
Quer ser minha?
Fandom: Magi
Criado: 22/07/2026
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O Compasso do Desejo e a Promessa de um Futuro
A manhã no hospital tinha sido incomumente calma, o que era uma raridade para Maya. O jaleco branco, que agora parecia um pouco mais justo na cintura, era seu escudo contra o caos do mundo exterior, mas o seu pensamento estava longe das fichas médicas e dos estetoscópios. O toque de Giovanna em sua barriga naquela manhã ainda parecia queimar sob a pele, um lembrete constante de que a vida estava mudando da forma mais bela possível.
Giovanna Torres, a mulher que conseguia ser a personificação da disciplina fardada e, ao mesmo tempo, o porto mais seguro e doce que Maya já conhecera, tinha um plano. Ela fora enigmática ao deixar Maya na porta do hospital, com um beijo casto e um aviso de que a buscaria para o jantar.
Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu de Magnostadt com tons de violeta e ouro, Giovanna apareceu. Ela não estava de farda desta vez. Vestia um terno sob medida, escuro, que realçava seu porte imponente e a elegância natural que possuía.
— Você está deslumbrante — disse Giovanna, enquanto abria a porta do carro para Maya.
— Você diz isso todos os dias — Maya sorriu, ajeitando o vestido de seda azul-marinho que realçava a curva suave de sua gestação.
— E direi todos os dias da minha vida, se você permitir — respondeu Giovanna, com uma intensidade no olhar que fez o estômago de Maya dar voltas.
O restaurante escolhido era um dos mais exclusivos da cidade, situado no topo de um edifício com vista para os jardins suspensos. A iluminação era baixa, composta quase inteiramente por velas, e o som de um piano suave preenchia o ambiente. Elas foram conduzidas a uma mesa reservada, afastada das outras, onde a privacidade era absoluta.
Durante o jantar, a conversa fluiu como vinho. Elas riram de memórias antigas e trocaram planos sussurrados sobre o quarto do bebê. No entanto, Maya percebia um certo nervosismo em Giovanna. A mão da oficial, geralmente firme como rocha, tamborilava levemente na toalha de mesa de linho.
— Maya — começou Giovanna, sua voz baixando um oitavo. — Eu passei muito tempo da minha vida achando que o dever era a única coisa que me definia. A farda, a ordem, a proteção de Magnostadt... Mas desde que você entrou na minha vida, o conceito de "casa" mudou. Casa não é mais um quartel ou um apartamento. Casa é onde você está.
Maya sentiu o coração acelerar. Ela pousou os talheres, focando inteiramente na mulher à sua frente.
— E agora, com esse pequeno milagre crescendo dentro de você — continuou Giovanna, estendendo a mão para cobrir a de Maya —, eu percebi que não quero apenas ser a pessoa que divide o teto com você. Eu quero o título. Quero a honra. Quero que o mundo saiba a quem eu pertenço.
Giovanna retirou do bolso interno do paletó uma pequena caixa de veludo negro. Ao abri-la, um anel de ouro branco com uma safira central, cercada por pequenos diamantes, brilhou sob a luz das velas.
— Maya, você aceita ser minha namorada oficialmente, perante todos, e caminhar ao meu lado como minha companheira de vida?
As lágrimas que Maya vinha segurando finalmente transbordaram. Ela assentiu, incapaz de formular palavras por um segundo.
— Sim, Giovanna. Mil vezes sim.
Giovanna deslizou o anel pelo dedo de Maya e beijou sua mão com uma reverência quase sagrada. O momento era perfeito, carregado de uma pureza que poucas pessoas tinham a sorte de experimentar. Mas Maya, com seu espírito travesso e o fogo que sempre ardia por baixo da aparência profissional de médica, tinha um plano próprio para aquela noite. Ela queria testar o autocontrole lendário de sua agora namorada.
— Baby... — sussurrou Maya, inclinando-se para frente, o brilho nos olhos mudando de ternura para algo muito mais provocante. — O anel é lindo. A surpresa foi perfeita. Mas eu também tenho um presente para você. Só que... eu não posso te entregar aqui na mesa.
Giovanna arqueou uma sobrancelha, um sorriso intrigado surgindo nos lábios.
— Ah, é? E onde você pode me entregar?
— Eu preciso ir ao toalete primeiro. Me dê cinco minutos. Quando eu voltar, você receberá o seu presente.
Maya se levantou com uma elegância felina, deixando Giovanna observando cada movimento de seus quadris enquanto ela se afastava. No banheiro luxuoso e deserto do restaurante, Maya retirou da bolsa um pequeno dispositivo de silicone, moderno e potente. Com mãos ágeis e um sorriso cúmplice no espelho, ela o acomodou em seu lugar, sentindo o frio inicial do material contra sua pele sensível, seguido pelo preenchimento que a fez soltar um suspiro curto.
Ela ajustou o vestido, conferiu a maquiagem e voltou para a mesa. Giovanna a observava com uma mistura de adoração e curiosidade.
Ao se sentar, Maya não disse nada. Apenas estendeu a mão por cima da mesa e colocou um pequeno controle remoto, fino e discreto, na palma da mão de Giovanna.
— O que é isso? — perguntou Giovanna, franzindo a testa levemente.
Maya se inclinou, o hálito quente roçando a orelha de Giovanna enquanto ela sussurrava:
— É o meu presente. Ele está dentro de mim agora, Giovanna. E esse controle... ele pertence a você. Pode fazer o que quiser comigo pelo resto do jantar. Eu sou sua.
Os olhos de Giovanna se arregalaram. A compreensão atingiu sua mente como um raio. Ela olhou para o pequeno objeto em sua mão e depois para Maya, que mantinha uma expressão de inocência angelical, embora seus olhos estivessem escuros de desejo.
Giovanna fechou a mão sobre o controle, os nós dos dedos ficando brancos. A oficial, acostumada a comandar tropas, sentiu uma onda de poder e luxúria percorrer sua espinha. Ela apertou o primeiro botão, selecionando uma vibração baixa e constante.
Maya soltou um arquejo audível, suas costas se endireitando instantaneamente contra a cadeira. Suas mãos agarraram a borda da mesa.
— Tudo bem, madame? — perguntou Giovanna, sua voz agora carregada de uma autoridade rouca. — O vinho está do seu agrado?
— Está... maravilhoso — conseguiu dizer Maya, sentindo a vibração suave ecoar por todo o seu corpo, concentrando-se exatamente onde ela mais desejava.
Giovanna, mantendo o rosto impassível para qualquer observador externo, deslizou o polegar pelo controle, aumentando a intensidade. Ela começou a descrever, com detalhes minuciosos, como pretendia cuidar de Maya e do bebê quando chegassem em casa, enquanto seus dedos brincavam com as frequências do aparelho.
Maya tentava manter a compostura, mas suas bochechas estavam coradas e sua respiração se tornava cada vez mais curta. A cada surto de prazer que o controle de Giovanna enviava, Maya sentia que poderia derreter ali mesmo, no meio do restaurante de luxo.
— Você é muito má, Torres — murmurou Maya, a voz trêmula.
— Eu sou apenas uma mulher cumprindo ordens — respondeu Giovanna, com um brilho predatório nos olhos. — Você me disse para fazer o que eu quisesse. E eu ainda nem comecei.
O jantar continuou, uma tortura deliciosa orquestrada pela mão firme de Giovanna. Para quem olhava de fora, eram apenas duas mulheres celebrando um noivado. Mas, por baixo da mesa, um jogo de entrega e domínio selava o compromisso que acabavam de assumir.
Quando finalmente saíram do restaurante, o ar frio da noite atingiu o rosto de Maya, mas seu corpo estava em chamas. Giovanna a conduziu até o carro, mas antes de abrir a porta, ela a prensou levemente contra o veículo, retirando o controle do bolso e desligando-o por um momento.
— Você ganhou o que queria, Maya? — perguntou Giovanna, o rosto a centímetros do dela.
— Eu ganhei muito mais — respondeu Maya, ofegante, passando os braços pelo pescoço da oficial. — Eu ganhei você.
Giovanna a beijou com uma fome que não tinha nada a ver com a comida do restaurante. Era um beijo que prometia proteção, amor e uma paixão que nenhuma farda ou jaleco poderia conter.
— Vamos para casa — disse Giovanna contra os lábios de Maya. — Temos uma vida inteira para celebrar esse sim.
Enquanto o carro se afastava pelas ruas iluminadas de Magnostadt, Maya encostou a cabeça no ombro de Giovanna, sentindo o anel em seu dedo e o calor da mulher que amava. O futuro era incerto, o mundo lá fora era vasto e muitas vezes perigoso, mas ali, naquele pequeno espaço, elas eram invencíveis. E o pequeno ser que crescia dentro de Maya era a prova final de que o amor, em sua forma mais pura e provocante, sempre encontraria um caminho.
