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Um pouco diferente
Fandom: Bongo stray dogs
Criado: 13/07/2026
Tags
RomanceOmegaversoDor/ConfortoHistória DomésticaPWP (Enredo? Que enredo?)Cenário CanônicoLinguagem Explícita
O Doce Fardo da Gravidade
O apartamento de Chuuya Nakahara era, normalmente, um santuário de ordem e sofisticação. Garrafas de vinho caríssimo repousavam em suportes de madeira escura, os móveis de couro não tinham um grão de poeira e o silêncio era a regra. No entanto, naquela tarde de terça-feira, o silêncio fora substituído pelo som irritante de uma risada baixa e melodiosa que Chuuya conhecia muito bem — e que odiava amar.
— Chuuyaaa~ — a voz de Dazai cantarolou do sofá, arrastada e cheia de uma diversão maliciosa. — Você está demorando muito nesse banheiro. O que houve? A sua altura finalmente diminuiu tanto que você caiu no ralo?
— Cala a boca, desperdício de bandagens! — a voz de Chuuya veio abafada, carregada de um rosnado que faria qualquer subordinado da Máfia do Porto tremer de medo.
Mas Dazai Osamu não era qualquer subordinado. Ele era o alfa de Chuuya, o homem que conhecia cada ponto fraco, cada cicatriz e, recentemente, cada peculiaridade biológica do corpo do ruivo.
Dentro do banheiro, Chuuya encarava o próprio reflexo no espelho com uma mistura de choque e humilhação. Ele vestia apenas uma calça de moletom cinza, deixando o peito exposto. O problema era evidente: pequenas gotas esbranquiçadas manchavam a pele de seu peitoral, escorrendo lentamente.
Chuuya era um ômega, mas aquela condição — a galactorreia — era rara em ômegas que não estavam gestantes. O médico da Máfia explicara que era um desequilíbrio hormonal causado pelo uso excessivo de sua habilidade, *Para a Tristeza Corrompida*, que sobrecarregava seu sistema endócrino. Basicamente, seu corpo achava que precisava nutrir algo, mesmo que não houvesse filhote algum.
— Que merda... — Chuuya resmungou, limpando o peito com uma toalha de rosto, apenas para ver mais gotas surgirem segundos depois. A sensação era de um formigamento incômodo, uma pressão que parecia pedir alívio.
A porta do banheiro se abriu sem aviso. Chuuya nem teve tempo de usar a gravidade para lançar o intruso pela janela.
— Eu disse para não entrar! — gritou o ruivo, tentando cobrir o peito com os braços, o rosto queimando em um tom de vermelho que rivalizava com seus cabelos.
Dazai encostou-se no batente da porta, os olhos castanhos brilhando de uma forma que Chuuya sabia que significava problemas. Ele vestia seu habitual sobretudo cor de areia, e o sorriso em seu rosto era puramente predatório.
— Ora, Chuuya, não seja tímido com seu namorado — Dazai deu um passo à frente, fechando a porta atrás de si. — Eu senti o cheiro de longe. O aroma do seu feromônio mudou... está mais doce. Como leite e açúcar.
— É um problema hormonal, Dazai! — Chuuya rosnou, embora seus ombros tivessem caído um pouco. — O médico disse que vai passar em alguns dias se eu tomar os supressores certos, mas até lá... isso não para de sair.
Dazai aproximou-se, ignorando os protestos baixos do ômega. Ele era significativamente mais alto, o que o permitia olhar para baixo e observar a frustração estampada no rosto pequeno e delicado de Chuuya. Com uma audácia que só ele possuía, Dazai estendeu a mão e tocou o peito do ruivo, bem onde uma gota solitária brilhava.
— Chuuya é mesmo um ômega especial — provocou Dazai, deslizando o polegar pela pele úmida. — Produzindo leite sem nem ter um bebê... Será que é porque eu tenho cuidado tão bem de você que seu corpo decidiu virar uma mamãe?
— Eu vou quebrar todos os seus dentes, seu alfa de merda! — Chuuya tentou empurrá-lo, mas Dazai segurou seus pulsos com uma facilidade irritante.
— Shhh, pequeno Chuuya. Você está tenso. E eu consigo ver que isso está doendo. Está inchado, não está?
Chuuya desviou o olhar, os dentes cerrados. Estava inchado. A pressão era constante e a sensibilidade nos mamilos era quase insuportável ao menor toque do tecido da camisa.
— O médico disse que eu precisava... massagear ou extrair para aliviar a pressão — murmurou Chuuya, a voz falhando de vergonha. — Mas eu não consigo... é ridículo.
Dazai soltou os pulsos de Chuuya e, em um movimento raro de ternura misturada com sua habitual malícia, envolveu a cintura do ruivo, puxando-o para perto. O contraste de alturas era óbvio; a cabeça de Chuuya mal chegava ao queixo de Dazai.
— Bem, como seu alfa dedicado, é meu dever ajudar — Dazai sussurrou no ouvido de Chuuya, sentindo o ômega estremecer. — E seria um desperdício jogar tudo isso fora, não acha? Eu sempre tive curiosidade sobre o gosto do meu Chuuya.
O ruivo arregalou os olhos azuis, o coração disparando contra as costelas.
— Você não está sugerindo o que eu acho que está...
— Oh, eu estou — Dazai sorriu, e desta vez não havia sarcasmo, apenas um desejo sombrio e possessivo. — Eu quero mamar em você, Chuuya. Quero esvaziar você até que não sinta mais dor.
— Dazai, isso é... é pervertido demais, até para você! — Chuuya tentou recuar, mas suas costas bateram na pia de mármore fria.
— É medicinal — rebateu Dazai com uma seriedade falsa que quase fez Chuuya rir, se não estivesse tão excitado e envergonhado. — Você quer que a inflamação piore? Quer ter febre? Eu estou apenas sendo um parceiro prestativo.
Dazai não esperou por uma resposta formal. Ele se ajoelhou no chão do banheiro, ficando exatamente na altura do peito de Chuuya. O ruivo soltou um suspiro trêmulo, as mãos agarrando as bordas da pia para não perder o equilíbrio.
— Dazai... — o nome saiu como um lamento.
O alfa envolveu as costelas de Chuuya com as mãos grandes, os dedos longos contrastando com a pele pálida do ômega. Ele aproximou o rosto, sentindo o calor que emanava dali. Quando Dazai finalmente selou os lábios em torno de um dos mamilos de Chuuya, o ruivo soltou um gemido alto que ecoou pelos azulejos.
A sucção era rítmica e firme. Chuuya sentiu uma onda de alívio imediato conforme a pressão acumulada começava a ceder. Era uma sensação estranha, uma mistura de nutrição e erotismo que ele nunca imaginou experimentar. A língua de Dazai brincava, estimulando o fluxo, enquanto suas mãos massageavam os tecidos ao redor, seguindo as instruções que o médico provavelmente dera a Chuuya.
— M-merda, Dazai... — Chuuya arqueou as costas, os dedos agora enterrados nos cabelos castanhos e bagunçados do alfa. — Devagar...
Dazai se afastou por um segundo, os lábios brilhando com o líquido branco. Ele olhou para cima, um brilho de triunfo nos olhos.
— É doce — ele comentou, a voz rouca. — Como eu imaginei. Você é todo feito de açúcar, Chuuya. Embora seja um açúcar bem ranzinza.
— Cale a boca e continue se vai ajudar — Chuuya resmungou, embora estivesse empurrando a cabeça de Dazai de volta para seu peito.
Dazai obedeceu com prazer. Ele alternava entre os dois lados, garantindo que Chuuya estivesse confortável. O ambiente no banheiro mudou; o cheiro de feromônios de alfa e ômega se misturava ao aroma adocicado do leite, criando uma atmosfera densa e inebriante. Chuuya sentia suas pernas fraquejarem. A dor fora substituída por um prazer latejante que se concentrava em seu baixo ventre.
Depois de alguns minutos, Dazai finalmente parou, limpando o canto da boca com as costas da mão. Chuuya estava ofegante, o peito subindo e descendo, agora muito mais relaxado.
— Melhor? — perguntou Dazai, ainda ajoelhado, olhando para o ruivo com uma adoração que raramente mostrava ao mundo.
— Sim... a pressão parou — Chuuya admitiu em um fio de voz, tentando recuperar sua dignidade enquanto puxava o moletom para se cobrir. — Obrigado, eu acho.
Dazai levantou-se em um movimento fluido, recuperando sua postura de alfa irritante em um piscar de olhos. Ele envolveu o pescoço de Chuuya com o braço, puxando-o para um abraço lateral desajeitado.
— Não precisa agradecer, minha pequena vaca leiteira — Dazai riu, desviando por pouco de um soco que Chuuya lançou em suas costelas. — Ai! Que agressividade! É assim que você trata quem acabou de salvar sua vida?
— Você não salvou minha vida, você se aproveitou de uma condição médica para satisfazer seus fetiches estranhos! — Chuuya saiu do banheiro, caminhando em direção ao quarto, sendo seguido de perto pelo moreno.
— Ora, Chuuya, admita. Você gostou. Seus feromônios estão gritando "eu amo meu alfa" por todo o corredor.
Chuuya parou na beira da cama e se virou, apontando o dedo para o peito de Dazai.
— Se você contar isso para alguém na Agência ou na Máfia, eu juro que uso o *Buraco Negro* para apagar você da existência. Entendeu?
Dazai sorriu, aquele sorriso enigmático que Chuuya nunca conseguia decifrar totalmente. Ele se aproximou, prensando o ruivo contra a cama, as mãos apoiadas em cada lado do corpo de Chuuya.
— Seu segredo está seguro comigo — Dazai sussurrou, a voz caindo para um tom perigosamente baixo. — Afinal, eu quero ser o único que tem permissão para provar. Mas saiba de uma coisa, Chuuya... amanhã à noite, eu vou querer o "jantar" de novo.
Chuuya sentiu o rosto esquentar novamente, mas desta vez, não desviou o olhar. Ele puxou Dazai pela gola da camisa, trazendo-o para um beijo bruto e cheio de possessividade.
— Só se você calar a boca durante o processo — Chuuya murmurou contra os lábios dele.
— Sem promessas, Chuuya. Sem promessas.
Naquela noite, o "cachorro" da Máfia e o "traidor" da Agência esqueceram as rivalidades, as organizações e os poderes. No conforto do quarto escuro, sob o peso da gravidade e do afeto, Chuuya descobriu que, talvez, ter Dazai por perto para cuidar de seus fardos — por mais estranhos que fossem — não era algo tão ruim assim.
E Dazai, por sua vez, descobriu que o gosto de Chuuya era, de fato, a coisa mais viciante que já experimentara em toda a sua vida de tédio e sombras. Ele faria questão de que Chuuya nunca se esquecesse de quem ele pertencia, gota por gota.
— Chuuyaaa~ — a voz de Dazai cantarolou do sofá, arrastada e cheia de uma diversão maliciosa. — Você está demorando muito nesse banheiro. O que houve? A sua altura finalmente diminuiu tanto que você caiu no ralo?
— Cala a boca, desperdício de bandagens! — a voz de Chuuya veio abafada, carregada de um rosnado que faria qualquer subordinado da Máfia do Porto tremer de medo.
Mas Dazai Osamu não era qualquer subordinado. Ele era o alfa de Chuuya, o homem que conhecia cada ponto fraco, cada cicatriz e, recentemente, cada peculiaridade biológica do corpo do ruivo.
Dentro do banheiro, Chuuya encarava o próprio reflexo no espelho com uma mistura de choque e humilhação. Ele vestia apenas uma calça de moletom cinza, deixando o peito exposto. O problema era evidente: pequenas gotas esbranquiçadas manchavam a pele de seu peitoral, escorrendo lentamente.
Chuuya era um ômega, mas aquela condição — a galactorreia — era rara em ômegas que não estavam gestantes. O médico da Máfia explicara que era um desequilíbrio hormonal causado pelo uso excessivo de sua habilidade, *Para a Tristeza Corrompida*, que sobrecarregava seu sistema endócrino. Basicamente, seu corpo achava que precisava nutrir algo, mesmo que não houvesse filhote algum.
— Que merda... — Chuuya resmungou, limpando o peito com uma toalha de rosto, apenas para ver mais gotas surgirem segundos depois. A sensação era de um formigamento incômodo, uma pressão que parecia pedir alívio.
A porta do banheiro se abriu sem aviso. Chuuya nem teve tempo de usar a gravidade para lançar o intruso pela janela.
— Eu disse para não entrar! — gritou o ruivo, tentando cobrir o peito com os braços, o rosto queimando em um tom de vermelho que rivalizava com seus cabelos.
Dazai encostou-se no batente da porta, os olhos castanhos brilhando de uma forma que Chuuya sabia que significava problemas. Ele vestia seu habitual sobretudo cor de areia, e o sorriso em seu rosto era puramente predatório.
— Ora, Chuuya, não seja tímido com seu namorado — Dazai deu um passo à frente, fechando a porta atrás de si. — Eu senti o cheiro de longe. O aroma do seu feromônio mudou... está mais doce. Como leite e açúcar.
— É um problema hormonal, Dazai! — Chuuya rosnou, embora seus ombros tivessem caído um pouco. — O médico disse que vai passar em alguns dias se eu tomar os supressores certos, mas até lá... isso não para de sair.
Dazai aproximou-se, ignorando os protestos baixos do ômega. Ele era significativamente mais alto, o que o permitia olhar para baixo e observar a frustração estampada no rosto pequeno e delicado de Chuuya. Com uma audácia que só ele possuía, Dazai estendeu a mão e tocou o peito do ruivo, bem onde uma gota solitária brilhava.
— Chuuya é mesmo um ômega especial — provocou Dazai, deslizando o polegar pela pele úmida. — Produzindo leite sem nem ter um bebê... Será que é porque eu tenho cuidado tão bem de você que seu corpo decidiu virar uma mamãe?
— Eu vou quebrar todos os seus dentes, seu alfa de merda! — Chuuya tentou empurrá-lo, mas Dazai segurou seus pulsos com uma facilidade irritante.
— Shhh, pequeno Chuuya. Você está tenso. E eu consigo ver que isso está doendo. Está inchado, não está?
Chuuya desviou o olhar, os dentes cerrados. Estava inchado. A pressão era constante e a sensibilidade nos mamilos era quase insuportável ao menor toque do tecido da camisa.
— O médico disse que eu precisava... massagear ou extrair para aliviar a pressão — murmurou Chuuya, a voz falhando de vergonha. — Mas eu não consigo... é ridículo.
Dazai soltou os pulsos de Chuuya e, em um movimento raro de ternura misturada com sua habitual malícia, envolveu a cintura do ruivo, puxando-o para perto. O contraste de alturas era óbvio; a cabeça de Chuuya mal chegava ao queixo de Dazai.
— Bem, como seu alfa dedicado, é meu dever ajudar — Dazai sussurrou no ouvido de Chuuya, sentindo o ômega estremecer. — E seria um desperdício jogar tudo isso fora, não acha? Eu sempre tive curiosidade sobre o gosto do meu Chuuya.
O ruivo arregalou os olhos azuis, o coração disparando contra as costelas.
— Você não está sugerindo o que eu acho que está...
— Oh, eu estou — Dazai sorriu, e desta vez não havia sarcasmo, apenas um desejo sombrio e possessivo. — Eu quero mamar em você, Chuuya. Quero esvaziar você até que não sinta mais dor.
— Dazai, isso é... é pervertido demais, até para você! — Chuuya tentou recuar, mas suas costas bateram na pia de mármore fria.
— É medicinal — rebateu Dazai com uma seriedade falsa que quase fez Chuuya rir, se não estivesse tão excitado e envergonhado. — Você quer que a inflamação piore? Quer ter febre? Eu estou apenas sendo um parceiro prestativo.
Dazai não esperou por uma resposta formal. Ele se ajoelhou no chão do banheiro, ficando exatamente na altura do peito de Chuuya. O ruivo soltou um suspiro trêmulo, as mãos agarrando as bordas da pia para não perder o equilíbrio.
— Dazai... — o nome saiu como um lamento.
O alfa envolveu as costelas de Chuuya com as mãos grandes, os dedos longos contrastando com a pele pálida do ômega. Ele aproximou o rosto, sentindo o calor que emanava dali. Quando Dazai finalmente selou os lábios em torno de um dos mamilos de Chuuya, o ruivo soltou um gemido alto que ecoou pelos azulejos.
A sucção era rítmica e firme. Chuuya sentiu uma onda de alívio imediato conforme a pressão acumulada começava a ceder. Era uma sensação estranha, uma mistura de nutrição e erotismo que ele nunca imaginou experimentar. A língua de Dazai brincava, estimulando o fluxo, enquanto suas mãos massageavam os tecidos ao redor, seguindo as instruções que o médico provavelmente dera a Chuuya.
— M-merda, Dazai... — Chuuya arqueou as costas, os dedos agora enterrados nos cabelos castanhos e bagunçados do alfa. — Devagar...
Dazai se afastou por um segundo, os lábios brilhando com o líquido branco. Ele olhou para cima, um brilho de triunfo nos olhos.
— É doce — ele comentou, a voz rouca. — Como eu imaginei. Você é todo feito de açúcar, Chuuya. Embora seja um açúcar bem ranzinza.
— Cale a boca e continue se vai ajudar — Chuuya resmungou, embora estivesse empurrando a cabeça de Dazai de volta para seu peito.
Dazai obedeceu com prazer. Ele alternava entre os dois lados, garantindo que Chuuya estivesse confortável. O ambiente no banheiro mudou; o cheiro de feromônios de alfa e ômega se misturava ao aroma adocicado do leite, criando uma atmosfera densa e inebriante. Chuuya sentia suas pernas fraquejarem. A dor fora substituída por um prazer latejante que se concentrava em seu baixo ventre.
Depois de alguns minutos, Dazai finalmente parou, limpando o canto da boca com as costas da mão. Chuuya estava ofegante, o peito subindo e descendo, agora muito mais relaxado.
— Melhor? — perguntou Dazai, ainda ajoelhado, olhando para o ruivo com uma adoração que raramente mostrava ao mundo.
— Sim... a pressão parou — Chuuya admitiu em um fio de voz, tentando recuperar sua dignidade enquanto puxava o moletom para se cobrir. — Obrigado, eu acho.
Dazai levantou-se em um movimento fluido, recuperando sua postura de alfa irritante em um piscar de olhos. Ele envolveu o pescoço de Chuuya com o braço, puxando-o para um abraço lateral desajeitado.
— Não precisa agradecer, minha pequena vaca leiteira — Dazai riu, desviando por pouco de um soco que Chuuya lançou em suas costelas. — Ai! Que agressividade! É assim que você trata quem acabou de salvar sua vida?
— Você não salvou minha vida, você se aproveitou de uma condição médica para satisfazer seus fetiches estranhos! — Chuuya saiu do banheiro, caminhando em direção ao quarto, sendo seguido de perto pelo moreno.
— Ora, Chuuya, admita. Você gostou. Seus feromônios estão gritando "eu amo meu alfa" por todo o corredor.
Chuuya parou na beira da cama e se virou, apontando o dedo para o peito de Dazai.
— Se você contar isso para alguém na Agência ou na Máfia, eu juro que uso o *Buraco Negro* para apagar você da existência. Entendeu?
Dazai sorriu, aquele sorriso enigmático que Chuuya nunca conseguia decifrar totalmente. Ele se aproximou, prensando o ruivo contra a cama, as mãos apoiadas em cada lado do corpo de Chuuya.
— Seu segredo está seguro comigo — Dazai sussurrou, a voz caindo para um tom perigosamente baixo. — Afinal, eu quero ser o único que tem permissão para provar. Mas saiba de uma coisa, Chuuya... amanhã à noite, eu vou querer o "jantar" de novo.
Chuuya sentiu o rosto esquentar novamente, mas desta vez, não desviou o olhar. Ele puxou Dazai pela gola da camisa, trazendo-o para um beijo bruto e cheio de possessividade.
— Só se você calar a boca durante o processo — Chuuya murmurou contra os lábios dele.
— Sem promessas, Chuuya. Sem promessas.
Naquela noite, o "cachorro" da Máfia e o "traidor" da Agência esqueceram as rivalidades, as organizações e os poderes. No conforto do quarto escuro, sob o peso da gravidade e do afeto, Chuuya descobriu que, talvez, ter Dazai por perto para cuidar de seus fardos — por mais estranhos que fossem — não era algo tão ruim assim.
E Dazai, por sua vez, descobriu que o gosto de Chuuya era, de fato, a coisa mais viciante que já experimentara em toda a sua vida de tédio e sombras. Ele faria questão de que Chuuya nunca se esquecesse de quem ele pertencia, gota por gota.
