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My Hero Academy

Fandom: Boku no Hero Academy

Criado: 12/07/2026

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RomanceFatias de VidaHumorCrack / Humor ParódicoHistória DomésticaMpregGravidez Não Planejada/IndesejadaCenário Canônico
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Engrenagens, Explosões e a Maldita Eficiência dos Iida

Katsuki Bakugou, o herói número dois do Japão, conhecido mundialmente como Dynamight, o homem que já encarou vilões capazes de destruir cidades sem piscar, estava atualmente perdendo uma batalha contra um pedaço de papel térmico. Ele estava sentado no sofá da sala de seu apartamento de luxo, com os olhos injetados e o cabelo loiro parecendo mais espetado do que o normal, se é que isso era fisicamente possível.

— Quatro. — Katsuki sussurrou, a voz saindo como um rosnado de um animal ferido. — Quatro merdas de mini-extras.

Ao redor dele, o "Bakusquad" estava distribuído de formas variadas. Eijiro Kirishima parecia estar tentando decidir se chorava de alegria ou se chamava uma ambulância para o melhor amigo. Denki Kaminari estava rindo histericamente em um canto, enquanto Hanta Sero tentava, sem sucesso, abafar o riso do loiro elétrico com uma fita adesiva. Mina Ashido pulava no lugar, os olhos brilhando como se tivesse acabado de ganhar na loteria, e Kyoka Jirou apenas massageava as têmporas, prevendo o caos apocalíptico que se aproximava.

— Cara, quatro! — Kirishima finalmente exclamou, batendo o punho na palma da mão. — Isso é tão viril, Bakugou! Você não faz nada pela metade, hein?

— Viril? VIRIL?! — Katsuki explodiu, literalmente, pequenas faíscas saltando de suas palmas e chamuscando a almofada de seda. — Kirishima, eu sou um herói de elite! Eu tenho um ranking para manter! Eu não sou uma maldita creche ambulante!

— Mas pensa pelo lado positivo, Bakugou — Sero interveio, finalmente conseguindo calar Denki. — Se eles herdarem a velocidade do Iida e o seu temperamento, o crime no Japão acaba em dez minutos. Ninguém vai querer lidar com quatro mísseis humanos gritando "Morra!" pelas ruas.

— Não está ajudando, Sero! — Katsuki rosnou, voltando a olhar para a ultrassonografia.

A médica tinha explicado com uma calma irritante. Aparentemente, as individualidades tinham feito uma bagunça no DNA humano ao longo das gerações. Gravidezes masculinas eram raras, mas possíveis sob condições específicas de estresse, felicidade extrema e uma quirk latente que decidia que o corpo precisava de um "upgrade" reprodutivo. E a explicação dela foi a que mais irritou Katsuki: "Seu corpo sentiu que você estava tão em paz e feliz com seu parceiro, que decidiu expandir a família".

— Maldito corpo feliz — resmungou Katsuki. — Eu devia ter continuado sendo um ranzinza solitário.

— Ah, qual é, Blasty! — Mina se jogou ao lado dele, ignorando o perigo de explosão iminente. — Você e o Tenya estão juntos há um ano. O sexo deve ser incrível para ter gerado quatro de uma vez!

Katsuki sentiu o rosto esquentar até atingir um tom de carmesim que rivalizava com o cabelo de Kirishima.

— O sexo é... excelente — ele admitiu em um fio de voz, o que fez Kaminari soltar um uivo de celebração. — O Tenya não é... bem, ele não é tão "pelas regras" entre quatro paredes. O problema é a eficiência dele! Aquele motorista de elite não sabe brincar! A médica disse que dois deles já têm sinais de ossos de metal onde os motores ficam. Metais! No meu útero!

— O Iida sempre foi intenso — Jirou comentou, dando um gole em sua água. — Mas quadrigêmeos? Isso é nível recorde mundial. O que você vai fazer?

— Eu vou morrer, é isso que eu vou fazer — Katsuki enterrou o rosto nas mãos. — Como eu vou contar isso para ele? "Oi, Tenya, lembra daquela noite em que você disse que queria me levar às nuvens? Pois bem, você me levou e trouxe quatro passageiros de volta". Ele vai ter um colapso! Ele vai começar a calcular o orçamento de fraldas e criar uma planilha de Excel para os horários de amamentação!

— Ele provavelmente já tem a planilha pronta, só falta o motivo para usar — Kaminari riu, mas parou imediatamente quando Katsuki lhe lançou um olhar assassino.

— Eu não queria filhos agora — Katsuki confessou, sua voz perdendo a agressividade e ganhando um tom de pânico genuíno. — A gente está bem. O namoro está ótimo. Eu estou no meu auge. Como é que eu encaixo quatro bebês-motorizados na minha rotina de explosões e patrulhas? O Japão é pequeno demais para a junção do meu DNA com o do Iida multiplicado por quatro!

Antes que qualquer um pudesse oferecer um conselho (provavelmente inútil), o celular de Katsuki, que estava jogado sobre a mesa de centro, começou a vibrar freneticamente. O visor brilhava com o nome "Ten" acompanhado de um emoji de motor que o próprio Tenya tinha configurado.

O silêncio caiu sobre a sala. Todos olharam para o aparelho como se fosse uma bomba prestes a detonar — o que, tecnicamente, para o estado emocional de Bakugou, era verdade.

— Atende, cara — Kirishima incentivou, a voz baixa. — Você precisa falar com ele.

— Eu não posso! — Katsuki sibilou. — Eu vou gaguejar! Eu nunca gaguejo!

— Atende logo, Bakugou, ou eu atendo e conto — ameaçou Mina, já esticando a mão rosada.

Katsuki pegou o celular com a rapidez de um herói profissional e deslizou o dedo pela tela, levando o aparelho ao ouvido.

— O que é, Quatro-Olhos? — A voz dele saiu mais alta e mais agressiva do que o necessário, um mecanismo de defesa clássico.

— Katsuki! — A voz de Tenya Iida veio do outro lado, clara e vibrante. Não era a voz do monitor de classe certinho de dez anos atrás, mas a de um homem de 25 anos, confiante e, naquele momento, claramente apressado. — Que bom que atendeu! Peço mil desculpas, mas temo que nossos planos para a maratona de filmes de hoje à noite terão que ser adiados.

Katsuki suspirou, um misto de alívio e irritação percorrendo seu corpo.

— Adiados? Por quê? Algum vilão de terceira categoria decidiu dar trabalho?

— Antes fosse! — Tenya riu, e o som fez o estômago de Katsuki dar uma volta, o que ele agora sabia que poderia ser apenas os bebês se acomodando ou o efeito que o namorado tinha sobre ele. — Uma missão de resgate de grande escala surgiu nas montanhas do norte. Houve um deslizamento massivo. O gabinete do herói número um solicitou minha presença e a do Todoroki imediatamente. É uma missão de infiltração e resgate intenso. Devo ficar fora por, no mínimo, uma semana.

Katsuki fechou os olhos. Uma semana. Ele tinha uma semana para processar que seria pai de um exército antes de ter que olhar nos olhos azuis e honestos de Tenya.

— Uma semana, hein? — Katsuki murmurou, tentando manter a voz estável. — É tempo suficiente para você não fazer nenhuma idiotice e se machucar, ouviu bem?

— Eu prometo tomar todo o cuidado necessário, meu amor — Tenya disse, e o termo de afeição fez Katsuki morder o lábio. — Mas, Katsuki... você está bem? Sua voz parece um pouco... tensa. Mais do que o habitual. Aconteceu algo na agência hoje?

Katsuki olhou para os quatro amigos à sua frente. Kirishima fazia sinais de joinha, Mina gesticulava para ele contar, e Kaminari estava tentando imitar um bebê chorando no fundo até Sero dar um tapa na nuca dele.

— Eu só estou cansado, Tenya — Katsuki mentiu, sentindo uma pontada de culpa. — O dia foi longo. Muitos extras, muita papelada.

— Entendo perfeitamente — Tenya respondeu, e Katsuki podia quase ouvir o sorriso dele. — Descanse, por favor. Ah! Eu quase me esqueci da novidade! Liguei também porque recebi uma notícia incrível do meu irmão.

Katsuki franziu a testa.

— O Tensei? O que aquele corredor aposentado aprontou agora?

— Você não vai acreditar! — A voz de Tenya subiu um oitava, carregada de entusiasmo. — O Sensei Aizawa... ele está grávido! O Tensei está radiante! Parece que a genética da nossa família é realmente... potente, como ele mesmo disse. O Sensei está furioso, é claro, mas meu irmão diz que ele nunca esteve tão bem cuidado.

Katsuki sentiu o mundo girar. Aizawa? O homem que parecia viver à base de café e gotas de colírio, o herói mais cansado do Japão, estava grávido do irmão de Tenya?

— O Aizawa... e o Tensei... — Katsuki repetiu, a voz falhando. — Eles vão ter um...

— Sim! A família Iida está crescendo! — Tenya exclamou. — Isso me faz pensar no nosso futuro, Katsuki. Não agora, claro, pois sei o quanto sua carreira é importante para você e como valorizamos nossa liberdade atual, mas talvez daqui a alguns anos...

Katsuki soltou uma risada histérica que soou mais como um engasgo.

— É... alguns anos. Com certeza. Muito tempo.

— Katsuki? Você tem certeza de que está bem? — O tom de Tenya mudou para preocupação imediata. — Se você precisar, eu posso tentar pedir para o Hawks me substituir na primeira fase da missão...

— Não! — Katsuki gritou, assustando até os amigos na sala. — Não seja idiota, Iida! Vá fazer o seu trabalho. Salve as pessoas. Eu estarei aqui quando você voltar. Só... vá logo.

— Tudo bem. Eu te amo, Katsuki.

— Eu também te amo, seu motorista de araque. Agora desliga.

Katsuki desligou o telefone e o jogou no sofá como se o aparelho estivesse pegando fogo. Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.

— O Aizawa está grávido do Tensei — ele repetiu para o nada.

— Cara, isso é... uau — Sero disse, coçando a cabeça. — O mundo está realmente mudando.

— O mundo não está mudando, Sero! O mundo enlouqueceu! — Katsuki se levantou, começando a andar de um lado para o outro. — O Iida acabou de dizer que a genética da família dele é "potente". Potente é pouco! É uma arma biológica! Ele vai voltar em uma semana esperando encontrar o namorado dele, o herói explosivo, e vai encontrar uma incubadora de quadrigêmeos!

— Pelo menos você não está sozinho nessa — Mina tentou consolar, embora estivesse rindo. — Imagine as reuniões de família. Você e o Aizawa trocando dicas de fraldas enquanto o Tensei e o Tenya competem para ver quem limpa a casa mais rápido.

Katsuki parou de andar e olhou para Mina com um horror genuíno.

— Eu vou matar todos vocês — ele disse, mas não havia calor na ameaça. — Eu vou precisar de roupas novas. E de um apartamento maior. E de um berço que aguente explosões. E de um psicólogo.

— Nós vamos te ajudar, Bakugou — Kirishima disse, levantando-se e colocando a mão no ombro do amigo. — Quadrigêmeos... caramba. Vai ser épico.

— Vai ser um desastre — Katsuki corrigiu, embora uma pequena, quase imperceptível parte dele — a parte que ele nunca admitiria nem sob tortura — estivesse começando a imaginar quatro pequenas crianças com motores nas pernas e faíscas nas mãos. — O Japão que se prepare. Se um de mim já era difícil de aguentar, quatro de nós com o senso de justiça irritante do Iida vai ser o fim da civilização como a conhecemos.

Kaminari finalmente conseguiu se soltar da fita de Sero.

— Ei, Bakugou! Se eles forem quatro, a gente pode montar um time de queimada!

Katsuki olhou para Denki, respirou fundo e, pela primeira vez no dia, deu um sorriso que era metade predatório e metade paternal.

— Se eles perderem um único jogo, Kaminari, eu coloco você para patrulhar o esgoto por um mês.

— É — Jirou suspirou, levantando-se para ir embora. — Eles definitivamente vão sobreviver. O Iida que se prepare para a planilha mais complexa da vida dele.

Enquanto os amigos se despediam, deixando Katsuki sozinho com seus pensamentos e a ultrassonografia, ele olhou mais uma vez para o papel. Quatro. Ele passou a mão pela barriga ainda plana, sentindo o calor residual da sua própria individualidade.

— É melhor vocês serem eficientes como o pai de vocês — ele sussurrou para a sala vazia —, porque se vocês me derem muito trabalho, eu juro que coloco todo mundo de castigo antes mesmo de aprenderem a andar.

Longe dali, em um helicóptero a caminho das montanhas, Tenya Iida sentiu um calafrio repentino e um espirro forte.

— Tudo bem, Iida? — Todoroki perguntou, sem tirar os olhos de um relatório.

— Sim, Shoto. Apenas tive a estranha sensação de que minha vida está prestes a mudar de forma muito... acelerada.

— Deve ser o vento — Todoroki respondeu, monótono.

Tenya sorriu, ajustando os óculos. Ele mal podia esperar para voltar para casa e contar a Katsuki o quanto o amava. Mal sabia ele que o "amor" estava prestes a se multiplicar por quatro, com juros, correção monetária e muitas, muitas explosões.
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