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Fandom: Once upon a time

Criado: 21/07/2026

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O Peso da Coroa e do Sangue

A névoa de Storybrooke parecia mais espessa naquela noite, rastejando pelas ruas desertas como uma serpente de prata. No gabinete da prefeitura, Regina Mills observava a rua através da vidraça, segurando um copo de cidra que já havia esfriado. A solidão era uma companheira familiar, mas desde que Robin Hood partira e Emma Swan consolidara seu lugar como a salvadora, o silêncio da mansão tornara-se ensurdecedor.

A porta do gabinete se abriu sem um anúncio. Não era necessário. O estalar seco dos saltos no piso de madeira e a aura de poder absoluto que preenchia o ambiente denunciavam a visitante. Cora Mills entrou com a elegância de uma rainha que nunca deixou de carregar sua coroa, mesmo no exílio. Seus olhos escuros percorreram a silhueta da filha, detendo-se na curva de seus ombros.

— Você parece exausta, Regina — disse Cora, sua voz como veludo e aço. — O peso de tentar ser boa não combina com você.

Regina não se virou imediatamente. Ela apertou os dedos em volta do cristal do copo, sentindo a tensão subir pela espinha.

— O que você quer, mãe? — perguntou Regina, a voz rouca. — Achei que estivesse ocupada demais tramando sua ascensão para se preocupar com meu estado de espírito.

Cora caminhou até ficar a poucos centímetros das costas da filha. O perfume de rosas e magia negra emanava dela, um cheiro que Regina passara a vida tentando esquecer e desejar simultaneamente.

— Eu recuperei meu coração, Regina — sussurrou Cora, aproximando-se o suficiente para que seu hálito tocasse a nuca da morena. — E com ele, recuperei a memória do que realmente importa. Você está sozinha agora. Aqueles que você tentou agradar a abandonaram à primeira dificuldade. Mas eu nunca vou embora.

Regina finalmente se virou, encontrando o olhar intenso de Cora. A mãe estava impecável, uma beleza madura e predatória que o tempo parecia não ousar tocar. Havia algo diferente no modo como ela olhava para Regina — não era apenas a frieza da Rainha de Copas, mas uma possessividade ardente.

— Eu não preciso da sua piedade — rebateu Regina, embora seus olhos traíssem sua vulnerabilidade.

— Não é piedade, minha querida — Cora estendeu a mão, acariciando o rosto de Regina com o dorso dos dedos. — É a percepção de que desperdiçamos anos em jogos de poder quando poderíamos ter tido tudo. Eu quero recuperar o tempo perdido. Quero mostrar a você que ninguém no mundo pode amar você da maneira que eu amo. Porque ninguém conhece a sua escuridão como eu.

O toque de Cora desceu pelo pescoço de Regina, parando sobre a pulsação acelerada da filha. Regina sentiu um arrepio percorrer seu corpo. A relação delas sempre fora uma teia complexa de controle e dependência, mas agora, sem as amarras do passado ou a presença de outros pretendentes, a tensão entre as duas atingira um ponto de ebulição.

— Você sempre disse que o amor era uma fraqueza — lembrou Regina, a respiração ficando curta.

— Eu estava errada sobre muitas coisas — admitiu Cora, dando um passo à frente, forçando Regina a recuar contra a mesa pesada de carvalho. — Mas estava certa sobre uma: nós somos o sangue uma da outra. Somos feitas da mesma matéria. E agora que você está livre de distrações medíocres, posso finalmente ensinar a você o que significa ser verdadeiramente amada por um igual.

Cora inclinou-se, selando a distância entre elas. O beijo não foi terno; foi uma reivindicação. Tinha o gosto de magia, de poder e de uma fome acumulada por décadas. Regina gemeu contra os lábios da mãe, suas mãos subindo instintivamente para os ombros de Cora, apertando o tecido fino de seu vestido.

— Mãe... — sussurrou Regina entre os beijos, uma mistura de protesto e rendição.

— Shh — murmurou Cora, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos da filha. — Deixe-me cuidar de você. Deixe-me mostrar o quanto senti sua falta.

Cora envolveu a cintura de Regina, puxando-a para mais perto com uma força que surpreendeu a prefeita. Com um movimento fluido de magia, as luzes do gabinete se apagaram, deixando apenas o brilho da lua e o calor que emanava de seus corpos.

— Você sempre foi minha obra-prima, Regina — disse Cora, as mãos descendo pelas curvas da filha, explorando cada centímetro com uma autoridade que não admitia recusas. — E eu pretendo tratar você como tal.

Regina sentiu-se desmoronar sob o toque experiente de Cora. A mãe sabia exatamente onde a pele era mais sensível, onde a pressão causava o maior impacto. Era uma dança de dominação que Regina conhecia bem, mas que agora tomava contornos físicos e íntimos que ela nunca ousara imaginar plenamente.

— Mostre-me — desafiou Regina, recuperando um pouco de sua própria altivez, embora seus olhos estivessem nublados pelo desejo. — Mostre-me como você pretende recuperar esse tempo.

Cora sorriu, um sorriso que prometia tanto prazer quanto submissão. Ela começou a desabotoar o terno de Regina com agilidade, seus dedos roçando a pele morena e firme da filha.

— Vou foder você até que você esqueça o nome de qualquer outra pessoa que já tocou seu corpo — declarou Cora, a voz carregada de uma promessa sombria. — Vou mostrar a você que o único lugar onde você pertence é aqui, sob o meu comando, sendo amada por mim.

A noite em Storybrooke continuou fria e silenciosa, mas dentro das paredes de carvalho do gabinete, o ar estava carregado de eletricidade. Cora cumpriu sua promessa, explorando cada faceta do desejo de Regina, usando seu corpo e sua experiência para reafirmar o vínculo inquebrável entre elas. Não havia mais segredos, apenas a entrega absoluta de uma filha a uma mãe que se recusava a deixá-la partir novamente.

A cada toque, a cada palavra sussurrada, Cora reconstruía o mundo de Regina ao seu redor, garantindo que, quando o sol nascesse, a Rainha Má soubesse exatamente quem era o verdadeiro centro de seu universo. O amor, naquela forma distorcida e poderosa, era a única magia que realmente importava para as mulheres Mills.

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