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Casamento

Fandom: Magi

Criado: 15/07/2026

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Onde o Destino se Encontra com a Eternidade

Passaram-se esses meses todos, e hoje, finalmente, chegou o nosso dia: o dia em que eu ia me casar com a Manoela, para selar de vez tudo o que a gente reconstruiu com tanto amor e cuidado.

Estava parada em frente ao espelho, olhando para mim mesma — para o terno branco, para o brilho nos olhos, para a paz que eu sentia no peito, coisa que achei que nunca mais ia ter.

— Finalmente, você vai ter a mulher da sua vida, Torres — falei baixinho, com a voz tremendo de emoção, e fechei os olhos por um instante. — Respira, Giovanna, respira… deu tudo certo, você merece isso.

Desci as escadas devagar, as mãos ainda suadas de nervos e felicidade, e encontrei a Larissa me esperando lá embaixo, com um sorriso enorme no rosto.

— Até que fim, né? — brincou ela, vindo me ajudar a arrumar o tecido do terno. — Já pensei que você ia mudar de ideia na porta do quarto.

— Nunca mais — respondi, sorrindo firme.

— Então vamos — disse ela, me dando o braço. — Você tem que chegar lá primeiro, antes da Manoela, para esperar ela no altar. E prepare o coração, amiga… porque a vista vai ser a mais linda da sua vida.

Assenti, respirei fundo mais uma vez e segurei forte no braço dela. Não havia mais medo, nem dúvidas, nem culpa. Só a certeza de que, em poucos minutos, eu ia estar diante da mulher que amava, prometendo ser dela para todo o sempre.

O caminho até os jardins suspensos de Sindria parecia flutuar. O perfume das flores exóticas e a brisa do oceano criavam uma atmosfera mágica. Quando cheguei ao altar, Sinbad, Albrecht e todos os nossos amigos já estavam lá. O sol começava a se pôr, tingindo o céu de laranja e violeta.

Então, a música começou.

Meu coração quase parou de bater quando vi a entrada delas. Primeiro veio a Sofia, a nossa pequena dama de honra, com um vestidinho branco cheio de renda e flores nos cabelos, segurando a almofada com as alianças. Ela caminhou com toda a seriedade do mundo, mas seus olhinhos brilharam tanto quando me viram que não resistiu e mandou um beijinho para mim no meio do caminho.

Depois, para a minha felicidade ainda maior, vi a Manoela surgir ao longe, entrando de braços dados com o meu pai. Ela estava deslumbrante, um anjo envolto em seda e renda que parecia brilhar com luz própria. Cada passo que ela dava em minha direção era como se todo o universo finalmente se encaixasse no lugar certo.

— Você está maravilhosa — sussurrei, as lágrimas já lutando para escapar.

— Você também, Gio — ela respondeu com aquele sorriso que era o meu porto seguro.

A cerimônia foi carregada de significado. As palavras do celebrante falavam de superação, de fios do destino que, embora pudessem se emaranhar, nunca se rompiam quando o amor era verdadeiro. Trocamos votos que fizeram não apenas a nós, mas a todos os presentes chorarem. Quando finalmente dissemos o "sim" e o celebrante nos declarou casadas, o beijo que selou a união foi a explosão de tudo o que guardamos durante os meses de reconstrução.

— Eu te amo, Manoela Torres Garcia — eu disse contra os lábios dela, sentindo a aliança fria e sólida no meu dedo, um contraste com o calor da sua pele.

A festa que se seguiu foi digna de uma celebração em Sindria. Houve banquetes, danças coreografadas, risadas que ecoavam pelos corredores de pedra e muita bebida. Dançamos até nossos pés doerem, brindamos à vida e ao futuro. Mas, por mais que a festa estivesse incrível, meus olhos não conseguiam se desviar de Manoela. O desejo latente, guardado sob as camadas de etiqueta do casamento, começava a queimar.

— Acho que já cumprimos nosso papel social, não acha? — Manoela sussurrou no meu ouvido enquanto a música ainda batia forte no salão.

Sorri imediatamente, entendendo o seu recado — eu também já estava doida para escapar da festa e ficar só com ela. Mesmo de costas, sentindo a respiração dela bater levemente no meu pescoço, eu percebi que ela também tinha um sorriso brincando nos lábios, cheio de cumplicidade.

E então ela sussurrou de novo, mais baixo, só para mim:

— Quero você só para mim agora… vem comigo?

Virei devagar para ela, rindo baixinho e acariciando sua cintura por cima do tecido do vestido.

— Amor, a gente não pode sumir assim do nada — falei suave, aproximando mais o rosto do dela. — Espera só um pouquinho, tá? Daqui a pouco a gente vai embora, e logo começa a nossa lua de mel… aí sim ninguém mais vai nos encontrar.

Ela sorriu de um jeito travesso, passou a ponta dos dedos devagar pelo meu pescoço, subindo até a minha orelha, e mordeu levemente a ponta dela antes de sussurrar, com a voz carregada de malícia:

— Então não demora muito não, minha linda esposa… porque eu já estou imaginando você tirando esse terno lindo, devagar, peça por peça… e aí vou te mostrar exatamente o que eu venho planejando para nós duas, desde que você pediu para casar comigo.

Passou a mão ainda mais para baixo, apertando levemente a minha cintura, e olhou nos meus olhos com aquele brilho que me fazia perder o ar:

— E garanto… vai ser muito melhor do que qualquer festa. Então corre logo com essas despedidas, antes que eu resolva te levar para qualquer canto mesmo.

— Filha da mãe… — murmurei baixo, só para mim mesma, sentindo o rosto esquentar e o coração disparar.

Sorri mordendo os lábios com força, vendo ela se afastar devagar, rebolando levemente, indo até um grupo de amigos como se não tivesse acabado de deixar todo o meu corpo em chamas. Aquele jeito dela, de provocar e depois agir como se nada tivesse acontecido, era o que mais me enlouquecia. Fiquei ali parada, olhando cada movimento seu, sabendo que a espera ia ser a pior — e a melhor — tortura da minha vida.

— Filha? — escutei a voz do meu pai bem atrás de mim. Virei-me rápido, sorrindo.

— Oi, papai!

— Tem um tempinho pra mim? — pediu ele, com a voz suave.

— Claro, pai — respondi de imediato, sentindo uma ponta de preocupação. — Aconteceu alguma coisa?

Ele ficou em silêncio por um instante, só me olhando da cabeça aos pés, e foi então que percebi: os olhos dele estavam brilhantes, cheios de lágrimas que ele segurava com força.

— Pai? — chamei, dando um passo em sua direção.

Ele não aguentou mais, abriu os braços e veio me abraçar forte, apertando-me contra si como quando eu era pequena.

— Ai, meu Deus… me dá um abraço, filha — disse ele com a voz embargada, chorando de alegria. — Você casou realmente… você conseguiu, minha menina. Ver você assim, sorrindo, completa… é o melhor presente que eu poderia receber na vida.

Retribuí o abraço com toda a força do mundo, apertando ele contra mim, sentindo o quanto aquele momento era importante para nós dois.

— Consegui sim, pai — falei com a voz tremida, deixando as lágrimas rolarem livremente agora. — Consegui ser feliz de novo, graças a tudo o que vocês sempre me ensinaram, e principalmente graças a elas.

Ele se afastou um pouco só para me olhar melhor, passou a mão carinhosamente pelo meu rosto, secando uma lágrima que descia pela minha bochecha, e sorriu com tanto orgulho que meu coração quase transbordou.

— Eu vi a sua luta, Giovanna — disse ele suavemente. — Vi quantas vezes você pensou que não ia aguentar, quantas vezes teve medo de não dar certo. Mas você não desistiu. Aprendeu, mudou, e hoje está aqui: ao lado da mulher que ama, construindo a família que sempre quis. Isso é o que mais me deixa feliz.

Olhei para a Manoela ao longe, que já me olhava de volta com um sorriso doce e emocionado, e depois para a Sofia, que brincava perto da mesa dos doces. Virei-me de novo para o meu pai:

— Não seria nada disso sem o apoio de vocês, pai. Obrigada por nunca virar a cara para mim, nem quando eu mesma não sabia quem era.

Ele me abraçou de novo, mais uma vez, e sussurrou bem baixinho:

— Agora vai lá, minha filha. Aproveita cada segundo. Você merece toda essa felicidade, e muito mais.

As despedidas foram um misto de risos e lágrimas contidas. Ver meu pai ali, com aquele orgulho genuíno, foi o fechamento de um ciclo de dor que eu achei que me consumiria para sempre. O peso da culpa tinha sido substituído pela aliança de ouro em meu dedo.

— Ela vai ficar bem, Gio. Pare de conferir a mochila dela pela décima vez — Manoela brincou, aproximando-se enquanto eu dava um último beijo no topo da cabeça de Sofia.

— Eu sei, eu sei... é só que... — Suspirei, olhando para a nossa pequena. — É a nossa primeira viagem longa sem ela.

Sofia, alheia à minha ansiedade de mãe coruja, estava ocupada demais tentando convencer meu pai a lhe dar mais um doce de pistache.

— Vovô, só mais um! A mamãe nem vai ver, ela está casada agora — a pequena sussurrou, achando que eu não estava ouvindo.

Meu pai riu, cúmplice, e piscou para mim.

— Pode ir tranquila, minha filha. A Clara e eu vamos cuidar dessa pequena princesa como se fosse um tesouro nacional. E vocês duas... — ele olhou para nós, com um brilho de diversão nos olhos — tratem de aproveitar cada segundo desse presente da Ana Clara e da Larissa. A Suíça não é para qualquer um.

— Pode deixar, sogrão — Manoela disse, abraçando-o. — Vou cuidar muito bem da sua filha.

Após os últimos abraços, finalmente nos afastamos. O jato particular já nos esperava. Quando as portas se fecharam e o luxo silencioso da cabine nos envolveu, a ficha finalmente caiu: éramos só nós duas.

O voo para os Alpes Suíços foi um prelúdio do que estava por vir. Quando pousamos e o carro nos levou até o chalé isolado em Zermatt, o cenário era de tirar o fôlego. A neve caía suavemente do lado de fora, contrastando com o calor da lareira que já estava acesa nos esperando.

— Meu Deus, Manu... — murmurei, deixando minha mala de lado e caminhando até a imensa janela de vidro que dava vista para o Matterhorn iluminado pelo luar. — Isso é um sonho.

Senti os braços dela envolverem minha cintura por trás. O calor do corpo de Manoela era o único aquecedor que eu realmente precisava. Ela apoiou o queixo no meu ombro, depositando um beijo úmido no meu pescoço que me fez estremecer.

— Não é um sonho, Gio — ela sussurrou, a voz rouca contra a minha pele. — É a nossa realidade agora. Sem segredos, sem fantasmas. Só eu e você.

Virei-me em seus braços, prendendo meus dedos nos fios macios do seu cabelo. O vestido de seda que ela usava para viajar parecia um convite perigoso.

— Você lembra do que me disse na festa? — perguntei, minha voz falhando levemente enquanto eu traçava o contorno do seu lábio inferior com o polegar.

— Cada palavra — ela respondeu, os olhos escurecendo de desejo. — Eu disse que ia te mostrar exatamente o que planejei para nós.

Manoela não esperou por uma resposta. Ela selou nossos lábios em um beijo urgente, faminto. Minhas mãos desceram pelas costas dela, puxando-a para mais perto. Manoela começou a desabotoar o meu paletó com uma lentidão torturante.

— Eu esperei tanto por esse momento — ela murmurou, deslizando o tecido pelos meus ombros até que ele caísse no tapete. — Ver você no altar hoje... você estava tão linda que eu quase esqueci como se respira.

Com movimentos suaves, Manoela terminou de me despir. Quando foi a minha vez de despi-la, ela me jogou na cama. Caí sorrindo entre os dentes, e levantei somente a cabeça para olhar. Ela tirou o próprio vestido numa lentidão provocante. Quando o tecido escorregou e caiu no chão, vi que ela usava uma lingerie branca, perfeita.

— Maya… — suspirei, quase sem voz.

— Gostou, loirinha?

— E tem razão… eu adorei — respondi, me inclinando e dando um beijo demorado na sua barriga. — Você tá uma gostosa nessa lingerie… mas prefiro sem.

Puxei ela de uma vez para o meu colo, e ela soltou um gritinho surpreso, agarrando-se ao meu pescoço.

Eu não conseguia acreditar direito: finalmente tinha a grande Giovanna Torres como minha esposa. Sentir os lábios dela nos meus incendiava cada pedacinho meu. Sentia as mãos dela desfazendo devagar o fecho do sutiã nas minhas costas.

— Caralho… — escapou baixo, rouco, quando o tecido caiu. — Agora você tá ainda mais gostosa, Maya.

Ela enfiou a mão devagar por dentro da minha calcinha, e seus dedos encontraram logo a minha intimidade, completamente úmida. Ao mesmo tempo, a sua boca desceu para os meus seios, chupando com uma intensidade que me fez perder o fôlego.

— Ahhh… — escapou alto dos meus lábios.

Ela me virou de um só movimento, deitando-me sobre a cama.

— Giovanna… meu Deus… — chamei, ofegante. — Me chupa, quero sua boca em mim.

Deitada entre as pernas da Maya, a Giovanna olha para a amada e pergunta:

— Onde você quer a minha boca?

— Em mim.

— Assim não amor, fala direito. — Sorri mordendo os lábios.

— Tá certo sua danada, quero sua boca na minha buceta, me chupa gostoso.

Giovanna não hesitou. Ela mergulhou o rosto entre as coxas de Maya, sentindo o perfume natural que a enlouquecia. A primeira lambida foi lenta, subindo desde a entrada até o clitóris, fazendo Maya dar um solavanco na cama. Giovanna usava a língua com maestria, alternando entre movimentos circulares e sucções firmes que faziam Maya gemer o nome dela como uma prece.

— Isso, Gio... bem aí... — Maya arqueava as costas, as mãos perdidas nos cabelos loiros da esposa, ora puxando, ora empurrando.

Enquanto a língua de Giovanna trabalhava lá embaixo, Maya esticou o braço até a mesa de cabeceira e pegou uma pequena bolsa de veludo. De lá, tirou um vibrador de silicone, potente e silencioso.

— Eu disse que a noite seria inesquecível — Maya ofegou, ligando o aparelho e posicionando-o contra o próprio clitóris enquanto a língua de Giovanna se concentrava em penetrá-la.

A combinação da vibração frenética com a umidade da boca de Giovanna foi o estopim. Maya sentiu as paredes internas se contraírem violentamente. Ela gozou de forma ruidosa, o corpo tremendo em espasmos longos, enquanto Giovanna não parava, bebendo cada gota do seu prazer.

Quando a exaustão finalmente as atingiu, elas se enroscaram sob os lençóis caros, o cheiro de sexo e amor impregnando o quarto.

No dia seguinte, o sol refletido na neve entrou suavemente pela janela. O café da manhã foi servido no chalé: croissants quentes, frutas vermelhas e café forte.

— Bom dia, senhora Torres Garcia — Giovanna disse, depositando um beijo casto na testa de Maya.

— Bom dia, minha esposa — Maya respondeu, com os olhos ainda sonolentos, mas brilhando de felicidade.

Passaram a manhã em um passeio calmo pelos arredores nevados, bem agasalhadas, de mãos dadas. O ar gelado cortava o rosto, mas o calor interno era inabalável. Voltaram para o chalé para um banho de banheira aquecida, que, previsivelmente, terminou em mais beijos, mais toques e uma entrega mútua que apenas o casamento legítimo e o amor reconstruído poderiam proporcionar. Ali, entre as montanhas e o silêncio, elas finalmente eram uma só.

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