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Oliver!🤨

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 22/07/2026

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Fatias de VidaHumorCrack / Humor ParódicoAventuraFofuraCenário Canônico
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O Dilema do Sabonete e o Desastre na Lama

A Escola de Papel nunca foi um lugar particularmente normal, mas quando Oliver estava envolvido, a normalidade era jogada pela janela e substituída por um caos absoluto. Naquele dia, o sol parecia brilhar com uma intensidade estranha sobre o terreno da escola, iluminando o cenário de uma das competições mais absurdas que Zip e Edward já haviam presenciado. O prêmio? Um sabonete artesanal de edição limitada, com aroma de lavanda e uma textura que Oliver jurava ser a mais saborosa que já vira na vida.

Para qualquer outra pessoa, o prêmio seria um item de higiene. Para Oliver, era um banquete gourmet.

— Você tem certeza de que isso é seguro, Oliver? — a voz de Edward soou abafada e levemente trêmula.

Edward estava em uma posição lamentável. Ele estava amarrado por uma corda grossa, pendurado precariamente sobre um poço de lama borbulhante e escura que Zip havia ajudado a preparar. O plano de Oliver era simples (na cabeça dele): ele precisava realizar uma série de manobras em um pequeno barco de madeira no canal estreito que cercava o poço, e o "clímax" da prova envolvia cortar a corda de Edward no momento exato para que ele caísse em uma plataforma... ou na lama, dependendo da pontaria de Oliver.

— Relaxa, Ed! — Oliver gritou de volta, equilibrando-se no barco. — Eu sou um profissional. E aquele sabonete está praticamente gritando o meu nome!

Oliver estava radiante. Seus longos cabelos brancos, que chegavam aos tornozelos, estavam presos em seu rabo de cavalo baixo habitual, balançando conforme ele se movia. A marca de "A+" em seu cabelo brilhava sob a luz, e sua língua bifurcada escapou por entre os lábios em um gesto de antecipação. Ele segurava o remo com a mão direita, enquanto seu braço esquerdo, o lápis gigante e funcional, servia de apoio para manter o equilíbrio no barco instável.

— Se eu ficar sujo de lama, eu vou cobrar cada centavo do conserto dos meus óculos! — Edward protestou, balançando perigosamente enquanto a corda rangia.

— Menos conversa e mais drama, Edward! — Zip gritou da margem, segurando um cronômetro e rindo da desgraça do amigo. — O tempo está correndo!

Oliver posicionou o barco com agilidade. Ele remou com força, fazendo a pequena embarcação deslizar pela água cinzenta. Ele se sentia invencível. Suas botas pretas batiam no fundo do barco, e ele ajustou a camisa preta de gola, sentindo-se o herói de uma aventura épica. O objetivo final estava próximo: um pedestal do outro lado do poço onde o glorioso sabonete repousava sobre uma almofada de veludo (provavelmente roubada da sala dos professores).

— Tudo bem, hora do show! — Oliver exclamou, largando o remo e puxando uma pequena tesoura afiada do bolso de sua bermuda branca.

Ele se aproximou da base da estrutura que segurava a corda de Edward. O barco balançava violentamente. Oliver esticou o braço, a língua bifurcada para fora em sinal de concentração máxima. Ele precisava cortar a corda no ângulo certo para que o balanço de Edward o levasse para a segurança, e não para o desastre viscoso abaixo.

— Oliver, cuidado com aquele galho! — Edward gritou, os olhos arregalados por trás das lentes.

— Eu sei o que estou fazen... — Oliver começou a dizer, mas a frase foi interrompida pelo destino.

O canal era cercado por árvores de papel retorcidas e galhos secos que se projetavam como garras. Enquanto Oliver se inclinava para frente com a tesoura, uma rajada de vento súbita empurrou o barco para a direita. Um galho grosso e pontiagudo, escondido pelas folhas, enganchou-se perfeitamente na gola da camisa preta de Oliver.

O som de tecido rasgando foi alto e doloroso para os ouvidos de quem prezava por suas roupas.

— Mas o quê...? — Oliver tentou recuar, mas o movimento brusco só piorou a situação.

Com um puxão violento, o galho rasgou a parte frontal de sua camisa de cima a baixo, abrindo o tecido como se fosse manteiga. Em um segundo, a camisa de Oliver estava arruinada, pendurada em seus ombros por fios, deixando seu peito completamente à mostra para quem quisesse ver.

O choque foi imediato. Oliver, que sempre foi o mestre das pegadinhas e o garoto confiante que não se abalava com nada, sentiu o ar frio atingir sua pele e o pânico subir pela garganta.

— AAAAHHHH! MINHA ROUPA! — Oliver soltou um grito agudo, um som que raramente saía de sua boca, misturando surpresa e uma pontada de vergonha genuína.

Ele largou a tesoura instintivamente para tentar cobrir o peito com as mãos — ou melhor, com a mão direita e o braço de lápis —, fazendo o barco balançar perigosamente.

Lá em cima, Edward, que já estava em um estado de estresse elevado, deu um pulo (dentro do possível para alguém amarrado) ao ouvir o grito de Oliver. Ele olhou para baixo rapidamente para ver se o amigo tinha se machucado, mas a visão que encontrou o deixou paralisado.

Edward sentiu o sangue subir para o rosto instantaneamente. O contraste da pele pálida de Oliver contra os restos da camisa preta e os cabelos brancos bagunçados era algo que ele definitivamente não estava preparado para processar no meio de uma competição de sabonete.

— O-Oliver?! — Edward gaguejou, ficando tão vermelho quanto a marca de "A+" no cabelo do outro. — Por que você está... Por que você gritou assim?!

— O galho! O galho me atacou! — Oliver exclamou, tentando desesperadamente juntar os pedaços de pano sobre o peito, o rosto agora tingido de um rosa profundo. — Edward, não olhe! É indecente!

— Eu estou pendurado em cima de um poço de lama, para onde você quer que eu olhe?! — Edward gritou de volta, fechando os olhos com força, embora a imagem já estivesse gravada em sua mente.

Zip, na margem, caiu na gargalhada, rolando no chão de papel.

— Isso é melhor do que qualquer sabonete! — ela conseguiu dizer entre os risos. — Oliver, o grande mestre das travessuras, derrotado por uma árvore!

— Cala a boca, Zip! — Oliver rebateu, o pânico dando lugar a uma irritação embaraçada.

Ele tentou se levantar para recuperar a tesoura, mas, ao fazer isso, esqueceu-se completamente do equilíbrio. O barco deu um solavanco para o lado oposto.

— Oliver, cuidado! — Edward avisou, abrindo um olho apenas para ver o desastre iminente.

Foi tudo muito rápido. O barco virou, jogando Oliver diretamente na água rasa do canal. No processo, a corda que segurava Edward, que já estava frouxa devido aos movimentos anteriores, finalmente cedeu ao peso e ao estresse.

— Oh, não... — foi tudo o que Edward conseguiu dizer antes de despencar.

SPLASH!

Edward caiu direto no centro do poço de lama. Uma explosão de substância marrom e pegajosa voou para todos os lados, atingindo Zip na margem e cobrindo Oliver, que acabara de emergir da água do canal.

O silêncio caiu sobre o local por alguns segundos, interrompido apenas pelo som da lama escorrendo.

Edward emergiu da lama, seus óculos completamente cobertos, parecendo uma criatura do pântano. Ele cuspiu um pouco de lama e tentou limpar as lentes com as mãos amarradas, sem sucesso.

— Eu odeio... todos vocês... — Edward murmurou, a voz carregada de uma derrota profunda.

Oliver, sentado na água rasa com a camisa rasgada grudada ao corpo e agora manchada de lama, olhou para Edward e depois para si mesmo. A situação era tão absurda, tão ridícula, que o susto inicial começou a desaparecer. Ele olhou para o pedestal, onde o sabonete de lavanda ainda repousava, intocado e perfeito.

A língua bifurcada de Oliver apareceu novamente, e ele soltou uma risadinha nervosa.

— Bem... — Oliver disse, tentando recuperar a compostura enquanto segurava os farrapos de sua camisa. — Pelo menos a lama é hidratante?

Edward finalmente conseguiu limpar um espaço pequeno em seus óculos e olhou para Oliver. Ao ver o amigo naquela situação — sujo, seminu e tentando manter a dignidade enquanto segurava um braço de lápis gigante —, Edward não conseguiu evitar. Ele começou a rir. Uma risada seca e cansada, mas uma risada.

— Você é um idiota, Oliver. Um idiota total.

— Mas sou um idiota que quase ganhou um sabonete — Oliver piscou para ele, recuperando um pouco de seu brilho travesso, apesar das bochechas ainda estarem quentes.

— Você não ganhou nada! — Zip gritou da margem, limpando a lama do rosto. — A competição foi um desastre técnico. Eu fico com o sabonete por ter sido a única que não caiu em nada!

— Nem pensar! — Oliver e Edward gritaram em uníssono.

Oliver se levantou com dificuldade, a água escorrendo de seu cabelo longo. Ele parecia uma pintura abstrata de desastre e beleza. Ele caminhou até a margem, tentando ignorar o fato de que sua camisa estava em frangalhos.

— Edward, me ajude aqui — Oliver pediu, estendendo a mão direita para tirar o amigo do poço de lama.

Edward aceitou a ajuda, e Oliver o puxou com força. Quando Edward ficou de pé, bem próximo a Oliver, o rubor voltou ao rosto do garoto de óculos. Estar tão perto de Oliver naquela condição era... perturbador, para dizer o mínimo.

— Você... você precisa de uma camisa nova — Edward disse em voz baixa, desviando o olhar para o chão de papel.

— É, eu sei — Oliver deu de ombros, soltando Edward. — Mas primeiro, temos uma Zip para caçar e um sabonete para recuperar.

Oliver olhou para Zip, que já estava correndo em direção ao pedestal.

— Ei! Volte aqui com o meu jantar! — Oliver gritou, correndo atrás dela com seus longos cabelos balançando e a camisa rasgada voando ao vento.

Edward ficou para trás por um momento, limpando o resto da lama de seus braços. Ele suspirou, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios enquanto observava Oliver correr.

— Realmente... a Escola de Papel nunca fica entediante com ele por perto.

Edward ajustou os óculos e começou a caminhar atrás deles. Ele ainda estava coberto de lama, seu plano de um dia tranquilo fora arruinado e ele provavelmente teria que passar horas lavando o cabelo. Mas, ao lembrar da expressão de susto de Oliver e do modo como o sol batia em seu peito antes da lama cobrir tudo, Edward sentiu que, talvez, aquela competição maluca não tivesse sido um desperdício total de tempo.

Afinal, não era todo dia que se via o grande Oliver perder a compostura por causa de um galho de árvore.

— Esperem por mim! — Edward gritou, apressando o passo. — Se o Oliver vai comer aquele sabonete, eu pelo menos quero sentir o cheiro dele antes de desaparecer!

E assim, entre risos, lama e tecidos rasgados, o trio continuou sua perseguição frenética, deixando para trás um poço de lama borbulhante e a memória de um dos momentos mais embaraçosos — e secretamente memoráveis — da vida de Oliver. No final das contas, o sabonete era apenas um detalhe; o verdadeiro prêmio era o caos que eles criavam juntos.

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