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Die

Fandom: Coração Acelerado

Criado: 17/07/2026

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O Silêncio do Desejo e o Peso do Perdão

A luz fria do escritório da gravadora parecia pesar sobre os ombros de João Raul. Como um dos cantores mais promissores do momento, a agenda era implacável: ensaios fotográficos, gravações de voz, reuniões de marketing e a pressão constante para manter a imagem perfeita. Mas, por baixo das roupas de grife e do sorriso ensaiado para as câmeras, João sentia que estava prestes a quebrar. Sua cintura fina parecia ainda mais frágil sob o cansaço, e o desejo de se encolher em um abraço seguro era quase insuportável.

Ele precisava do seu porto seguro. Precisava do Ronei.

No ambiente profissional, Ronei era o empresário implacável, o homem de ombros largos e expressão fechada que comandava tudo com punho de ferro. João o respeitava ali, chamando-o pelo nome, mantendo a distância necessária. Mas, internamente, o lado "pequeno" de João clamava pelo "papai". Ele queria sua chupeta azul, seu cobertor macio e o calor do peito de Ronei.

João caminhou pelo corredor em direção à sala da presidência. Seus passos eram incertos. Ao chegar à porta, ele nem sequer bateu, apenas girou a maçaneta e entrou.

Ronei estava ao telefone, cercado por papéis e com uma expressão de puro estresse. Ele sequer olhou para cima de imediato. João se aproximou, os olhos marejados, e cutucou o braço musculoso do homem.

— Ronei... eu estou cansado. Podemos ir? — sussurrou João, a voz já embargada pela manha que começava a transbordar.

Ronei, que estava lidando com um contrato milionário perdido, afastou o braço com brutalidade e olhou para João com os olhos faiscando de irritação.

— Agora não, João! — rosnou Ronei, a voz grossa ecoando pela sala. — Você não vê que estou ocupado? Pelo amor de Deus, cresça um pouco! Saia daqui e me deixe trabalhar. Você é um homem adulto, comporte-se como um!

O choque atingiu João como um tapa físico. O "papai" nunca falava assim com ele. As lágrimas, que antes eram apenas um brilho, rolaram pesadas por seu rosto fofo. Ele deu um passo para trás, sentindo o coração acelerado de um jeito doloroso. Sem dizer uma palavra, ele deu meia-volta e correu para fora da empresa.

João não esperou pelo motorista. Pegou um táxi e foi direto para a cobertura que dividia com Ronei. Ao entrar em casa, o silêncio era sufocante. Ele correu para o quarto, jogou a mochila no chão e abriu a gaveta da cabeceira. Lá estava ela: sua chupeta azul de silicone.

Ele a colocou na boca imediatamente, sentindo o conforto instantâneo do ato de sugar. Ele se despiu, ficando apenas de cueca, e se enrolou no edredom pesado, choramingando baixinho. Ele se sentia pequeno, rejeitado e profundamente triste. Ele queria o papai, mas o papai tinha sido mau.

As horas passaram. O sol se pôs, mergulhando o quarto na penumbra. João acabou pegando no sono, mas era um sono inquieto, interrompido por soluços baixos.

Por volta das nove da noite, o som da porta da frente abrindo ecoou pelo apartamento. Ronei entrou, o corpo exausto e a mente mais clara agora que o estresse da empresa havia diminuído. O silêncio da casa o atingiu. João geralmente o recebia com um sorriso ou, se estivesse no seu "modo pequeno", correndo para seus braços.

— Pequeno? — chamou Ronei, a voz saindo mais suave do que o normal.

Nenhuma resposta.

Ronei caminhou até o quarto e abriu a porta devagar. Seu coração apertou ao ver a cena. João estava encolhido em posição fetal, a chupeta na boca, os olhos inchados de tanto chorar mesmo durante o sono. Ronei sentiu um nó na garganta. Ele se lembrou da forma grosseira como o tratara e se amaldiçoou.

Ele se aproximou da cama e sentou-se na borda, passando a mão grande e áspera pelos cabelos macios de João.

— Ei... meu anjo. Acorda para o papai — sussurrou ele.

João abriu os olhos devagar. Ao ver Ronei, ele soltou um gemido lamurioso e tentou se afastar, puxando o edredom para cobrir o rosto.

— Não... papai foi mau — disse João, a voz abafada pela chupeta, saindo num tom infantil e manhoso.

— Eu sei, meu amor. O papai foi um idiota — Ronei se inclinou e puxou João para o seu colo, apesar da resistência fraca do rapaz. — Me perdoa? O papai estava estressado, mas nada justifica ter falado assim com você.

João soltou a chupeta, deixando-a pendurada pelo prendedor na camiseta, e escondeu o rosto no pescoço de Ronei, soluçando novamente.

— João ficou triste. João queria carinho e o papai gritou.

— Eu sei, vida. Eu sinto muito. — Ronei o apertou contra o peito, sentindo a fragilidade de João. — O que eu posso fazer para você me perdoar? Hum? O que o meu pequeno quer?

João se afastou um pouco, olhando para Ronei com os olhos brilhando de desejo e necessidade. Ele se sentia vazio, e o lado sombrio de sua dinâmica — aquele que misturava a inocência da manha com a intensidade da possessão — começou a emergir.

— João quer... quer ficar cheinho — pediu ele, a voz sumindo. — Quero o papai dentro de mim por muito tempo. Até eu dormir.

Ronei sentiu o sangue ferver. Ele sabia exatamente o que aquilo significava. João queria o cockwarming, queria sentir o peso e a presença de Ronei preenchendo-o completamente, uma forma de se sentir seguro e marcado.

— Você quer o papai assim? — Ronei perguntou, a voz tornando-se mais rouca e dominante. — Quer que eu te preencha e não saia mais?

João assentiu freneticamente, voltando a colocar a chupeta na boca e fazendo um som de satisfação.

Ronei não perdeu tempo. Ele se levantou apenas para tirar a própria roupa, revelando seu corpo massivo e musculoso. Ele voltou para a cama, posicionando João debaixo dele. O contraste era gritante: a força bruta de Ronei contra a delicadeza de João, a cintura fina que Ronei conseguia envolver com as duas mãos.

— Você vai ser um bom menino e relaxar para o papai? — perguntou Ronei, enquanto suas mãos grandes exploravam as coxas de João.

João apenas gemeu, fechando os olhos e sugando a chupeta com força. Ronei começou a prepará-lo com paciência, mas a urgência de ambos era palpável. Quando João já estava entregue, arqueando as costas e buscando o contato, Ronei se posicionou.

Ele entrou devagar, sentindo o aperto inicial e o suspiro de alívio que escapou de João. Ronei o preencheu completamente, cada centímetro dele sendo acolhido pelo corpo menor.

— Isso... assim, pequeno — murmurou Ronei, beijando a testa suada de João. — Tão apertado para o papai.

Ronei começou a se mover com estocadas lentas e profundas, priorizando a sensação de plenitude sobre a velocidade. João choramingava, mas não era mais de tristeza; era uma mistura de prazer e necessidade emocional suprida. As mãos de João se cravaram nos ombros largos de Ronei, puxando-o para mais perto.

— Papai... — João soltou a chupeta por um momento, a voz trêmula. — Fica... não sai.

— Eu não vou a lugar nenhum — prometeu Ronei, intensificando o ritmo, mas mantendo a profundidade que fazia João revirar os olhos. — Vou ficar aqui até você não aguentar mais. Você é meu, João. Só meu.

O sexo era carregado de uma possessividade sombria, um amor que beirava a obsessão, onde o cuidado se misturava ao domínio. Ronei não era apenas gentil; ele era o dono daquele corpo, e João se deliciava na entrega total.

Quando o ápice chegou para ambos, foi explosivo. Ronei se derramou dentro de João, rosnando o nome dele, enquanto João se contraía em torno dele, o prazer sendo tão intenso que ele voltou a buscar a chupeta para morder o silicone e não gritar.

Depois que a respiração de ambos se acalmou, Ronei não se retirou. Ele se acomodou entre as pernas de João, mantendo-se conectado a ele, exatamente como o pequeno havia pedido. Ele puxou o edredom sobre os dois e abraçou João com força.

— Está cheinho agora? — sussurrou Ronei no ouvido dele.

João assentiu, o rosto relaxado, a chupeta firme na boca. Ele se sentia completo, protegido pelo homem que, embora às vezes grosso, era o único que sabia como cuidar de sua alma fragmentada.

— Papai... ama o João? — a voz saiu pequena, quase um sussurro de sono.

Ronei apertou o abraço, sentindo o calor da união entre eles.

— O papai ama você mais do que tudo no mundo. Agora durma, meu pequeno. Eu estou aqui.

E assim, preenchido física e emocionalmente, João Raul adormeceu nos braços de seu gigante, sabendo que, apesar das tempestades lá fora, ali dentro ele sempre teria o seu lugar. Ronei permaneceu acordado por mais algum tempo, velando o sono do seu menino, prometendo a si mesmo que nunca mais deixaria o mundo exterior ferir o que ele tinha de mais precioso.

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