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Minha ceo

Fandom: Vida pessoal

Criado: 18/07/2026

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O Tecido da Punição

O sol de São Paulo refletia-se nos vidros espelhados do imponente edifício da K&K Luxury, a gigante do mercado de lingeries e bem-estar erótico. No quadragésimo andar, o ar-condicionado trabalhava em silêncio, mas o clima dentro da sala da presidência estava gélido. Karinna, a CEO cujo nome era sinônimo de poder e precisão, encarava o painel de vidro que dava para a cidade, as mãos cruzadas nas costas e a postura impecavelmente reta em seu terno de corte italiano.

Pela manhã, o café havia sido servido com o sabor amargo de uma discussão. Karen, sua esposa e a modelo mais requisitada da nova geração, havia desafiado uma ordem direta sobre um evento social. Para o mundo, elas eram o casal de ouro, discretas e sofisticadas. Entre quatro paredes, no entanto, a dinâmica era absoluta: Karinna era a Mestra, a autoridade que moldava a entrega de Karen. E Karen, por mais que amasse sua submissão, tinha uma veia rebelde que, às vezes, buscava testar os limites do aço de que sua esposa era feita.

O som do elevador privativo chegando ao andar da presidência ecoou pelo corredor de mármore. Karinna não se virou. Ela conhecia aquele ritmo de passos.

A porta da sala se abriu sem que a secretária pudesse intervir. Karen entrou como um furacão de sensualidade e audácia. Ela vestia uma blusa de seda branca quase transparente e uma saia de couro preta tão curta que desafiava a gravidade a cada passo. Seus saltos agulha estalavam no chão, um anúncio de sua presença.

— Eu disse que não queria ser interrompida, Karen. — A voz de Karinna era um chicote de seda, baixa e perigosa.

— Eu não sou uma interrupção, querida. Sou o seu compromisso mais importante. — Karen caminhou até a mesa de carvalho negro, sentando-se na borda, cruzando as pernas de forma lenta, garantindo que a saia subisse ainda mais.

Karinna finalmente se virou. Seus olhos escuros percorreram o corpo da esposa, notando como o tecido da saia mal cobria o necessário. Ela viu o brilho de desafio nos olhos de Karen, mas também viu algo mais: a necessidade de atenção, o desejo de ser dominada após a briga matinal. O que Karinna não sabia — mas desconfiava pelo burburinho que ouviu pelo interfone — era que Karen tinha atravessado o saguão da empresa daquela forma, sob o olhar de dezenas de funcionários.

— Você veio até aqui vestida como se estivesse indo para uma boate, não para o escritório da sua esposa. — Karinna deu um passo à frente, a aura de autoridade emanando dela. — Você tem noção de quantos olhares atraiu desde o estacionamento?

— Todos eles, eu imagino. — Karen sorriu, passando a mão pelo cabelo perfeitamente ondulado. — Mas nenhum deles importa. Só o seu.

— Você quebrou o protocolo de discrição. — Karinna parou a poucos centímetros de Karen, a mão subindo para segurar o queixo da modelo com firmeza. — Você sabe o que acontece quando você busca validação externa para provocar a mim.

— Eu não queria validação, Mestra. — O tom de Karen mudou, a voz ficando mais rouca, a submissão começando a florescer sob a pressão dos dedos de Karinna. — Eu queria que você visse o que todos desejam, mas só você possui.

Karinna apertou o aperto no queixo de Karen, forçando-a a olhar diretamente em seus olhos. A raiva de Karinna era fria, uma chama azul que consumia tudo.

— Você está muito corajosa hoje. Esqueceu-se das regras de etiqueta que revisamos ontem?

— Eu não esqueci de nada. — Karen inclinou o corpo para frente, reduzindo a distância entre seus lábios. — Inclusive, eu esqueci de algo propositalmente em casa.

Karinna arqueou uma sobrancelha, o silêncio se prolongando enquanto ela analisava a expressão de triunfo no rosto da esposa.

— O que você esqueceu, Karen?

— Minha lingerie. — Karen sussurrou, o sorriso brincando no canto da boca. — Não estou usando nada por baixo dessa saia, Karinna. Nada além da sua marca.

O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de eletricidade estática. Karinna sentiu o sangue ferver. A audácia de Karen em caminhar por sua empresa, sentar-se em sua mesa e provocar os seus sentidos daquela forma era um convite para uma punição que ambas sabiam que era necessária.

— Você veio à minha empresa, onde sou a autoridade máxima, sem roupas íntimas, atraindo olhares de homens e mulheres, apenas para me desafiar? — Karinna soltou o queixo dela e caminhou até a porta, trancando-a com um clique seco.

— Eu vim para ser sua. — Karen se levantou da mesa, sentindo o peso do clima mudar. A diversão estava dando lugar à antecipação do castigo.

— Não. Você veio para ser disciplinada. — Karinna desamarrou o próprio paletó e o jogou sobre uma poltrona. — Você desrespeitou a mim e a si mesma hoje, Karen. O fato de ser minha esposa não lhe dá o direito de transformar este lugar em um palco para o seu exibicionismo barato.

Karinna caminhou até uma estante oculta por trás de um painel de madeira nobre. Ali, longe dos olhos de clientes, ficavam alguns dos protótipos mais exclusivos de sua marca: palmatórias de couro, chicotes de seda e amarras de design ergonômico. Ela escolheu uma palmatória curta, revestida em camurça negra.

— De joelhos. Agora. — A ordem foi dada sem margem para discussão.

Karen obedeceu instantaneamente. O impacto dos joelhos no tapete grosso foi abafado, mas a submissão era clara. Ela olhou para cima, os olhos brilhando com uma mistura de medo e desejo.

— Mestra, eu...

— Silêncio. — Karinna parou diante dela. — Você vai me explicar, enquanto eu decido como vou apagar esse sorriso do seu rosto, por que achou que seria uma boa ideia desobedecer à minha ordem de discrição.

— Eu queria que você ficasse possessa. — Karen confessou, a voz trêmula. — Eu queria sentir o seu controle de volta. A briga de manhã me fez sentir... distante.

— Distância não se resolve com desrespeito, Karen. Resolve-se com entrega. — Karinna passou a mão pelos cabelos da esposa, puxando-os levemente para trás para expor o pescoço. — Você quer o meu controle? Pois você o terá. Mas não será do jeito suave que você está imaginando.

Karinna caminhou até a grande mesa de reunião que ficava no canto da sala.

— Debruce-se na mesa. Levante essa saia ridícula e me mostre exatamente o que você acha que é tão especial a ponto de exibir para o mundo.

Karen caminhou até a mesa, o coração batendo contra as costelas. Ela se inclinou, sentindo o frio do tampo de vidro contra suas palmas. Com as mãos trêmulas, ela puxou o couro da saia para cima, revelando a pele clara de suas coxas e a nudez total por baixo. Ela se sentia vulnerável, exposta e, pela primeira vez no dia, verdadeiramente arrependida de ter brincado com o fogo.

Karinna aproximou-se por trás. O contraste era absoluto: a CEO em suas roupas de poder, impecável, e a modelo herdeira, exposta e pronta para a correção.

— Olhe para o reflexo no vidro, Karen. — Karinna sussurrou em seu ouvido, a mão livre traçando o caminho da coluna vertebral da esposa. — O que você vê?

— Eu vejo... uma mulher que pertence a você. — Karen respondeu, a respiração curta.

— Você vê uma mulher que precisa aprender que o meu respeito é conquistado com lealdade, não com exibições públicas. — Karinna ergueu a palmatória. — Dez golpes pela insubordinação matinal. Mais dez pela saia. E o restante... o restante será até que eu decida que você aprendeu a lição.

O primeiro golpe estalou no ar antes de encontrar a pele de Karen. O som foi seco, preenchendo a sala silenciosa. Karen soltou um arquejo, as unhas arranhando o vidro da mesa.

— Um. — Karinna contou, a voz calma, quase clínica.

— Sim, Mestra. — Karen respondeu, a voz embargada.

— Dois.

A cada golpe, a pele de Karen ganhava um tom rosado, uma prova física da autoridade de Karinna. A CEO não tinha pressa. Ela alternava a intensidade, garantindo que cada impacto fosse sentido, processado e aceito. Ela queria que Karen entendesse que, no mundo delas, a liberdade vinha da estrutura que Karinna provia.

Após os vinte golpes iniciais, Karinna parou. Ela deixou a palmatória de lado e usou as mãos para massagear a pele quente de Karen, um gesto de carinho que era quase mais intenso que a punição em si.

— Você entende agora por que estou brava? — Karinna perguntou, inclinando-se sobre ela, o calor de seus corpos se misturando.

— Sim. — Karen soluçou baixo. — Eu fui egoísta. Eu queria atenção e não pensei nas consequências para a sua imagem... ou para a nossa relação.

— Você é a minha joia mais preciosa, Karen. E eu não deixo minhas joias expostas para qualquer um tocar com os olhos. — Karinna virou o corpo de Karen, fazendo-a sentar-se na mesa, de frente para ela. — Você vai ficar aqui, nesta sala, até o fim do meu expediente. Sem celular, sem distrações. Você vai me ver trabalhar e vai lembrar que a única pessoa a quem você deve satisfações é a mim.

— E a saia? — Karen perguntou, os olhos vermelhos, mas carregados de uma adoração renovada.

Karinna sorriu, um sorriso predatório e ao mesmo tempo protetor. Ela pegou o próprio paletó e o colocou sobre os ombros de Karen, cobrindo-a.

— A saia vai para o lixo. Eu vou pedir para minha secretária comprar algo adequado para você sair daqui. Mas, por enquanto... você vai ficar exatamente assim. Minha submissa, sob o meu teto, sob as minhas regras.

Karen acenou com a cabeça, sentindo o peso do paletó de Karinna, o cheiro do perfume dela a envolvendo. A rebeldia havia sido drenada, substituída por uma paz profunda que só a disciplina trazia para alguém como ela.

Karinna voltou para sua cadeira de couro, abriu seu laptop e começou a digitar, como se nada tivesse acontecido. Mas, de vez em quando, seus olhos se desviavam para a mulher sentada em sua mesa de reunião, e o brilho de posse em seu olhar dizia a Karen tudo o que ela precisava saber: ela era amada, ela era protegida, mas ela nunca, jamais, seria maior que a vontade de sua Mestra.

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