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Some reason
Fandom: Naruto
Criado: 13/07/2026
Tags
RomanceDor/ConfortoHistória DomésticaCenário CanônicoEstudo de PersonagemDrama
O Despertar dos Sentidos Adormecidos
A névoa densa da Vila Oculta da Névoa ainda parecia impregnada nas vestes de Neji Hyuuga, mesmo semanas após o término daquela missão fatídica. O que deveria ter sido uma incursão de rotina para neutralizar um grupo de ninjas renegados transformou-se em um pesadelo de letargia. Durante o confronto, um dos inimigos utilizou um jutsu proibido de selamento hipnótico. Neji, sempre ágil e preciso, conseguiu repelir o ataque físico, mas a aura espiritual da técnica o atingiu em cheio. O resultado não foi a morte, mas algo que, para um shinobi de sua estirpe, era quase tão ultrajante quanto: uma sonolência crônica, profunda e incontrolável.
Rock Lee, seu companheiro de equipe e namorado, observava-o agora, sob a luz suave do entardecer que filtrava pelas janelas da residência que compartilhavam. Neji estava estirado sobre o tatame, os longos cabelos negros espalhados como seda escura, a respiração lenta e rítmica. Ele era a imagem da perfeição estática, uma estátua de mármore esculpida pelos deuses, mas uma estátua que Lee não conseguia despertar.
— Neji... — sussurrou Lee, aproximando-se com cautela. — Preparei o jantar. Você precisa comer algo nutritivo para recuperar suas energias.
O Hyuuga apenas murmurou algo ininteligível, virando o rosto para o lado oposto. O sono produzido pelo jutsu era pesado, uma âncora que o puxava para as profundezas do subconsciente. Neji odiava a dor, odiava o desconforto físico, e o sono parecia ser o refúgio onde nada o tocava. Contudo, para Lee, aquela situação tornara-se uma tortura de privação.
Nas últimas semanas, Lee tentara de tudo. Tentara beijos suaves, carícias ousadas, palavras de baixo calão sussurradas ao pé do ouvido para tentar inflamar o sangue do prodígio. Invariavelmente, Neji começava a responder, seus dedos se entrelaçando nos cabelos de Lee, mas antes que a paixão pudesse de fato incendiar, os olhos perolados se fechavam e o corpo relaxava completamente. Neji dormia no meio das preliminares, deixando Lee em um estado de frustração febril.
Naquela noite, porém, algo mudou na determinação de Lee. Ele amava Neji com uma intensidade que beirava o devocional, e ver seu amado naquele estado de suspensão o deixava desesperado por conexão. Se Neji não conseguia ficar acordado para o ato, Lee decidiu que cuidaria de ambos da única forma que restava. Ele não suportava mais a distância física, mesmo estando a centímetros de distância.
Lee aproximou-se do corpo adormecido. Neji usava apenas um yukata leve de algodão. Com movimentos lentos e deliberados, Lee começou a desamarrar a faixa que prendia a vestimenta. O tecido se abriu, revelando a pele pálida e impecável do Hyuuga. A luz da lua, que agora substituía o sol, banhava o peito de Neji, destacando a musculatura definida de um guerreiro.
— Perdoe-me, meu amor — murmurou Lee, sua voz carregada de uma formalidade arcaica que ele costumava usar em momentos de profunda emoção. — Mas meu corpo clama por você de uma forma que a razão não consegue mais conter. Zelarei pelo seu prazer, mesmo que sua mente habite o mundo dos sonhos.
Lee começou a beijar o pescoço de Neji. A pele ali cheirava a sândalo e àquele aroma natural e limpo que era característico dele. Neji soltou um suspiro baixo, um som que não era de despertar, mas de puro relaxamento. Lee deslizou as mãos pelas coxas firmes de Neji, sentindo a textura macia da pele. Ele sabia que Neji detestava qualquer tipo de dor ou aspereza; por isso, cada toque de Lee era como o roçar de uma pétala, uma carícia calculada para ser apenas prazer.
Com paciência infinita, Lee despiu-se, mantendo os olhos fixos no rosto sereno do namorado. Ele se posicionou entre as pernas de Neji, sentindo o calor que emanava daquele corpo que, embora adormecido, ainda pulsava com vida. Lee usou um óleo aromático que comprara especialmente para aquela ocasião, espalhando-o com dedos ágeis e experientes.
O toque lubrificado e quente fez com que Neji se movesse levemente sob ele. Um arco sutil se formou em suas costas, e um murmúrio sôfrego escapou de seus lábios entreabertos.
— Is-isso... — balbuciou Neji no sono, sua voz uma névoa de inconsciência.
— Sim, Neji. Sou eu — respondeu Lee, inclinando-se para morder levemente o lóbulo da orelha do Hyuuga. — Apenas relaxe. Deixe que o fogo da juventude e do desejo cuide de nós dois.
A preparação foi lenta, uma cerimônia de adoração. Lee não tinha pressa. Ele explorou cada centímetro do corpo de Neji, mapeando as zonas erógenas que ele conhecia tão bem. Quando finalmente sentiu que o corpo de Neji estava pronto, receptivo e flexível devido ao relaxamento profundo do sono, Lee uniu seus corpos em um movimento fluido e cuidadoso.
A sensação de preenchimento fez Neji soltar um gemido mais alto, uma nota de surpresa que vibrou no ar silencioso do quarto. Seus olhos se abriram por um breve segundo, mas estavam nublados, sem foco, perdidos na névoa do jutsu. Ele não via Lee, mas sentia a invasão doce, o calor que começava a se espalhar por seu ventre.
— Lee? — o nome foi apenas um sopro.
— Estou aqui, meu gênio — disse Lee, começando a se movimentar com uma cadência rítmica e hipnótica.
O movimento era suave, mas profundo. Lee mantinha as mãos de Neji presas acima da cabeça, os dedos entrelaçados. A passividade de Neji, longe de ser um fardo, tornava o momento quase sagrado para Lee. Ele tinha o controle total, mas usava esse controle para adorar o parceiro. Cada estocada era acompanhada de um elogio, de uma promessa de amor eterno.
— Você é a criatura mais bela que este mundo já viu — sussurrou Lee, o suor começando a brilhar em sua testa. — Seu sangue, sua linhagem, sua alma... tudo em você é perfeito.
Neji, em seu sono profundo, reagia instintivamente. Seus quadris subiam para encontrar os de Lee, buscando mais daquele calor que combatia o frio letárgico do jutsu. Ele resmungava, a cabeça balançando de um lado para o outro sobre o travesseiro de seda. A dor que ele tanto temia não existia ali; havia apenas uma pressão constante e prazerosa, uma fricção que o levava a picos de êxtase que ele mal conseguia processar em seu estado onírico.
A intensidade aumentou. Lee sentia que estava prestes a perder o controle. A visão de Neji sob ele, entregue e vulnerável, era o combustível mais potente que já experimentara. Ele acelerou o ritmo, seus músculos retesando-se a cada investida. Neji soltou um grito abafado contra o ombro de Lee, o corpo todo tremendo em um espasmo de prazer involuntário que percorreu sua espinha.
Momentos depois, ambos alcançaram o ápice. Lee desabou sobre o peito de Neji, o coração batendo descompassado contra as costelas do Hyuuga. Ele permaneceu ali por muito tempo, ouvindo a respiração de Neji voltar ao ritmo lento de antes. O Hyuuga não acordou. Ele apenas se acomodou melhor sob o corpo de Lee, um pequeno sorriso de satisfação pairando em seus lábios, como se tivesse tido o melhor sonho de sua vida.
Na manhã seguinte, os raios de sol invadiram o quarto com uma insistência alegre. Neji abriu os olhos lentamente, sentindo o peso familiar do corpo de Lee ao seu lado. Ele tentou se espreguiçar, mas soltou um gemido baixo de descontentamento.
— Maldição... — resmungou Neji, a voz rouca.
Lee, que já estava acordado e observava o namorado com um brilho de adoração nos olhos, sentou-se rapidamente.
— Algum problema, Neji-san? Você sente alguma dor?
Neji franziu o cenho, tentando se levantar, mas sentindo uma fraqueza incomum nas pernas e uma sensibilidade acentuada na região lombar.
— Eu não entendo — disse Neji, massageando as têmporas. — Eu durmo o dia inteiro, deveria estar descansado. Mas sinto como se tivesse corrido dez maratonas ao redor de Konoha. Minhas pernas... eu mal consigo andar direito. Esse jutsu deve estar drenando minha energia física de uma forma sem precedentes.
Lee desviou o olhar por um momento, um sorriso culpado e satisfeito tentando escapar. Ele se aproximou e começou a massagear os ombros de Neji com dedicação.
— Realmente, é um jutsu terrível — concordou Lee, sua voz carregada de uma falsa seriedade. — Mas não se preocupe. Eu cuidarei de tudo. Vou preparar um banho quente com sais minerais e trarei seu café da manhã na cama. Você não precisa se esforçar.
Neji suspirou, fechando os olhos novamente e entregando-se ao toque de Lee.
— Você é muito bom para mim, Lee. Eu não sei o que faria sem seus cuidados enquanto estou nessa condição deplorável. É frustrante... eu me lembro de começarmos a conversar ontem à noite, e depois... nada. Apenas uma sensação de calor e depois o vazio.
Lee beijou o topo da cabeça de Neji, sentindo o coração transbordar.
— O importante é que você está seguro e relaxado. O resto... o tempo e a minha determinação resolverão.
Neji resmungou algo sobre como odiava sentir-se debilitado, mas logo o silêncio retornou ao quarto. Ele adormeceu novamente nos braços de Lee em questão de minutos.
Lee o ajeitou cuidadosamente nos lençóis, cobrindo-o com carinho. Ele sabia que aquela rotina se repetiria por mais alguns dias, ou talvez semanas, até que o efeito do jutsu passasse por completo. E, embora sentisse uma ponta de culpa por Neji não estar plenamente consciente, ele sabia que o vínculo entre eles estava sendo nutrido de uma forma profunda.
Todas as noites, Lee se tornava o guardião dos sonhos de Neji e o amante de seu corpo adormecido. Ele explorava a delicadeza do Hyuuga com uma reverência que beirava o espiritual, garantindo que, mesmo no esquecimento do sono, Neji soubesse que era desejado.
E todas as manhãs, Neji acordava reclamando do cansaço inexplicável, das pernas bambas e da sensibilidade estranha, sem jamais imaginar que, enquanto sua mente viajava por campos de flores e céus infinitos, seu corpo estava sendo levado ao paraíso pelas mãos incansáveis e apaixonadas de Rock Lee.
— Descanse, meu gênio — sussurrou Lee, levantando-se para preparar o banho. — Pois esta noite, a força da nossa juventude voltará a nos unir, mesmo que você só descubra isso nos seus sonhos.
A vida em Konoha continuava, mas dentro daquele quarto, o tempo parecia ter parado em um ciclo de cuidado diurno e paixão noturna, onde o silêncio do sono era preenchido pela linguagem universal do toque.
Rock Lee, seu companheiro de equipe e namorado, observava-o agora, sob a luz suave do entardecer que filtrava pelas janelas da residência que compartilhavam. Neji estava estirado sobre o tatame, os longos cabelos negros espalhados como seda escura, a respiração lenta e rítmica. Ele era a imagem da perfeição estática, uma estátua de mármore esculpida pelos deuses, mas uma estátua que Lee não conseguia despertar.
— Neji... — sussurrou Lee, aproximando-se com cautela. — Preparei o jantar. Você precisa comer algo nutritivo para recuperar suas energias.
O Hyuuga apenas murmurou algo ininteligível, virando o rosto para o lado oposto. O sono produzido pelo jutsu era pesado, uma âncora que o puxava para as profundezas do subconsciente. Neji odiava a dor, odiava o desconforto físico, e o sono parecia ser o refúgio onde nada o tocava. Contudo, para Lee, aquela situação tornara-se uma tortura de privação.
Nas últimas semanas, Lee tentara de tudo. Tentara beijos suaves, carícias ousadas, palavras de baixo calão sussurradas ao pé do ouvido para tentar inflamar o sangue do prodígio. Invariavelmente, Neji começava a responder, seus dedos se entrelaçando nos cabelos de Lee, mas antes que a paixão pudesse de fato incendiar, os olhos perolados se fechavam e o corpo relaxava completamente. Neji dormia no meio das preliminares, deixando Lee em um estado de frustração febril.
Naquela noite, porém, algo mudou na determinação de Lee. Ele amava Neji com uma intensidade que beirava o devocional, e ver seu amado naquele estado de suspensão o deixava desesperado por conexão. Se Neji não conseguia ficar acordado para o ato, Lee decidiu que cuidaria de ambos da única forma que restava. Ele não suportava mais a distância física, mesmo estando a centímetros de distância.
Lee aproximou-se do corpo adormecido. Neji usava apenas um yukata leve de algodão. Com movimentos lentos e deliberados, Lee começou a desamarrar a faixa que prendia a vestimenta. O tecido se abriu, revelando a pele pálida e impecável do Hyuuga. A luz da lua, que agora substituía o sol, banhava o peito de Neji, destacando a musculatura definida de um guerreiro.
— Perdoe-me, meu amor — murmurou Lee, sua voz carregada de uma formalidade arcaica que ele costumava usar em momentos de profunda emoção. — Mas meu corpo clama por você de uma forma que a razão não consegue mais conter. Zelarei pelo seu prazer, mesmo que sua mente habite o mundo dos sonhos.
Lee começou a beijar o pescoço de Neji. A pele ali cheirava a sândalo e àquele aroma natural e limpo que era característico dele. Neji soltou um suspiro baixo, um som que não era de despertar, mas de puro relaxamento. Lee deslizou as mãos pelas coxas firmes de Neji, sentindo a textura macia da pele. Ele sabia que Neji detestava qualquer tipo de dor ou aspereza; por isso, cada toque de Lee era como o roçar de uma pétala, uma carícia calculada para ser apenas prazer.
Com paciência infinita, Lee despiu-se, mantendo os olhos fixos no rosto sereno do namorado. Ele se posicionou entre as pernas de Neji, sentindo o calor que emanava daquele corpo que, embora adormecido, ainda pulsava com vida. Lee usou um óleo aromático que comprara especialmente para aquela ocasião, espalhando-o com dedos ágeis e experientes.
O toque lubrificado e quente fez com que Neji se movesse levemente sob ele. Um arco sutil se formou em suas costas, e um murmúrio sôfrego escapou de seus lábios entreabertos.
— Is-isso... — balbuciou Neji no sono, sua voz uma névoa de inconsciência.
— Sim, Neji. Sou eu — respondeu Lee, inclinando-se para morder levemente o lóbulo da orelha do Hyuuga. — Apenas relaxe. Deixe que o fogo da juventude e do desejo cuide de nós dois.
A preparação foi lenta, uma cerimônia de adoração. Lee não tinha pressa. Ele explorou cada centímetro do corpo de Neji, mapeando as zonas erógenas que ele conhecia tão bem. Quando finalmente sentiu que o corpo de Neji estava pronto, receptivo e flexível devido ao relaxamento profundo do sono, Lee uniu seus corpos em um movimento fluido e cuidadoso.
A sensação de preenchimento fez Neji soltar um gemido mais alto, uma nota de surpresa que vibrou no ar silencioso do quarto. Seus olhos se abriram por um breve segundo, mas estavam nublados, sem foco, perdidos na névoa do jutsu. Ele não via Lee, mas sentia a invasão doce, o calor que começava a se espalhar por seu ventre.
— Lee? — o nome foi apenas um sopro.
— Estou aqui, meu gênio — disse Lee, começando a se movimentar com uma cadência rítmica e hipnótica.
O movimento era suave, mas profundo. Lee mantinha as mãos de Neji presas acima da cabeça, os dedos entrelaçados. A passividade de Neji, longe de ser um fardo, tornava o momento quase sagrado para Lee. Ele tinha o controle total, mas usava esse controle para adorar o parceiro. Cada estocada era acompanhada de um elogio, de uma promessa de amor eterno.
— Você é a criatura mais bela que este mundo já viu — sussurrou Lee, o suor começando a brilhar em sua testa. — Seu sangue, sua linhagem, sua alma... tudo em você é perfeito.
Neji, em seu sono profundo, reagia instintivamente. Seus quadris subiam para encontrar os de Lee, buscando mais daquele calor que combatia o frio letárgico do jutsu. Ele resmungava, a cabeça balançando de um lado para o outro sobre o travesseiro de seda. A dor que ele tanto temia não existia ali; havia apenas uma pressão constante e prazerosa, uma fricção que o levava a picos de êxtase que ele mal conseguia processar em seu estado onírico.
A intensidade aumentou. Lee sentia que estava prestes a perder o controle. A visão de Neji sob ele, entregue e vulnerável, era o combustível mais potente que já experimentara. Ele acelerou o ritmo, seus músculos retesando-se a cada investida. Neji soltou um grito abafado contra o ombro de Lee, o corpo todo tremendo em um espasmo de prazer involuntário que percorreu sua espinha.
Momentos depois, ambos alcançaram o ápice. Lee desabou sobre o peito de Neji, o coração batendo descompassado contra as costelas do Hyuuga. Ele permaneceu ali por muito tempo, ouvindo a respiração de Neji voltar ao ritmo lento de antes. O Hyuuga não acordou. Ele apenas se acomodou melhor sob o corpo de Lee, um pequeno sorriso de satisfação pairando em seus lábios, como se tivesse tido o melhor sonho de sua vida.
Na manhã seguinte, os raios de sol invadiram o quarto com uma insistência alegre. Neji abriu os olhos lentamente, sentindo o peso familiar do corpo de Lee ao seu lado. Ele tentou se espreguiçar, mas soltou um gemido baixo de descontentamento.
— Maldição... — resmungou Neji, a voz rouca.
Lee, que já estava acordado e observava o namorado com um brilho de adoração nos olhos, sentou-se rapidamente.
— Algum problema, Neji-san? Você sente alguma dor?
Neji franziu o cenho, tentando se levantar, mas sentindo uma fraqueza incomum nas pernas e uma sensibilidade acentuada na região lombar.
— Eu não entendo — disse Neji, massageando as têmporas. — Eu durmo o dia inteiro, deveria estar descansado. Mas sinto como se tivesse corrido dez maratonas ao redor de Konoha. Minhas pernas... eu mal consigo andar direito. Esse jutsu deve estar drenando minha energia física de uma forma sem precedentes.
Lee desviou o olhar por um momento, um sorriso culpado e satisfeito tentando escapar. Ele se aproximou e começou a massagear os ombros de Neji com dedicação.
— Realmente, é um jutsu terrível — concordou Lee, sua voz carregada de uma falsa seriedade. — Mas não se preocupe. Eu cuidarei de tudo. Vou preparar um banho quente com sais minerais e trarei seu café da manhã na cama. Você não precisa se esforçar.
Neji suspirou, fechando os olhos novamente e entregando-se ao toque de Lee.
— Você é muito bom para mim, Lee. Eu não sei o que faria sem seus cuidados enquanto estou nessa condição deplorável. É frustrante... eu me lembro de começarmos a conversar ontem à noite, e depois... nada. Apenas uma sensação de calor e depois o vazio.
Lee beijou o topo da cabeça de Neji, sentindo o coração transbordar.
— O importante é que você está seguro e relaxado. O resto... o tempo e a minha determinação resolverão.
Neji resmungou algo sobre como odiava sentir-se debilitado, mas logo o silêncio retornou ao quarto. Ele adormeceu novamente nos braços de Lee em questão de minutos.
Lee o ajeitou cuidadosamente nos lençóis, cobrindo-o com carinho. Ele sabia que aquela rotina se repetiria por mais alguns dias, ou talvez semanas, até que o efeito do jutsu passasse por completo. E, embora sentisse uma ponta de culpa por Neji não estar plenamente consciente, ele sabia que o vínculo entre eles estava sendo nutrido de uma forma profunda.
Todas as noites, Lee se tornava o guardião dos sonhos de Neji e o amante de seu corpo adormecido. Ele explorava a delicadeza do Hyuuga com uma reverência que beirava o espiritual, garantindo que, mesmo no esquecimento do sono, Neji soubesse que era desejado.
E todas as manhãs, Neji acordava reclamando do cansaço inexplicável, das pernas bambas e da sensibilidade estranha, sem jamais imaginar que, enquanto sua mente viajava por campos de flores e céus infinitos, seu corpo estava sendo levado ao paraíso pelas mãos incansáveis e apaixonadas de Rock Lee.
— Descanse, meu gênio — sussurrou Lee, levantando-se para preparar o banho. — Pois esta noite, a força da nossa juventude voltará a nos unir, mesmo que você só descubra isso nos seus sonhos.
A vida em Konoha continuava, mas dentro daquele quarto, o tempo parecia ter parado em um ciclo de cuidado diurno e paixão noturna, onde o silêncio do sono era preenchido pela linguagem universal do toque.
