
The Passion Beneath The Blanket
Fandom: Harry Potter
Criado: 25/07/2026
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O Preço da Ousadia na Ala Hospitalar
O cheiro de poções esterilizantes e ervas medicinais sempre pareceu a James Potter o odor oficial da sua vida escolar. Era a terceira vez apenas naquele semestre que ele se via confinado a uma daquelas camas de lençóis brancos e levemente ásperos da Ala Hospitalar. Desta vez, o estrago incluía um braço esquerdo engessado — cortesia de um mergulho mal calculado durante o treino de Quadribol — e uma faixa branca enrolada na cabeça para conter um corte que insistia em latejar.
Apesar da dor, James exibia um sorriso convencido. Ele tinha os cabelos escuros perpetuamente bagunçados e olhos azuis que brilhavam com uma malícia que nem mesmo as poções de Madame Pomfrey conseguiam apagar.
A porta da enfermaria rangeu suavemente. Alyssa Everhart entrou, caminhando com a graça silenciosa que era típica da Corvinal. Sua pele bronzeada contrastava lindamente com o uniforme escolar, e seus cachos escuros caíam sobre os ombros como uma cascata rebelde. Seus olhos escuros varreram o local até encontrarem James.
— Você é um desastre completo, Potter — disse ela, aproximando-se da cama com um meio sorriso que desmentia sua voz severa.
— Mas sou o seu desastre favorito, Everhart — retrucou James, a voz carregada de um charme rouco.
O que se seguiu nas horas seguintes foi uma dança perigosa de carícias e sussurros sob as cortinas fechadas. O perigo de serem pegos apenas servia como combustível. Entre beijos abafados e movimentos urgentes sob os lençóis, eles haviam se entregado um ao outro, desafiando a rigidez da escola e a proximidade da enfermeira-chefe.
Agora, o ambiente estava mais calmo. James estava recostado nos travesseiros, devidamente vestido com seu pijama da escola, enquanto Alyssa estava sentada ao lado dele, por cima das cobertas, mas com as pernas escondidas sob o edredom pesado. Ela parecia a imagem da inocência, lendo um livro de Runas Antigas, enquanto uma de suas mãos acariciava distraidamente a coxa de James por cima do tecido da calça dele.
— Onde dói mais? — perguntou ela, sem tirar os olhos do livro, embora seus dedos estivessem subindo perigosamente pela parte interna da coxa dele.
— Agora? Em lugar nenhum — murmurou James, fechando os olhos e aproveitando o toque.
O som de passos firmes ecoou pelo corredor de pedra. Madame Pomfrey surgiu de trás de uma das divisórias, segurando uma prancheta e um frasco de poção azul-vibrante.
— Senhor Potter, vamos ver como está a sua pressão craniana e esse braço — anunciou a enfermeira, aproximando-se com passos decididos.
Alyssa não se moveu. Pelo contrário, sua mão, que antes apenas acariciava a coxa dele, deslizou para dentro do cós elástico da calça de James com uma agilidade impressionante. James deu um pequeno solavanco, seus olhos azuis se arregalando enquanto ele tentava manter a compostura.
— Oh, olá, Srta. Everhart. Ainda aqui? — Madame Pomfrey comentou, ajustando os óculos enquanto olhava para a prancheta.
— Só garantindo que ele não tente fugir pela janela, Madame — respondeu Alyssa com uma voz perfeitamente estável e doce.
Enquanto falava, os dedos de Alyssa envolveram a masculinidade de James, que já começava a reagir ao toque proibido. Ela começou um movimento lento, quase torturante, subindo e descendo com uma precisão que fez James prender a respiração.
— Muito bem. Diga-me, James, você sentiu alguma tontura ou náusea nas últimas duas horas? — perguntou a enfermeira, aproximando-se para examinar a pupila dele com a ponta da varinha acesa.
— Eu... — James engoliu em seco, sentindo o sangue fugir da cabeça e se concentrar exatamente onde a mão de Alyssa trabalhava. — Não, senhora. Estou... perfeitamente... firme.
Alyssa apertou um pouco mais a base, o polegar circulando o topo com uma lentidão calculada. James sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele agarrou o lençol com a mão boa, os nós dos dedos ficando brancos.
— Ótimo. E o braço? Algum formigamento nos dedos? — Madame Pomfrey continuou, começando a desenrolar parte da bandagem para inspecionar a pele.
— Um pouco — James arquejou, tentando disfarçar o som como um suspiro de dor. — Mas acho que é só... a circulação.
— Vou precisar aplicar um feitiço de diagnóstico mais detalhado. Isso pode levar alguns minutos, fique parado — instruiu a enfermeira.
Alyssa manteve o ritmo. Era uma tortura deliciosa. Ela não acelerava, não buscava o ápice; ela apenas mantinha a estimulação constante, lenta e profunda, enquanto mantinha uma expressão de total tédio literário no rosto, ocasionalmente virando uma página do livro com a mão livre.
James estava suando. Cada vez que Madame Pomfrey fazia uma pergunta técnica sobre os sintomas da concussão, Alyssa intensificava a pressão ou mudava levemente o ângulo, forçando James a lutar para não soltar um gemido audível.
— Você parece corado, James — observou Madame Pomfrey, franzindo a testa. — Está sentindo calor?
— É a... a poção de cura, eu acho — mentiu ele, a voz falhando levemente. — Ela me deixa... acalorado.
— Entendo. Vou buscar um tônico refrescante. Não saia daí.
Assim que a enfermeira se afastou e desapareceu na sala de suprimentos, James soltou o ar que nem sabia que estava prendendo.
— Alyssa... pelo amor de Merlin — sussurrou ele, a voz trêmula. — Você vai me matar.
— O quê? — perguntou ela, com uma inocência fingida, mas seus olhos escuros brilhavam com puro deleite. — Só estou cuidando do seu bem-estar.
Ela não parou. Pelo contrário, agora que estavam momentaneamente sozinhos, ela usou as duas mãos sob o cobertor, explorando-o com uma destreza que o deixou em um estado de quase delírio. Quando ele pensou que ela finalmente o levaria ao limite, ela desacelerou drasticamente, reduzindo o movimento a um roçar quase imperceptível.
— Alyssa, por favor — ele implorou em um sussurro baixo, a mão boa tentando guiar a dela. — Não para.
— Você é muito impaciente, Potter — murmurou ela, inclinando-se para depositar um beijo casto na bochecha dele, enquanto seus dedos voltavam a torturá-lo com uma lentidão exasperante.
Madame Pomfrey voltou, trazendo um copo de metal com um líquido fumegante.
— Beba isso. Vai ajudar a estabilizar a temperatura — disse ela, entregando o copo a James.
Ele pegou o copo com a mão trêmula. Alyssa, percebendo a nova oportunidade, intensificou o ritmo novamente. Desta vez, ela não estava sendo apenas lenta; ela estava sendo técnica, usando as unhas de leve, subindo e descendo em um ritmo que prometia o fim do mundo.
— Então, James — continuou a enfermeira, cruzando os braços —, estive conversando com o Professor McGonagall sobre o seu incidente. Ela está muito preocupada com a sua falta de segurança durante os treinos.
James tentou focar nas palavras da enfermeira, mas tudo o que ele conseguia sentir era o calor da mão de Alyssa e a pressão crescente em seu baixo ventre. Ele sentia que estava prestes a explodir.
— Eu... eu vou ter mais cuidado, Madame — ele disse, a voz subindo uma oitava.
Alyssa deu um aperto final, mais firme, e acelerou o movimento no momento exato em que Madame Pomfrey se inclinou para ajustar o travesseiro de James.
— Você está bem, James? Está tremendo — notou a enfermeira, preocupada.
— Estou... eu estou... — James fechou os olhos com força.
O prazer o atingiu como uma onda de choque. Ele sentiu os músculos das coxas tensionarem violentamente sob o cobertor. Ele mordeu o lábio inferior com tanta força que quase tirou sangue, lutando desesperadamente para não emitir nenhum som enquanto seu corpo se rendia ao orgasmo nas mãos habilidosas de Alyssa.
Tudo isso enquanto Madame Pomfrey explicava detalhadamente os efeitos colaterais do tônico de arruda.
— ...e pode ser que você sinta alguns espasmos musculares leves, é perfeitamente normal — concluiu a enfermeira, sem notar que o paciente acabara de passar por um espasmo muito pouco medicinal.
James relaxou contra os travesseiros, completamente exausto, o rosto enterrado no ombro de Alyssa para esconder a expressão de puro alívio e choque.
— Viu? — disse Alyssa, fechando o livro finalmente e lançando um olhar vitorioso para James. — Eu disse que as poções da Madame Pomfrey faziam milagres.
A enfermeira sorriu, satisfeita com o que julgou ser uma melhora no ânimo do rapaz.
— Fico feliz que esteja se sentindo melhor, Potter. Vou deixar vocês a sós por um momento. Tente descansar.
Assim que a enfermeira se retirou, Alyssa retirou a mão de sob as cobertas, limpando-a discretamente em um lenço que tirou do bolso, e olhou para James com um sorriso travesso.
— Você é uma pessoa horrível — James murmurou, embora estivesse sorrindo com os olhos brilhando de adoração.
— E você — Alyssa respondeu, inclinando-se para sussurrar em seu ouvido —, é um péssimo mentiroso quando está ocupado demais sentindo prazer.
James riu, uma risada baixa e rouca, puxando-a para mais perto com seu braço bom, sabendo que, apesar dos ossos quebrados e das bandagens, ele era, sem dúvida, o bruxo mais sortudo de Hogwarts.
