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Oliver !!

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 16/07/2026

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O Silêncio de um Lápis Quebrado

A escuridão do porão de Edward não era apenas a ausência de luz; era uma presença física, densa e fria que parecia sufocar qualquer tentativa de racionalidade. No dia anterior, Oliver ainda tinha forças para gritar, para xingar e para projetar aquela aura de valentão travesso que costumava exibir pelos corredores da Paper School. Mas, após uma noite inteira amarrado àquela cadeira rígida, com o braço de lápis latejando e a mente nublada pelo resto do tranquilizante, a raiva estava começando a dar lugar a algo muito mais corrosivo: o pânico.

Quando a porta do porão se abriu, rangendo sobre as dobradiças enferrujadas, a silhueta de Edward bloqueou a luz pálida que vinha do andar de cima. Oliver piscou os olhos, tentando focar a visão. Seus cabelos brancos, normalmente presos em um rabo de cavalo impecável, agora estavam desgrenhados, alguns fios se arrastando pelo chão sujo. A marca "A+" em seu cabelo parecia uma ironia cruel diante da situação em que se encontrava.

— Bom dia, Oliver — disse Edward, sua voz soando calma demais, quase melódica. — Dormiu bem? Ou o conforto da minha hospitalidade não foi o suficiente para o grande valentão da escola?

Oliver tentou responder, mas sua garganta estava seca e o estresse o fazia tremer.

— Me solta, Edward! Que droga é essa? — Oliver rosnou, forçando as cordas que prendiam seus pulsos e seu braço de lápis. — Isso já passou dos limites. A Zip vai dar falta de mim, a Miss Circle vai...

Edward soltou uma risada curta e seca, caminhando lentamente ao redor da cadeira. Ele parou atrás de Oliver, colocando as mãos nos ombros do garoto, apertando-os com uma força desnecessária.

— A Zip acha que você está matando aula em algum lugar proibido, como sempre faz. E as professoras? Elas não se importam, desde que você continue tirando notas boas. Mas aqui embaixo, Oliver, as notas não importam.

Com um movimento rápido e inesperado, Edward cortou as cordas. Oliver, pego de surpresa, tentou se levantar para atacar ou fugir, mas suas pernas estavam dormentes. Antes que pudesse reagir, Edward o agarrou pelo colarinho da camisa preta e o arrastou em direção a um colchão velho e manchado que estava jogado em um canto do porão.

— O que você está fazendo?! Me larga! — Oliver gritou, chutando o ar, mas Edward era mais forte e estava no controle total da situação.

Edward sentou-se no colchão e, de forma possessiva e humilhante, forçou Oliver a sentar em seu colo. O contraste entre a agressividade do ato e a proximidade física deixou Oliver paralisado por um segundo. Ele sentiu o coração martelar contra as costelas, o medo finalmente superando a irritação.

— Você sempre foi tão barulhento, Oliver — Edward sussurrou, passando a mão pelo cabelo branco do outro. — Sempre querendo atenção, sempre fazendo piadas, sempre comendo aquele sabonete idiota... Eu cansei do barulho.

Oliver respirou fundo, enchendo os pulmões. Ele ia gritar. Ia gritar tão alto que as paredes da escola tremeriam. Ele abriu a boca, mas Edward foi mais rápido. Com uma destreza que sugeria que ele havia planejado cada detalhe, Edward puxou um objeto de trás das costas: uma mordaça de bola preta, com tiras de couro resistentes.

— Não... — Oliver tentou recuar, mas as mãos de Edward eram como pinças de ferro.

— Shhh. Quietinho — Edward disse, forçando a bola de plástico entre os dentes de Oliver.

Oliver lutou, balançando a cabeça freneticamente, mas Edward apertou as fivelas atrás de sua nuca com firmeza. O som do grito de socorro de Oliver foi instantaneamente transformado em um ruído abafado, um "mmpf" desesperado que morria antes mesmo de sair de sua boca. Seus olhos se arregalaram, as pupilas dilatadas pelo terror.

— Viu? Assim é muito melhor — Edward comentou, observando o desespero nos olhos do amigo. — Mas ainda sinto que você pode tentar lutar. E nós não queremos que você se machuque, não é?

Edward pegou uma peça de roupa pesada que estava ao lado do colchão: uma camisa de força de lona branca, reforçada com tiras de couro e fivelas de metal. Oliver começou a hiperventilar. Ele sabia o que aquilo significava. Sem seus braços, sem sua capacidade de falar, ele não era nada. Ele era apenas uma boneca de papel nas mãos de um mestre cruel.

— Vamos lá, colabore — Edward disse, forçando os braços de Oliver para dentro das mangas longas.

O braço de lápis de Oliver dificultou o processo, mas Edward não teve delicadeza. Ele empurrou e puxou até que ambos os braços estivessem cruzados sobre o peito de Oliver, presos pelas tiras nas costas. Edward apertou cada fivela até que Oliver mal conseguisse expandir o peito para respirar.

Oliver caiu de lado no colchão, incapaz de manter o equilíbrio. Ele se contorcia como um animal capturado em uma armadilha, emitindo sons abafados e desesperados através da mordaça. Grossas lágrimas de frustração e medo começaram a brotar em seus olhos, escorrendo pelo rosto e molhando o couro da mordaça.

Edward se inclinou sobre ele, posicionando-se de forma que seu rosto ficasse a poucos centímetros do de Oliver. O brilho nos olhos de Edward não era de raiva; era algo muito pior. Era a satisfação de um cientista observando uma experiência bem-sucedida.

— Você se pergunta por que estou fazendo isso, não é? — Edward sussurrou, aproximando os lábios do ouvido de Oliver. O hálito quente fez Oliver estremecer violentamente. — É porque eu quero ver o que sobra de você quando tiramos toda essa arrogância. Eu quero ver o momento exato em que o "grande Oliver" quebra. Eu quero que você perca a noção de quem é.

Oliver fechou os olhos com força, tentando se desligar da realidade, mas a voz de Edward continuava a perfurar sua mente.

— Você não vai sair daqui hoje. Nem amanhã. Talvez nem na próxima semana. Até lá, você vai esquecer o gosto do sabonete, vai esquecer o som da voz da Zip e vai esquecer como é se sentir seguro.

Edward passou a mão pelo rosto de Oliver, limpando uma lágrima com o polegar, um gesto falsamente carinhoso que fez a pele de Oliver formigar de repulsa.

— Agora — continuou Edward, levantando-se e olhando para Oliver de cima —, vamos começar a sua primeira lição de silêncio.

Oliver tentou emitir mais um som, um último protesto, mas Edward apenas sorriu e apagou a única lâmpada do porão, deixando-o mergulhado em uma escuridão absoluta, onde o único som audível era sua própria respiração errática e o tilintar das fivelas de metal da camisa de força. A tortura psicológica estava apenas começando, e Oliver percebeu, com um horror crescente, que Edward não tinha pressa alguma.

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