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Querido

Fandom: Henry danger

Criado: 24/07/2026

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Além do Juramento e da Máscara

O brilho metálico da Caverna Man parecia mais intenso naquela noite. O silêncio era interrompido apenas pelo zumbido constante dos computadores e o som rítmico da respiração de Henry Hart. Sentado no sofá circular, o jovem loiro observava Ray Manchester caminhar de um lado para o outro.

Ray era, sem dúvida, a visão mais impactante que Henry já conhecera. Não era apenas a força física ou a invulnerabilidade; era a aura de confiança, os ombros largos que pareciam carregar o mundo com uma facilidade irritante, e aquele rosto que Henry considerava a definição de perfeição. Para o mundo, ele era o Capitão Man. Para Henry, ele era o homem que o fazia perder o fôlego toda vez que sorria de lado.

— Henry? Você está me ouvindo? — perguntou Ray, parando de repente e fixando seus olhos castanhos nos dele.

— Sim, Ray. Eu... eu só estava pensando na missão de hoje — mentiu Henry, sentindo o rosto esquentar.

Ray soltou um suspiro pesado, cruzando os braços sobre o peito, o que apenas enfatizava seus músculos sob o uniforme. Ele caminhou lentamente em direção a Henry, a expressão séria, quase predatória.

— Você tem estado distraído há meses, Kid. E eu sei que não é sobre os crimes em Swellview. — Ray parou a poucos centímetros dele. — Eu sinto o jeito que você me olha. Eu sinto a tensão toda vez que nossas mãos se tocam para pegar um gadget.

Henry engoliu em seco. O coração martelava contra as costelas. Ele queria negar, queria fazer uma piada, mas a intensidade no olhar de Ray o desarmou completamente.

— Eu não sei do que você está falando — sussurrou Henry, a voz falhando miseravelmente.

— Sabe sim. — Ray se inclinou, invadindo o espaço pessoal de Henry. — Porque eu sinto a mesma coisa. E eu estou no meu limite, Henry. Tentar ser apenas seu mentor, seu chefe... está me matando.

O choque percorreu o corpo de Henry. Ele sempre imaginou que seus sentimentos fossem unilaterais, um segredo proibido que ele levaria para o túmulo. Ver Ray, o homem "lindo e gostoso" que ele idolatrava, confessando aquela vulnerabilidade mudou tudo.

— Ray... você... — Henry começou, mas não conseguiu terminar.

— Eu quero você desde que você deixou de ser apenas um garoto e se tornou o homem que está na minha frente agora — disse Ray, a voz rouca, carregada de um desejo que ele não tentava mais esconder.

Sem esperar por uma resposta verbal, Ray avançou. Suas mãos envolveram o rosto de Henry, e ele o beijou. Foi um beijo faminto, desesperado, como se anos de repressão estivessem explodindo de uma só vez. Henry correspondeu imediatamente, suas mãos subindo para o cabelo de Ray, puxando-o para mais perto, querendo fundir seus corpos.

— Isso é errado — ofegou Henry entre os beijos, embora seus atos dissessem o contrário.

— Eu não me importo mais com o que é certo — respondeu Ray, descendo os beijos para o pescoço de Henry. — Eu só quero você.

Ray pegou Henry no colo com uma facilidade impressionante, levando-o para a área mais privada da base. Ao chegarem ao quarto, a urgência tomou conta. Roupas foram descartadas com pressa, revelando a pele clara de Henry em contraste com a musculatura imponente e bronzeada de Ray.

Deitados na cama, a iluminação suave destacava cada curva e músculo. Ray posicionou-se sobre Henry, admirando o jovem loiro abaixo dele.

— Você é tão lindo, Henry — sussurrou Ray, passando a mão pelo peito do rapaz. — Eu sonhei com isso tantas vezes que achei que ia enlouquecer.

— Eu também, Ray. Eu te amo tanto que dói — confessou Henry, as lágrimas de alívio e desejo ameaçando cair.

Ray sorriu, um sorriso genuíno e doce que Henry raramente via. Ele começou a preparar Henry com uma paciência que contrastava com sua urgência anterior. Cada toque era carregado de intenção, cada beijo era uma promessa. Henry arqueava o corpo, entregando-se totalmente ao homem que sempre foi seu herói, mas que agora era seu amante.

Quando Ray finalmente se uniu a ele, o tempo pareceu parar. Henry soltou um gemido agudo, agarrando-se aos ombros largos de Ray enquanto sentia a plenitude daquela conexão.

— Ray... oh meu Deus, Ray... — Henry suspirava, os olhos fechados com força.

— Olha para mim, Henry — pediu Ray, a voz densa de prazer. — Quero que você veja quem está te possuindo. Quero que você saiba que é meu.

Henry abriu os olhos, encontrando o olhar intenso de Ray. O ritmo começou lento, uma dança de descoberta, mas logo se transformou em algo selvagem e incontrolável. O som da pele se chocando e os gemidos sincronizados preenchiam o quarto. Ray o fodia com uma intensidade que fazia Henry ver estrelas, cada estocada sendo um selo de posse e paixão.

— Eu te amo — gemeu Ray, perdendo o controle de sua fachada inabalável. — Eu te amo, Henry Hart.

— Eu também... eu te amo, Ray! — gritou Henry, o clímax o atingindo como uma onda avassaladora.

Eles se entregaram um ao outro repetidamente naquela noite, explorando cada centímetro de desejo que haviam guardado por tanto tempo. O sexo era proibido, perigoso para a dinâmica deles e para o segredo que guardavam, mas era a coisa mais real que ambos já haviam sentido.

Horas depois, Henry estava deitado com a cabeça no peito de Ray, ouvindo o batimento cardíaco constante do homem indestrutível. Ray acariciava o cabelo loiro de Henry, depositando beijos ocasionais no topo de sua cabeça.

— O que fazemos agora? — perguntou Henry baixinho. — Amanhã ainda temos que salvar a cidade.

— Amanhã seremos o Capitão Man e o Kid Danger — disse Ray, apertando-o mais forte. — Mas aqui embaixo, e sempre que pudermos fugir... seremos apenas Ray e Henry. E eu não vou deixar você ir, garoto. Nunca.

Henry sorriu, sentindo-se seguro nos braços do homem que amava. O mundo lá fora poderia ser perigoso e complicado, mas ali, no calor daquela entrega, tudo o que importava era que o segredo mais doce de suas vidas finalmente havia sido revelado. Eles mergulharam novamente no desejo, deixando que a paixão proibida ditasse as regras de uma noite que parecia não ter fim.

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