
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Oliver !
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 11/07/2026
Tags
UA (Universo Alternativo)HorrorHorror CorporalPWP (Enredo? Que enredo?)SombrioMistérioCenário Canônico
O Enigma da Caixa de Papel
Oliver caminhava pelos corredores monocromáticos da escola com a confiança de quem sabia que as regras não se aplicavam a ele. O som de seus sapatos batendo no chão de papel ecoava suavemente, acompanhado pelo ruído rítmico de suas mandíbulas. Ele não estava mastigando chiclete ou qualquer lanche convencional; em sua mão direita, ele segurava uma barra de sabonete azul claro, da qual já havia tirado várias mordidas.
O gosto alcalino e a textura escorregadia eram exatamente o que ele precisava para aliviar o tédio que o consumia naquela tarde. Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo que quase tocava o chão, balançavam levemente enquanto ele chutava uma bolinha de papel amassado. O lápis que substituía seu braço esquerdo brilhava sob a luz artificial, uma ferramenta de desenho e, ocasionalmente, uma arma para suas travessuras.
— Que tédio... — resmungou Oliver, a voz abafada pelo pedaço de sabonete em sua boca. — Zip e Edward devem estar ocupados com alguma idiotice do Baldi.
Ele dobrou o corredor do bloco C, uma área menos frequentada pelos professores. Foi quando seus olhos captaram algo incomum. No centro do corredor, encostada à parede de papelão reforçado, estava uma caixa grande. Não era uma caixa comum de suprimentos escolares; ela tinha inscrições estranhas nas laterais e parecia vibrar levemente.
Sua curiosidade, sempre maior que seu senso de perigo, o impulsionou para frente. Ele rodeou o objeto, observando a marca vermelha de "A+" em seu próprio cabelo refletida em uma superfície metálica próxima. Oliver se aproximou, estendendo a mão de grafite para tocar a tampa.
Subitamente, a caixa se abriu.
Antes que ele pudesse reagir, vários tentáculos de um tom rosa vibrante e textura viscosa dispararam para fora da escuridão do recipiente. Eles se enrolaram em torno de sua cintura, de seu braço de lápis e de suas pernas, puxando-o com uma força descomunal para dentro do espaço confinado.
— Mas o que é isso?! — gritou Oliver, perdendo o equilíbrio.
O impacto com o fundo da caixa foi seco. A tampa se fechou acima dele com um estalo definitivo, mergulhando-o na penumbra. Oliver estava deitado de bruços, o rosto pressionado contra o fundo frio. Ele tentou se impulsionar para cima, mas os tentáculos eram rápidos. Eles o prenderam contra o chão da caixa, imobilizando seus membros.
— Me soltem, seus pedaços de borracha malditos! — Oliver esbravejou, sentindo a raiva subir pelo seu pescoço.
Ele começou a se debater violentamente. O estresse de estar preso superou o tédio anterior. Ele usou a ponta de seu braço de lápis para tentar perfurar a substância rosa, mas os tentáculos eram elásticos e absorviam os golpes. Oliver rosnou, o suor começando a brotar em sua testa enquanto ele forçava os músculos contra as amarras orgânicas.
— Eu vou transformar essa caixa em confete quando eu sair daqui! — ameaçou ele, embora sua voz soasse trêmula pela primeira vez.
A situação mudou de configuração rapidamente. Um dos tentáculos, mais fino e ágil, deslizou por baixo de seu corpo. Oliver sentiu um puxão brusco e, para seu horror, ouviu o som do tecido de sua bermuda branca sendo rasgado e removido. A exposição repentina ao ar frio da caixa o fez estremecer.
— Ei! Parem com isso! — Ele tentou se virar, mas um tentáculo maior pressionou suas costas, mantendo suas nadegas empinadas na direção da escuridão do fundo da caixa.
O que se seguiu foi uma invasão que Oliver não esperava. Um dos apêndices rosados, carregado de uma substância lubrificante natural, penetrou-o de forma súbita e profunda.
— Pare! Eu mandei parar! — Oliver gritou, o rosto ficando instantaneamente vermelho de indignação e choque.
Ele cerrou os dentes, os olhos arregalados enquanto tentava lutar contra a sensação invasiva. Era uma mistura de dor aguda e uma pressão desconfortável que o fazia querer vomitar o sabonete que havia comido. Ele gemeu irritado, uma mistura de protesto e desconforto físico, enquanto seus dedos arranhavam o fundo da caixa.
No entanto, à medida que o tempo passava dentro daquele cubículo escuro, o movimento dos tentáculos mudou. O que era bruto tornou-se rítmico, explorando pontos que Oliver sequer sabia que possuía. A raiva começou a ser substituída por uma névoa mental confusa. Ele fechou os olhos com força, tentando manter sua dignidade, mas seu corpo começou a traí-lo.
Os gemidos de irritação, aos poucos, perderam o tom áspero. Eles se tornaram mais curtos, mais agudos. O calor se espalhou por sua espinha, e Oliver se viu arqueando as costas não para fugir, mas para buscar o contato que antes repudiava.
— Não... — sussurrou ele, embora suas mãos agora estivessem relaxadas contra o chão. — Mais...
Ele estava perdido em uma espiral de sensações contraditórias. O prazer, intenso e avassalador, dominou seus sentidos. Ele gemeu alto, a voz ecoando nas paredes apertadas da caixa, querendo que aquele momento de êxtase bizarro não terminasse, mesmo que sua mente gritasse que aquilo era errado.
...
Na manhã seguinte, o corredor estava silencioso até que o som de passos apressados quebrou a monotonia. Zip, com seu visual característico e expressão travessa, caminhava ao lado de Edward, que ajustava seus óculos com um ar de impaciência.
— Você viu o Oliver desde ontem à tarde? — perguntou Zip, olhando ao redor. — Ele sumiu do mapa.
— Ele provavelmente está escondido em algum armário esperando para assustar alguém — respondeu Edward, dando de ombros. — Mas ele perdeu a aula de artes, o que é estranho até para ele.
Eles pararam subitamente quando viram a caixa no meio do corredor. Ela parecia diferente agora; estava ligeiramente entreaberta e uma névoa leve saía de dentro dela.
De repente, uma mão pálida, trêmula, agarrou a borda da caixa. Oliver emergiu lentamente, como se estivesse escalando um abismo. Seu cabelo estava completamente desgrenhado, o rabo de cavalo desfeito e os fios brancos espalhados pelos ombros. Ele estava visivelmente suado, a respiração ainda pesada e errática.
O que mais chamou a atenção de seus amigos, porém, foi o estado de suas roupas e sua postura. Oliver segurava a região da virilha com a mão direita, e era evidente a presença de um líquido viscoso e esbranquiçado que manchava suas pernas e o que restava de sua vestimenta. Seus olhos tinham um brilho vidrado, uma mistura de exaustão e um resquício de prazer que ele não conseguia esconder totalmente.
Zip deu um passo atrás, arregalando os olhos.
— Oliver? Cara, você parece que foi atropelado por um caminhão de lixo — disse ela, a voz oscilando entre a preocupação e o deboche.
Edward aproximou-se um pouco mais, franzindo o cenho enquanto observava o estado do amigo.
— Oliver, o que aconteceu com você? — perguntou Edward, apontando para as manchas e para a forma como Oliver se apoiava na parede. — E que cheiro é esse?
Oliver olhou para os dois, tentando focar a visão. Ele abriu a boca para responder, mas apenas um som rouco saiu inicialmente. Ele respirou fundo, sentindo o corpo ainda vibrar com as memórias da noite anterior.
— A caixa... — ele começou, a voz falhando. — Não entrem... naquela caixa.
— Por que você está segurando a perna desse jeito? — Zip insistiu, cruzando os braços. — E por que você está todo sujo de... seja lá o que for isso?
Oliver deu um sorriso fraco e desconcertado, o rubor voltando às suas bochechas enquanto ele tentava se recompor, embora suas pernas ainda tremessem visivelmente.
— Digamos que... — Oliver disse, limpando o suor da testa com o braço de lápis — ... eu encontrei um entretenimento muito mais interessante do que comer sabonete.
Zip e Edward se entreolharam, confusos e ligeiramente perturbados, enquanto observavam Oliver se afastar cambaleante pelo corredor, deixando para trás uma caixa agora silenciosa e um mistério que nenhum deles tinha coragem de investigar.
O gosto alcalino e a textura escorregadia eram exatamente o que ele precisava para aliviar o tédio que o consumia naquela tarde. Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo que quase tocava o chão, balançavam levemente enquanto ele chutava uma bolinha de papel amassado. O lápis que substituía seu braço esquerdo brilhava sob a luz artificial, uma ferramenta de desenho e, ocasionalmente, uma arma para suas travessuras.
— Que tédio... — resmungou Oliver, a voz abafada pelo pedaço de sabonete em sua boca. — Zip e Edward devem estar ocupados com alguma idiotice do Baldi.
Ele dobrou o corredor do bloco C, uma área menos frequentada pelos professores. Foi quando seus olhos captaram algo incomum. No centro do corredor, encostada à parede de papelão reforçado, estava uma caixa grande. Não era uma caixa comum de suprimentos escolares; ela tinha inscrições estranhas nas laterais e parecia vibrar levemente.
Sua curiosidade, sempre maior que seu senso de perigo, o impulsionou para frente. Ele rodeou o objeto, observando a marca vermelha de "A+" em seu próprio cabelo refletida em uma superfície metálica próxima. Oliver se aproximou, estendendo a mão de grafite para tocar a tampa.
Subitamente, a caixa se abriu.
Antes que ele pudesse reagir, vários tentáculos de um tom rosa vibrante e textura viscosa dispararam para fora da escuridão do recipiente. Eles se enrolaram em torno de sua cintura, de seu braço de lápis e de suas pernas, puxando-o com uma força descomunal para dentro do espaço confinado.
— Mas o que é isso?! — gritou Oliver, perdendo o equilíbrio.
O impacto com o fundo da caixa foi seco. A tampa se fechou acima dele com um estalo definitivo, mergulhando-o na penumbra. Oliver estava deitado de bruços, o rosto pressionado contra o fundo frio. Ele tentou se impulsionar para cima, mas os tentáculos eram rápidos. Eles o prenderam contra o chão da caixa, imobilizando seus membros.
— Me soltem, seus pedaços de borracha malditos! — Oliver esbravejou, sentindo a raiva subir pelo seu pescoço.
Ele começou a se debater violentamente. O estresse de estar preso superou o tédio anterior. Ele usou a ponta de seu braço de lápis para tentar perfurar a substância rosa, mas os tentáculos eram elásticos e absorviam os golpes. Oliver rosnou, o suor começando a brotar em sua testa enquanto ele forçava os músculos contra as amarras orgânicas.
— Eu vou transformar essa caixa em confete quando eu sair daqui! — ameaçou ele, embora sua voz soasse trêmula pela primeira vez.
A situação mudou de configuração rapidamente. Um dos tentáculos, mais fino e ágil, deslizou por baixo de seu corpo. Oliver sentiu um puxão brusco e, para seu horror, ouviu o som do tecido de sua bermuda branca sendo rasgado e removido. A exposição repentina ao ar frio da caixa o fez estremecer.
— Ei! Parem com isso! — Ele tentou se virar, mas um tentáculo maior pressionou suas costas, mantendo suas nadegas empinadas na direção da escuridão do fundo da caixa.
O que se seguiu foi uma invasão que Oliver não esperava. Um dos apêndices rosados, carregado de uma substância lubrificante natural, penetrou-o de forma súbita e profunda.
— Pare! Eu mandei parar! — Oliver gritou, o rosto ficando instantaneamente vermelho de indignação e choque.
Ele cerrou os dentes, os olhos arregalados enquanto tentava lutar contra a sensação invasiva. Era uma mistura de dor aguda e uma pressão desconfortável que o fazia querer vomitar o sabonete que havia comido. Ele gemeu irritado, uma mistura de protesto e desconforto físico, enquanto seus dedos arranhavam o fundo da caixa.
No entanto, à medida que o tempo passava dentro daquele cubículo escuro, o movimento dos tentáculos mudou. O que era bruto tornou-se rítmico, explorando pontos que Oliver sequer sabia que possuía. A raiva começou a ser substituída por uma névoa mental confusa. Ele fechou os olhos com força, tentando manter sua dignidade, mas seu corpo começou a traí-lo.
Os gemidos de irritação, aos poucos, perderam o tom áspero. Eles se tornaram mais curtos, mais agudos. O calor se espalhou por sua espinha, e Oliver se viu arqueando as costas não para fugir, mas para buscar o contato que antes repudiava.
— Não... — sussurrou ele, embora suas mãos agora estivessem relaxadas contra o chão. — Mais...
Ele estava perdido em uma espiral de sensações contraditórias. O prazer, intenso e avassalador, dominou seus sentidos. Ele gemeu alto, a voz ecoando nas paredes apertadas da caixa, querendo que aquele momento de êxtase bizarro não terminasse, mesmo que sua mente gritasse que aquilo era errado.
...
Na manhã seguinte, o corredor estava silencioso até que o som de passos apressados quebrou a monotonia. Zip, com seu visual característico e expressão travessa, caminhava ao lado de Edward, que ajustava seus óculos com um ar de impaciência.
— Você viu o Oliver desde ontem à tarde? — perguntou Zip, olhando ao redor. — Ele sumiu do mapa.
— Ele provavelmente está escondido em algum armário esperando para assustar alguém — respondeu Edward, dando de ombros. — Mas ele perdeu a aula de artes, o que é estranho até para ele.
Eles pararam subitamente quando viram a caixa no meio do corredor. Ela parecia diferente agora; estava ligeiramente entreaberta e uma névoa leve saía de dentro dela.
De repente, uma mão pálida, trêmula, agarrou a borda da caixa. Oliver emergiu lentamente, como se estivesse escalando um abismo. Seu cabelo estava completamente desgrenhado, o rabo de cavalo desfeito e os fios brancos espalhados pelos ombros. Ele estava visivelmente suado, a respiração ainda pesada e errática.
O que mais chamou a atenção de seus amigos, porém, foi o estado de suas roupas e sua postura. Oliver segurava a região da virilha com a mão direita, e era evidente a presença de um líquido viscoso e esbranquiçado que manchava suas pernas e o que restava de sua vestimenta. Seus olhos tinham um brilho vidrado, uma mistura de exaustão e um resquício de prazer que ele não conseguia esconder totalmente.
Zip deu um passo atrás, arregalando os olhos.
— Oliver? Cara, você parece que foi atropelado por um caminhão de lixo — disse ela, a voz oscilando entre a preocupação e o deboche.
Edward aproximou-se um pouco mais, franzindo o cenho enquanto observava o estado do amigo.
— Oliver, o que aconteceu com você? — perguntou Edward, apontando para as manchas e para a forma como Oliver se apoiava na parede. — E que cheiro é esse?
Oliver olhou para os dois, tentando focar a visão. Ele abriu a boca para responder, mas apenas um som rouco saiu inicialmente. Ele respirou fundo, sentindo o corpo ainda vibrar com as memórias da noite anterior.
— A caixa... — ele começou, a voz falhando. — Não entrem... naquela caixa.
— Por que você está segurando a perna desse jeito? — Zip insistiu, cruzando os braços. — E por que você está todo sujo de... seja lá o que for isso?
Oliver deu um sorriso fraco e desconcertado, o rubor voltando às suas bochechas enquanto ele tentava se recompor, embora suas pernas ainda tremessem visivelmente.
— Digamos que... — Oliver disse, limpando o suor da testa com o braço de lápis — ... eu encontrei um entretenimento muito mais interessante do que comer sabonete.
Zip e Edward se entreolharam, confusos e ligeiramente perturbados, enquanto observavam Oliver se afastar cambaleante pelo corredor, deixando para trás uma caixa agora silenciosa e um mistério que nenhum deles tinha coragem de investigar.
