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Obsessed

Fandom: Naruto

Criado: 12/07/2026

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RomanceDramaPsicológicoCenário CanônicoLinguagem ExplícitaUso de DrogasOOC (Fora do Personagem)
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O Efeito da Essência Carmesim

O laboratório de pesquisas botânicas e sensoriais do clã Yamanaka estava impregnado com um aroma denso, uma mistura de jasmim, canela e algo metálico que Ino não conseguia identificar. Ela trabalhava em uma encomenda específica para o departamento de inteligência: um soro que facilitasse a extração de informações através da indução de um estado de extrema vulnerabilidade emocional. Contudo, a alquimia é uma ciência caprichosa. Um erro de miligramagem na raiz de mandrágora transformou o soro de interrogatório em algo muito mais volátil e primitivo.

Kakashi Hatake, o Sexto Hokage, estava presente apenas para supervisionar o progresso, mantendo sua postura habitual de indiferença polida. Ele observava a kunoichi com as mãos nos bolsos, o olhar semicerrado transmitindo o tédio rotineiro de um líder. Foi quando o frasco de vidro, superaquecido pela reação exotérmica, estilhaçou-se. Uma nuvem de vapor rosado expandiu-se instantaneamente pelo recinto. Ino cobriu o rosto a tempo, mas Kakashi, posicionado na trajetória direta do refluxo, inalou a substância pura antes que pudesse reagir.

O Rokudaime desabou.

Quando os olhos de Kakashi se abriram novamente na ala hospitalar, a primeira coisa que ele viu não foi o teto branco ou a expressão preocupada de Tsunade. Foi o rosto de Iruka Umino. O instrutor da academia estava inclinado sobre ele, trocando a compressa úmida em sua testa com uma delicadeza que lhe era intrínseca.

— Kakashi-sama? Consegue me ouvir? — perguntou Iruka, sua voz soando como música clássica para os ouvidos do prateado.

Naquele instante, a química alterada no cérebro de Kakashi selou seu destino. A frieza analítica do ninja copiador foi incinerada por uma chama absoluta. Ele não apenas sentia afeição; ele sentia uma necessidade gravitacional de possuir e ser possuído por aquele homem.

— Iruka... — sussurrou Kakashi, a voz rouca, estendendo a mão para segurar o pulso do outro com uma força desnecessária.

— A poção de Ino causou um desequilíbrio neuroquímico — explicou Tsunade, observando de longe com cenho franzido. — Ele está sob um efeito de obsessão induzida. Iruka, você foi a primeira imagem processada pelo córtex visual dele ao despertar. Até que eu sintetize um antídoto, o que levará pelo menos quarenta e oito horas, ele não terá controle sobre esses impulsos.

Iruka empalideceu, sentindo o aperto firme de Kakashi em seu braço.

— E o que eu devo fazer? — questionou o professor, a voz trêmula.

— Ele se recusa a deixar qualquer enfermeiro se aproximar. Se tentarmos contê-lo à força, ele pode destruir o hospital em um surto psicótico — Tsunade suspirou. — Leve-o para sua casa. Mantenha-o calmo. É a opção mais segura para a vila.

O trajeto até o apartamento de Iruka foi, no mínimo, atípico. Kakashi não andava ao lado dele; ele caminhava colado, o ombro roçando constantemente no de Iruka, a mão agarrada à barra do colete chunin do professor. O Rokudaime, conhecido por sua distância emocional, agora parecia um predador que temia perder sua presa de vista.

Ao entrarem no pequeno apartamento, Iruka tentou se afastar para trancar a porta, mas foi imediatamente puxado de volta. Kakashi envolveu seus braços ao redor da cintura de Iruka, enterrando o rosto na curvatura do pescoço do outro, inspirando profundamente o cheiro de papel e sândalo.

— Kakashi-sama, por favor... — Iruka tentou empurrá-lo suavemente, as bochechas coradas. — Eu preciso preparar algo para você comer.

— Não sinto fome de comida — murmurou Kakashi contra a pele quente do pescoço de Iruka. — Fique aqui. Não se mova.

O tom de voz de Kakashi era uma mistura perigosa de comando e súplica. A obsessão era palpável. Durante as horas seguintes, Iruka descobriu que a privacidade havia se tornado um conceito inexistente. Quando precisou ir ao banheiro, Kakashi o seguiu, postando-se diante da porta aberta, recusando-se a dar um passo para trás.

— Isso é impróprio! — protestou Iruka, tentando fechar a porta.

— Eu não posso permitir que você desapareça atrás de uma porta — declarou Kakashi, o olhar fixo e intenso, desprovido de qualquer vergonha. — Minha mente não tolera a sua ausência, Iruka.

A noite caiu, e a tensão no apartamento atingiu níveis insuportáveis. Kakashi, em um estado de agitação crescente, havia se livrado de seu colete jounin e da máscara, alegando que o tecido o sufocava. Ele agora circulava pelo ambiente vestindo apenas uma calça de moletom fina, que deixava pouco para a imaginação, expondo o torso definido e as cicatrizes de guerra que contavam sua história.

Iruka tentava manter o foco em um livro de notas da academia, sentado à mesa da cozinha, mas era impossível. Kakashi aproximou-se por trás, deslizando as mãos grandes pelos ombros de Iruka, descendo pelo peito até que as palmas espalmassem sobre a mesa, prendendo o professor entre seu corpo e a madeira.

— Você está fugindo de mim com esses papéis — disse Kakashi, a voz agora carregada de uma formalidade sombria. — É um desperdício de tempo, considerando que eu estou bem aqui.

— Você não está em si, Kakashi — Iruka tentou argumentar, embora seu coração batesse como um tambor contra as costelas. — É a poção. Amanhã Tsunade trará a cura e você se sentirá melhor.

— Eu nunca me senti tão lúcido — rebateu o Hokage, inclinando-se para frente.

Iruka sentiu o volume rígido do membro de Kakashi pressionar contra suas nádegas, um contato deliberado e firme através do tecido fino do moletom. Um arrepio percorreu a espinha do professor. Ele tentou se levantar, mas Kakashi usou seu peso para mantê-lo sentado, começando a beijar a linha da mandíbula de Iruka com uma urgência devoradora.

— Kakashi... pare... — o protesto de Iruka soou fraco, desprovido de convicção.

— Por que eu pararia? — Kakashi sussurrou, a mão descendo para a coxa de Iruka, apertando a carne com possessividade. — Eu posso sentir seu pulso acelerado. Você me deseja tanto quanto eu desejo possuir cada centímetro da sua alma.

O Sexto Hokage virou a cadeira de Iruka com uma força controlada, forçando o professor a olhar diretamente em seus olhos. O Sharingan não estava ativo, mas o olho escuro de Kakashi brilhava com uma luxúria que beirava a insanidade. Ele se ajoelhou entre as pernas de Iruka, as mãos subindo por baixo da camisa do professor, acariciando a pele macia do abdômen com uma reverência quase religiosa.

— Eu sempre admirei sua retidão, Umino Iruka — disse Kakashi, a voz descendo uma oitava. — Mas esta noite, eu quero ver o quanto dessa moralidade resiste ao toque de um homem desesperado por você.

Kakashi puxou Iruka para um beijo avassalador. Não havia a polidez de antes; era uma invasão de línguas e dentes, um clamor por domínio. Iruka gemeu, as mãos agarrando involuntariamente os cabelos prateados de Kakashi. O conflito interno do professor — o desejo de cuidar do homem doente versus o desejo carnal pelo homem que ele secretamente amava há anos — estava sendo vencido pela segunda opção.

O Rokudaime levantou-se, arrastando Iruka consigo e conduzindo-o para o quarto em um silêncio carregado. Ele jogou o professor sobre o colchão simples, seguindo-o imediatamente, posicionando-se entre suas pernas. A luz da lua filtrava-se pela janela, banhando a pele de ambos em prata.

— Você é tão doce — murmurou Kakashi, as mãos agora ocupadas em desabotoar a calça de Iruka. — Quase me sinto culpado por querer corromper essa doçura. Quase.

— Isso... isso é errado... — Iruka arqueou as costas quando Kakashi mordeu o lóbulo de sua orelha.

— Deixe que o erro seja meu — declarou Kakashi de forma solene. — Apenas receba o que eu tenho para dar.

Com movimentos ágeis e experientes, Kakashi livrou Iruka de suas roupas restantes. O professor sentia-se vulnerável sob o olhar predatório do Hokage. Kakashi então removeu sua própria calça, revelando-se completamente para o outro. A ereção do prateado era imponente, pulsando com a necessidade induzida pela droga, mas também por um desejo que, no fundo, Kakashi sempre suprimira.

Ele começou a explorar o corpo de Iruka com uma lentidão torturante. Seus dedos traçavam caminhos de fogo pela pele morena, parando para provocar os mamilos de Iruka com a língua e os dentes, extraindo gemidos agudos do professor. A mão de Kakashi desceu, envolvendo o membro de Iruka, movendo-se em um ritmo que buscava não apenas o prazer, mas a total rendição do outro.

— Diga meu nome — exigiu Kakashi, roçando sua masculinidade contra a de Iruka, um atrito que fazia faíscas saltarem diante dos olhos do professor.

— Kakashi... ah... por favor...

— Por favor, o quê, Iruka? Seja específico.

— Eu quero você... dentro de mim — confessou Iruka, a voz falhando, a moralidade finalmente cedendo ao abismo da paixão.

Kakashi não precisou de um segundo convite. Ele buscou um lubrificante na gaveta da cabeceira — um item que Iruka mantinha por uma esperança que nunca admitira — e preparou o professor com uma paciência que contrastava com a obsessão em seus olhos. Seus dedos entravam e saíam, expandindo Iruka, preparando o caminho para o que viria a seguir.

Quando sentiu que Iruka estava pronto, Kakashi posicionou-se. Ele segurou as coxas de Iruka firmemente, elevando os quadris do professor.

— Olhe para mim — ordenou Kakashi. — Quero que veja exatamente quem está possuindo você.

Iruka abriu os olhos, encontrando o olhar intenso de Kakashi enquanto o prateado se empurrava para dentro dele em um movimento único e profundo. O grito de Iruka foi abafado contra o ombro de Kakashi. A sensação de preenchimento era absoluta, uma invasão que parecia alcançar o âmago de seu ser.

Kakashi começou a se mover. Inicialmente, eram estocadas lentas e solenes, cada uma delas acompanhada por um roçar de narizes ou um beijo casto na testa, uma dicotomia bizarra entre a agressividade da obsessão e a delicadeza do afeto. Contudo, o ritmo logo acelerou. O som da pele batendo contra a pele preenchia o quarto, misturado à respiração errática de ambos.

— Você é meu — rosnou Kakashi, os dedos cravando-se nos quadris de Iruka, deixando marcas que durariam dias. — A poção pode ter aberto a porta, mas o que eu sinto por você... isso é real, Iruka. É eterno.

Iruka não conseguia responder com palavras. Ele estava perdido em um mar de sensações. Cada estocada de Kakashi parecia atingir o ponto exato que o fazia ver estrelas. Ele enlaçou as pernas ao redor da cintura do Rokudaime, puxando-o para mais perto, querendo eliminar qualquer espaço que ainda restasse entre eles.

A obsessão de Kakashi manifestava-se em sua recusa em deixar Iruka descansar. Mesmo quando ambos atingiram o ápice em um clímax que deixou Iruka trêmulo e sem fôlego, Kakashi não se retirou. Ele permaneceu unido a ele, beijando cada gota de suor, sussurrando promessas de proteção e posse que faziam o coração de Iruka oscilar entre o medo e o êxtase.

— Eu nunca vou deixar você ir — sussurrou Kakashi contra os lábios de Iruka, enquanto o sol começava a despontar no horizonte, sinalizando a chegada de um novo dia e, possivelmente, do antídoto. — Nem mesmo quando a poção se for. Você me entende, Iruka?

Iruka, exausto e completamente dominado pelo homem acima dele, apenas assentiu, deixando-se envolver pelos braços do ninja mais poderoso da vila, sabendo que, após aquela noite, nada entre eles jamais voltaria a ser como antes. A formalidade de Kakashi havia caído, revelando um homem que, sob o efeito de uma poção ou não, havia finalmente encontrado sua âncora.
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