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Oliver!
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 14/07/2026
Tags
DramaAngústiaPsicológicoSombrioHorrorHorror PsicológicoViolência GráficaExperimentação HumanaHorror CorporalEstudo de Personagem
A Fragilidade do Grafite
Os corredores da Paper School estavam estranhamente silenciosos naquela tarde. O sol pálido entrava pelas janelas altas, iluminando a poeira que dançava no ar. Oliver caminhava com seu passo desleixado de sempre, o longo cabelo branco arrastando-se levemente pelo chão como uma cauda de seda. Ele levava à boca um pedaço de sabonete de lavanda, mastigando-o com a naturalidade de quem come uma maçã, sentindo o gosto adstringente e a textura macia que tanto adorava.
Sua mente estava ocupada pensando em qual seria a próxima travessura que faria com Zip. Talvez colar as folhas de algum aluno novato ou esconder os apagadores da Miss Circle. No entanto, seus pensamentos foram interrompidos quando viu Edward acenando para ele no final do corredor.
Edward tinha um sorriso peculiar no rosto, algo que misturava diversão com um segredo guardado a sete chaves.
— Ei, Oliver! — chamou Edward, aproximando-se com as mãos escondidas atrás das costas. — Você não vai acreditar no que eu encontrei. É perfeito para a nossa próxima pegadinha contra o Abbie.
Oliver engoliu o último pedaço de sabonete e ajeitou o laço preto em seu rabo de cavalo. Seus olhos brilharam de curiosidade, e a mecha arrepiada no topo de sua cabeça pareceu vibrar.
— Uma pegadinha nova? — Oliver deu um sorriso de lado, mostrando os dentes. — Você sabe que eu não recuso um bom caos. O que é?
— É melhor mostrar do que falar — Edward respondeu, gesticulando para que Oliver o seguisse. — Está naquela sala de armazenamento desativada, perto da ala leste. Aquela que não tem janelas.
Oliver não suspeitou de nada. Afinal, Edward era seu amigo, um parceiro de crimes escolares. Eles caminharam pelo labirinto de corredores de papel até pararem diante de uma porta pesada. Ao entrarem, o ambiente era escuro e abafado. Não havia janelas, apenas uma única lâmpada pendurada no teto que balançava levemente, projetando sombras inquietantes. No centro da sala, havia apenas uma grande caixa preta.
— O que tem na caixa, Ed? — perguntou Oliver, aproximando-se do objeto com as mãos nos bolsos de sua bermuda branca. — É algum tipo de motor ou algo que explode?
— Quase isso — murmurou Edward, posicionando-se logo atrás dele.
Antes que Oliver pudesse se virar para questionar o tom de voz do amigo, sentiu uma mão forte e enluvada cobrir sua boca com força, abafando qualquer som. Seus olhos se arregalaram em choque. Ele tentou se debater, mas Edward era rápido e preciso. Com a mão livre, Edward tirou uma seringa carregada com um líquido translúcido do bolso.
O metal frio da agulha pressionou a pele do pescoço de Oliver.
— Shh... — sussurrou Edward no ouvido de Oliver, sua voz agora fria e desprovida da camaradagem habitual. — Fique quietinho, Oliver. Isso vai ser divertido, eu prometo.
O pânico atingiu Oliver como uma onda gélida. Ele tentou morder a mão que o sufocava, tentou usar seu braço de lápis para golpear o agressor, mas o entorpecente foi injetado com rapidez. Em poucos segundos, seus membros começaram a pesar. A marca de "A+" em seu cabelo pareceu girar diante de seus olhos.
— Ed... por que... — Oliver tentou balbuciar, mas sua língua estava pesada demais.
— Descanse um pouco — disse Edward, observando o corpo do amigo amolecer. — O show de verdade ainda vai começar.
A escuridão o engoliu antes que ele pudesse ver o sorriso final de Edward.
***
Quando Oliver recuperou a consciência, a primeira coisa que sentiu foi o frio. Um frio metálico e úmido que subia por suas pernas. Ele tentou se espreguiçar, mas seus pulsos foram detidos por cordas grossas e ásperas. Seus olhos se abriram abruptamente, focando na luz fraca de um porão desconhecido.
Ele estava sentado em uma cadeira de madeira desconfortável. Suas pernas estavam amarradas aos pés do móvel, e seus braços — tanto o de carne quanto o de lápis — estavam presos atrás do encosto. O ambiente cheirava a mofo, óleo de máquina e algo metálico que ele não conseguia identificar.
— Finalmente acordou — a voz de Edward ecoou das sombras.
Oliver balançou a cabeça, tentando afastar a tontura. Ele olhou para Edward, que estava parado diante de uma mesa cheia de ferramentas que não pareciam pertencer a um estudante de engenharia comum.
— Edward! — Oliver gritou, sua voz saindo rouca e carregada de uma mistura de raiva e medo. — Que brincadeira idiota é essa? Me solta agora! Se a Miss Circle descobrir que você me sequestrou, ela vai te transformar em confete!
Edward soltou uma risada curta e sem humor, caminhando para a luz. Ele segurava um pequeno bisturi de precisão.
— A Miss Circle não vai descobrir, Oliver. E isso não é uma brincadeira. — Edward inclinou a cabeça, observando o amigo como se fosse um experimento de laboratório. — Eu andei pensando... você sempre foi o "favorito", o garoto intocável com o braço de lápis e o cabelo perfeito. Quero ver o que acontece quando a confiança desaparece. Quero ver o quanto de pressão o seu papel aguenta antes de rasgar.
O coração de Oliver disparou. O desespero começou a subir por sua garganta, substituindo a raiva inicial. Ele olhou para o próprio braço de lápis, sentindo-se vulnerável pela primeira vez em anos.
— Você está louco... — sussurrou Oliver, seus olhos lacrimejando contra sua vontade. — Nós somos amigos! Zip vai te matar quando souber!
— Zip não vai saber — Edward respondeu, aproximando-se e tocando a ponta do bisturi no ombro de Oliver. — Ninguém vai saber. Aqui embaixo, o tempo não existe. Só eu, você e o som da sua sanidade quebrando.
Edward deslizou a lâmina levemente pela pele do braço de Oliver, não fundo o suficiente para causar um corte grave, mas o bastante para fazer o sangue arder. Oliver soltou um gemido de dor, retorcendo-se na cadeira.
— Por favor, Ed... para com isso — Oliver implorou, sua respiração tornando-se errática. — Eu faço o que você quiser. Eu te dou meus sabonetes, eu te ajudo nas provas, eu...
— Eu não quero seus favores, Oliver — Edward interrompeu, seus olhos brilhando com uma intensidade maníaca. — Eu quero ver o medo. Aquele medo real que você faz os outros sentirem. Lembra do que fizemos com o Engel e a Claire? Eu quero ver essa expressão no seu rosto agora.
Edward pegou uma pinça longa e começou a mexer nas engrenagens aparentes do braço de lápis de Oliver. O som do metal raspando no mecanismo interno fez Oliver gritar de agonia. Era uma dor diferente, uma violação de algo que fazia parte de sua própria identidade.
— Não toque aí! — Oliver berrou, as lágrimas agora escorrendo livremente por suas bochechas, molhando o laço preto de seu cabelo. — Por favor, dói! Dói muito!
— Ótimo — murmurou Edward, parecendo satisfeito. — Esse som... esse é o som que eu queria ouvir.
A tortura psicológica era tão intensa quanto a física. Edward começou a sussurrar coisas terríveis, lembrando Oliver de todas as vezes que ele foi cruel, dizendo que agora o universo estava apenas cobrando a conta. Ele falava sobre como Oliver terminaria ali, esquecido, um pedaço de papel amassado e jogado no lixo.
Oliver fechou os olhos com força, tentando se transportar para qualquer outro lugar. Ele pensou nos corredores ensolarados, no gosto do sabonete de cereja, nas risadas com Zip. Mas cada vez que ele tentava escapar em sua mente, Edward o trazia de volta com um novo estímulo doloroso ou uma palavra cruel.
— Olhe para mim, Oliver — Edward comandou, segurando o queixo do garoto com força. — Não feche os olhos. Eu quero que você veja exatamente quem está destruindo você.
Oliver abriu os olhos, soluçando. O garoto travesso e seguro de si tinha desaparecido. Em seu lugar, havia apenas uma criança aterrorizada, com o cabelo branco bagunçado e a marca de "A+" parecendo uma ironia cruel diante de sua situação atual.
— Por que... — Oliver soluçou, sua voz mal passando de um sussurro quebrado.
— Porque eu posso — Edward respondeu friamente, pegando uma nova ferramenta da mesa. — E porque é divertido ver o papel queimar.
O porão mergulhou novamente em um ciclo de gritos abafados e sombras dançantes. Oliver sentia sua mente começar a se fragmentar, as bordas de sua realidade tornando-se borradas. O medo era agora um companheiro constante, uma escuridão que ameaçava apagar a luz de sua consciência para sempre.
Ele estava preso no seu próprio pesadelo, e o seu melhor amigo era o monstro escondido debaixo da cama. Naquela sala sem janelas, o tempo parou, e a única coisa que restava era a contagem regressiva para o fim de sua sanidade.
Sua mente estava ocupada pensando em qual seria a próxima travessura que faria com Zip. Talvez colar as folhas de algum aluno novato ou esconder os apagadores da Miss Circle. No entanto, seus pensamentos foram interrompidos quando viu Edward acenando para ele no final do corredor.
Edward tinha um sorriso peculiar no rosto, algo que misturava diversão com um segredo guardado a sete chaves.
— Ei, Oliver! — chamou Edward, aproximando-se com as mãos escondidas atrás das costas. — Você não vai acreditar no que eu encontrei. É perfeito para a nossa próxima pegadinha contra o Abbie.
Oliver engoliu o último pedaço de sabonete e ajeitou o laço preto em seu rabo de cavalo. Seus olhos brilharam de curiosidade, e a mecha arrepiada no topo de sua cabeça pareceu vibrar.
— Uma pegadinha nova? — Oliver deu um sorriso de lado, mostrando os dentes. — Você sabe que eu não recuso um bom caos. O que é?
— É melhor mostrar do que falar — Edward respondeu, gesticulando para que Oliver o seguisse. — Está naquela sala de armazenamento desativada, perto da ala leste. Aquela que não tem janelas.
Oliver não suspeitou de nada. Afinal, Edward era seu amigo, um parceiro de crimes escolares. Eles caminharam pelo labirinto de corredores de papel até pararem diante de uma porta pesada. Ao entrarem, o ambiente era escuro e abafado. Não havia janelas, apenas uma única lâmpada pendurada no teto que balançava levemente, projetando sombras inquietantes. No centro da sala, havia apenas uma grande caixa preta.
— O que tem na caixa, Ed? — perguntou Oliver, aproximando-se do objeto com as mãos nos bolsos de sua bermuda branca. — É algum tipo de motor ou algo que explode?
— Quase isso — murmurou Edward, posicionando-se logo atrás dele.
Antes que Oliver pudesse se virar para questionar o tom de voz do amigo, sentiu uma mão forte e enluvada cobrir sua boca com força, abafando qualquer som. Seus olhos se arregalaram em choque. Ele tentou se debater, mas Edward era rápido e preciso. Com a mão livre, Edward tirou uma seringa carregada com um líquido translúcido do bolso.
O metal frio da agulha pressionou a pele do pescoço de Oliver.
— Shh... — sussurrou Edward no ouvido de Oliver, sua voz agora fria e desprovida da camaradagem habitual. — Fique quietinho, Oliver. Isso vai ser divertido, eu prometo.
O pânico atingiu Oliver como uma onda gélida. Ele tentou morder a mão que o sufocava, tentou usar seu braço de lápis para golpear o agressor, mas o entorpecente foi injetado com rapidez. Em poucos segundos, seus membros começaram a pesar. A marca de "A+" em seu cabelo pareceu girar diante de seus olhos.
— Ed... por que... — Oliver tentou balbuciar, mas sua língua estava pesada demais.
— Descanse um pouco — disse Edward, observando o corpo do amigo amolecer. — O show de verdade ainda vai começar.
A escuridão o engoliu antes que ele pudesse ver o sorriso final de Edward.
***
Quando Oliver recuperou a consciência, a primeira coisa que sentiu foi o frio. Um frio metálico e úmido que subia por suas pernas. Ele tentou se espreguiçar, mas seus pulsos foram detidos por cordas grossas e ásperas. Seus olhos se abriram abruptamente, focando na luz fraca de um porão desconhecido.
Ele estava sentado em uma cadeira de madeira desconfortável. Suas pernas estavam amarradas aos pés do móvel, e seus braços — tanto o de carne quanto o de lápis — estavam presos atrás do encosto. O ambiente cheirava a mofo, óleo de máquina e algo metálico que ele não conseguia identificar.
— Finalmente acordou — a voz de Edward ecoou das sombras.
Oliver balançou a cabeça, tentando afastar a tontura. Ele olhou para Edward, que estava parado diante de uma mesa cheia de ferramentas que não pareciam pertencer a um estudante de engenharia comum.
— Edward! — Oliver gritou, sua voz saindo rouca e carregada de uma mistura de raiva e medo. — Que brincadeira idiota é essa? Me solta agora! Se a Miss Circle descobrir que você me sequestrou, ela vai te transformar em confete!
Edward soltou uma risada curta e sem humor, caminhando para a luz. Ele segurava um pequeno bisturi de precisão.
— A Miss Circle não vai descobrir, Oliver. E isso não é uma brincadeira. — Edward inclinou a cabeça, observando o amigo como se fosse um experimento de laboratório. — Eu andei pensando... você sempre foi o "favorito", o garoto intocável com o braço de lápis e o cabelo perfeito. Quero ver o que acontece quando a confiança desaparece. Quero ver o quanto de pressão o seu papel aguenta antes de rasgar.
O coração de Oliver disparou. O desespero começou a subir por sua garganta, substituindo a raiva inicial. Ele olhou para o próprio braço de lápis, sentindo-se vulnerável pela primeira vez em anos.
— Você está louco... — sussurrou Oliver, seus olhos lacrimejando contra sua vontade. — Nós somos amigos! Zip vai te matar quando souber!
— Zip não vai saber — Edward respondeu, aproximando-se e tocando a ponta do bisturi no ombro de Oliver. — Ninguém vai saber. Aqui embaixo, o tempo não existe. Só eu, você e o som da sua sanidade quebrando.
Edward deslizou a lâmina levemente pela pele do braço de Oliver, não fundo o suficiente para causar um corte grave, mas o bastante para fazer o sangue arder. Oliver soltou um gemido de dor, retorcendo-se na cadeira.
— Por favor, Ed... para com isso — Oliver implorou, sua respiração tornando-se errática. — Eu faço o que você quiser. Eu te dou meus sabonetes, eu te ajudo nas provas, eu...
— Eu não quero seus favores, Oliver — Edward interrompeu, seus olhos brilhando com uma intensidade maníaca. — Eu quero ver o medo. Aquele medo real que você faz os outros sentirem. Lembra do que fizemos com o Engel e a Claire? Eu quero ver essa expressão no seu rosto agora.
Edward pegou uma pinça longa e começou a mexer nas engrenagens aparentes do braço de lápis de Oliver. O som do metal raspando no mecanismo interno fez Oliver gritar de agonia. Era uma dor diferente, uma violação de algo que fazia parte de sua própria identidade.
— Não toque aí! — Oliver berrou, as lágrimas agora escorrendo livremente por suas bochechas, molhando o laço preto de seu cabelo. — Por favor, dói! Dói muito!
— Ótimo — murmurou Edward, parecendo satisfeito. — Esse som... esse é o som que eu queria ouvir.
A tortura psicológica era tão intensa quanto a física. Edward começou a sussurrar coisas terríveis, lembrando Oliver de todas as vezes que ele foi cruel, dizendo que agora o universo estava apenas cobrando a conta. Ele falava sobre como Oliver terminaria ali, esquecido, um pedaço de papel amassado e jogado no lixo.
Oliver fechou os olhos com força, tentando se transportar para qualquer outro lugar. Ele pensou nos corredores ensolarados, no gosto do sabonete de cereja, nas risadas com Zip. Mas cada vez que ele tentava escapar em sua mente, Edward o trazia de volta com um novo estímulo doloroso ou uma palavra cruel.
— Olhe para mim, Oliver — Edward comandou, segurando o queixo do garoto com força. — Não feche os olhos. Eu quero que você veja exatamente quem está destruindo você.
Oliver abriu os olhos, soluçando. O garoto travesso e seguro de si tinha desaparecido. Em seu lugar, havia apenas uma criança aterrorizada, com o cabelo branco bagunçado e a marca de "A+" parecendo uma ironia cruel diante de sua situação atual.
— Por que... — Oliver soluçou, sua voz mal passando de um sussurro quebrado.
— Porque eu posso — Edward respondeu friamente, pegando uma nova ferramenta da mesa. — E porque é divertido ver o papel queimar.
O porão mergulhou novamente em um ciclo de gritos abafados e sombras dançantes. Oliver sentia sua mente começar a se fragmentar, as bordas de sua realidade tornando-se borradas. O medo era agora um companheiro constante, uma escuridão que ameaçava apagar a luz de sua consciência para sempre.
Ele estava preso no seu próprio pesadelo, e o seu melhor amigo era o monstro escondido debaixo da cama. Naquela sala sem janelas, o tempo parou, e a única coisa que restava era a contagem regressiva para o fim de sua sanidade.
