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Os filhotes crescidos de warriors cats
Fandom: Warriors cats
Criado: 14/07/2026
Tags
FantasiaAçãoAventuraDor/ConfortoDramaMistérioDivergência
O Sangue nas Garras do Orgulho
A floresta estava mergulhada em um silêncio tenso, o tipo de quietude que precede uma tempestade de garras e dentes. O Clã do Trovão, outrora vibrante sob a liderança dos descendentes de Firestar, agora enfrentava o fantasma da fome. As pilhas de caça, que deveriam estar repletas antes do cair da noite, estavam vazias. Restavam apenas penas espalhadas e o cheiro persistente de traição.
Sunstar caminhava pelo acampamento, sua pelagem ruiva brilhando como brasas sob a luz fraca da lua. Seus olhos âmbar faiscavam de indignação enquanto ela observava as barrigas vazias de seus companheiros de clã.
— Se eu encontrar o rato que está fazendo isso — rosnou Sunstar, chicoteando a cauda de pelos médios —, vou garantir que ele nunca mais sinta o gosto de um camundongo, nem na vida, nem no Clã das Estrelas.
Ao seu lado, Whitebird encolheu-se. A filha de Brightheart era o oposto da energia vulcânica de Sunstar. Branca como a neve, ela era silenciosa e inteligente, possuindo uma habilidade quase sobrenatural de se mover sem ser notada. No entanto, sua timidez a tornava um alvo fácil para suspeitas infundadas.
— Sunstar, as patrulhas dizem que viram rastros perto da fronteira do Clã do Vento — sussurrou Whitebird, as orelhas baixas. — Eles estão dizendo que... que fui eu quem facilitou a entrada.
Sunstar parou bruscamente e olhou para a amiga.
— Deixe que digam. São cérebros de camundongo — Sunstar bufou, sarcástica. — Você mal consegue pedir um pedaço de caça sem corar, quanto mais roubar todo o estoque de um clã. O problema é que os líderes estão procurando um bode expiatório, e sua discrição parece suspeita para quem não tem cérebro.
A tensão aumentou quando as sombras se alongaram. Bravemoon, o imponente guerreiro do Clã das Sombras, observava a cena de longe, escondido entre os arbustos da fronteira. Filho do lendário Blackstar, ele carregava o peso da linhagem em seus ombros largos e pelagem negra como a meia-noite. Ele era sério, muitas vezes confundido com alguém frio, mas seu coração batia com uma lealdade feroz.
Ele sabia que Whitebird era inocente. Ele a vira, em suas próprias missões de vigilância, apenas observando as estrelas ou colhendo ervas, nunca tocando no que não lhe pertencia. O fato de ela ser do Clã do Vento e ele do Clã das Sombras, clãs historicamente rivais, pouco importava para ele diante da injustiça.
Mas o verdadeiro culpado não estava escondido nas sombras da dúvida. Ele estava orgulhosamente sentado sobre uma rocha alta, limpando o sangue seco de suas garras. Blood Air, o filho do temível Scorpion, era uma mancha na floresta. Negro com uma perna distintamente branca e uma cicatriz profunda que atravessava seu olho esquerdo, ele exalava malícia.
— Eles são tão previsíveis — murmurou Blood Air para si mesmo, um sorriso distorcido aparecendo em seu focinho. — Um pouco de cheiro trocado, algumas penas no lugar errado, e os clãs se destroem por dentro.
Bravemoon, que seguira o rastro de cheiro de carniça e mentira, saltou das sombras para o clareira onde Blood Air se escondia com o restante da caça roubada.
— Chega de mentiras, Blood Air — disse Bravemoon, sua voz profunda ecoando como um trovão distante.
Blood Air virou-se lentamente, o olho cicatrizado brilhando com um prazer doentio.
— Ora, se não é o cãozinho fiel de Blackstar. Veio buscar as sobras para sua namoradinha do Clã do Vento?
— Whitebird não tem nada a ver com sua sujeira — Bravemoon deu um passo à frente, as garras saindo. — Você vai devolver o que roubou e confessar perante os quatro clãs, ou o Clã das Estrelas terá um novo traidor para julgar hoje.
Blood Air soltou uma risada estridente, um som seco que arrepiou os pelos de Bravemoon.
— Você sempre foi muito sério, Bravemoon. Falta-lhe a visão de grandeza. Scorpion me ensinou que a floresta pertence aos fortes, não aos que seguem regras de gatos velhos.
Sem aviso, Blood Air saltou. Ele era rápido, movido por um ódio que Bravemoon não conseguia compreender totalmente. O embate foi violento. Bravemoon era mais forte, mas Blood Air lutava sujo, usando a perna branca para desequilibrar o oponente e visando sempre os pontos sensíveis.
— Você é fraco porque se importa! — gritou Blood Air, cravando os dentes no ombro de Bravemoon.
Bravemoon rugiu de dor, tentando sacudir o agressor, mas Blood Air era como um parasita. Com um movimento rápido e cruel, Blood Air usou suas garras traseiras para rasgar o flanco de Bravemoon, lançando-o contra uma árvore. O guerreiro negro caiu, a respiração falhando, o sangue manchando o chão da floresta.
— Agora, onde eu estava? Ah, sim. Deixando você aqui para apodrecer enquanto Whitebird leva a culpa — Blood Air rosnou, aproximando-se para o golpe final.
— Afaste-se dele, seu monte de esterco de raposa!
O grito veio de Sunstar. Ela emergiu da mata como um raio de sol furioso, com Whitebird logo atrás, os olhos da gata branca arregalados de horror ao ver Bravemoon ferido.
Sunstar não perdeu tempo com palavras. Ela se lançou sobre Blood Air com uma ferocidade que faria seu pai, Firestar, sentir orgulho.
— Whitebird, cuide do Bravemoon! — ordenou Sunstar entre dentes, enquanto trocava patadas furiosas com Blood Air.
Whitebird correu para o lado do guerreiro caído. Sua inteligência e calma habitual assumiram o controle.
— Bravemoon, fique comigo — implorou ela, usando teias de aranha e musgo que carregava em sua bolsa de viagem improvisada para estancar o sangramento. — Por que você fez isso? Por que se arriscou por mim?
Ele tossiu, um rastro de sangue escapando de sua boca.
— Porque... a verdade importa — sussurrou ele, os olhos lutando para permanecerem abertos. — E você... você é a luz desta floresta, Whitebird.
Enquanto isso, a batalha entre Sunstar e Blood Air atingia o ápice. Eles se moviam em direção à borda de um desfiladeiro alto, onde o rio rugia lá embaixo.
— Você acha que pode me vencer, ruiva? — zombou Blood Air, embora estivesse ofegante, com cortes profundos no rosto. — Eu sou o herdeiro do medo!
— E eu sou a filha do fogo — rebateu Sunstar, seu sarcasmo afiado como suas garras. — E fogo queima o medo, caso você não tenha notado nas aulas que claramente cabulou.
Blood Air tentou um bote desesperado, mas Sunstar, prevendo o movimento, abaixou-se e usou o próprio impulso dele contra ele. Com um golpe de ombro poderoso, ela o desequilibrou na beira do precipício.
O vilão escorregou, suas garras arranhando a rocha inutilmente. Por um segundo, seu olho bom encontrou o de Sunstar, e neles não havia arrependimento, apenas um orgulho maligno que se recusava a morrer.
— Isso não acaba aqui... — ele sibilou, antes de despencar no vazio.
O som do impacto na água lá embaixo foi abafado pelo rugido da correnteza. Blood Air se fora.
Sunstar respirou fundo, recuperando o fôlego, e correu de volta para os amigos. Bravemoon estava pálido, mas Whitebird conseguira estabilizá-lo.
— Ele vai viver? — perguntou Sunstar, sua voz perdendo o tom sarcástico e tornando-se carregada de preocupação.
— Sim — respondeu Whitebird, limpando o rosto com a pata. — Mas ele precisa de cuidados médicos urgentes do Clã das Sombras. E precisamos contar a verdade a todos.
Sunstar olhou para a pilha de caça escondida sob os arbustos próximos, o tesouro roubado que quase custou a vida de um herói.
— Vamos levar a comida de volta — disse Sunstar. — E vamos levar Bravemoon. Se algum líder ousar questionar a lealdade de vocês dois depois de hoje, eles terão que se ver com a minha fúria. E garanto que não é uma experiência agradável.
Graças à bravura de Bravemoon e à coragem de Sunstar, a verdade brilhou mais forte que as mentiras de Blood Air. Os clãs recuperaram sua provisão, mas, mais importante do que isso, uma ponte de respeito foi construída entre o Trovão, o Vento e as Sombras.
E no coração da floresta, enquanto Bravemoon se recuperava sob o olhar atento e carinhoso de Whitebird, Sunstar vigiava do alto de uma rocha, pronta para queimar qualquer sombra que ousasse ameaçar a paz novamente.
Sunstar caminhava pelo acampamento, sua pelagem ruiva brilhando como brasas sob a luz fraca da lua. Seus olhos âmbar faiscavam de indignação enquanto ela observava as barrigas vazias de seus companheiros de clã.
— Se eu encontrar o rato que está fazendo isso — rosnou Sunstar, chicoteando a cauda de pelos médios —, vou garantir que ele nunca mais sinta o gosto de um camundongo, nem na vida, nem no Clã das Estrelas.
Ao seu lado, Whitebird encolheu-se. A filha de Brightheart era o oposto da energia vulcânica de Sunstar. Branca como a neve, ela era silenciosa e inteligente, possuindo uma habilidade quase sobrenatural de se mover sem ser notada. No entanto, sua timidez a tornava um alvo fácil para suspeitas infundadas.
— Sunstar, as patrulhas dizem que viram rastros perto da fronteira do Clã do Vento — sussurrou Whitebird, as orelhas baixas. — Eles estão dizendo que... que fui eu quem facilitou a entrada.
Sunstar parou bruscamente e olhou para a amiga.
— Deixe que digam. São cérebros de camundongo — Sunstar bufou, sarcástica. — Você mal consegue pedir um pedaço de caça sem corar, quanto mais roubar todo o estoque de um clã. O problema é que os líderes estão procurando um bode expiatório, e sua discrição parece suspeita para quem não tem cérebro.
A tensão aumentou quando as sombras se alongaram. Bravemoon, o imponente guerreiro do Clã das Sombras, observava a cena de longe, escondido entre os arbustos da fronteira. Filho do lendário Blackstar, ele carregava o peso da linhagem em seus ombros largos e pelagem negra como a meia-noite. Ele era sério, muitas vezes confundido com alguém frio, mas seu coração batia com uma lealdade feroz.
Ele sabia que Whitebird era inocente. Ele a vira, em suas próprias missões de vigilância, apenas observando as estrelas ou colhendo ervas, nunca tocando no que não lhe pertencia. O fato de ela ser do Clã do Vento e ele do Clã das Sombras, clãs historicamente rivais, pouco importava para ele diante da injustiça.
Mas o verdadeiro culpado não estava escondido nas sombras da dúvida. Ele estava orgulhosamente sentado sobre uma rocha alta, limpando o sangue seco de suas garras. Blood Air, o filho do temível Scorpion, era uma mancha na floresta. Negro com uma perna distintamente branca e uma cicatriz profunda que atravessava seu olho esquerdo, ele exalava malícia.
— Eles são tão previsíveis — murmurou Blood Air para si mesmo, um sorriso distorcido aparecendo em seu focinho. — Um pouco de cheiro trocado, algumas penas no lugar errado, e os clãs se destroem por dentro.
Bravemoon, que seguira o rastro de cheiro de carniça e mentira, saltou das sombras para o clareira onde Blood Air se escondia com o restante da caça roubada.
— Chega de mentiras, Blood Air — disse Bravemoon, sua voz profunda ecoando como um trovão distante.
Blood Air virou-se lentamente, o olho cicatrizado brilhando com um prazer doentio.
— Ora, se não é o cãozinho fiel de Blackstar. Veio buscar as sobras para sua namoradinha do Clã do Vento?
— Whitebird não tem nada a ver com sua sujeira — Bravemoon deu um passo à frente, as garras saindo. — Você vai devolver o que roubou e confessar perante os quatro clãs, ou o Clã das Estrelas terá um novo traidor para julgar hoje.
Blood Air soltou uma risada estridente, um som seco que arrepiou os pelos de Bravemoon.
— Você sempre foi muito sério, Bravemoon. Falta-lhe a visão de grandeza. Scorpion me ensinou que a floresta pertence aos fortes, não aos que seguem regras de gatos velhos.
Sem aviso, Blood Air saltou. Ele era rápido, movido por um ódio que Bravemoon não conseguia compreender totalmente. O embate foi violento. Bravemoon era mais forte, mas Blood Air lutava sujo, usando a perna branca para desequilibrar o oponente e visando sempre os pontos sensíveis.
— Você é fraco porque se importa! — gritou Blood Air, cravando os dentes no ombro de Bravemoon.
Bravemoon rugiu de dor, tentando sacudir o agressor, mas Blood Air era como um parasita. Com um movimento rápido e cruel, Blood Air usou suas garras traseiras para rasgar o flanco de Bravemoon, lançando-o contra uma árvore. O guerreiro negro caiu, a respiração falhando, o sangue manchando o chão da floresta.
— Agora, onde eu estava? Ah, sim. Deixando você aqui para apodrecer enquanto Whitebird leva a culpa — Blood Air rosnou, aproximando-se para o golpe final.
— Afaste-se dele, seu monte de esterco de raposa!
O grito veio de Sunstar. Ela emergiu da mata como um raio de sol furioso, com Whitebird logo atrás, os olhos da gata branca arregalados de horror ao ver Bravemoon ferido.
Sunstar não perdeu tempo com palavras. Ela se lançou sobre Blood Air com uma ferocidade que faria seu pai, Firestar, sentir orgulho.
— Whitebird, cuide do Bravemoon! — ordenou Sunstar entre dentes, enquanto trocava patadas furiosas com Blood Air.
Whitebird correu para o lado do guerreiro caído. Sua inteligência e calma habitual assumiram o controle.
— Bravemoon, fique comigo — implorou ela, usando teias de aranha e musgo que carregava em sua bolsa de viagem improvisada para estancar o sangramento. — Por que você fez isso? Por que se arriscou por mim?
Ele tossiu, um rastro de sangue escapando de sua boca.
— Porque... a verdade importa — sussurrou ele, os olhos lutando para permanecerem abertos. — E você... você é a luz desta floresta, Whitebird.
Enquanto isso, a batalha entre Sunstar e Blood Air atingia o ápice. Eles se moviam em direção à borda de um desfiladeiro alto, onde o rio rugia lá embaixo.
— Você acha que pode me vencer, ruiva? — zombou Blood Air, embora estivesse ofegante, com cortes profundos no rosto. — Eu sou o herdeiro do medo!
— E eu sou a filha do fogo — rebateu Sunstar, seu sarcasmo afiado como suas garras. — E fogo queima o medo, caso você não tenha notado nas aulas que claramente cabulou.
Blood Air tentou um bote desesperado, mas Sunstar, prevendo o movimento, abaixou-se e usou o próprio impulso dele contra ele. Com um golpe de ombro poderoso, ela o desequilibrou na beira do precipício.
O vilão escorregou, suas garras arranhando a rocha inutilmente. Por um segundo, seu olho bom encontrou o de Sunstar, e neles não havia arrependimento, apenas um orgulho maligno que se recusava a morrer.
— Isso não acaba aqui... — ele sibilou, antes de despencar no vazio.
O som do impacto na água lá embaixo foi abafado pelo rugido da correnteza. Blood Air se fora.
Sunstar respirou fundo, recuperando o fôlego, e correu de volta para os amigos. Bravemoon estava pálido, mas Whitebird conseguira estabilizá-lo.
— Ele vai viver? — perguntou Sunstar, sua voz perdendo o tom sarcástico e tornando-se carregada de preocupação.
— Sim — respondeu Whitebird, limpando o rosto com a pata. — Mas ele precisa de cuidados médicos urgentes do Clã das Sombras. E precisamos contar a verdade a todos.
Sunstar olhou para a pilha de caça escondida sob os arbustos próximos, o tesouro roubado que quase custou a vida de um herói.
— Vamos levar a comida de volta — disse Sunstar. — E vamos levar Bravemoon. Se algum líder ousar questionar a lealdade de vocês dois depois de hoje, eles terão que se ver com a minha fúria. E garanto que não é uma experiência agradável.
Graças à bravura de Bravemoon e à coragem de Sunstar, a verdade brilhou mais forte que as mentiras de Blood Air. Os clãs recuperaram sua provisão, mas, mais importante do que isso, uma ponte de respeito foi construída entre o Trovão, o Vento e as Sombras.
E no coração da floresta, enquanto Bravemoon se recuperava sob o olhar atento e carinhoso de Whitebird, Sunstar vigiava do alto de uma rocha, pronta para queimar qualquer sombra que ousasse ameaçar a paz novamente.
