
Abbie
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 24/07/2026
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O Labirinto de Equações e Sombras
As luzes do corredor principal da Escola Fundamental de Papel haviam se apagado há muito tempo, deixando apenas o brilho frio da lua atravessar as janelas altas e retangulares. Abbie caminhava com passos incertos, o som de seus sapatos ecoando contra o piso quadriculado. Ele segurava uma maçã contra o peito, apertando-a como se a fruta fosse um amuleto de proteção contra o destino inevitável que aguardava os alunos que falhavam.
Seu corpo tremia de forma incontrolável. Ele sabia que não deveria estar ali após o sinal, mas o medo de ser caçado em campo aberto o empurrara para uma sala de aula desativada, um lugar onde as sombras pareciam ganhar vida própria. Abbie entrou na sala escura, o cheiro de giz e papel velho preenchendo seus pulmões. Ele parou no centro do cômodo, seus olhos arregalados tentando captar qualquer movimento na penumbra.
— Por favor... — sussurrou ele para o vazio, sua voz quebrando. — Eu só quero ir para casa.
Um ruído metálico, rítmico e afiado, ressoou vindo do fundo da sala. Tec. Tec. Tec. O som de uma lâmina batendo contra o metal da escrivaninha. Abbie congelou. Ele sentiu uma presença avassaladora se materializar logo atrás dele, uma silhueta alta que bloqueava a pouca luz que vinha da porta.
Miss Circle estava lá.
A professora de matemática não parecia estar com pressa. Ela segurava seu compasso gigante, a lâmina prateada refletindo um brilho sinistro. Seu olhar era fixo, carregado de uma intenção que ia além da simples punição acadêmica. Ela se inclinou sobre o garoto, sua estatura imponente fazendo com que Abbie se sentisse minúsculo, um inseto prestes a ser esmagado.
— Você não se saiu bem no teste, Abbie — disse ela, sua voz saindo como um ronronar perigoso. — E você sabe o que acontece com quem tira notas baixas na minha disciplina.
Abbie se virou lentamente, o desespero estampado em seu rosto pálido. Ele olhou para cima e sentiu seu rosto queimar instantaneamente. A proximidade de Miss Circle era sufocante. Ele não pôde evitar que seus olhos caíssem sobre a figura da professora, cujas formas eram acentuadas pela postura predatória que ela adotava. Ele estava corado, o contraste entre o terror e o constrangimento criando um nó em sua garganta.
— M-Miss Circle... eu posso estudar mais! — ele implorou, as lágrimas começando a embaçar sua visão. — Eu prometo que vou tirar um dez na próxima!
A professora soltou uma risada curta e seca. Ela se aproximou ainda mais, reduzindo a distância entre eles a quase nada. Ela se inclinou até que seus lábios estivessem a milímetros do ouvido de Abbie. O hálito dela era frio, e o som de sua respiração fez o garoto estremecer.
— Eu decidi que não quero mais seguir o currículo tradicional hoje — sussurrou ela, as palavras carregadas de uma malícia perturbadora. — Vou fazer uma aula de matemática diferente para você, Abbie. Uma aula prática.
Abbie sentiu o coração disparar. Ele estava paralisado pelo medo enquanto Miss Circle levava a mão livre até os botões de sua blusa preta. Um a um, os botões brancos foram soltos com uma lentidão torturante. Quando a peça de roupa se abriu, revelando sua forma, Abbie recuou um passo, mas suas costas encontraram a parede fria. Ele estava encurralado.
— O que você prefere, meu aluno mais dedicado? — perguntou ela, um sorriso cruel brincando em seus lábios. — Beijar meus lábios ou o meu peito? Escolha sua punição... ou sua recompensa.
O garoto não conseguia responder. Ele estava em choque, o rosto completamente vermelho, as mãos tremendo tanto que a maçã caiu no chão, rolando para longe na escuridão. Miss Circle não esperou por uma resposta verbal. Ela continuou seu movimento, removendo o restante de suas vestes com uma confiança absoluta de quem detinha todo o poder naquela sala.
— Parece que você está sem palavras — disse ela, aproximando-se novamente.
Ela então removeu a peça íntima, que ostentava padrões matemáticos irônicos, revelando-se completamente para o aluno aterrorizado. Abbie estava em prantos agora, o desespero atingindo o ápice. Ele foi forçado a se ajoelhar pela pressão da presença dela.
— Agora, Abbie — ordenou ela, sua voz não admitindo recusas. — Mostre-me o quanto você quer sobreviver a esta aula.
Sob o olhar severo e malicioso da professora, Abbie, compelido pelo puro instinto de sobrevivência e pelo terror que o consumia, foi forçado a obedecer. Ele fechou os olhos com força, as lágrimas escorrendo por suas bochechas enquanto cumpria as exigências daquela que detinha sua vida em mãos. O som do choro abafado de Abbie era o único ruído na sala, além da respiração pesada de Miss Circle, que observava seu aluno com uma satisfação sombria, sabendo que, naquela noite, a matemática era a última coisa que ele aprenderia.
