
A Fragilidade sob a Armadura de Ametista
A noite em Konoha carregava um silêncio denso, interrompido apenas pelo coaxar rítmico dos sapos nos arredores do Distrito Uchiha. Dentro da residência, a atmosfera era carregada de uma tensão que transcendia o cansaço das missões de alto escalão. Naruto Uzumaki, agora um homem cujos ombros carregavam o peso da vila, sentia que sua maior batalha não era contra invasores, mas contra a muralha intransponível que seu namorado erguia todas as noites.
Sasuke Uchiha estava sentado à mesa, a luz pálida da lua delineando seu perfil aristocrático e gélido. Ele folheava um pergaminho com uma indiferença calculada, ignorando o olhar azul intenso que o queimava do outro lado do cômodo.
— Sasuke, precisamos conversar. E não ouse dizer que está cansado — Naruto começou, sua voz oscilando entre a autoridade de um herói e a carência de um amante negligenciado.
O Uchiha nem sequer levantou os olhos.
— Não há nada a ser discutido, Naruto. A missão hoje foi exaustiva. Sugiro que durma.
Naruto cerrou os punhos, a frustração borbulhando em seu peito. Há meses eles estavam nesse impasse. Eles se beijavam, a paixão parecia prestes a incendiar a casa, as mãos de Sasuke percorriam o corpo de Naruto com uma possessividade que o deixava sem fôlego, mas, no momento em que a intimidade deveria alcançar seu ápice, Sasuke recuava. Ele se afastava bruscamente, vestia-se em silêncio e, nas vezes em que Naruto tentava segurá-lo ou questionar o motivo daquela barreira final, Sasuke chegava ao extremo de manifestar as costelas do Susanoo, uma barreira de chakra impenetrável que dizia, sem palavras: "Não se aproxime mais".
— Eu não aguento mais isso! — Naruto exclamou, levantando-se e caminhando até ele. — O que eu fiz de errado? Você não me quer? É isso? Porque se você não me ama mais, se você tem nojo de mim, apenas diga!
Sasuke finalmente fechou o pergaminho, seus olhos ônix encontrando os azuis com uma frieza que escondia um abismo de insegurança.
— O amor não tem nada a ver com a sua falta de autocontrole, Naruto. Eu apenas não sinto necessidade de... prosseguir. Agora, chega.
Ele se levantou e caminhou em direção ao quarto, deixando Naruto sozinho na sala. O loiro sentiu um nó na garganta. Ele sabia que Sasuke mentia. Ele sentia o coração do Uchiha disparar contra o seu peito durante as preliminares; ele via o desejo cru no brilho do Sharingan. Havia algo ali, um segredo guardado a sete chaves que Sasuke preferia morrer a revelar.
Mas Naruto era, acima de tudo, um estrategista teimoso. Se Sasuke usava o chakra para se isolar, para criar barreiras físicas e emocionais, Naruto teria que remover o elemento que permitia essa fuga.
— Kurama — Naruto murmurou mentalmente, fechando os olhos e acessando o vasto plano espiritual onde a grande raposa de nove caudas repousava.
— **Eu sei o que você quer, moleque** — a voz da raposa ecoou, profunda e sarcástica. — **É um plano arriscado. O Uchiha vai odiar você por isso.**
"Ele já está me afastando de qualquer forma", Naruto pensou com amargura. "Eu preciso quebrar esse ciclo. Eu preciso que ele confie em mim, mesmo que eu tenha que forçar a porta de entrada."
— **Tudo bem. Quando você der o sinal, eu farei a drenagem. Mas lembre-se: sem chakra, ele estará vulnerável como nunca esteve.**
Naruto respirou fundo e seguiu para o quarto.
Sasuke já estava deitado, de costas para a porta, a respiração calma simulando um sono que Naruto sabia ser falso. O loiro despiu-se lentamente, ficando apenas com a roupa íntima, e deslizou para baixo dos lençóis de seda. Ele abraçou Sasuke por trás, sentindo o corpo do outro retesar instantaneamente.
— Naruto, eu disse que...
— Só um pouco, Sasuke. Deixe-me apenas sentir você — sussurrou Naruto, sua voz rouca perto do ouvido do Uchiha.
Ele começou a beijar a nuca de Sasuke, traçando o selo que outrora fora a marca da maldição, agora apenas pele alva e macia. Suas mãos desceram pelo abdômen definido de Sasuke, sentindo a musculatura se contrair. O Uchiha soltou um suspiro involuntário, sua resistência começando a ruir diante do toque quente e familiar.
— Naruto... pare — Sasuke pediu, mas não havia convicção.
— Não vou parar. Não desta vez.
Naruto virou o corpo de Sasuke, pressionando seus lábios nos dele em um beijo urgente, faminto. Ele explorou a boca do Uchiha com uma intensidade que exigia resposta. Sasuke, rendendo-se ao desejo acumulado, retribuiu, suas mãos enterrando-se nos cabelos loiros de Naruto. O clima esquentou rapidamente. As roupas foram descartadas, e logo eles eram apenas pele contra pele, suor e respirações curtas.
Naruto desceu o corpo, beijando o peito de Sasuke, as costelas, até se ajoelhar entre as pernas dele. Sasuke arqueou as costas, os olhos fechados, a vulnerabilidade começando a transparecer em suas feições geralmente estoicas.
"Agora, Kurama", Naruto comandou.
No momento em que Naruto envolveu o membro de Sasuke com a boca, ele não apenas usou a técnica de sucção, mas permitiu que o chakra da raposa agisse como um vácuo. Sasuke sentiu uma sensação estranha, um esgotamento súbito que não era apenas físico. Ele tentou convocar seu chakra, tentou sentir a energia fluindo para ativar o Sharingan ou, como de costume, invocar a barreira do Susanoo para interromper o ato antes que ele perdesse o controle.
Mas não havia nada. Seus canais de chakra estavam sendo drenados sistematicamente pela técnica de Naruto.
— O que... o que você está fazendo? — Sasuke arquejou, a voz falhando enquanto tentava empurrar os ombros de Naruto. — Pare... Naruto, pare agora!
Naruto ignorou o protesto, continuando o trabalho com uma dedicação fervorosa até sentir que Sasuke estava completamente exaurido de sua energia mística, restando apenas o homem, despojado de suas defesas sobrenaturais.
O loiro se ergueu, seus olhos brilhando com uma mistura de determinação e luxúria. Ele pegou o lubrificante na mesa de cabeceira, preparando o caminho com dedos ágeis, enquanto Sasuke tremia sob ele, os olhos arregalados de uma forma que Naruto nunca vira. Não era medo de dor, era algo mais profundo: o medo da exposição.
— Você não vai fugir hoje, Sasuke — Naruto declarou, sua voz carregada de uma solenidade quase formal. — Eu quero você. Todo você.
Sem o chakra para endurecer sua postura ou criar barreiras, Sasuke estava à mercê de suas próprias sensações. Naruto posicionou-se, elevando os quadris do Uchiha e, com uma lentidão torturante e delicada, começou a penetrá-lo.
O impacto foi imediato.
No instante em que Naruto entrou completamente, um som gutural escapou da garganta de Sasuke — um som que não era um gemido comum, mas um grito abafado de puro sobrecarregamento sensorial. O corpo do Uchiha espalmou-se contra o colchão, e ele levou a própria mão à boca, cravando os dentes na carne entre o polegar e o indicador com uma força brutal.
Naruto parou, chocado. Ele olhou para baixo e viu o sangue começar a escorrer da mão de Sasuke, manchando os lençóis claros. O rosto do Uchiha estava transfigurado; lágrimas que ele raramente se permitia derramar escorriam livremente, e seus olhos estavam revirados, perdidos em um prazer que parecia beirar a agonia.
— Sasuke! — Naruto exclamou, o pânico substituindo a luxúria. — Meu Deus, eu te machuquei? Eu... eu vou sair. Desculpe, eu não sabia que...
Naruto começou a se retrair, seu coração martelando de culpa. Ele achou que Sasuke estava fugindo por orgulho, mas a realidade era muito mais avassaladora: Sasuke era hipersensível. Cada toque, cada fricção, cada centímetro de intimidade era para ele uma explosão de estímulos que seu sistema nervoso mal conseguia processar. Ele se escondia porque a intensidade do que sentia o desarmava completamente, roubando-lhe a dignidade e a frieza que ele passara a vida cultivando.
No entanto, antes que Naruto pudesse se afastar, as pernas de Sasuke se envolveram em sua cintura com uma força surpreendente, e a mão ensanguentada do Uchiha desceu da boca para agarrar o pulso de Naruto, prendendo-o no lugar.
— Não... — Sasuke implorou, a voz quebrada, rouca de desejo e vulnerabilidade. — Não saia. Por favor... Naruto, não me deixe assim.
Os olhos de Sasuke encontraram os de Naruto. Não havia mais o brilho do Sharingan, apenas a íris negra transbordando de uma súplica crua.
— Dói? — Naruto perguntou, a voz suave, acariciando o rosto suado do amante.
— É... demais — Sasuke confessou, soluçando entre as palavras. — Tudo é... demais com você. Eu perco o sentido... eu não consigo... respirar.
Naruto entendeu então. O Susanoo não era para manter Naruto fora; era para manter o que restava da sanidade de Sasuke dentro. Sem o chakra, ele estava exposto ao turbilhão de sensações que Naruto provocava nele.
— Eu vou devagar, eu prometo — Naruto sussurrou, inclinando-se para beijar a ferida na mão de Sasuke antes de curá-la levemente com um resquício de seu próprio chakra medicinal. — Confia em mim. Deixa eu te mostrar que não tem problema perder o controle comigo.
Naruto recomeçou o movimento, mas desta vez com uma ternura quase sagrada. Ele não buscava apenas o seu prazer; ele queria guiar Sasuke através daquele oceano de sensibilidade. Cada estocada era acompanhada de palavras de adoração, de beijos nos olhos úmidos e de carícias nos pontos onde ele sabia que Sasuke era mais vulnerável.
O Uchiha soltou um gemido longo, a cabeça jogada para trás, os dedos enterrando-se nos lençóis. Ele não tentou mais se esconder. Ele se abriu para Naruto, permitindo que cada onda de prazer extremo percorresse sua espinha. A falta de chakra tornava tudo mais tátil, mais real. Ele sentia o calor do corpo de Naruto, o peso de seus músculos, o ritmo cardíaco acelerado, tudo fundindo-se em uma experiência que ele nunca se permitira viver plenamente.
— Naruto... — o nome do loiro era um mantra nos lábios de Sasuke. — Mais... por favor, mais.
A linguagem formal que costumavam usar, a distância que mantinham como ninjas de elite, tudo desmoronou. Ali, naquela cama, eram apenas dois homens tentando encontrar a paz um no outro. Naruto aumentou a intensidade, sentindo as paredes internas de Sasuke o apertarem em espasmos de puro êxtase. Ele observou, fascinado, como o homem mais forte que ele conhecia se desmanchava em seus braços, transformando-se em um ser de pura sensação e entrega.
Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma supernova. Sasuke gritou, um som de libertação, enquanto seu corpo se arqueava em uma última e violenta onda de prazer, o sêmen manchando seus ventres unidos. Naruto desabou sobre ele, ofegante, sentindo o coração de Sasuke bater contra suas costelas como um pássaro engaiolado que finalmente encontrara a liberdade.
O silêncio voltou ao quarto, mas não era mais o silêncio tenso de antes. Era uma quietude preenchida pelo som de duas respirações que tentavam reencontrar o ritmo.
Naruto se afastou apenas o suficiente para olhar o rosto de Sasuke. O Uchiha parecia exausto, as bochechas coradas e os lábios inchados, mas havia uma serenidade em seu olhar que Naruto nunca vira.
— Por que você nunca me contou? — Naruto perguntou baixinho, limpando uma lágrima perdida no rosto de Sasuke.
Sasuke desviou o olhar por um momento, a antiga sombra da vergonha tentando retornar, mas ele a afastou.
— Um Uchiha deve ser inabalável — ele respondeu, sua voz recuperando um pouco da formalidade, embora ainda estivesse frágil. — Sentir tanto... ser tão afetado pelo toque de alguém... parece uma fraqueza que eu não podia me permitir.
Naruto sorriu, um sorriso largo e genuíno, e beijou a ponta do nariz de Sasuke.
— Seu idiota. Isso não é fraqueza. É o quanto você me ama, não é? O seu corpo sabe disso antes da sua cabeça.
Sasuke soltou um suspiro curto, que poderia ter sido uma risada se ele não estivesse tão esgotado.
— Você é um barulhento insuportável, Naruto.
— E você é um sensível adorável, Sasuke.
O Uchiha puxou o lençol para cobri-los, aninhando-se no peito de Naruto. Sem o chakra para erguer muros de ametista, ele usou o braço do loiro como seu novo refúgio.
— Não use a Kurama para me drenar de novo — Sasuke murmurou, já fechando os olhos. — Da próxima vez... apenas peça.
Naruto riu baixo, sentindo o calor do corpo de Sasuke contra o seu.
— Eu vou cobrar isso, Sasuke. Pode ter certeza.
Naquela noite, o Susanoo permaneceu adormecido, pois o seu mestre finalmente descobrira que não precisava de armaduras quando estava nos braços do único homem capaz de desarmá-lo com um beijo. A fragilidade, antes temida, tornara-se o elo mais forte daquela união, uma verdade nua e crua que apenas o silêncio do amor poderia proteger.
Sasuke Uchiha estava sentado à mesa, a luz pálida da lua delineando seu perfil aristocrático e gélido. Ele folheava um pergaminho com uma indiferença calculada, ignorando o olhar azul intenso que o queimava do outro lado do cômodo.
— Sasuke, precisamos conversar. E não ouse dizer que está cansado — Naruto começou, sua voz oscilando entre a autoridade de um herói e a carência de um amante negligenciado.
O Uchiha nem sequer levantou os olhos.
— Não há nada a ser discutido, Naruto. A missão hoje foi exaustiva. Sugiro que durma.
Naruto cerrou os punhos, a frustração borbulhando em seu peito. Há meses eles estavam nesse impasse. Eles se beijavam, a paixão parecia prestes a incendiar a casa, as mãos de Sasuke percorriam o corpo de Naruto com uma possessividade que o deixava sem fôlego, mas, no momento em que a intimidade deveria alcançar seu ápice, Sasuke recuava. Ele se afastava bruscamente, vestia-se em silêncio e, nas vezes em que Naruto tentava segurá-lo ou questionar o motivo daquela barreira final, Sasuke chegava ao extremo de manifestar as costelas do Susanoo, uma barreira de chakra impenetrável que dizia, sem palavras: "Não se aproxime mais".
— Eu não aguento mais isso! — Naruto exclamou, levantando-se e caminhando até ele. — O que eu fiz de errado? Você não me quer? É isso? Porque se você não me ama mais, se você tem nojo de mim, apenas diga!
Sasuke finalmente fechou o pergaminho, seus olhos ônix encontrando os azuis com uma frieza que escondia um abismo de insegurança.
— O amor não tem nada a ver com a sua falta de autocontrole, Naruto. Eu apenas não sinto necessidade de... prosseguir. Agora, chega.
Ele se levantou e caminhou em direção ao quarto, deixando Naruto sozinho na sala. O loiro sentiu um nó na garganta. Ele sabia que Sasuke mentia. Ele sentia o coração do Uchiha disparar contra o seu peito durante as preliminares; ele via o desejo cru no brilho do Sharingan. Havia algo ali, um segredo guardado a sete chaves que Sasuke preferia morrer a revelar.
Mas Naruto era, acima de tudo, um estrategista teimoso. Se Sasuke usava o chakra para se isolar, para criar barreiras físicas e emocionais, Naruto teria que remover o elemento que permitia essa fuga.
— Kurama — Naruto murmurou mentalmente, fechando os olhos e acessando o vasto plano espiritual onde a grande raposa de nove caudas repousava.
— **Eu sei o que você quer, moleque** — a voz da raposa ecoou, profunda e sarcástica. — **É um plano arriscado. O Uchiha vai odiar você por isso.**
"Ele já está me afastando de qualquer forma", Naruto pensou com amargura. "Eu preciso quebrar esse ciclo. Eu preciso que ele confie em mim, mesmo que eu tenha que forçar a porta de entrada."
— **Tudo bem. Quando você der o sinal, eu farei a drenagem. Mas lembre-se: sem chakra, ele estará vulnerável como nunca esteve.**
Naruto respirou fundo e seguiu para o quarto.
Sasuke já estava deitado, de costas para a porta, a respiração calma simulando um sono que Naruto sabia ser falso. O loiro despiu-se lentamente, ficando apenas com a roupa íntima, e deslizou para baixo dos lençóis de seda. Ele abraçou Sasuke por trás, sentindo o corpo do outro retesar instantaneamente.
— Naruto, eu disse que...
— Só um pouco, Sasuke. Deixe-me apenas sentir você — sussurrou Naruto, sua voz rouca perto do ouvido do Uchiha.
Ele começou a beijar a nuca de Sasuke, traçando o selo que outrora fora a marca da maldição, agora apenas pele alva e macia. Suas mãos desceram pelo abdômen definido de Sasuke, sentindo a musculatura se contrair. O Uchiha soltou um suspiro involuntário, sua resistência começando a ruir diante do toque quente e familiar.
— Naruto... pare — Sasuke pediu, mas não havia convicção.
— Não vou parar. Não desta vez.
Naruto virou o corpo de Sasuke, pressionando seus lábios nos dele em um beijo urgente, faminto. Ele explorou a boca do Uchiha com uma intensidade que exigia resposta. Sasuke, rendendo-se ao desejo acumulado, retribuiu, suas mãos enterrando-se nos cabelos loiros de Naruto. O clima esquentou rapidamente. As roupas foram descartadas, e logo eles eram apenas pele contra pele, suor e respirações curtas.
Naruto desceu o corpo, beijando o peito de Sasuke, as costelas, até se ajoelhar entre as pernas dele. Sasuke arqueou as costas, os olhos fechados, a vulnerabilidade começando a transparecer em suas feições geralmente estoicas.
"Agora, Kurama", Naruto comandou.
No momento em que Naruto envolveu o membro de Sasuke com a boca, ele não apenas usou a técnica de sucção, mas permitiu que o chakra da raposa agisse como um vácuo. Sasuke sentiu uma sensação estranha, um esgotamento súbito que não era apenas físico. Ele tentou convocar seu chakra, tentou sentir a energia fluindo para ativar o Sharingan ou, como de costume, invocar a barreira do Susanoo para interromper o ato antes que ele perdesse o controle.
Mas não havia nada. Seus canais de chakra estavam sendo drenados sistematicamente pela técnica de Naruto.
— O que... o que você está fazendo? — Sasuke arquejou, a voz falhando enquanto tentava empurrar os ombros de Naruto. — Pare... Naruto, pare agora!
Naruto ignorou o protesto, continuando o trabalho com uma dedicação fervorosa até sentir que Sasuke estava completamente exaurido de sua energia mística, restando apenas o homem, despojado de suas defesas sobrenaturais.
O loiro se ergueu, seus olhos brilhando com uma mistura de determinação e luxúria. Ele pegou o lubrificante na mesa de cabeceira, preparando o caminho com dedos ágeis, enquanto Sasuke tremia sob ele, os olhos arregalados de uma forma que Naruto nunca vira. Não era medo de dor, era algo mais profundo: o medo da exposição.
— Você não vai fugir hoje, Sasuke — Naruto declarou, sua voz carregada de uma solenidade quase formal. — Eu quero você. Todo você.
Sem o chakra para endurecer sua postura ou criar barreiras, Sasuke estava à mercê de suas próprias sensações. Naruto posicionou-se, elevando os quadris do Uchiha e, com uma lentidão torturante e delicada, começou a penetrá-lo.
O impacto foi imediato.
No instante em que Naruto entrou completamente, um som gutural escapou da garganta de Sasuke — um som que não era um gemido comum, mas um grito abafado de puro sobrecarregamento sensorial. O corpo do Uchiha espalmou-se contra o colchão, e ele levou a própria mão à boca, cravando os dentes na carne entre o polegar e o indicador com uma força brutal.
Naruto parou, chocado. Ele olhou para baixo e viu o sangue começar a escorrer da mão de Sasuke, manchando os lençóis claros. O rosto do Uchiha estava transfigurado; lágrimas que ele raramente se permitia derramar escorriam livremente, e seus olhos estavam revirados, perdidos em um prazer que parecia beirar a agonia.
— Sasuke! — Naruto exclamou, o pânico substituindo a luxúria. — Meu Deus, eu te machuquei? Eu... eu vou sair. Desculpe, eu não sabia que...
Naruto começou a se retrair, seu coração martelando de culpa. Ele achou que Sasuke estava fugindo por orgulho, mas a realidade era muito mais avassaladora: Sasuke era hipersensível. Cada toque, cada fricção, cada centímetro de intimidade era para ele uma explosão de estímulos que seu sistema nervoso mal conseguia processar. Ele se escondia porque a intensidade do que sentia o desarmava completamente, roubando-lhe a dignidade e a frieza que ele passara a vida cultivando.
No entanto, antes que Naruto pudesse se afastar, as pernas de Sasuke se envolveram em sua cintura com uma força surpreendente, e a mão ensanguentada do Uchiha desceu da boca para agarrar o pulso de Naruto, prendendo-o no lugar.
— Não... — Sasuke implorou, a voz quebrada, rouca de desejo e vulnerabilidade. — Não saia. Por favor... Naruto, não me deixe assim.
Os olhos de Sasuke encontraram os de Naruto. Não havia mais o brilho do Sharingan, apenas a íris negra transbordando de uma súplica crua.
— Dói? — Naruto perguntou, a voz suave, acariciando o rosto suado do amante.
— É... demais — Sasuke confessou, soluçando entre as palavras. — Tudo é... demais com você. Eu perco o sentido... eu não consigo... respirar.
Naruto entendeu então. O Susanoo não era para manter Naruto fora; era para manter o que restava da sanidade de Sasuke dentro. Sem o chakra, ele estava exposto ao turbilhão de sensações que Naruto provocava nele.
— Eu vou devagar, eu prometo — Naruto sussurrou, inclinando-se para beijar a ferida na mão de Sasuke antes de curá-la levemente com um resquício de seu próprio chakra medicinal. — Confia em mim. Deixa eu te mostrar que não tem problema perder o controle comigo.
Naruto recomeçou o movimento, mas desta vez com uma ternura quase sagrada. Ele não buscava apenas o seu prazer; ele queria guiar Sasuke através daquele oceano de sensibilidade. Cada estocada era acompanhada de palavras de adoração, de beijos nos olhos úmidos e de carícias nos pontos onde ele sabia que Sasuke era mais vulnerável.
O Uchiha soltou um gemido longo, a cabeça jogada para trás, os dedos enterrando-se nos lençóis. Ele não tentou mais se esconder. Ele se abriu para Naruto, permitindo que cada onda de prazer extremo percorresse sua espinha. A falta de chakra tornava tudo mais tátil, mais real. Ele sentia o calor do corpo de Naruto, o peso de seus músculos, o ritmo cardíaco acelerado, tudo fundindo-se em uma experiência que ele nunca se permitira viver plenamente.
— Naruto... — o nome do loiro era um mantra nos lábios de Sasuke. — Mais... por favor, mais.
A linguagem formal que costumavam usar, a distância que mantinham como ninjas de elite, tudo desmoronou. Ali, naquela cama, eram apenas dois homens tentando encontrar a paz um no outro. Naruto aumentou a intensidade, sentindo as paredes internas de Sasuke o apertarem em espasmos de puro êxtase. Ele observou, fascinado, como o homem mais forte que ele conhecia se desmanchava em seus braços, transformando-se em um ser de pura sensação e entrega.
Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma supernova. Sasuke gritou, um som de libertação, enquanto seu corpo se arqueava em uma última e violenta onda de prazer, o sêmen manchando seus ventres unidos. Naruto desabou sobre ele, ofegante, sentindo o coração de Sasuke bater contra suas costelas como um pássaro engaiolado que finalmente encontrara a liberdade.
O silêncio voltou ao quarto, mas não era mais o silêncio tenso de antes. Era uma quietude preenchida pelo som de duas respirações que tentavam reencontrar o ritmo.
Naruto se afastou apenas o suficiente para olhar o rosto de Sasuke. O Uchiha parecia exausto, as bochechas coradas e os lábios inchados, mas havia uma serenidade em seu olhar que Naruto nunca vira.
— Por que você nunca me contou? — Naruto perguntou baixinho, limpando uma lágrima perdida no rosto de Sasuke.
Sasuke desviou o olhar por um momento, a antiga sombra da vergonha tentando retornar, mas ele a afastou.
— Um Uchiha deve ser inabalável — ele respondeu, sua voz recuperando um pouco da formalidade, embora ainda estivesse frágil. — Sentir tanto... ser tão afetado pelo toque de alguém... parece uma fraqueza que eu não podia me permitir.
Naruto sorriu, um sorriso largo e genuíno, e beijou a ponta do nariz de Sasuke.
— Seu idiota. Isso não é fraqueza. É o quanto você me ama, não é? O seu corpo sabe disso antes da sua cabeça.
Sasuke soltou um suspiro curto, que poderia ter sido uma risada se ele não estivesse tão esgotado.
— Você é um barulhento insuportável, Naruto.
— E você é um sensível adorável, Sasuke.
O Uchiha puxou o lençol para cobri-los, aninhando-se no peito de Naruto. Sem o chakra para erguer muros de ametista, ele usou o braço do loiro como seu novo refúgio.
— Não use a Kurama para me drenar de novo — Sasuke murmurou, já fechando os olhos. — Da próxima vez... apenas peça.
Naruto riu baixo, sentindo o calor do corpo de Sasuke contra o seu.
— Eu vou cobrar isso, Sasuke. Pode ter certeza.
Naquela noite, o Susanoo permaneceu adormecido, pois o seu mestre finalmente descobrira que não precisava de armaduras quando estava nos braços do único homem capaz de desarmá-lo com um beijo. A fragilidade, antes temida, tornara-se o elo mais forte daquela união, uma verdade nua e crua que apenas o silêncio do amor poderia proteger.
