o uniforme e respirou fundo, tentando recuperar sua postura de capitã, embora suas pernas ainda estivessem um pouco bambas.
— Se você se comportar... talvez.
Luke soltou uma risada rouca, caminhando em direção à saída dos fundos.
— Você sabe que eu nunca me comporto, Hannah. É por isso que você me ama.
Ele desapareceu nas sombras do corredor antes que ela pudesse protestar. Hannah ficou ali por um longo minuto, o coração ainda acelerado, o cheiro dele impregnado em sua pele. Ela sabia que estava se metendo em um território perigoso, que Luke era o tipo de homem que deixava cicatrizes. Mas enquanto caminhava de volta para o ginásio para se juntar ao seu time, ela não conseguia parar de sorrir.
Afinal, algumas regras foram feitas para serem quebradas, e Luke era a melhor infração que ela já havia cometido.
