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Namorada

Fandom: Magi

Criado: 22/07/2026

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Entre Mentiras, Joias e o Fogo do Perdão

Maya estava parada no centro do restaurante, sentindo-se a mulher mais solitária do mundo, apesar do luxo que a cercava. O vestido azul claro, que antes a fazia sentir-se uma princesa, agora parecia pesado. Ana tinha sumido para "buscar a bolsa", e o silêncio do saguão de entrada começava a incomodar. Ela olhou para o relógio de pulso, bufando de impaciência. A raiva por ter visto Giovanna com aquela ruiva no shopping ainda latejava como uma ferida aberta.

— Se isso for algum tipo de piada, Ana Clara, você vai me pagar muito caro — resmungou Maya para si mesma, cruzando os braços sobre a barriga, onde sentia um leve chute, quase imperceptível.

De repente, as luzes do restaurante diminuíram, restando apenas um caminho de velas que levava a uma área reservada, decorada com rosas brancas — as suas favoritas. O coração de Maya deu um salto. Ela caminhou lentamente, os saltos estalando no mármore, até que viu a silhueta familiar.

Giovanna estava lá. Mas não vestia a farda nem a camisa amassada do trabalho. Ela usava um terno escuro, impecável, e segurava uma única rosa vermelha. Ao lado dela, Nicole e Larissa sorriam como cúmplices de um crime perfeito.

— Você... — Maya começou, a voz embargada. — O que você está fazendo aqui? Achei que estivesse "investigando" joalherias com ruivas misteriosas.

Giovanna deu um passo à frente, o rosto iluminado por uma mistura de nervosismo e adoração.

— A "ruiva misteriosa" é a melhor designer de joias da cidade, Maya — disse Giovanna, a voz rouca. — E o "caso" que eu estava investigando... era como encontrar algo que fosse minimamente à sua altura. O que, convenhamos, é uma missão impossível para qualquer detetive.

Giovanna ajoelhou-se, abrindo a pequena caixa de veludo que Maya vira de relance no shopping. Dentro, um anel de ouro branco com uma safira central, cercada por diamantes, brilhava sob a luz das velas.

— Maya Manoela Garcia Colins — começou Giovanna, os olhos fixos nos dela —, eu menti hoje porque sou uma idiota que queria que tudo fosse perfeito. Eu não quero mais ser apenas a pessoa que te dá carona ou que divide a cama com você. Eu quero ser o seu porto seguro, a pessoa que você apresenta com orgulho. Você aceita ser minha namorada oficialmente, minha mulher, e a mãe da nossa família?

O choro que Maya segurava desde o shopping finalmente transbordou, mas desta vez era de puro alívio.

— Aceito, sua delegada idiota! — exclamou Maya, puxando-a para cima para um beijo que selou o compromisso diante dos aplausos contidos de Ana, Nicole e Larissa.

...

A comemoração no restaurante foi breve, pois a tensão acumulada do dia tinha se transformado em algo muito mais urgente. Assim que entraram na mansão de Maya — por insistência dela, que queria o conforto do seu próprio lar e já planejava pedir para Giovanna se mudar definitivamente —, o clima mudou drasticamente.

Maya chutou os saltos para longe com um suspiro de alívio assim que a porta principal foi trancada. Giovanna encostou as costas na madeira da porta, observando a noiva com um olhar predatório que fazia o sangue de Maya ferver.

— Não aguenta mais os saltos, Cinderela? — brincou Giovanna, a voz baixa e carregada de uma promessa perigosa.

Maya riu, aproximando-se a passos lentos, os quadris balançando de forma provocativa sob o tecido leve do vestido azul. Ela parou a milímetros de Giovanna, sentindo o calor que emanava do corpo da policial.

— Cala a boquinha, Torres — sussurrou Maya, antes de selar seus lábios nos dela em um beijo profundo, que misturava o gosto do vinho do jantar com a fome de meses de desejo contido.

— Você não tem ideia do que esse vestido fez com a minha sanidade a noite toda — murmurou Giovanna contra o pescoço de Maya, suas mãos grandes descendo pelas costas da médica até apertarem sua cintura com firmeza. — Eu passei cada segundo imaginando o momento de tirar ele de você.

Maya soltou um gemido baixo, sentindo os arrepios percorrerem sua espinha. Ela se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos escuros de Giovanna, um sorriso malicioso brincando em seus lábios.

— Ah, é? — Maya passou as unhas levemente pela nuca de Giovanna, sentindo a pele da outra arrepiar-se instantaneamente. — Então por que você ainda está falando, Agente? Menos conversa e mais ação.

Ela se inclinou e mordeu o lóbulo da orelha de Giovanna, descendo os beijos até a curva do ombro, onde deixou uma marca avermelhada. Maya sabia exatamente o poder que exercia sobre a mulher. Suas mãos desceram para o peito de Giovanna, sentindo o coração da delegada batendo como um tambor descompassado. Ela começou a desabotoar os botões da camisa de Giovanna, um por um, mantendo o contato visual desafiador.

— Eu estava brava com você — disse Maya, a voz agora um sussurro rouco e sedutor. — Muito brava. E acho que você me deve uma compensação muito, muito boa por ter me feito passar raiva hoje.

Giovanna segurou os pulsos de Maya, prendendo-os contra a porta de madeira, acima da cabeça da médica. Seus corpos estavam tão colados que não passava nem um fio de ar entre elas.

— Eu vou passar a noite inteira te compensando, doutora — prometeu Giovanna, a voz vibrando de desejo. — Vou fazer você esquecer até como se escreve um prontuário.

— Prove — desafiou Maya, soltando-se do aperto com um movimento fluido e dando um passo para trás, deixando uma das alças do vestido azul escorregar pelo ombro, revelando a pele sedosa e perfumada.

Giovanna não precisou de mais nenhum convite. Ela avançou, pegando Maya no colo com uma facilidade que sempre fazia a médica se sentir pequena e protegida. Maya entrelaçou as pernas na cintura da delegada, sentindo a rigidez por baixo da calça de Giovanna, o que só fez sua própria excitação atingir níveis alarmantes.

Elas subiram as escadas em meio a beijos famintos e tropeços, rindo entre os ofegos. Assim que entraram no quarto principal, Giovanna depositou Maya na cama com uma delicadeza que contrastava com a urgência de seus movimentos anteriores.

A camisa de Giovanna foi jogada em algum canto do quarto. Maya admirou, sob a luz fraca do abajur, os ombros fortes e as tatuagens que adornavam os braços da mulher que agora se posicionava sobre ela. Com uma ternura que fez o coração de Maya derreter, Giovanna começou a beijar sua barriga, onde o bebê descansava.

— Eu amo tanto vocês — sussurrou Giovanna contra a pele quente de Maya.

— Nós também te amamos — respondeu Maya, puxando-a para cima pelos cabelos, buscando sua boca novamente. — Mas agora... eu preciso de você, Gio. Eu preciso sentir você.

O que se seguiu foi uma sinfonia de toques e descobertas. Giovanna explorou cada centímetro do corpo de Maya com uma fome que parecia acumulada de vidas inteiras. Suas mãos eram firmes, mas cuidadosas, mapeando as curvas que agora mudavam sutilmente pela gravidez. Maya, por sua vez, entregou-se sem reservas, arranhando as costas de Giovanna e clamando pelo seu nome em meio aos gemidos que preenchiam o silêncio da mansão.

Maya era pura provocação; ela guiava as mãos de Giovanna, sussurrando palavras sujas no seu ouvido, atiçando a delegada até que ambas estivessem à beira do abismo.

— Mais... por favor, mais — pedia Maya, arqueando o corpo sob os toques experientes de Giovanna.

No auge do prazer, quando os corpos se fundiram em um ritmo frenético, Maya sentiu que todas as dúvidas do dia tinham se dissipado. Ali, no calor daquela entrega, ela era completa.

Horas depois, as duas estavam deitadas, suadas e com as respirações finalmente voltando ao normal. O vestido azul jazia esquecido no chão, um símbolo de uma noite que começou em desastre e terminou em glória.

— Ainda está brava comigo? — perguntou Giovanna, apoiando-se no cotovelo para olhar para Maya, um sorriso convencido e satisfeito nos lábios.

Maya deu um tapa leve, quase carinhoso, no braço de Giovanna antes de se aninhar em seu peito, ouvindo as batidas agora tranquilas do coração da noiva.

— Estou pensando se te perdoo totalmente — murmurou Maya, fechando os olhos. — Talvez você precise repetir essa "investigação" amanhã de manhã para eu ter certeza.

Giovanna soltou uma risada baixa e gostosa, beijando a testa de Maya e puxando o lençol para cobri-las.

— Com todo prazer, minha linda rosa. Com todo o prazer do mundo.

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