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A obsessão do alfa mafioso

Fandom: Romance dark

Criado: 12/07/2026

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O Aroma do Predador

A lua cheia banhava a cidade com uma luz prateada e fria, mas para Victor, a noite estava em chamas. Ele observava a rua deserta do alto de um prédio antigo, seus sentidos sobre-humanos captando cada vibração do ar. Ele não era um homem comum. Com seus 1,95m de altura, ombros largos e músculos que pareciam esculpidos em granito, ele era o ápice da força física. As tatuagens subiam por seus braços fortes e serpenteavam pelo pescoço, marcas de uma vida ditada pela violência da máfia e pelo instinto da fera que habitava em seu interior.

Victor era um Alfa. Um híbrido raro, metade humano, metade lobo. E sua outra metade, um lobo negro de dois metros e meio com olhos dourados como ouro derretido, estava arranhando as paredes de sua consciência, exigindo liberdade.

Foi então que o vento mudou.

Um aroma atingiu suas narinas, fazendo suas pupilas dilatarem instantaneamente. Era doce, profundo, como chocolate amargo misturado com flores silvestres e algo mais... algo puro, intocado. O cheiro da sua companheira. O cheiro de Elisa.

Ele a seguiu pelas sombras. Seus olhos azuis, agora tingidos por um brilho sobrenatural, fixaram-se na figura que caminhava apressada alguns metros abaixo. Elisa era uma visão que desafiava a realidade. Seus cabelos ruivos, uma cascata de cachos intensos, balançavam conforme ela andava, descendo até quase tocar o início de suas nádegas. O contraste da pele morena clara com o verde esmeralda de seus olhos, que ele já havia observado de longe em outros dias, era hipnotizante.

Victor rosnou baixo, um som que vibrou em seu peito largo. Ele sabia tudo sobre ela. Sabia que ela vivia sozinha, que preferia o silêncio e que, apesar da beleza avassaladora, nunca havia permitido que nenhum homem a tocasse. Ela era virgem, e esse fato fazia o lobo dentro dele uivar de possessividade. Ela era dele. Apenas dele.

Naquela noite, Elisa cometeu um erro fatal. Ao chegar em seu pequeno apartamento, cansada e absorta em pensamentos, ela abriu a janela do quarto para deixar a brisa noturna entrar e adormeceu quase instantaneamente.

Victor não precisou de esforço para escalar a parede. Ele se moveu com a agilidade de um predador, pousando silenciosamente no parapeito. Ao entrar no quarto, o cheiro dela o atingiu como uma onda física. Era inebriante. Quase insuportável.

Ele se aproximou da cama, seus passos pesados tornando-se leves como plumas. Elisa dormia profundamente. A luz da lua caía sobre seu corpo, delineando as curvas do quadril largo e a cintura fina sob o lençol leve. Victor sentiu o pulso acelerar. Ele estendeu a mão grande e calejada, tocando com a ponta dos dedos os fios ruivos espalhados pelo travesseiro. Eram macios como seda.

O lobo dentro dele rugiu, implorando para que ele a tomasse ali mesmo. Para que marcasse aquele pescoço delicado e reivindicasse o que o destino havia lhe prometido. Victor inclinou-se, inspirando o aroma que emanava da pele dela, sentindo a pureza que ela carregava.

— Minha... — sussurrou ele, a voz rouca e carregada de uma fome ancestral.

Elisa murmurou algo em sonhos e se mexeu, seus olhos verdes abrindo-se apenas uma fresta, nublados pelo sono. Por um breve segundo, ela viu a silhueta maciça, os olhos azuis brilhando na escuridão e as tatuagens que pareciam ganhar vida sob a luz lunar.

— Quem...? — a voz dela saiu num suspiro fraco.

Antes que ela pudesse processar a imagem, Victor recuou para as sombras e desapareceu pela janela com uma velocidade sobre-humana. Elisa sentou-se na cama, o coração batendo forte, olhando para o vazio.

— Foi só um sonho — sussurrou para si mesma, tentando acalmar o tremor nas mãos. — Apenas um sonho estranho.

Mas o cheiro de orvalho e floresta que ficou no quarto dizia o contrário.

***

Os dias que se seguiram foram uma tortura para Victor. O instinto de proteção e posse estava atingindo um ponto de ruptura. Ele a via caminhar para o trabalho, via como outros homens a olhavam na rua, e a vontade de rasgar gargantas era quase incontrolável. Ele era o Alfa da máfia, um homem que não aceitava "não" como resposta e que não esperava pelo que queria. Ele simplesmente tomava.

Elisa, por outro lado, sentia-se observada. Havia um peso no ar sempre que ela saía de casa, uma sensação de calor na nuca que a fazia olhar para trás constantemente. Ela não sabia da existência de lobisomens, não sabia que o homem mais perigoso da cidade a havia escolhido como sua fêmea.

Naquela sexta-feira, o céu estava carregado, prometendo uma tempestade que combinava com o humor de Victor. Ele estava em seu escritório, as mãos apoiadas na mesa de carvalho, enquanto seus subordinados aguardavam ordens.

— Preparem o carro — ordenou Victor, a voz fria como gelo. — Hoje ela vem para casa.

— Senhor, a segurança da garota é simples, mas ela vive em uma área movimentada — disse um dos homens, hesitante.

Victor ergueu o olhar, e o brilho amarelo do lobo lampejou em suas íris azuis por um segundo. O subordinado recuou um passo, engolindo em seco.

— Eu não perguntei sobre a dificuldade — rosnou Victor. — Eu dei uma ordem. Ela é minha companheira. E eu não vou mais esperar.

A noite caiu rápida e escura. Elisa estava voltando para casa, apertando o casaco contra o corpo enquanto a primeira gota de chuva caía. A rua estava estranhamente silenciosa. As luzes dos postes piscavam, criando sombras longas e distorcidas.

De repente, um SUV preto de vidros escuros freou bruscamente ao lado dela. Dois homens altos desceram, mas Elisa nem teve tempo de gritar. Antes que pudesse reagir, uma presença muito maior e mais imponente surgiu das sombras atrás dela.

Um braço forte e musculoso, coberto por tatuagens, envolveu sua cintura, tirando seus pés do chão com facilidade. O cheiro de chocolate e floresta a atingiu novamente, e ela congelou.

— Shh... — uma voz profunda vibrou contra seu ouvido, enviando arrepios por toda a sua espinha. — Não lute, Elisa. Você está indo para onde sempre deveria estar.

— Me solte! — ela gritou, começando a se debater, seus cachos ruivos chicoteando o ar. — Quem é você? Socorro!

Victor a apertou mais contra seu peito sólido, sentindo a fragilidade dela em comparação à sua força bruta. Ele a colocou no banco de trás do carro e entrou logo em seguida, trancando as portas. O motor rugiu, e o veículo arrancou em alta velocidade.

— Por favor... — Elisa implorou, encolhendo-se contra a porta, os olhos verdes arregalados e brilhando com lágrimas de terror. — O que você quer de mim? Eu não tenho dinheiro, eu não fiz nada!

Victor se inclinou para frente, invadindo o espaço pessoal dela. A luz dos faróis externos iluminava seu rosto de forma intermitente, revelando a beleza cruel de suas feições.

— Eu não quero seu dinheiro, Elisa — disse ele, a voz soando como um trovão baixo. Ele estendeu a mão e tocou a face dela, o polegar acariciando a pele macia. — Eu quero você. Cada centímetro. Cada suspiro.

— Você é louco... — ela soluçou, tentando desviar o rosto, mas ele segurou seu queixo com firmeza, não para machucar, mas para garantir que ela o olhasse.

— Você sentiu, não sentiu? — perguntou Victor, os olhos fixos nos dela. — Naquela noite no seu quarto. Você achou que era um sonho, mas eu estava lá. Eu senti seu cheiro. Eu vi sua alma.

Elisa arquejou, a memória daquela silhueta no escuro voltando com força total. O pânico começou a ser substituído por uma confusão avassaladora.

— O que você é? — perguntou ela, a voz falhando.

Victor deu um sorriso sombrio, um lampejo de dentes brancos e perfeitos.

— Eu sou o seu dono, Elisa. E você está prestes a descobrir que o mundo é muito mais sombrio e selvagem do que você jamais imaginou.

O carro saiu dos limites da cidade, entrando em uma estrada privada que levava a uma imensa mansão escondida entre as árvores. Elisa olhava pela janela, vendo a civilização desaparecer. Ela estava nas mãos de um predador, um homem que exalava poder e perigo, e algo no fundo de seus instintos — algo que ela ainda não compreendia — dizia que não havia escapatória.

O lobo de Victor, dentro dele, finalmente se acalmou. A caçada havia terminado. A reivindicação estava apenas começando.

— Bem-vinda ao seu novo lar — disse ele, enquanto o carro parava diante dos portões de ferro. — Espero que goste do escuro, pequena ruiva. Porque você nunca mais verá a luz sem a minha permissão.
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