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It's
Fandom: Naruto
Criado: 13/07/2026
Tags
SombrioDramaEstudo de PersonagemCenário CanônicoLinguagem ExplícitaViolência GráficaEstuproPsicológico
O Silêncio Forçado e a Moeda da Carne
A chuva caía de forma implacável sobre o País da Chuva, um véu cinzento que parecia fundir o céu com a terra lamacenta. Para Kakuzu, o som constante da água batendo nas folhas era apenas um ruído de fundo, menos irritante do que a voz estridente de seu parceiro. Hidan, como de costume, não calava a boca. Ele caminhava alguns passos atrás, brandindo sua foice de três lâminas com um descaso perigoso, praguejando contra a umidade, contra a falta de sacrifícios e, principalmente, contra a avareza de Kakuzu.
— Eu juro pelo Senhor Jashin, Kakuzu, se você me fizer andar mais um quilômetro por causa de uma recompensa de merda, eu vou costurar sua boca enquanto você dorme! — gritou Hidan, a voz falhando pelo cansaço, mas o tom ainda carregado de petulância. — Isso é uma falta de respeito com a religião! Eu deveria estar espalhando a dor, não caçando ninjas de baixo nível por trocados!
Kakuzu nem sequer se virou. Seus olhos verdes, frios e calculistas, escaneavam o horizonte através das fendas de sua máscara.
— Cale a boca, Hidan. O dinheiro é a única constante neste mundo. Sua fé não compra suprimentos, nem paga o conserto das suas roupas que você teima em rasgar — respondeu Kakuzu, a voz grave e áspera como pedra sendo moída. — Se continuar gritando, eu mesmo farei o sacrifício.
— Ah, vai se ferrar! Você é um velho ranzinza que só pensa em...
O insulto de Hidan foi interrompido por um movimento súbito na vegetação densa. Antes que o imortal pudesse reagir, um selo explosivo detonou aos seus pés, e três ninjas renegados saltaram das sombras. Kakuzu recuou com agilidade sobre-humana, mas Hidan, em sua arrogância habitual, avançou de peito aberto.
— Finalmente! Sangue para o ritual! — exclamou o platinado, rindo de forma insana.
Entretanto, o líder dos atacantes não buscava um combate físico. Ele executou uma sequência rápida de selos de mão, e uma névoa arroxeada envolveu Hidan. O imortal desferiu um golpe com a foice, mas seus braços subitamente pesaram. Seus joelhos cederam, e ele desabou no chão como um boneco de pano cujas cordas foram cortadas.
— O que... o que é isso?! — Hidan tentou se levantar, mas nem mesmo um dedo obedeceu ao seu comando. — Eu não consigo me mexer! Kakuzu!
Kakuzu observou a cena com uma indiferença gélida. Em poucos segundos, ele utilizou os fios de seu corpo para atravessar os corações dos três atacantes, colhendo o que restava de suas vidas com uma eficiência brutal. Quando o silêncio retornou, ele caminhou lentamente até onde Hidan jazia, paralisado e vulnerável.
— É um Jutsu de Estase de Longa Duração — comentou Kakuzu, olhando para o corpo inerte de seu parceiro. — É usado para transportar prisioneiros de alto valor sem resistência. Pelo fluxo de chakra que vejo, você ficará assim por, pelo menos, uma semana.
Hidan arregalou os olhos, a única parte de seu corpo, além da boca, que parecia funcionar.
— Uma semana?! Me tira dessa merda agora! Use seus fios, use seu chakra, faça alguma coisa, seu velho idiota!
Kakuzu agachou-se ao lado dele. Ele não parecia nem um pouco apressado em ajudar. Pelo contrário, um brilho sombrio e perigoso surgiu em seu olhar.
— Você tem sido uma irritação constante, Hidan. Suas reclamações, sua insolência, o tempo que perco costurando sua cabeça de volta ao pescoço... — Kakuzu passou a mão enluvada pelo rosto de Hidan, apertando suas bochechas com força bruta. — Talvez essa paralisia seja a oportunidade perfeita para eu receber o pagamento por toda a paciência que tive até hoje.
— O que você está dizendo? — Hidan sentiu um calafrio que não vinha da chuva. — Me solta! Isso não tem graça!
— Eu não estou brincando — disse Kakuzu, levantando-se e prendendo os fios de seus braços nos membros de Hidan, içando o corpo paralisado como se fosse um fardo de mercadoria. — Você vai aprender o valor do silêncio e da submissão. E eu vou me certificar de que essa semana seja inesquecível.
Eles se abrigaram em uma caverna seca e escondida, longe das rotas comerciais. Kakuzu jogou Hidan sobre uma manta improvisada no chão de pedra. O imortal continuava a berrar impropérios, sua voz ecoando nas paredes úmidas, mas Kakuzu apenas retirou seu manto da Akatsuki e sua máscara, revelando as cicatrizes profundas que adornavam seu rosto e corpo.
— Você fala demais — rosnou Kakuzu, aproximando-se. — Vamos ver se você consegue manter esse tom enquanto eu uso cada centímetro do seu corpo imortal.
— Você não teria coragem... — Hidan começou, mas sua voz morreu quando Kakuzu rasgou sua túnica com um único movimento brusco, deixando o peito pálido de Hidan exposto ao ar frio da caverna.
— Coragem é um conceito para os fracos — Kakuzu sussurrou, sua mão descendo para o quadril de Hidan. — Eu possuo apenas necessidades e a vontade de punir quem me desagrada.
O toque de Kakuzu era desprovido de qualquer delicadeza inicial. Ele era um homem feito de fios, costuras e séculos de amargura. Suas mãos ásperas exploraram o corpo de Hidan, apertando a carne com uma força que deixaria marcas roxas em qualquer mortal. Hidan, incapaz de lutar, sentia cada toque com uma intensidade avassaladora. Sem a possibilidade de se mover, seu sistema nervoso parecia focar inteiramente na sensação do contato de Kakuzu.
— Por favor, Kakuzu... — A voz de Hidan vacilou, perdendo a agressividade e ganhando um tom de incerteza.
— "Por favor" não faz parte do seu vocabulário, Hidan — disse o mais velho, desabotoando as próprias calças. — Não tente agir como uma vítima agora.
Kakuzu posicionou-se entre as pernas imóveis de Hidan. Ele não usou lubrificante, nem palavras de conforto. A entrada foi bruta, um choque de dor que fez Hidan arquear as costas, embora seus membros permanecessem colados ao chão pela paralisia. O grito que escapou da garganta de Hidan foi agudo, misturando agonia e uma surpresa sombria.
— Dói, não dói? — Kakuzu perguntou, começando a se mover com estocadas lentas e profundas. — É isso que você oferece ao seu deus, não é? Dor. Sinta-a agora, mas sinta-a por minha causa.
Hidan ofegava, o suor misturando-se às lágrimas de frustração e dor. No entanto, conforme o ritmo de Kakuzu se tornava mais constante, a dor começou a se transmutar. A imortalidade de Hidan tornava seus sentidos aguçados ao extremo; o prazer e a dor caminhavam em uma linha tênue e perigosa.
— Você... você é um animal... — Hidan gemia, a cabeça balançando de um lado para o outro.
— E você é meu — rebateu Kakuzu, aumentando a velocidade. — Durante esta semana, você não pertence a Jashin. Você pertence ao meu prazer.
As horas se transformaram em dias dentro daquela caverna. Kakuzu era incansável. Ele explorava cada ângulo do corpo de Hidan, virando-o de bruços, de lado, elevando seus quadris com os fios negros que saíam de seus próprios braços para mantê-lo na posição desejada. Hidan era como uma estátua de carne, quente e vibrante, mas incapaz de qualquer reação que não fosse vocal.
No terceiro dia, a dinâmica começou a mudar. A raiva de Hidan fora substituída por uma exaustão sensorial completa. Ele se via implorando pelo toque de Kakuzu, não por submissão, mas porque o silêncio da paralisia era insuportável sem o estímulo que o parceiro provia.
— Kakuzu... — chamou Hidan em um sussurro, quando o mais velho se sentou ao seu lado para contar algumas moedas que havia recolhido. — Não pare agora.
Kakuzu olhou para ele, um meio sorriso cruel surgindo em seus lábios.
— Está pedindo por mais? Pensei que eu fosse um "velho idiota".
— Eu odeio você — disse Hidan, os olhos brilhando com uma luxúria febril. — Mas odeio ainda mais ficar parado nesse silêncio. Me foda até eu esquecer que não consigo me mexer.
Kakuzu guardou o dinheiro e se inclinou sobre ele. Desta vez, havia algo diferente. Ele passou a língua pelo pescoço de Hidan, sentindo a pulsação acelerada. Suas mãos, antes apenas brutas, agora percorriam as curvas do corpo do imortal com uma possessividade quase carinhosa, se é que tal palavra poderia ser aplicada a um monstro como ele.
— Se é isso que deseja, eu atenderei — murmurou Kakuzu contra o ouvido de Hidan.
Ele o virou de quatro, usando seus fios para sustentar o peso do corpo de Hidan, já que o Jutsu de Estase ainda o mantinha sem tônus muscular. A posição era humilhante, mas a forma como Kakuzu o preenchia era absoluta. As estocadas eram rítmicas, poderosas, ecoando na caverna junto com os gemidos desavergonhados de Hidan.
— Isso... Jashin, sim! — exclamava Hidan, a voz rouca. — Mais forte, Kakuzu! Me quebre!
— Você não quebra, Hidan. Esse é o seu maior trunfo e sua maior maldição — disse Kakuzu, apertando a cintura de Hidan com tanta força que seus dedos se enterraram na pele pálida.
A formalidade com que Kakuzu tratava o ato, mesmo em meio à brutalidade, trazia uma sofisticação perversa à situação. Ele descrevia o que faria a seguir, detalhando como cada nervo de Hidan reagiria à sua invasão, transformando a punição em uma lição de anatomia e prazer.
No quinto dia, Kakuzu permitiu-se ser mais delicado, explorando a boca de Hidan com beijos famintos e agressivos, algo que nunca haviam compartilhado antes. Hidan, embora incapaz de retribuir o abraço, tentava alcançar Kakuzu com a língua, um duelo desesperado por contato.
— Você está ficando viciado nisso — provocou Kakuzu, enquanto massageava o membro de Hidan com uma mão e continuava a penetrá-lo com um ritmo hipnótico.
— Cale a boca e continue — respondeu Hidan, as bochechas coradas, o corpo tremendo sob o efeito do prazer acumulado. — Você é o único que sobrou aqui, não é?
No sétimo dia, o céu começou a clarear fora da caverna. O efeito do jutsu estava enfraquecendo. Hidan sentiu um formigamento nas pontas dos dedos e, lentamente, a sensibilidade motora começou a retornar. Kakuzu estava sobre ele, terminando uma última sessão exaustiva de luxúria e domínio.
Quando Kakuzu finalmente se afastou e se vestiu, recuperando sua aura de tesoureiro implacável da Akatsuki, Hidan conseguiu fechar os punhos pela primeira vez em uma semana. Ele se sentou devagar, sentindo cada músculo do corpo protestar. As marcas de dedos, dentes e fios cobriam sua pele como um mapa de sua rendição.
— O tempo acabou — disse Kakuzu, colocando a máscara e pegando sua maleta de dinheiro. — Temos um contrato a cumprir a dez quilômetros daqui.
Hidan levantou-se, as pernas ainda um pouco trêmulas. Ele pegou sua foice e sua túnica rasgada, olhando para as costas de Kakuzu. O silêncio entre eles agora era diferente. Não era o silêncio da raiva ou do tédio, mas algo carregado, pesado com a memória do que haviam compartilhado na escuridão daquela caverna.
— Você ainda é um velho imbecil, Kakuzu — disse Hidan, limpando o canto da boca com o polegar, um sorriso de canto de boca surgindo em seu rosto. — Mas devo admitir... foi o melhor sacrifício que já ofereci, mesmo que o sangue tenha sido apenas o meu.
Kakuzu parou na entrada da caverna, olhando para trás por cima do ombro.
— Tente não ser pego de novo, Hidan. Da próxima vez, eu posso decidir que você vale mais vendido em partes do que inteiro.
— Ah, você adora falar, não é? — Hidan caminhou até ele, batendo com o cabo da foice no chão. — Vamos logo. Temos cabeças para cortar e dinheiro para você contar. Mas não pense que isso acabou.
Kakuzu não respondeu, mas enquanto caminhavam sob a chuva que agora diminuía, ele soube que o silêncio de Hidan não duraria muito. E, pela primeira vez em décadas, ele descobriu que talvez, apenas talvez, o som daquela voz irritante não fosse a pior coisa do mundo, desde que ele soubesse exatamente como calá-la quando quisesse.
— Eu juro pelo Senhor Jashin, Kakuzu, se você me fizer andar mais um quilômetro por causa de uma recompensa de merda, eu vou costurar sua boca enquanto você dorme! — gritou Hidan, a voz falhando pelo cansaço, mas o tom ainda carregado de petulância. — Isso é uma falta de respeito com a religião! Eu deveria estar espalhando a dor, não caçando ninjas de baixo nível por trocados!
Kakuzu nem sequer se virou. Seus olhos verdes, frios e calculistas, escaneavam o horizonte através das fendas de sua máscara.
— Cale a boca, Hidan. O dinheiro é a única constante neste mundo. Sua fé não compra suprimentos, nem paga o conserto das suas roupas que você teima em rasgar — respondeu Kakuzu, a voz grave e áspera como pedra sendo moída. — Se continuar gritando, eu mesmo farei o sacrifício.
— Ah, vai se ferrar! Você é um velho ranzinza que só pensa em...
O insulto de Hidan foi interrompido por um movimento súbito na vegetação densa. Antes que o imortal pudesse reagir, um selo explosivo detonou aos seus pés, e três ninjas renegados saltaram das sombras. Kakuzu recuou com agilidade sobre-humana, mas Hidan, em sua arrogância habitual, avançou de peito aberto.
— Finalmente! Sangue para o ritual! — exclamou o platinado, rindo de forma insana.
Entretanto, o líder dos atacantes não buscava um combate físico. Ele executou uma sequência rápida de selos de mão, e uma névoa arroxeada envolveu Hidan. O imortal desferiu um golpe com a foice, mas seus braços subitamente pesaram. Seus joelhos cederam, e ele desabou no chão como um boneco de pano cujas cordas foram cortadas.
— O que... o que é isso?! — Hidan tentou se levantar, mas nem mesmo um dedo obedeceu ao seu comando. — Eu não consigo me mexer! Kakuzu!
Kakuzu observou a cena com uma indiferença gélida. Em poucos segundos, ele utilizou os fios de seu corpo para atravessar os corações dos três atacantes, colhendo o que restava de suas vidas com uma eficiência brutal. Quando o silêncio retornou, ele caminhou lentamente até onde Hidan jazia, paralisado e vulnerável.
— É um Jutsu de Estase de Longa Duração — comentou Kakuzu, olhando para o corpo inerte de seu parceiro. — É usado para transportar prisioneiros de alto valor sem resistência. Pelo fluxo de chakra que vejo, você ficará assim por, pelo menos, uma semana.
Hidan arregalou os olhos, a única parte de seu corpo, além da boca, que parecia funcionar.
— Uma semana?! Me tira dessa merda agora! Use seus fios, use seu chakra, faça alguma coisa, seu velho idiota!
Kakuzu agachou-se ao lado dele. Ele não parecia nem um pouco apressado em ajudar. Pelo contrário, um brilho sombrio e perigoso surgiu em seu olhar.
— Você tem sido uma irritação constante, Hidan. Suas reclamações, sua insolência, o tempo que perco costurando sua cabeça de volta ao pescoço... — Kakuzu passou a mão enluvada pelo rosto de Hidan, apertando suas bochechas com força bruta. — Talvez essa paralisia seja a oportunidade perfeita para eu receber o pagamento por toda a paciência que tive até hoje.
— O que você está dizendo? — Hidan sentiu um calafrio que não vinha da chuva. — Me solta! Isso não tem graça!
— Eu não estou brincando — disse Kakuzu, levantando-se e prendendo os fios de seus braços nos membros de Hidan, içando o corpo paralisado como se fosse um fardo de mercadoria. — Você vai aprender o valor do silêncio e da submissão. E eu vou me certificar de que essa semana seja inesquecível.
Eles se abrigaram em uma caverna seca e escondida, longe das rotas comerciais. Kakuzu jogou Hidan sobre uma manta improvisada no chão de pedra. O imortal continuava a berrar impropérios, sua voz ecoando nas paredes úmidas, mas Kakuzu apenas retirou seu manto da Akatsuki e sua máscara, revelando as cicatrizes profundas que adornavam seu rosto e corpo.
— Você fala demais — rosnou Kakuzu, aproximando-se. — Vamos ver se você consegue manter esse tom enquanto eu uso cada centímetro do seu corpo imortal.
— Você não teria coragem... — Hidan começou, mas sua voz morreu quando Kakuzu rasgou sua túnica com um único movimento brusco, deixando o peito pálido de Hidan exposto ao ar frio da caverna.
— Coragem é um conceito para os fracos — Kakuzu sussurrou, sua mão descendo para o quadril de Hidan. — Eu possuo apenas necessidades e a vontade de punir quem me desagrada.
O toque de Kakuzu era desprovido de qualquer delicadeza inicial. Ele era um homem feito de fios, costuras e séculos de amargura. Suas mãos ásperas exploraram o corpo de Hidan, apertando a carne com uma força que deixaria marcas roxas em qualquer mortal. Hidan, incapaz de lutar, sentia cada toque com uma intensidade avassaladora. Sem a possibilidade de se mover, seu sistema nervoso parecia focar inteiramente na sensação do contato de Kakuzu.
— Por favor, Kakuzu... — A voz de Hidan vacilou, perdendo a agressividade e ganhando um tom de incerteza.
— "Por favor" não faz parte do seu vocabulário, Hidan — disse o mais velho, desabotoando as próprias calças. — Não tente agir como uma vítima agora.
Kakuzu posicionou-se entre as pernas imóveis de Hidan. Ele não usou lubrificante, nem palavras de conforto. A entrada foi bruta, um choque de dor que fez Hidan arquear as costas, embora seus membros permanecessem colados ao chão pela paralisia. O grito que escapou da garganta de Hidan foi agudo, misturando agonia e uma surpresa sombria.
— Dói, não dói? — Kakuzu perguntou, começando a se mover com estocadas lentas e profundas. — É isso que você oferece ao seu deus, não é? Dor. Sinta-a agora, mas sinta-a por minha causa.
Hidan ofegava, o suor misturando-se às lágrimas de frustração e dor. No entanto, conforme o ritmo de Kakuzu se tornava mais constante, a dor começou a se transmutar. A imortalidade de Hidan tornava seus sentidos aguçados ao extremo; o prazer e a dor caminhavam em uma linha tênue e perigosa.
— Você... você é um animal... — Hidan gemia, a cabeça balançando de um lado para o outro.
— E você é meu — rebateu Kakuzu, aumentando a velocidade. — Durante esta semana, você não pertence a Jashin. Você pertence ao meu prazer.
As horas se transformaram em dias dentro daquela caverna. Kakuzu era incansável. Ele explorava cada ângulo do corpo de Hidan, virando-o de bruços, de lado, elevando seus quadris com os fios negros que saíam de seus próprios braços para mantê-lo na posição desejada. Hidan era como uma estátua de carne, quente e vibrante, mas incapaz de qualquer reação que não fosse vocal.
No terceiro dia, a dinâmica começou a mudar. A raiva de Hidan fora substituída por uma exaustão sensorial completa. Ele se via implorando pelo toque de Kakuzu, não por submissão, mas porque o silêncio da paralisia era insuportável sem o estímulo que o parceiro provia.
— Kakuzu... — chamou Hidan em um sussurro, quando o mais velho se sentou ao seu lado para contar algumas moedas que havia recolhido. — Não pare agora.
Kakuzu olhou para ele, um meio sorriso cruel surgindo em seus lábios.
— Está pedindo por mais? Pensei que eu fosse um "velho idiota".
— Eu odeio você — disse Hidan, os olhos brilhando com uma luxúria febril. — Mas odeio ainda mais ficar parado nesse silêncio. Me foda até eu esquecer que não consigo me mexer.
Kakuzu guardou o dinheiro e se inclinou sobre ele. Desta vez, havia algo diferente. Ele passou a língua pelo pescoço de Hidan, sentindo a pulsação acelerada. Suas mãos, antes apenas brutas, agora percorriam as curvas do corpo do imortal com uma possessividade quase carinhosa, se é que tal palavra poderia ser aplicada a um monstro como ele.
— Se é isso que deseja, eu atenderei — murmurou Kakuzu contra o ouvido de Hidan.
Ele o virou de quatro, usando seus fios para sustentar o peso do corpo de Hidan, já que o Jutsu de Estase ainda o mantinha sem tônus muscular. A posição era humilhante, mas a forma como Kakuzu o preenchia era absoluta. As estocadas eram rítmicas, poderosas, ecoando na caverna junto com os gemidos desavergonhados de Hidan.
— Isso... Jashin, sim! — exclamava Hidan, a voz rouca. — Mais forte, Kakuzu! Me quebre!
— Você não quebra, Hidan. Esse é o seu maior trunfo e sua maior maldição — disse Kakuzu, apertando a cintura de Hidan com tanta força que seus dedos se enterraram na pele pálida.
A formalidade com que Kakuzu tratava o ato, mesmo em meio à brutalidade, trazia uma sofisticação perversa à situação. Ele descrevia o que faria a seguir, detalhando como cada nervo de Hidan reagiria à sua invasão, transformando a punição em uma lição de anatomia e prazer.
No quinto dia, Kakuzu permitiu-se ser mais delicado, explorando a boca de Hidan com beijos famintos e agressivos, algo que nunca haviam compartilhado antes. Hidan, embora incapaz de retribuir o abraço, tentava alcançar Kakuzu com a língua, um duelo desesperado por contato.
— Você está ficando viciado nisso — provocou Kakuzu, enquanto massageava o membro de Hidan com uma mão e continuava a penetrá-lo com um ritmo hipnótico.
— Cale a boca e continue — respondeu Hidan, as bochechas coradas, o corpo tremendo sob o efeito do prazer acumulado. — Você é o único que sobrou aqui, não é?
No sétimo dia, o céu começou a clarear fora da caverna. O efeito do jutsu estava enfraquecendo. Hidan sentiu um formigamento nas pontas dos dedos e, lentamente, a sensibilidade motora começou a retornar. Kakuzu estava sobre ele, terminando uma última sessão exaustiva de luxúria e domínio.
Quando Kakuzu finalmente se afastou e se vestiu, recuperando sua aura de tesoureiro implacável da Akatsuki, Hidan conseguiu fechar os punhos pela primeira vez em uma semana. Ele se sentou devagar, sentindo cada músculo do corpo protestar. As marcas de dedos, dentes e fios cobriam sua pele como um mapa de sua rendição.
— O tempo acabou — disse Kakuzu, colocando a máscara e pegando sua maleta de dinheiro. — Temos um contrato a cumprir a dez quilômetros daqui.
Hidan levantou-se, as pernas ainda um pouco trêmulas. Ele pegou sua foice e sua túnica rasgada, olhando para as costas de Kakuzu. O silêncio entre eles agora era diferente. Não era o silêncio da raiva ou do tédio, mas algo carregado, pesado com a memória do que haviam compartilhado na escuridão daquela caverna.
— Você ainda é um velho imbecil, Kakuzu — disse Hidan, limpando o canto da boca com o polegar, um sorriso de canto de boca surgindo em seu rosto. — Mas devo admitir... foi o melhor sacrifício que já ofereci, mesmo que o sangue tenha sido apenas o meu.
Kakuzu parou na entrada da caverna, olhando para trás por cima do ombro.
— Tente não ser pego de novo, Hidan. Da próxima vez, eu posso decidir que você vale mais vendido em partes do que inteiro.
— Ah, você adora falar, não é? — Hidan caminhou até ele, batendo com o cabo da foice no chão. — Vamos logo. Temos cabeças para cortar e dinheiro para você contar. Mas não pense que isso acabou.
Kakuzu não respondeu, mas enquanto caminhavam sob a chuva que agora diminuía, ele soube que o silêncio de Hidan não duraria muito. E, pela primeira vez em décadas, ele descobriu que talvez, apenas talvez, o som daquela voz irritante não fosse a pior coisa do mundo, desde que ele soubesse exatamente como calá-la quando quisesse.
