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Fandom: Naruto

Criado: 12/07/2026

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RomanceDramaPWP (Enredo? Que enredo?)Cenário CanônicoEstudo de PersonagemAbuso de ÁlcoolLinguagem Explícita
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A Efemeridade do Barro e a Eternidade do Olhar

A chuva fustigava o telhado do esconderijo subterrâneo da Akatsuki, um som rítmico e melancólico que ecoava pelos corredores de pedra fria. No interior do quarto de Deidara, o ambiente era o oposto do clima externo: o ar estava denso, aquecido por uma pequena fogueira improvisada e pelo aroma penetrante de saquê de alta qualidade.

Deidara, o artista da argila explosiva, estava sentado sobre o tatame, com os cabelos loiros desgrenhados e o manto da organização jogado a um canto. Seus olhos azuis estavam levemente turvos, nublados pelo efeito da bebida que já estava em sua terceira garrafa. À sua frente, a figura onipresente e irritante de Tobi, com sua máscara alaranjada em espiral, balançava o corpo de um lado para o outro, segurando um copo de cerâmica com uma delicadeza que contrastava com sua persona infantil.

— Deidara-senpai! — exclamou Tobi, a voz aguda e estridente cortando o silêncio. — O saquê faz a cabeça do Tobi dar voltas! É como se a arte do Senpai estivesse explodindo dentro do meu cérebro!

Deidara bufou, levando o copo aos lábios e virando o líquido de uma vez. O calor do álcool desceu queimando, mas era um incômodo bem-vindo. Ele estava cansado, exausto das missões e, acima de tudo, exausto da tensão silenciosa que parecia crescer entre ele e seu parceiro. Havia algo em Tobi que o irritava profundamente, não apenas a voz, mas a sensação de que havia um abismo de segredos por trás daquela máscara de plástico.

— Cale a boca, Tobi — resmungou Deidara, a voz arrastada. — Você não entende nada de arte. A arte é um instante, uma explosão... e você é apenas um barulho irritante.

— Mas o Tobi admira o Senpai! — O mascarado inclinou a cabeça, aproximando-se mais do loiro. — O Tobi acha que o Senpai é a coisa mais bonita que a Akatsuki já viu.

Deidara riu, um som seco e sem humor. O álcool estava começando a desarmar suas defesas, dissolvendo o orgulho que ele mantinha como uma armadura. Ele olhou para Tobi, e por um momento, o desejo que ele vinha reprimindo há meses — um desejo irracional, proibido e confuso — subiu à superfície.

— Você fala demais — disse Deidara, aproximando-se do rosto mascarado. — Por que você nunca tira essa máscara, hum? O que você esconde aí embaixo?

A atmosfera no quarto mudou instantaneamente. A voz de Tobi, antes aguda, baixou um oitavo, tornando-se subitamente profunda e grave, uma vibração que reverberou no peito de Deidara.

— Você realmente quer saber, Deidara? — perguntou Tobi. Não era a voz do bobo da corte. Era a voz de um homem que carregava o peso de mundos destruídos.

Deidara congelou, o copo paralisado a meio caminho da boca. O choque da mudança de tom foi como uma faísca em um barril de pólvora. O tesão, alimentado pelo álcool e pela aura de mistério, o dominou. Ele esticou a mão trêmula e tocou a borda da máscara.

— Quero — sussurrou o artista.

Com um movimento lento e deliberado, Tobi levou as mãos à nuca e desamarrou o laço. A máscara deslizou, revelando um rosto marcado por cicatrizes profundas no lado direito, mas com uma beleza austera e sombria que Deidara nunca poderia ter imaginado. O olho esquerdo era um poço de escuridão, enquanto o direito, o Sharingan, brilhava com um vermelho escarlate hipnótico.

Obito Uchiha olhou para Deidara, e o loiro sentiu que sua alma estava sendo despida.

— Eu passei minha vida inteira nas sombras, Deidara — disse Obito, a voz agora suave, quase uma carícia. — Eu vi o mundo queimar e renascer. Mas há algo que eu nunca conheci. Algo que eu nunca me permiti sentir.

Deidara sentiu a garganta seca. O orgulho do artista estava morto, substituído por uma curiosidade voraz e uma atração magnética.

— O quê? — perguntou Deidara, quase sem fôlego.

Obito aproximou-se, o calor de seu corpo emanando através das roupas. Ele pegou a mão de Deidara, a mão que possuía uma língua ávida na palma, e a levou ao próprio peito, onde o coração batia com uma força avassaladora.

— Eu nunca estive com ninguém — confessou o Uchiha, a vulnerabilidade transparecendo em seus olhos. — Eu sou... eu não conheço o toque de outra pessoa dessa forma. Eu sou virgem de corpo, embora minha alma esteja gasta.

Deidara sentiu um choque elétrico percorrer sua espinha. A ideia de que aquele homem poderoso, aquele mestre das sombras, era intocado, acendeu uma chama de possessividade no loiro. O álcool o tornava audacioso; o desejo o tornava impiedoso.

— Um Uchiha... virgem? — Deidara sorriu, uma expressão perigosa e sedutora. — Que desperdício de arte, hum.

— Deidara — Obito sussurrou, a voz carregada de uma súplica silenciosa. — Ajude-me. Mostre-me o que é o prazer. Eu prometo... eu prometo que serei gentil. Só um pouco. Só a pontinha, se você preferir. Eu só quero saber como é sentir você.

O artista soltou uma risada baixa, o som vibrando em sua garganta. Ele se inclinou para frente, selando a distância entre seus lábios. O beijo foi desesperado, um choque de dentes e línguas que sabia a saquê e a anos de desejo contido. Obito gemeu contra a boca de Deidara, as mãos grandes e calejadas segurando a cintura do loiro com uma força que prometia muito mais do que ele havia prometido verbalmente.

Deidara empurrou Obito para trás, fazendo-o deitar no tatame, e subiu em seu colo. O manto da Akatsuki foi descartado como algo sem importância. As mãos de Deidara, as bocas em suas palmas, começaram a explorar o corpo do Uchiha, lambendo a pele cicatrizada do peito e do abdômen, arrancando suspiros roucos do homem abaixo dele.

— Você não tem ideia do que está pedindo, Tobi... ou quem quer que você seja — disse Deidara, desabotoando a calça do Uchiha.

— Eu sou Obito — ele respondeu, os olhos fixos nos de Deidara. — E eu quero que você seja o meu primeiro e único.

A delicadeza inicial logo deu lugar a uma urgência febril. Quando Deidara finalmente se preparou para receber Obito, a tensão no quarto era palpável. O Uchiha, fiel à sua promessa inicial, tentou ser contido, entrando lentamente, seus olhos transbordando de uma mistura de dor e êxtase absoluto.

— Devagar... — murmurou Obito, as veias de seu pescoço saltando. — É... é demais.

— Shh — sibilou Deidara, arqueando as costas enquanto sentia a plenitude do outro dentro de si. — Apenas sinta.

Mas a promessa de "apenas a pontinha" ou de uma experiência rápida foi esquecida no momento em que os corpos se sincronizaram. O que começou como uma exploração tímida transformou-se em uma tempestade. Obito, impulsionado por décadas de repressão, descobriu um instinto que ele não sabia que possuía. Sua força era avassaladora, seus movimentos rítmicos e profundos, fazendo Deidara clamar pelo seu nome entre gemidos desconexos.

A primeira rodada foi uma explosão de sentidos, um clímax que deixou ambos trêmulos e suados no chão de pedra. Mas não foi o suficiente. O fogo que havia sido aceso não se apagaria tão facilmente.

— Você disse que seria só um pouco — ofegou Deidara, o cabelo loiro colado ao rosto suado, enquanto Obito o puxava para mais um beijo possessivo.

— Eu menti — respondeu Obito, o Sharingan brilhando com uma intensidade predatória. — Eu quero tudo. Eu quero cada pedaço de você.

A segunda rodada foi mais lenta, mais torturante. Obito explorou cada centímetro da pele de Deidara, usando as mãos e a boca para adorar o corpo do artista como se ele fosse uma divindade. Deidara, por sua vez, entregou-se completamente, seu orgulho esquecido na névoa do prazer. Ele guiava as mãos de Obito, ensinando-o onde tocar, como apertar, transformando o ato em uma colaboração artística.

Na terceira vez, a exaustão começou a flertar com eles, mas o desejo era um combustível inesgotável. Eles mudaram de posição, Deidara de costas para Obito, sentindo o calor do peito do Uchiha contra suas costas enquanto ele era preenchido novamente. Os gemidos de Deidara ecoavam pelas paredes de pedra, misturando-se ao som da chuva que ainda caía lá fora.

— Deidara... — Obito sussurrava em seu ouvido, a voz rouca de luxúria. — Sua arte... é magnífica. Mas você... você é a verdadeira obra-prima.

A quarta rodada foi movida por um desespero quase doloroso, uma necessidade de se fundirem um ao outro para esquecerem, mesmo que por um momento, a guerra e a morte que os cercavam. Foi bruta, rápida e intensa, deixando-os ofegantes e com o coração batendo em uníssono.

Finalmente, quando a luz cinzenta do amanhecer começou a se infiltrar pelas frestas do esconderijo, eles se encontraram na quinta rodada. Foi uma conclusão suave, quase melancólica. Obito movia-se com uma ternura que contrastava com a violência de sua vida como ninja. Ele segurava o rosto de Deidara com as duas mãos, olhando-o nos olhos enquanto ambos atingiam o ápice final.

Quando o silêncio finalmente retornou ao quarto, eles permaneceram entrelaçados, cobertos por um lençol fino e pelo calor de seus corpos cansados. O saquê já havia perdido o efeito, mas a conexão que havia sido forjada naquela noite permanecia.

Deidara apoiou a cabeça no peito de Obito, ouvindo o ritmo agora calmo de seu coração.

— Você é um mentiroso, Obito — murmurou o loiro, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. — "Só a pontinha", você disse. Foram cinco vezes.

Obito soltou uma risada baixa, uma vibração reconfortante que Deidara sentiu contra sua bochecha. Ele beijou o topo da cabeça loira, envolvendo-o em seus braços.

— A arte é uma explosão, não é? — perguntou Obito. — Eu apenas queria garantir que a nossa explosão durasse a noite inteira.

Deidara fechou os olhos, sentindo-se, pela primeira vez em muito tempo, em paz. O orgulho do artista podia ter sido ferido, mas o que ele ganhou em troca — a vulnerabilidade e o fogo de um homem que nunca havia amado — era muito mais valioso.

— Não se acostume com isso — disse Deidara, embora sua voz não tivesse nenhuma convicção.

— Tarde demais — respondeu Obito, fechando os olhos também. — Eu já sou viciado na sua arte.

E ali, nas sombras da Akatsuki, dois homens que viviam para a destruição encontraram, no toque um do outro, a única coisa que era verdadeiramente eterna. A chuva lá fora continuava a cair, lavando o mundo, enquanto lá dentro, o fogo de uma noite inesquecível ainda ardia sob as cinzas do cansaço.

— Deidara-senpai? — chamou Obito, sua voz voltando levemente ao tom de Tobi, mas mantendo a doçura.

— O que é agora, Tobi? — resmungou Deidara, embora se aconchegasse mais ao corpo do outro.

— Tobi acha que quer a sexta rodada.

Deidara soltou um gemido de protesto, mas quando sentiu as mãos de Obito começarem a vagar novamente por seu quadril, ele soube que a arte daquela noite ainda tinha um último ato para apresentar. E ele, como o artista que era, não recusaria um bis.

— Só se você calar a boca e usar essa língua para algo útil, hum — desafiou o loiro.

Obito sorriu, um sorriso que Deidara não podia ver, mas podia sentir. E então, o silêncio foi substituído mais uma vez pelo som de respirações ofegantes e pelo calor de uma paixão que desafiava o destino cruel de ambos. Naquele pequeno espaço de tempo e espaço, não havia planos de dominação mundial ou olhos de lua; havia apenas a pele, o suor e a verdade efêmera de um encontro que, por cinco — agora seis — vezes, fez o tempo parar.
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