
Ex-inimigo
Fandom: Stray Kids
Criado: 23/07/2026
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Entre Saias Rodadas e Rosários Profanos
O corredor da faculdade de artes parecia pequeno demais para a tensão que emanava toda vez que Lee Minho e Han Jisung cruzavam caminhos. Era uma rivalidade alimentada por notas altas, estilos de vida opostos e uma atração latente que ambos tentavam, sem sucesso, mascarar com insultos.
Minho, aos vinte e um anos, era a definição de autoridade arrogante. Com seus cabelos pretos impecáveis e um olhar que parecia ler até os pecados mais escondidos, ele não apenas entrava em uma sala; ele a dominava. Já Jisung, de dezenove anos, era o contraste absoluto. Loiro, delicado e frequentemente desfilando com saias plissadas que mal cobriam suas coxas fartas, ele era a personificação da doçura provocativa.
Naquela tarde chuvosa, o destino — ou a falta de sorte — os trancou na sala de figurinos do teatro após o ensaio.
— Porra, Jisung, você não consegue nem segurar a porta aberta direito? — Minho rosnou, chutando a base da porta de madeira maciça que havia emperrado. — Agora estamos presos nessa merda.
Jisung, sentado sobre uma mesa de costura, ajeitou a barra da sua saia xadrez azul, tentando cobrir a renda branca da calcinha que insistia em aparecer. Ele piscou seus olhos grandes e brilhantes, a expressão de uma inocência que Minho sabia ser puramente performática.
— Não precisa falar esses nomes feios, Minho-hyung — disse Jisung, a voz suave como mel. — O zelador passa daqui a duas horas. Podemos esperar... ou você tem medo de ficar sozinho comigo?
Minho soltou uma risada anasalada, caminhando em direção ao menor. Ele parou entre as pernas de Jisung, forçando-o a abrir um pouco mais o ângulo da saia. O olhar de Minho desceu, detendo-se no contorno suave dos seios de Jisung sob a blusa de seda branca, uma característica de seu corpo intersexo que ele nunca escondia, mas que Minho fingia ignorar para manter sua pose de indiferença.
— Medo? — Minho inclinou-se, apoiando as mãos na mesa, cercando Jisung. — Eu só fico irritado com a sua incompetência. Você é tão ocupado sendo bonitinho que esquece de ser útil.
Jisung inclinou a cabeça, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
— Eu posso ser muito útil, hyung. Você só nunca me deu a tarefa certa.
— É mesmo? — Minho aproximou o rosto, o hálito quente batendo na bochecha de Jisung. — E qual seria a tarefa certa para uma coisinha de saia que nem você? Ajoelhar e rezar para a porta abrir?
— Talvez ajoelhar — sussurrou Jisung, a voz carregada de um duplo sentido que fez o sangue de Minho ferver —, mas não seria para rezar.
Minho sentiu o maxilar travar. Ele odiava como Jisung conseguia desarmá-lo com aquela aura de submissão atrevida. Sem aviso, Minho agarrou a cintura de Jisung, puxando-o para a borda da mesa.
— Você gosta de brincar com fogo, não gosta, Han? — Minho falou baixo, o tom agora puramente de comando. — Gosta que te digam exatamente o que fazer. Eu vejo o jeito que você treme quando eu levanto a voz.
— Eu gosto de boas direções — Jisung admitiu, as bochechas corando, mas sem desviar o olhar. — E você parece o tipo de diretor que não aceita erros.
— Eu não aceito — afirmou Minho, a mão subindo pela coxa de Jisung, sentindo a pele macia sob a meia-calça 7/8. — E se você continuar com essa boquinha de anjo dizendo essas coisas de demônio, eu vou ter que te dar um castigo que você não vai esquecer.
— E que tipo de castigo seria esse? — Jisung perguntou, levando as mãos aos ombros de Minho, puxando-o para mais perto. — Vai me mandar ficar quietinho?
— Vou mandar você calar a boca e usar essa sua língua para algo que não seja me irritar — rebateu Minho, a voz rouca. — Mas antes, eu quero ver o que você está escondendo aqui embaixo.
Minho não esperou permissão. Ele sempre estava no comando. Com um movimento firme, ele levantou a saia de Jisung, revelando a combinação única e bela que o garoto possuía. A visão da feminilidade de Jisung, misturada à sua delicadeza, era algo que Minho secretamente desejava desde o primeiro dia de aula, por mais que o chamasse de "estorvo" nos corredores.
— Tão bonitinho — Minho provocou, os dedos roçando a renda da calcinha. — Uma boneca completa. O que acontece se eu mandar você se tocar para mim agora?
Jisung soltou um suspiro trêmulo, a cabeça caindo para trás, expondo o pescoço alvo.
— Eu faria... se o hyung pedisse com jeitinho.
— Eu não peço nada, Jisung. Eu mando — Minho rosnou, aproximando-se do ouvido dele. — Agora, abre mais essas pernas. Eu quero ver o quanto você fica molhado quando eu te chamo de vadiazinha.
— Minho-hyung... isso é uma palavra muito feia — Jisung protestou fracamente, embora seu corpo estivesse reagindo intensamente ao toque firme.
— É a palavra certa para quem usa uma saia tão curta esperando que alguém a levante — Minho rebateu, a mão descendo para o centro do prazer de Jisung. — Você é meu maior inimigo, Han. Eu te odeio por me fazer querer você nesse estado.
— Então me odeie mais, hyung — Jisung implorou, as mãos apertando o tecido da camisa de Minho. — Me odeie até eu não conseguir mais andar.
Minho sorriu, um sorriso predatório que prometia tudo, menos delicadeza.
— Com prazer. Mas primeiro, você vai me mostrar o quanto sabe obedecer. Eu quero que você implore, Jisung. Quero que peça para eu parar de falar e começar a agir.
— Por favor... — Jisung arfou, sentindo os dedos de Minho pressionarem através do tecido fino. — Mande em mim. Faça o que quiser.
— Bom garoto — murmurou Minho, antes de tomar os lábios de Jisung em um beijo que era metade guerra e metade rendição.
O ódio que nutriam um pelo outro era a faísca, mas naquele depósito escuro, cercados por tecidos e sombras, o que queimava era algo muito mais perigoso e viciante. Minho tinha o controle, e Jisung, pela primeira vez, tinha exatamente o que queria: alguém forte o suficiente para domar sua rebeldia.
A chuva lá fora continuava a cair, mas dentro daquela sala, o clima só fazia esquentar, transformando a rivalidade em um jogo de poder onde, no final, ambos sairiam vencedores.
