
Abbie x miss circle (;3
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 22/07/2026
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O Som do Giz e o Grito Abafado
O corredor da escola parecia mais longo do que o normal, as paredes de papel branco esticando-se em uma perspectiva infinita e distorcida. Abbie segurava a folha de papel com as mãos trêmulas, o suor frio fazendo com que seus dedos escorregassem na borda do exame. No topo da página, um "F" vermelho e gigante parecia gritar de volta para ele, uma sentença de morte escrita em tinta fresca.
O pequeno caule de maçã em seu cabelo balançava violentamente enquanto ele tremia. Seus olhos, pequenas fendas pretas de puro terror, fixaram-se na figura que se aproximava ao final do corredor.
Miss Circle.
Ela era uma presença imponente, sua silhueta recortada contra a luz pálida da escola. O sorriso que ela ostentava não era de acolhimento, mas sim uma expressão maníaca, revelando dentes afiados que pareciam prontos para triturar mais do que apenas lápis. O som metálico ecoou pelo corredor — um clique seco e aterrorizante — quando ela ativou a lâmina de seu compasso gigante, que servia como uma extensão grotesca de seu braço.
— Abbie... — a voz dela era um sussurro ríspido, carregado de uma satisfação cruel. — Você sabe o que acontece com quem não alcança a média, não sabe?
— N-não... por favor... — Abbie balbuciou, o desespero tomando conta de cada fibra de seu ser.
Sem pensar, ele girou nos calcanhares e disparou na direção oposta. Seus sapatos pretos batiam contra o chão de papel, o som ecoando como batidas de um coração frenético. Ele precisava se esconder. Ele precisava de um lugar onde a lâmina dela não pudesse alcançá-lo. Avistou uma porta entreaberta ao final de um corredor lateral — uma sala banhada por uma luz vermelha estranha e opressiva.
Ele entrou e bateu a porta, encostando as costas nela e tentando recuperar o fôlego. O quarto estava vazio, exceto por algumas mesas quebradas e o brilho escarlate que vinha de fontes desconhecidas. Mas o silêncio durou apenas um segundo.
BOOM!
A porta de papel e madeira compensada explodiu em estilhaços quando o compasso de Miss Circle a atravessou como se fosse manteiga. Ela entrou na sala lentamente, sua altura quase tocando o teto, a lâmina gotejando uma substância escura que Abbie não queria identificar.
— Achou que uma porta me impediria de corrigir seus erros? — perguntou ela, inclinando a cabeça de forma inumana.
Abbie recuou até seus joelhos fraquejarem, fazendo-o cair sentado no chão frio. Ele estava encurralado. Miss Circle se aproximou, estendendo a mão livre para arrancar a prova das mãos dele. Com um movimento lento e deliberado, ela rasgou o papel ao meio, e depois em pequenos pedaços, deixando os restos caírem sobre o garoto aterrorizado.
— Eu disse que iria brincar com você, Abbie — ela ronronou, a sombra dela cobrindo-o completamente. — E eu sou uma professora que gosta de lições práticas.
— O que você está fazendo?! — Abbie gritou, a voz falhando enquanto ele tentava se arrastar para trás, mas suas costas encontraram a parede fria. — Sai de perto de mim! Por favor, Miss Circle, eu juro que vou estudar mais! Eu prometo!
— Tarde demais para promessas — disse ela, agarrando-o pelo colarinho da camisa branca e o suspendendo com uma força descomunal.
O pânico de Abbie atingiu um nível ensurdecedor. Ele chutava e se debatia, mas Miss Circle era uma força da natureza. Ela o jogou sobre uma mesa central, prendendo-o com uma eficiência brutal. O mundo de Abbie se tornou um borrão de luz vermelha e dor.
Momentos depois, o cenário era de puro pesadelo. Abbie estava imobilizado, suas pernas mantidas abertas à força, despojado de sua bermuda e roupa íntima, expondo sua vulnerabilidade mais profunda e dolorosa. Um pano branco havia sido amarrado com força em sua boca, transformando seus gritos de socorro em gemidos abafados e desesperados.
Suas pupilas em fenda estavam dilatadas, o suor escorrendo por seu rosto enquanto ele via Miss Circle posicionar a ponta fria e afiada de seu compasso.
— Vamos ver se você aprende agora onde cada parte se encaixa — ela provocou, os olhos brilhando com uma loucura pedagógica distorcida.
Abbie sentiu o metal gelado tocar sua pele sensível. O terror absoluto travou seus músculos quando ela começou a introduzir a lâmina do compasso de forma lenta e cruel em sua intimidade. O choque da dor e da violação fez com que ele arqueasse o corpo, seus gemidos abafados subindo de tom, transformando-se em um som dilacerante que não conseguia escapar do pano.
— Shhh... — Miss Circle inclinou-se sobre ele, o hálito frio perto de seu ouvido. — É apenas uma questão de geometria, Abbie. Ângulos e profundidade.
Ela girou levemente o instrumento, provocando-o, enquanto observava o desespero nos olhos do garoto. Abbie soluçava por trás da mordaça, as lágrimas escorrendo pelos lados de seu rosto, o caule de maçã em sua cabeça murchando sob o peso do trauma. Cada movimento da lâmina era uma agonia nova, um lembrete de que, naquela escola, falhar não era apenas um erro acadêmico, era um convite para o inferno pessoal de Miss Circle.
— Você está indo tão bem, Abbie — ela riu baixo, uma vibração sombria que ele sentiu em seus próprios ossos. — Talvez, se você sobreviver a esta aula, eu te dê uma estrela dourada.
O garoto só conseguia gemer, um som de puro quebrantamento, enquanto a luz vermelha da sala parecia pulsar no ritmo de sua dor indescritível.
