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os ciumes do tom

Fandom: romance

Criado: 17/07/2026

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A Melodia do Desejo

A fumaça do cigarro de Tom dançava no ar abafado do estúdio improvisado, misturando-se ao cheiro de perfume caro e ao som baixo de uma linha de baixo que Georg testava no fundo. Eu estava sentada em um sofá de couro surrado, sentindo o peso de cinco pares de olhos sobre mim. Aos dezessete anos, eu sabia que minha timidez era meu escudo, mas o fogo que queimava por baixo daquela fachada castanha — dos meus olhos e dos meus cabelos longos — era o que realmente me metia em problemas.

— Você está muito longe, Diana. — A voz de Tom saiu como um ronco baixo, vibrando no meu peito.

Ele estava encostado na parede oposta, os dreadlocks caindo sobre o rosto de um jeito que escondia apenas metade daquele sorriso matreiro. Suas calças largas e a camiseta extragrande não conseguiam esconder a aura magnética que ele emanava. Ele era puro perigo embrulhado em estilo streetwear.

— O sofá é grande o suficiente, Tom. Eu estou bem aqui — respondi, tentando manter a voz firme, embora sentisse meu rosto esquentar.

— Mas eu não estou bem lá — retrucou ele, dando um passo à frente. — Quero você aqui, onde eu possa sentir o seu perfume sem precisar me esforçar.

— Deixa a garota respirar, Tom — interrompeu Bill, surgindo ao meu lado como uma sombra elegante.

Bill era o oposto e o espelho do irmão. Seu estilo emo, com o cabelo milimetricamente desfiado e os olhos marcados por lápis preto, dava a ele um ar de mistério que despertava uma curiosidade perigosa em mim. Ele se sentou na beirada do sofá, perto demais, e inclinou o rosto para observar meu perfil.

— Ela parece um pouco intimidada... ou talvez esteja apenas esperando que alguém mais interessante que você tome uma atitude — Bill provocou, passando a ponta dos dedos cobertos por anéis de prata pelo meu ombro.

— Interessante? — Gustav soltou uma risada seca lá do canto, largando as baquetas. Ele vestia roupas largas, um estilo mais casual, mas o jeito que ele me olhava de cima a baixo não tinha nada de casual. — Diana gosta de quem sabe o que quer. Não é, linda?

Ele caminhou até mim e se apoiou no encosto do sofá, cercando-me por trás. O calor do corpo dele era evidente.

— Eu trouxe algo para bebermos — disse Georg, aproximando-se com um copo na mão. Ele era o mais velho, com dezoito anos, e tinha uma postura mais centrada, mas seus olhos brilhavam com a mesma intenção predatória dos outros. — Mas acho que a Diana prefere atenção a bebidas agora.

Eu me senti o centro de um furacão. Tom, percebendo que os outros estavam fechando o cerco, jogou o cigarro fora e caminhou decididamente em minha direção. Ele afastou Bill com o braço, sem tirar os olhos de mim, e se ajoelhou entre minhas pernas, forçando-me a olhar diretamente para ele.

— Eu chamei primeiro — rosnou Tom, as mãos grandes pousando nos meus joelhos. — E eu não gosto de compartilhar o que eu quero.

— O problema, Tom — Georg disse, sentando-se do meu outro lado e deslizando a mão pela minha cintura —, é que ninguém aqui é de seguir regras. Especialmente quando o prêmio é tão tentador.

Senti a mão de Georg apertar levemente meu quadril, enquanto Bill, do outro lado, começou a brincar com uma mecha do meu cabelo castanho, enrolando-a nos dedos e puxando levemente minha cabeça para trás.

— Vocês estão me deixando sem ar... — sussurrei, mas a verdade era que meu coração estava disparado e uma eletricidade percorria cada nervo do meu corpo. Minha timidez estava perdendo a batalha para o desejo de ser tocada por todos eles.

— É essa a ideia — soprou Bill no meu ouvido, sua respiração quente me arrepiando inteira. — Queremos que você perca o fôlego.

Tom não esperou mais. Ele puxou meu corpo para a frente, obrigando-me a deslizar para a ponta do sofá até que eu estivesse praticamente em cima dele. Seus lábios encontraram os meus em um beijo faminto, cheio de posse. Era um beijo que exigia uma resposta, e eu respondi, abrindo a boca para sua língua, sentindo o gosto de menta e perigo.

Enquanto Tom me beijava, as mãos de Gustav desceram dos meus ombros para o meu busto, por cima da blusa, apertando com uma urgência que me fez soltar um gemido abafado contra a boca de Tom. Georg, por sua vez, aproveitou a distração para beijar meu pescoço, seus lábios subindo pela linha da minha mandíbula.

— Ela é tão macia — murmurou Gustav, sua mão agora subindo por baixo da minha blusa, encontrando a pele quente da minha barriga.

— E é minha — insistiu Tom, afastando-se apenas o suficiente para rosnar as palavras, o olhar fixo nos meus olhos nublados de desejo.

— Nossa, Tom. — Bill corrigiu, sua voz carregada de uma intenção sombria e sensual. Ele desceu a mão pelo meu peito, encontrando a mão de Gustav e trocando carícias sobre meu corpo. — Olhe para ela. Você acha que apenas um de nós é suficiente para apagar esse fogo?

Tom olhou para os lados, vendo como Georg e Bill já estavam marcando território no meu corpo. Ele soltou uma risada rouca, uma mistura de irritação e excitação pura.

— Tudo bem — cedeu Tom, seus olhos brilhando com uma luxúria selvagem. — Mas eu começo e eu termino.

Ele me levantou do sofá como se eu não pesasse nada e me colocou sobre a mesa de som de madeira, afastando os papéis e cabos com um movimento brusco. Os outros o seguiram imediatamente, como lobos cercando a presa.

Georg se posicionou entre minhas pernas, abrindo-as e puxando-me para a beirada da mesa. Ele começou a beijar minhas coxas, subindo lentamente, enquanto suas mãos grandes firmavam meus joelhos. Gustav estava atrás de mim, suas mãos explorando minhas costas e descendo para as curvas do meu bumbum, apertando-me contra ele.

Bill e Tom ficaram na minha frente. Bill segurava minhas mãos acima da minha cabeça, prendendo meus pulsos com uma força delicada mas inabalável, enquanto Tom se ocupava em desabotoar minha calça jeans com uma agilidade pecaminosa.

— Você está tremendo, Diana — provocou Bill, lambendo o lábio inferior enquanto observava minha reação. — É medo ou vontade?

— É tudo... — consegui dizer, minha voz falhando quando Tom finalmente livrou meu corpo da pressão do jeans, deixando-me apenas de calcinha diante deles.

O ar frio do estúdio bateu na minha pele, mas o calor que vinha deles era sufocante. Tom não perdeu tempo. Ele se posicionou entre minhas pernas, substituindo Georg, que agora se dedicava a morder meus ombros e distribuir beijos molhados pelo meu colo.

— Olhe para mim — ordenou Tom, sua voz baixa e autoritária.

Eu obedeci, encontrando aqueles olhos castanhos que pareciam querer devorar minha alma. Ele entrou em mim com um impulso firme e profundo, arrancando um grito agudo da minha garganta que foi imediatamente abafado pelo beijo de Bill.

O ritmo era frenético. Tom se movia com uma intensidade matreira, cada estocada enviando ondas de choque pelo meu corpo. Georg continuava suas carícias lá embaixo, seus dedos encontrando meu clitóris e trabalhando em sintonia com o movimento de Tom, levando-me ao limite em segundos.

Gustav, atrás de mim, sussurrava palavras sujas no meu ouvido, suas mãos massageando meus seios com força, enquanto Bill usava a outra mão para acariciar meu rosto, observando cada expressão de prazer e dor que cruzava minhas feições.

— Mais... por favor — eu implorei, arqueando as costas, sentindo o clímax se aproximando como uma onda gigante.

— Você quer todos nós, não quer? — Gustav perguntou, sua voz vibrando contra minhas costas.

— Sim! — confessei, perdendo qualquer rastro de timidez. — Eu quero tudo.

Tom acelerou o passo, suas mãos apertando minha cintura com tanta força que eu sabia que ficariam marcas. Georg aumentou a pressão de seus dedos, e Bill começou a morder meu lábio inferior, intensificando a sensação de sobrecarga sensorial.

Eu explodi. O prazer foi tão intenso que minha visão escureceu por um momento. Senti o corpo de Tom retesar contra o meu enquanto ele também alcançava o seu limite, despejando seu calor dentro de mim. Quase simultaneamente, senti as mãos de Georg e Gustav apertarem-me com uma urgência final, seus corpos reagindo à visão do meu êxtase.

Quando o silêncio finalmente retornou ao estúdio, apenas o som de cinco respirações pesadas e ofegantes preenchia o espaço. Eu estava exausta, meu corpo mole sobre a mesa de som, o suor brilhando na pele sob as luzes fluorescentes.

Tom se afastou devagar, limpando o canto da boca com o polegar, um sorriso vitorioso no rosto. Bill soltou meus pulsos e beijou minha testa com uma ternura inesperada, enquanto Georg e Gustav ainda mantinham as mãos em mim, como se não quisessem que o momento acabasse.

— Eu disse que ela era especial — comentou Bill, ajeitando o cabelo bagunçado.

— Ela é muito mais do que especial — corrigiu Georg, olhando para as marcas vermelhas que começavam a surgir na minha pele clara. — Ela é viciante.

Tom se inclinou e sussurrou no meu ouvido, sua voz ainda rouca:

— Você não vai a lugar nenhum, Diana. Agora você é nossa melodia favorita.

Eu fechei os olhos, sentindo o calor deles ao meu redor, sabendo que, embora eu fosse a garota tímida de dezessete anos, eu acabara de encontrar um fogo que nunca mais permitiria que eu sentisse frio. E, pelo brilho nos olhos de cada um deles, eu sabia que aquela era apenas a primeira de muitas noites onde a música seria apenas o pano de fundo para o nosso próprio caos.

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