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Oliver!

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 14/07/2026

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SombrioPsicológicoDramaAngústiaSuspenseRomanceEstudo de PersonagemLinguagem Explícita
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O Gosto Amargo da Traição e do Sabonete

A escuridão que envolvia a mente de Oliver começou a se dissipar, mas não da forma suave que um despertar comum traria. Ele sentiu o peso dos próprios membros antes mesmo de conseguir abrir as pálpebras. O efeito do tranquilizante que Edward havia injetado em seu pescoço ainda deixava um rastro de náusea e uma pulsação incômoda em suas têmporas. Quando finalmente forçou os olhos a se abrirem, a primeira coisa que notou foi que o cenário havia mudado. Ele não estava mais naquela cadeira desconfortável e fria do porão; agora, sentia o toque de lençóis sob seu corpo.

Oliver tentou se mexer, mas um sobressalto de pânico percorreu sua espinha ao perceber que sua mobilidade era nula. Ele estava deitado de bruços na cama de Edward, e a pressão em seus pulsos indicava que ele havia sido amarrado novamente, desta vez com as mãos presas firmemente atrás das costas.

O som da porta se abrindo fez o coração de Oliver martelar contra as costelas. Edward entrou no quarto com uma expressão de absoluta calma, como se estivesse apenas verificando o clima lá fora, e não mantendo um de seus melhores amigos como refém.

— Finalmente acordou, bela adormecida — disse Edward, aproximando-se da beira da cama com um sorriso de canto. — O porão estava ficando um pouco úmido demais para você, não acha? Achei que ficaria mais confortável aqui em cima.

Oliver tentou gritar, mas o som saiu como um grunhido abafado e desesperado. A mordaça improvisada ainda estava em seu lugar, impedindo qualquer articulação clara. Seus olhos brancos, semicerrados de fúria, fuzilavam Edward. Ele se contorcia, tentando forçar as cordas em seus pulsos, mas o nó era técnico, digno da inteligência irritante de Edward.

— Shhh, Oliver. Fique quietinho — Edward murmurou, sentando-se ao lado dele e colocando uma mão possessiva sobre as costas do garoto de cabelos brancos. — Quanto mais você luta, mais as cordas apertam. Você sabe como eu detesto barulho desnecessário.

Edward estendeu a mão e, com um movimento lento e deliberado, desamarrou a mordaça de pano que sufocava Oliver. Assim que o tecido caiu, Oliver não perdeu um segundo.

— QUE DIABOS VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO, EDWARD?! — Oliver explodiu, a voz rouca e carregada de indignação. — Me solta agora! Isso não tem graça nenhuma! A Zip vai te matar quando souber disso, e eu vou te dar um soco tão forte que esse seu óculos vai parar em outra dimensão!

Edward apenas riu, um som seco e desprovido de qualquer arrependimento.

— A Zip não vai saber, a menos que eu queira. E você... — Edward inclinou-se, aproximando o rosto do ouvido de Oliver. — Você está em uma posição muito desfavorável para fazer ameaças, meu caro comedor de sabonete.

— Eu vou te matar! Eu juro que vou! — Oliver gritava, o rosto ficando vermelho de puro estresse e raiva. — Me solta, seu maluco! Isso passou dos limites de qualquer brincadeira!

Edward suspirou, parecendo levemente entediado com os gritos.

— Eu avisei sobre o barulho, Oliver. Você simplesmente não sabe quando calar a boca e aproveitar o momento.

Antes que Oliver pudesse proferir outro insulto, Edward puxou algo do bolso do jaleco. Era uma mordaça de bola, feita de silicone negro com tiras de couro reluzentes. Os olhos de Oliver se arregalaram em choque. O pânico real começou a substituir a raiva.

— Não... Edward, espera, não faz is—

O protesto foi interrompido quando Edward forçou a bola entre os dentes de Oliver, prendendo as tiras de couro com firmeza na nuca dele. Oliver soltou um som estrangulado, um protesto que agora era apenas um eco oco dentro de sua própria boca. O suor começou a brotar em sua testa, e suas bochechas ganharam um tom carmim profundo que contrastava violentamente com sua pele pálida e seus cabelos brancos.

Edward deslizou o dedo indicador pela superfície da mordaça, sentindo a vibração dos protestos abafados de Oliver. A visão do amigo naquela situação — vulnerável, suado e incapaz de revidar — parecia satisfazer algo sombrio e distorcido na mente do jovem inventor.

— Viu só? — comentou Edward, observando Oliver com um olhar predatório. — Assim é muito melhor. Você fica tão mais... interessante quando não está gritando asneiras.

Oliver fechou os olhos com força, tentando processar a humilhação. Ele sentia o gosto do material da mordaça e o calor subindo pelo seu pescoço. Edward, por outro lado, parecia estar se divertindo imensamente. Ele aproximou a mão do rosto de Oliver e, com um movimento quase carinhoso, tirou a mordaça de bola de uma vez, deixando Oliver ofegante.

A língua de Oliver pendeu para fora por um momento, uma reação involuntária ao objeto que acabara de ser removido. Ele estava exausto, o estresse drenando suas energias. Edward segurou o queixo de Oliver com força, forçando-o a olhar diretamente em seus olhos por trás das lentes dos óculos.

— Você está uma bagunça, Oliver — provocou Edward, um sorriso cruel brincando em seus lábios.

— Eu... odeio... você — Oliver sibilou, embora a força em sua voz estivesse desaparecendo.

— Tem certeza? — perguntou Edward, aproximando-se ainda mais. — Porque seu coração está batendo tão rápido que eu consigo ouvir daqui.

Sem dar tempo para Oliver processar a provocação, Edward selou seus lábios nos dele. Foi um beijo carregado de uma tensão que vinha sendo construída há muito tempo entre os dois, misturando a agressividade da situação com um desejo reprimido e distorcido. No início, Oliver tentou recuar, mas a posição em que estava e a força de Edward o impediam.

Aos poucos, a resistência de Oliver cedeu a uma confusão de sentidos. Suas línguas se encontraram, conectando-se em um ritmo frenético e desordenado. O gosto de sabonete que sempre acompanhava Oliver misturou-se ao sabor metálico e limpo que Edward exalava. Era um beijo desesperado, quase violento, onde nenhum dos dois parecia querer ceder o controle.

Quando finalmente se separaram, o som do contato se rompendo ecoou no quarto silencioso. Um fio de saliva conectava suas línguas por um breve segundo antes de se partir, deixando um rastro brilhante nos lábios de ambos.

Oliver respirava pesadamente, o peito subindo e descendo com força. Ele olhou para Edward, a raiva ainda presente, mas agora nublada por algo que ele não conseguia — ou não queria — nomear.

— Isso... — Oliver começou, mas as palavras pareciam fugir dele.

— Isso foi apenas o começo, Oliver — Edward interrompeu, limpando o canto da boca com o polegar. — Eu disse que estava entediado. E você é a melhor cura para o meu tédio que eu poderia desejar.
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