
Skell 😳🫶🤨 x Robby
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 20/07/2026
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O Mecânico e o Mistério das Sombras
Os corredores da Paper School estavam estranhamente silenciosos naquela tarde, o que era um milagre considerando o caos habitual que envolvia professores assassinos e provas de vida ou morte. Skell estava encostado em um dos armários metálicos, seu corpo gótico e sombrio parecendo absorver a pouca luz que entrava pelas janelas altas. Ele segurava seu telefone com desdém, os dedos pálidos deslizando pela tela enquanto ignorava o mundo ao seu redor.
Skell era uma figura imponente à sua maneira. Seus cabelos pretos caíam sobre os ombros, emoldurando os chifres escuros, onde as duas listras brancas no lado esquerdo brilhavam discretamente. O sino em sua coleira emitia um tilintar baixo a cada movimento sutil de sua respiração. Suas asas negras estavam recolhidas, e a cauda balançava levemente, como a de um felino entediado.
A poucos metros dali, Robby caminhava com seu passo rítmico, o som de seus sapatos pretos ecoando no piso polido. Ele segurava sua inseparável chave inglesa cinza, girando-a distraidamente entre os dedos de três garras. O chapéu de hélice em sua cabeça parecia girar por conta própria, um contraste vibrante com sua silhueta de boneco de palito.
Robby estava focado em um problema mecânico que precisava resolver no laboratório, mas sua atenção foi subitamente desviada quando ele dobrou o corredor e viu Skell de costas.
O mecânico parou bruscamente. Por algum motivo que ele não conseguia explicar, sua visão focou intensamente na silhueta de Skell. O gótico tinha uma constituição física única, e naquela posição, algo sobre suas proporções — especificamente a curva acentuada de seu quadril e o volume de sua parte traseira — fez com que o rosto de Robby esquentasse instantaneamente por baixo dos óculos pretos.
— Santo parafuso... — sussurrou Robby para si mesmo, sentindo o coração disparar.
Skell, alheio à presença do menor, soltou um suspiro de irritação com algo que leu no celular. Ele mudou o peso do corpo de uma perna para a outra, o que causou um movimento acentuado em sua postura. Ele se inclinou levemente para frente para ajustar o sinal do aparelho, empinando-se de uma forma que, para Robby, parecia quase um convite magnético.
A mente de Robby entrou em curto-circuito. Uma voz ecoou em sua cabeça, repetindo pensamentos que ele mal conseguia processar. Era como se as leis da física daquela escola de papel estivessem prestes a dobrar.
Sem pensar, movido por uma curiosidade técnica e uma impulsividade inexplicável, Robby se aproximou. Ele era pequeno, mas ágil. Skell sentiu uma presença atrás de si, mas antes que pudesse se virar totalmente, o impensável aconteceu.
Em um momento de surrealismo puro, típico das anomalias espaciais da Paper School, Robby não apenas tropeçou ou esbarrou. Devido à sua constituição fina e à natureza maleável de seus corpos de papel e tinta, o mecânico acabou se prendendo e sendo "absorvido" pela proximidade física exagerada. Em um piscar de olhos, Robby se viu literalmente envolvido pela anatomia de Skell, entrando em uma espécie de espaço dimensional confinado que desafiava a lógica.
Skell soltou um ganido de surpresa, seu rosto pálido tornando-se instantaneamente vermelho como uma pimenta.
— Mas que diabos?! — gritou Skell, tentando se desvencilhar, mas sentindo o peso e a presença de Robby de uma forma extremamente invasiva e apertada. — Robby? O que você pensa que está fazendo aí atrás?!
— Eu não sei! — a voz de Robby saiu abafada, ecoando de algum lugar entre as camadas da vestimenta e da anatomia sombria de Skell. — Eu só estava olhando e... e as coisas ficaram apertadas!
Skell tentou se endireitar, mas cada movimento parecia apenas acomodar o mecânico ainda mais profundamente naquela situação constrangedora.
— Sai daí agora, seu nanico mecânico! — reclamou Skell, as mãos tremendo enquanto ele tentava alcançar as próprias costas, sem sucesso. — Isso é... isso é extremamente impróprio, até para os padrões dessa escola!
— Eu estou tentando! — Robby exclamou, sua chave inglesa batendo contra algo que soou como um osso, ou talvez o broche de esqueleto de Skell. — Mas é como se eu estivesse preso em uma engrenagem! Você é... você é muito mais macio do que parece, Skell!
— Cale a boca! — Skell rosnou, o sino em seu pescoço tilintando freneticamente. — Não comente sobre a minha textura! Apenas use essa sua chave inglesa idiota e se alavanque para fora!
Robby, dentro daquele espaço confinado e quente, sentia o cheiro de incenso e papel velho que emanava de Skell. Ele tentou se mexer, mas suas garras apenas encontravam mais resistência. O rosto de Skell estava escondido entre as mãos agora, a vergonha superando a raiva momentânea.
— Se alguém nos vir assim... — Skell murmurou, a voz falhando. — Eu vou ser a piada do grupo do Oliver para sempre. E eu vou garantir que você seja desmontado peça por peça, Robby.
— Calma, gótico... — Robby tentou usar um tom reconfortante, embora sua voz estivesse abafada pelo tecido da camisa de Skell. — Eu só preciso achar um ponto de apoio. É que... bem, é bem espaçoso aqui dentro, de um jeito estranho.
— Espaçoso?! — Skell se empinou novamente em um espasmo de indignação, o que só fez Robby deslizar um pouco mais para dentro daquela confusão anatômica. — Pare de explorar! Isso não é uma caverna, é o meu corpo!
— Tecnicamente, somos feitos de papel e conceitos — argumentou Robby, tentando manter o profissionalismo de mecânico enquanto seu rosto ardia de vergonha. — Às vezes as camadas se sobrepõem.
Skell soltou um gemido de frustração, sentindo cada movimento de Robby. Era uma sensação bizarra de preenchimento e pressão que ele nunca havia experimentado.
— Robby, eu estou falando sério — disse Skell, tentando recuperar a compostura, apesar de suas pernas estarem bambas. — Saia. Agora. Ou eu vou usar minhas asas para voar até o teto e te derrubar lá de cima.
— Não faça isso! — Robby se desesperou, agarrando-se ao que parecia ser a base da cauda de Skell para se estabilizar. — Se você voar, a pressão vai aumentar! Eu vou ficar preso permanentemente!
Skell estancou. O pensamento de ter Robby permanentemente acoplado à sua parte traseira era um pesadelo que ele não estava disposto a arriscar.
— Então o que fazemos? — perguntou Skell, sua voz agora um sussurro baixo e irritado.
— Eu vou ter que... — Robby hesitou, sentindo a textura dos pelos na parte inferior do torso de Skell. — Eu vou ter que me impulsionar para fora usando a chave inglesa como alavanca contra o seu... bem, contra você.
— Apenas faça — ordenou Skell, fechando os olhos com força. — E nunca, em hipótese alguma, mencione isso a ninguém. Nem para a Ruby, nem para o Kevin. Ninguém.
— Meu segredo é um cofre trancado — prometeu Robby.
Houve um momento de silêncio tenso no corredor. Skell sentiu um movimento brusco, um empurrão metálico, e então, com um som seco de papel se descolando, Robby foi expelido para trás, caindo sentado no chão do corredor.
Skell imediatamente se virou, ajeitando a camisa com movimentos bruscos e nervosos, sua cauda chicoteando o ar violentamente. Seu rosto ainda estava vermelho, e seus olhos brilhavam com uma mistura de fúria e humilhação.
Robby estava no chão, o chapéu de hélice meio torto e os óculos caídos na ponta do nariz. Ele olhou para cima, vendo a figura gótica pairando sobre ele.
— Você está bem? — perguntou Robby, a voz pequena.
Skell respirou fundo, o sino em seu pescoço dando um último tilintar suave. Ele guardou o telefone no bolso e lançou a Robby o olhar mais mortal que conseguiu realizar.
— Se eu vir você olhando para as minhas costas de novo, Robby... — Skell deixou a ameaça no ar, suas garras pontiagudas brilhando sob a luz fluorescente.
— Entendido! — Robby levantou-se rapidamente, limpando a poeira de sua camiseta polo. — Sem olhar. Sem entrar. Perfeitamente compreendido.
Skell bufou, virou as costas e começou a caminhar na direção oposta, suas asas negras dando um pequeno tremor. Robby ficou parado, observando-o partir. Apesar do susto e do constrangimento, ele não pôde deixar de notar que, mesmo irritado, Skell ainda tinha aquela presença magnética.
Robby ajustou seu chapéu, pegou sua chave inglesa e seguiu para o laboratório, mas sua mente ainda estava processando a estranha aventura dimensional que acabara de viver. Ele tinha certeza de uma coisa: a Paper School nunca deixava de surpreender, e Skell era muito mais complexo — em todos os sentidos — do que ele imaginava.
