
Sobre um bagulho complicado
Fandom: Marvel
Criado: 23/07/2026
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Entre a Obsessão e o Desejo
O ar no apartamento de Asher parecia carregado, uma eletricidade estática que fazia os pelos do braço de Samara se arrepiarem. O silêncio da sala era preenchido apenas pelo som da chuva fina que começava a cair lá fora, contrastando com o calor que emanava do corpo dele, sempre tão próximo, sempre tão intenso. Samara sentia seu coração martelar contra as costelas. Ela o amava em segredo há tanto tempo, admirando a forma como os cachos pretos caíam sobre sua testa e como seus olhos escuros pareciam ler sua alma, que estar ali, após o desafio do "verdade ou consequência", parecia um sonho perigoso.
Asher caminhou até o quarto e voltou com uma camiseta preta de algodão, visivelmente grande demais para ela. O tecido tinha o cheiro dele: uma mistura de perfume amadeirado e algo puramente masculino que a deixava tonta.
— Toma. Pode tomar um banho para relaxar — disse ele, a voz rouca, entregando a peça. — O banheiro é ali no corredor. Tem toalhas limpas no armário.
Samara assentiu, sentindo o rosto queimar. Ela se trancou no banheiro, mas o que não sabia era que Asher, movido por uma obsessão que beirava a loucura, havia encontrado um ângulo perfeito através da fresta da porta mal fechada e do reflexo estratégico de um espelho no corredor. Ele ficou ali, em silêncio, observando a silhueta dela através do box de vidro fosco. As curvas de Samara eram tudo o que ele havia imaginado e mais. O contorno de seus quadris largos, a curva suave de sua cintura e o movimento de suas mãos espalhando o sabonete pelo corpo faziam o sangue de Asher ferver. Ele a queria com uma fome que o assustava, uma necessidade de possuí-la que ia muito além de um simples desejo de ensino médio.
Quando ela saiu, envolta na camiseta que batia no meio de suas coxas, Asher já estava agindo como se nada tivesse acontecido, embora seus olhos estivessem mais escuros do que o normal.
— Vou eu agora — ele murmurou, passando por ela e deixando um toque deliberado de seu ombro contra o dela.
Enquanto ele se banhava, Samara tentou se ocupar na cozinha. Seus dedos tremiam levemente enquanto ela estourava a pipoca e preparava um suco de maracujá. Ela não gostava muito do sabor azedo, mas sabia que era o favorito dele. Era o seu jeito gentil de cuidar, de mostrar que, embora mal tivessem conversado durante o ano, ela prestava atenção em cada detalhe dele.
Asher apareceu na sala minutos depois, vestindo apenas uma calça de moletom cinza que ficava baixa em seus quadris, revelando a linha do abdômen definido. Ele se sentou no sofá e pegou o controle remoto.
— Escolhi um filme — disse ele, com um sorriso de lado que Samara não soube interpretar.
O filme começou, mas em menos de dez minutos, ficou claro que não era uma produção convencional de Hollywood. As cenas eram explícitas, cruas, focadas no prazer e na entrega. Samara sentiu a garganta secar. O som dos gemidos na TV preenchia o espaço entre eles, tornando a tensão insuportável.
— Asher... — ela começou, mas a voz falhou.
— Shh... — ele sussurrou, aproximando-se.
Asher esticou a mão e começou a traçar caminhos lentos com a ponta dos dedos pela coxa exposta de Samara. A pele dela reagia instantaneamente, arrepiando-se sob o toque possessivo dele. Ele subiu a mão perigosamente, parando onde a barra da camiseta mal cobria a curva de sua bunda.
— Você é tão linda, Samara — ele murmurou, inclinando-se para enterrar o rosto no pescoço dela. — Você não tem ideia do quanto eu esperei por isso.
Ele inalou o cheiro dela, uma mistura de baunilha e do sabonete que ele mesmo usava, e deu uma mordida leve, mas firme, no lóbulo de sua orelha. Samara soltou um suspiro trêmulo, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás, dando a ele mais acesso.
— Eu sempre quis você — confessou ela, a voz sumindo.
Asher não esperou mais. Ele a puxou para um beijo devastador, uma colisão de línguas e desejo reprimido. Suas mãos grandes apertavam a cintura dela com urgência. Ele se afastou apenas o suficiente para arrancar a própria calça, revelando a ereção pulsante sob a cueca, que denunciava seu estado de excitação total.
— Toque em mim — ele ordenou, a voz carregada de luxúria.
Ele pegou a mão de Samara e a guiou, forçando-a a deslizar os dedos desde o calor de seu peito musculoso, descendo pelo abdômen, até o cós da cueca volumosa. Samara sentiu o poder dele sob sua palma e gemeu contra os lábios dele. Em resposta, Asher puxou a camiseta dela para cima, livrando-a da peça e deixando-a apenas de sutiã e calcinha de renda preta.
— Sabia que você estaria usando algo assim — ele rosnou, devorando-a com o olhar. — Perfeita.
O que se seguiu foi uma maratona de prazer que Samara nunca imaginou ser possível. Eles se entregaram um ao outro de quatro formas diferentes, cada uma mais intensa que a anterior. Primeiro, Asher a possuiu com uma lentidão torturante, explorando cada centímetro de seu corpo como se estivesse reivindicando um território que sempre lhe pertenceu. Samara, geralmente tão contida em suas emoções, gritava o nome dele, perdendo-se na sensação de preenchimento.
Depois, a urgência tomou conta. Em uma posição onde ela estava por cima, Samara assumiu o controle, ditando o ritmo enquanto Asher observava seus seios balançarem sob a luz fraca da sala, seus olhos pretos brilhando com uma obsessão quase febril. Ele a segurava pelos quadris, enterrando os dedos em sua pele, garantindo que ela soubesse que ele não a deixaria ir.
— Você é minha, Samara — ele arfava entre os beijos. — Só minha.
Quando mudaram para a terceira posição, de costas para ele, Samara sentiu a força bruta do desejo de Asher. Ele a puxava contra si, os corpos suados colados, enquanto ele sussurrava promessas sombrias em seu ouvido sobre como nunca mais permitiria que outro homem chegasse perto dela.
Na quarta vez, eles estavam exaustos, mas o fogo não diminuía. Asher a deitou de lado, envolvendo suas pernas nas dele, um encaixe perfeito e íntimo que permitia que ele olhasse profundamente em seus olhos castanhos esverdeados.
— A cada trinta minutos — ele disse, com a respiração pesada, enquanto se movia dentro dela uma última vez naquela rodada —, eu vou querer você de novo. E de novo. Até você não conseguir mais andar.
— Asher... eu não sei se... — ela tentou dizer, mas foi interrompida por um beijo que selou o destino de sua noite.
— Você aguenta — ele sorriu, um sorriso predatório e apaixonado. — Eu vou cuidar para que você aguente cada segundo.
E ele cumpriu a promessa. A cada intervalo, enquanto tentavam recuperar o fôlego ou beber um pouco do suco que Samara fizera, Asher voltava a provocá-la. Ele a tocava em lugares estratégicos, beijava a parte interna de suas coxas, ou simplesmente a observava com aquela intensidade maníaca que, em vez de assustá-la, a fazia se sentir a mulher mais desejada do mundo.
Samara, que sempre se isolava para chorar e não preocupar ninguém, encontrou nos braços de Asher um tipo diferente de isolamento. Um onde ela não precisava se esconder, onde sua intensidade era correspondida por uma obsessão que a envolvia como um manto.
A noite avançou, marcada pelo som da chuva e pelos gemidos que ecoavam no apartamento. Asher não apenas a possuía fisicamente; ele estava marcando sua alma, garantindo que, depois daquela noite, não existiria mais "apenas frases em trabalhos escolares". Eles agora estavam ligados por algo muito mais profundo e sombrio do que um simples desafio de festa. E enquanto o sol começava a ameaçar surgir no horizonte, Asher a puxou para mais perto, o suor esfriando em seus corpos, mas o olhar ainda fixo nela.
— Trinta minutos, Samara — ele sussurrou, a mão descendo novamente para a curva de seu quadril. — O tempo acabou.
