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The Return

Fandom: Harry Potter

Criado: 25/07/2026

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O Labirinto de Vidro e a Rendição Escarlate

O corredor do terceiro andar estava mergulhado em um silêncio sepulcral, quebrado apenas pelo eco rítmico dos sapatos de Alyssa Everhart contra as pedras frias de Hogwarts. Ao seu lado, James Potter caminhava com uma energia contida que parecia prestes a explodir a qualquer momento. O braço, antes imobilizado e alvo de cuidados meticulosos de Madame Pomfrey, agora repousava livre ao lado de seu corpo, embora uma leve rigidez ainda traísse a fragilidade do osso recém-curado.

James não parecia se importar. Seus olhos azuis, geralmente brilhando com uma travessura infantil, estavam agora escurecidos por uma fome que Alyssa conhecia bem. Desde o episódio na Ala Hospitalar — aquele jogo perigoso de silêncios e espasmos sob o olhar vigilante da enfermeira —, a tensão entre eles havia se transformado em algo tangível, uma corda esticada ao limite.

— Você está andando rápido demais para alguém que quase virou um quebra-cabeça de ossos na semana passada — sussurrou Alyssa, um sorriso provocante brincando em seus lábios bronzeados.

James parou abruptamente, puxando-a para a sombra de uma tapeçaria que retratava um grupo de bruxos tentando ensinar balé a trasgos. Ele a prensou contra a parede, a mão sã subindo para enredar-se nos cachos escuros dela.

— A Pomfrey disse que eu precisava de repouso — ele murmurou, a voz rouca, aproximando o rosto do pescoço dela. — Mas ela não especificou que tipo de esforço físico era proibido. No momento, a única coisa que me dói é a distância entre nós dois desde aquela tarde.

Alyssa sentiu o calor dele emanando através das vestes da Grifinória. Ela amava o perigo, a forma como James se tornara vulnerável às suas manipulações, dependente do controle que ela exercia sobre seus impulsos.

— McGonagall dobrou a vigilância nos corredores, James. Se formos pegos agora, não haverá poção que explique sua cara de culpado.

James sorriu, aquele sorriso safado que desarmava qualquer um, menos ela.

— Então é melhor corrermos para o meu dormitório. Os Marotos estão todos ocupados com o treino de Quadribol... o campo é todo deles, e o quarto é todo nosso.

O trajeto até a Torre da Grifinória foi um borrão de adrenalina e risos abafados. Alyssa, com sua mente de Corvinal sempre calculando os riscos, guiava-os por passagens que James, apesar de conhecer o castelo como ninguém, às vezes ignorava em sua impetuosidade. Quando finalmente cruzaram o retrato da Mulher Gorda e subiram as escadas em espiral, o ar parecia rarefeito.

Assim que a porta do dormitório se fechou, o mundo exterior deixou de existir. James não esperou. Ele a puxou para um beijo urgente, uma colisão de dentes e línguas que carregava toda a frustração dos dias de isolamento na enfermaria. Alyssa sentiu as mãos dele — uma firme, a outra tateando com cautela por causa da lesão — descendo pela sua cintura, puxando-a para mais perto, como se quisesse fundi-la ao seu corpo.

— Calma, Pontas — ela arfou entre os beijos, sentindo a pele bronzeada queimar sob o toque dele. — O braço...

— Esqueça o braço — ele disse, a respiração errática. — Eu só consigo pensar em você me olhando daquele jeito enquanto a Pomfrey falava... na maneira como você me controlou. Eu sou seu, Alyssa. Completamente seu.

Ele a empurrou gentilmente em direção à cama de dossel com cortinas escarlates. Alyssa se sentou, observando James tirar as vestes de Hogwarts com uma pressa desajeitada. Ele estava magnífico, a luz âmbar do fim de tarde realçando os músculos de seus ombros e a cicatriz pálida onde o balaço o atingira.

— Deite-se — ordenou ela, sua voz assumindo aquele tom de autoridade que fazia James estremecer de antecipação.

Ele obedeceu, os olhos azuis fixos nela com uma devoção quase religiosa. Alyssa se ajoelhou entre as pernas dele, suas mãos percorrendo as coxas fortes de James antes de se concentrarem em libertá-lo do resto das roupas. Quando ele finalmente estava exposto diante dela, a pulsação de James era visível em seu pescoço.

Alyssa inclinou-se para a frente, deixando que seus cabelos cacheados fizessem cócegas no abdômen dele. Ela começou com beijos lentos, subindo pela parte interna de suas coxas, ouvindo os gemidos baixos que ele tentava abafar no travesseiro.

— Alyssa... por favor — ele implorou, as mãos enterradas nos lençóis.

— Shh — ela sussurrou, olhando-o nos olhos com uma intensidade predatória. — Eu decido quando, James.

Ela o envolveu com a boca, um contraste de calor e suavidade que fez James arquear as costas. Ele tentou levar as mãos à cabeça dela, mas Alyssa o impediu, segurando seus pulsos contra a cama. Era um jogo de poder; ele era o apanhador estrela, o herói da Grifinória, mas ali, naquele altar de lençóis desfeitos, ele era apenas um homem sob o feitiço de uma mulher que sabia exatamente como quebrá-lo.

James sentia que ia perder os sentidos. Cada movimento da língua de Alyssa era calculado, uma tortura deliberada que o levava ao limite antes de recuar. Quando ela finalmente se afastou, ele estava ofegante, a pele brilhando de suor.

— Minha vez — ele declarou, a voz carregada de uma determinação nova.

Com um movimento ágil, apesar da dor latente no braço, ele inverteu as posições. James a deitou e, com uma reverência quase cavalheiresca que só um Potter poderia executar, posicionou-se entre suas pernas.

— Você gosta de estar no controle, não é? — ele perguntou, sua voz vibrando contra a pele dela. — Mas agora, eu quero ouvir você perder a voz.

O que se seguiu foi uma exploração minuciosa. James usou a língua com a mesma precisão com que manejava uma vassoura em pleno voo. Alyssa, que sempre se orgulhara de sua compostura, sentiu as unhas cravarem-se nos ombros dele. Ela tentou manter o controle, tentou ser a manipuladora, mas James conhecia seus pontos fracos. Ele a saboreou como se fosse a poção mais rara do mundo, ignorando o protesto de seus próprios músculos até que ela estivesse tremendo, chamando o nome dele em um sussurro desesperado.

Em um ímpeto de desejo mútuo, eles se uniram em um 69 frenético, um emaranhado de membros e respirações curtas. O risco de serem descobertos, a sombra de McGonagall ou a possibilidade de o braço de James ceder novamente apenas serviam como combustível para o fogo que os consumia. Era uma dança de reciprocidade, onde o prazer de um era o gatilho para a luxúria do outro.

— Eu não aguento mais — James murmurou, afastando-se apenas o suficiente para olhar para ela. — Eu preciso sentir você.

Alyssa sorriu, uma expressão de triunfo e entrega.

— Então venha.

Ela o puxou para cima de si, mas logo girou os corpos, sentando-se sobre ele. James soltou um suspiro de satisfação quando ela o envolveu, o encaixe perfeito de duas peças que haviam sido moldadas pelo perigo. Ela começou a se mover, um ritmo lento e torturante, observando as reações no rosto dele.

— Você é... incrível — James conseguiu dizer, as mãos subindo para apertar os seios dela, os olhos fechados em êxtase.

— E você é meu, James Potter — ela respondeu, aumentando a velocidade, sentindo o clímax se aproximar como uma tempestade de verão.

James, incapaz de ficar passivo por muito tempo, envolveu a cintura dela e a inverteu novamente, assumindo o controle com uma intensidade que fez a cama de dossel ranger. Ele a possuía com uma urgência que falava de todos os meses de flertes nos corredores e olhares roubados no Salão Comunal. Cada estocada era uma promessa, cada beijo uma confissão de que, apesar de toda a arrogância de James e da frieza calculista de Alyssa, eles estavam irremediavelmente perdidos um no outro.

Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão de fogos de artifício de Zonko’s. James enterrou o rosto no pescoço dela, seu grito abafado pela pele de Alyssa, enquanto ela se agarrava a ele como se fosse sua única âncora em um mar revolto.

Minutos depois, o único som no quarto era o da respiração pesada de ambos. James estava deitado de lado, puxando Alyssa para o seu peito, o braço bom envolvendo-a com possessividade.

— Se a McGonagall entrar aqui agora — James começou, um traço de seu humor habitual retornando —, eu acho que nem uma detenção perpétua tiraria esse sorriso do meu rosto.

Alyssa riu, traçando círculos no peito dele.

— Ela provavelmente nos transformaria em dois bules de chá apenas para não ter que olhar para as nossas caras.

James ficou sério por um momento, beijando o topo da cabeça dela.

— Você sabe que isso está ficando perigoso, não sabe? Não apenas por causa dos professores. O que fizemos na Ala Hospitalar... o que fazemos aqui... estamos viciados no risco.

Alyssa ergueu o olhar, seus olhos escuros brilhando com uma inteligência perigosa.

— O risco é o que mantém as coisas vivas, James. Em um mundo que está começando a desmoronar lá fora, aqui dentro, nós somos os mestres do nosso próprio jogo.

— E se formos pegos? — ele perguntou, embora a resposta não parecesse importá-lo tanto.

— Então garantiremos que a história seja épica o suficiente para que ninguém se esqueça de nós — ela respondeu, selando a promessa com um beijo calmo, mas carregado de uma nova promessa de rebeldia.

Eles sabiam que a vigilância aumentaria. Sabiam que os segredos tinham pernas curtas em Hogwarts. Mas, enquanto o sol se punha sobre a Floresta Proibida, James e Alyssa estavam contentes em habitar aquele espaço entre a vulnerabilidade e o poder, esperando pelo próximo movimento no tabuleiro de xadrez que haviam criado para si mesmos.

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