
Abbie x Oliver
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 24/07/2026
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O Labirinto de Giz e Desejo
A escuridão da sala de aula vazia parecia ganhar vida própria, as sombras se estendendo pelas paredes como dedos longos e finos. O único som audível era a respiração pesada e errática de Abbie, que ecoava no silêncio opressor. De pé à sua frente, Oliver mantinha um sorriso de canto, aquele olhar malicioso que sempre precedia algum tipo de problema. O "A+" em seu cabelo branco parecia brilhar levemente sob a parca luz que vinha do corredor, e ele brincava distraidamente com a ponta de seu braço de lápis, batendo-a contra a palma da mão direita.
— Então, Abbie... — Oliver deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Você realmente achou que poderia escapar do meu desafio?
Abbie sentiu o suor frio escorrer por sua nuca. Ele apertou as mãos contra o tecido de sua bermuda branca, o coração martelando contra as costelas como um pássaro enjaulado. Seus olhos, pequenas fendas pretas, moviam-se freneticamente, procurando uma saída que ele sabia não existir.
— Eu... eu não sei do que você está falando, Oliver — mentiu Abbie, a voz falhando e saindo em um sussurro agudo.
Oliver soltou uma risada baixa e rouca, aproximando o rosto do de Abbie até que o garoto pudesse sentir o cheiro estranho e químico de sabonete que sempre emanava do valentão. Oliver tinha o hábito bizarro de comer sabonete, e aquele aroma de limpeza contrastava terrivelmente com a intenção suja em seus olhos.
— Não minta para mim, maçãzinha — Oliver murmurou, deslizando a mão livre pelo ombro de Abbie. — Eu consigo sentir o seu medo. E consigo sentir que você quer isso tanto quanto eu. O que você tem escondido aí embaixo, hein?
— Nada! — exclamou Abbie, recuando até que suas costas batessem em uma estrutura macia.
Sem que percebessem, haviam se movido para os fundos da sala, onde uma cama improvisada — talvez usada para os descansos das professoras ou esquecida por algum projeto de artes — repousava nas sombras. Oliver não deu tempo para Abbie pensar. Com um movimento ágil, ele empurrou o garoto para trás, fazendo-o cair sentado no colchão.
Oliver permaneceu de pé por um momento, observando a figura trêmula de Abbie. Então, com uma calma deliberada, ele levou a mão ao cós de sua própria bermuda. Abbie arregalou os olhos, a respiração travada na garganta, enquanto via Oliver se despir. Quando o valentão revelou seu membro, o ar na sala pareceu ficar subitamente mais pesado.
Pela primeira vez em sua vida de constante alerta e medo, algo mudou dentro de Abbie. O terror que o paralisava foi substituído por uma onda de calor avassaladora, uma curiosidade maliciosa que ele nunca soube que possuía. Ele lambeu os lábios secos, seus olhos fixos na figura de Oliver.
— O que foi? — provocou Oliver, notando a mudança de expressão no outro. — O gato comeu sua língua ou você finalmente decidiu ser um bom aluno?
Sem dizer uma palavra, Abbie se ajoelhou na beirada da cama. Movido por um instinto que desafiava sua natureza tímida, ele se aproximou e envolveu o membro de Oliver com os lábios. Oliver soltou um suspiro profundo, fechando os olhos por um instante enquanto a sensação o atingia. Ele levou a mão direita à cabeça de Abbie, acariciando os fios pretos e o coque em forma de caule, os dedos se perdendo na maciez do cabelo do garoto.
— Isso... — sussurrou Oliver, a voz carregada de satisfação. — Muito bom, Abbie.
O prazer subiu rapidamente para Oliver, alimentado pela surpresa da audácia de Abbie. Em poucos minutos, o corpo de Oliver retesou-se e ele gozou, sentindo o alívio percorrer sua espinha. Abbie afastou a boca, limpando o canto dos lábios com as costas da mão, seus olhos agora brilhando com uma malícia que espelhava a de Oliver.
O valentão não perdeu tempo. Ele avançou sobre Abbie na cama, derrubando-o de costas. Abbie, longe de recuar, abriu as pernas, oferecendo-se. Com mãos trêmulas mas determinadas, ele mesmo retirou sua bermuda, revelando-se para Oliver. O olhar de Oliver escureceu, a luxúria brilhando intensamente.
Abbie, em um gesto de entrega total, usou os próprios dedos para se abrir, expondo sua intimidade para o garoto de cabelos brancos. Oliver sorriu, um sorriso predatório e satisfeito. Antes de avançar, ele inclinou-se e fez com que seu membro roçasse suavemente na testa de Abbie, como um batismo de desejo, antes de se posicionar.
— Pronto? — perguntou Oliver, a voz falhando.
— Por favor... — implorou Abbie, a timidez agora completamente esquecida.
Quando Oliver penetrou, Abbie soltou um grito que foi uma mistura perfeita de choque e êxtase. Ele arqueou as costas, as mãos agarrando os lençóis com força enquanto gemidos de prazer escapavam de seus lábios sem parar. Oliver movia-se com uma intensidade selvagem, seus chifres negros balançando conforme ele ditava o ritmo.
— Você gosta disso, não gosta? — Oliver sibilou no ouvido de Abbie, observando como o garoto se perdia nas sensações.
Abbie não conseguia responder com palavras, apenas com mais gemidos e espasmos de prazer. O mundo ao redor deles desapareceu; não havia mais escola, não havia Alice, não havia Zip ou Edward. Havia apenas o calor daquele momento e a conexão elétrica entre o valentão e sua vítima transformada em amante.
Não demorou muito para que Abbie atingisse seu limite, seu corpo tremendo violentamente enquanto ele gozava, as pernas envolvendo a cintura de Oliver para trazê-lo ainda mais para perto. Oliver seguiu logo atrás, soltando um rosnado baixo de satisfação.
Exausto, Oliver inclinou-se para frente e selou seus lábios aos de Abbie em um beijo profundo e úmido. Ao se afastarem, ambos puderam ver o sêmen escorrendo, um rastro de sua união naquela sala escura.
Ainda em transe, Abbie estendeu a mão e tocou o membro de Oliver novamente, sentindo a pulsação minguante. Em um momento de estranha sincronia e entrega, ambos se acomodaram na cama, as pernas entrelaçadas, compartilhando o calor de seus corpos molhados e a respiração pesada que aos poucos voltava ao normal.
— Nada mal para um garoto assustado — comentou Oliver, limpando uma mecha de cabelo do rosto de Abbie.
Abbie sorriu, um sorriso que Oliver nunca tinha visto antes — um sorriso que prometia que as coisas na escola nunca mais seriam as mesmas entre eles. Naquela escuridão, entre o giz e o desejo, eles haviam encontrado um novo tipo de jogo para jogar.
