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Casamento

Fandom: Magi xeque mate

Criado: 15/07/2026

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RomanceDor/ConfortoFofuraHistória DomésticaRealismoConserto
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O Xeque-Mate da Felicidade

As despedidas foram um misto de risos e lágrimas contidas. Ver meu pai ali, com aquele orgulho genuíno, foi o fechamento de um ciclo de dor que eu achei que me consumiria para sempre. Mas agora, o ar de Sindria parecia mais leve. O peso da culpa tinha sido substituído pela aliança de ouro em meu dedo e pela certeza de um futuro ao lado de Manoela.

— Ela vai ficar bem, Gio. Pare de conferir a mochila dela pela décima vez — Manoela brincou, aproximando-se enquanto eu dava um último beijo no topo da cabeça de Sofia.

— Eu sei, eu sei... é só que... — Suspirei, olhando para a nossa pequena. — É a nossa primeira viagem longa sem ela.

Sofia, alheia à minha ansiedade de mãe coruja, estava ocupada demais tentando convencer meu pai a lhe dar mais um doce de pistache.

— Vovô, só mais um! A mamãe nem vai ver, ela está casada agora — a pequena sussurrou, achando que eu não estava ouvindo.

Meu pai riu, cúmplice, e piscou para mim.

— Pode ir tranquila, minha filha. A Kensa e eu vamos cuidar dessa pequena princesa como se fosse um tesouro nacional. E vocês duas... — ele olhou para nós, com um brilho de diversão nos olhos — tratem de aproveitar cada segundo desse presente da Ana Clara e da Larissa. A Suíça não é para qualquer um.

— Pode deixar, sogrão — Manoela disse, abraçando-o. — Vou cuidar muito bem da sua filha.

Após os últimos abraços e as recomendações de praxe, finalmente nos afastamos. O jato particular, cortesia das nossas amigas, já nos esperava. Quando as portas se fecharam e o luxo silencioso da cabine nos envolveu, a ficha finalmente caiu: éramos só nós duas.

O voo para os Alpes Suíços foi um prelúdio do que estava por vir. Entre taças de champanhe e olhares que prometiam tudo, o cansaço da festa parecia ter desaparecido, substituído por uma adrenalina doce. Quando pousamos e o carro nos levou até o chalé isolado em Zermatt, o cenário era de tirar o fôlego. A neve caía suavemente do lado de fora, contrastando com o calor da lareira que já estava acesa nos esperando.

— Meu Deus, Manu... — murmurei, deixando minha mala de lado e caminhando até a imensa janela de vidro que dava vista para o Matterhorn iluminado pelo luar. — Isso é um sonho.

Senti os braços dela envolverem minha cintura por trás. O calor do corpo de Manoela era o único aquecedor que eu realmente precisava. Ela apoiou o queixo no meu ombro, depositando um beijo úmido no meu pescoço que me fez estremecer da cabeça aos pés.

— Não é um sonho, Gio — ela sussurrou, a voz rouca contra a minha pele. — É a nossa realidade agora. Sem segredos, sem fantasmas. Só eu e você.

Virei-me em seus braços, prendendo meus dedos nos fios macios do seu cabelo. O vestido de seda que ela usava para viajar — algo simples, mas que delineava cada curva que eu tanto amava — parecia um convite perigoso.

— Você lembra do que me disse na festa? — perguntei, minha voz falhando levemente enquanto eu traçava o contorno do seu lábio inferior com o polegar.

— Cada palavra — ela respondeu, os olhos escurecendo de desejo. — Eu disse que ia te mostrar exatamente o que planejei para nós.

Manoela não esperou por uma resposta. Ela selou nossos lábios em um beijo urgente, faminto, que carregava toda a saudade dos meses em que fomos apenas cautela e reconstrução. Ali, naquele chalé, não precisávamos mais de cautela.

Minhas mãos desceram pelas costas dela, puxando-a para mais perto, querendo fundir nossos corpos. O terno branco que eu ainda vestia parecia pesado demais, uma barreira desnecessária. Manoela percebeu minha impaciência e começou a desabotoar o meu paletó com uma lentidão torturante, seus olhos fixos nos meus.

— Eu esperei tanto por esse momento — ela murmurou, deslizando o tecido pelos meus ombros até que ele caísse no tapete de pele de carneiro. — Ver você no altar hoje... você estava tão linda que eu quase esqueci como se respira.

— E eu achei que ia desmaiar quando te vi entrar — confessei, ajudando-a a se livrar da blusa de seda. — Você é a minha cura, Manu.

Ela sorriu, aquele sorriso que sempre ganhava o jogo, e me guiou em direção ao quarto principal. A cama era imensa, coberta com lençóis de fios egípcios e pétalas de rosas brancas, mas nada ali era mais bonito do que a mulher à minha frente.

Com movimentos suaves, Manoela terminou de me despir, deixando seus dedos percorrerem cada centímetro da minha pele como se estivesse mapeando um território sagrado. Quando foi a minha vez de despi-la, minhas mãos tremiam, não de medo, mas de uma antecipação que queimava.

Quando finalmente nossos corpos se encontraram, pele com pele, sob o calor das cobertas e o brilho suave das velas, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia Sindria, não havia Suíça, não havia passado. Havia apenas o ritmo acelerado dos nossos corações e a melodia dos nossos suspiros.

— Gio... — ela suspirou meu nome quando minha boca encontrou a curva do seu seio, minha língua provocando-a até que ela arqueasse o corpo contra o meu.

— Eu te amo tanto — sussurrei entre beijos, descendo por seu ventre, sentindo o tremor que percorria seus músculos. — Você é minha esposa. Minha mulher.

— E você é minha — ela respondeu, puxando-me para cima para que eu pudesse olhar em seus olhos enquanto ela guiava minhas mãos para onde mais desejava. — Sempre foi você, Gio. Mesmo quando estávamos perdidas, o meu coração sabia o caminho de volta.

O ato de amor entre nós foi uma dança de entrega total. Cada toque era carregado de uma profundidade que só quem quase perdeu tudo sabe valorizar. Eu explorei cada canto do seu corpo com uma devoção quase religiosa, ouvindo os sons de prazer que ela soltava — sons que eram música para os meus ouvidos.

Quando o ápice nos atingiu, foi como se o céu de Sindria tivesse explodido em fogos de artifício novamente, mas desta vez, o brilho estava dentro de nós. Ficamos abraçadas por um longo tempo, nossas respirações se acalmando em uníssono, o suor fazendo nossas peles grudarem de uma forma deliciosa.

— Valeu a pena — eu disse, quebrando o silêncio confortável, enquanto acariciava o rosto dela. — Cada lágrima, cada conversa difícil... tudo valeu a pena para chegar aqui.

Manoela se aninhou mais no meu peito, desenhando círculos imaginários no meu braço.

— O xeque-mate foi seu, Torres — ela brincou, usando meu sobrenome com uma doçura nova. — Você me conquistou de novo. E dessa vez, é para sempre.

— Para sempre é muito pouco tempo para o que eu quero com você — respondi, beijando o topo da sua cabeça.

Ficamos ali, observando a neve cair lá fora através da porta entreaberta do quarto, protegidas pelo calor do nosso amor e pela promessa de uma vida inteira de manhãs como aquela. A lua de mel estava apenas começando, e eu sabia que, independentemente de onde estivéssemos no mundo, o meu lugar favorito sempre seria nos braços da minha esposa.

— Gio? — ela chamou baixinho, já quase pegando no sono.

— Oi, meu amor?

— Amanhã... a gente pode passar o dia inteiro na cama?

Eu ri, sentindo uma paz que nunca imaginei ser possível.

— Amanhã, depois, e depois... nós temos todo o tempo do mundo, Manoela Torres Garcia.

E com essa certeza, fechei os olhos, pronta para o primeiro de muitos sonhos que agora eu viveria acordada.

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