
Abbie x miss circle
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 25/07/2026
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O Cálculo do Desespero
O corredor da Paper School estava mergulhado em uma escuridão densa, quebrada apenas pelo brilho intermitente das luzes de emergência que refletiam nas paredes de papel. Abbie corria, seus sapatos pretos batendo contra o chão em um ritmo frenético que ecoava como um martelo em sua própria mente. O suor escorria por sua testa, bagunçando os cabelos pretos e fazendo o pequeno coque em forma de folha de maçã balançar violentamente. Ele apertava o colete preto contra o peito, sentindo o coração martelar contra as costelas como um animal enjaulado.
Ele sabia que o erro na prova de matemática não seria perdoado. Naquela instituição, uma nota baixa não resultava em detenção, mas em uma sentença de caça.
Abbie dobrou uma esquina e estancou. O caminho estava bloqueado. Ele se viu em um nicho mal iluminado, cercado por armários altos e sombras que pareciam ganhar vida. O silêncio que se seguiu foi pior do que o som da perseguição. Foi um silêncio carregado, interrompido apenas por um som metálico arrastado: o som de uma lâmina de compasso raspando contra o concreto.
— Onde você pensa que vai, Abbie? — A voz de Miss Circle surgiu da escuridão, distorcida por uma satisfação maníaca.
O garoto recuou até que suas costas atingissem a parede fria. Seus olhos, pequenas fendas pretas, dilataram-se de puro terror. Miss Circle emergiu das sombras, sua figura alta e imponente dominando o espaço. Ela girava o compasso gigante, a lâmina afiada brilhando com um reflexo perigoso. O rosto da professora exibia um sorriso malicioso, os dentes afiados à mostra.
— P-por favor... Miss Circle... eu posso estudar mais... eu prometo... — Abbie gaguejou, as mãos tremendo tanto que ele mal conseguia mantê-las erguidas em um gesto de defesa inútil.
A professora não respondeu com palavras. Ela se aproximou lentamente, cada passo deliberado aumentando a agonia do garoto. Quando chegou perto o suficiente para que Abbie sentisse o cheiro metálico de sangue e grafite, ela estendeu a mão livre e tocou o rosto dele. Os dedos dela estavam frios, contrastando com a pele febril de Abbie.
— Você falhou, Abbie. E falhas precisam ser corrigidas com rigor — disse ela, sua voz caindo para um sussurro que fez o garoto estremecer.
Com um movimento súbito e brutal, Miss Circle agarrou Abbie pelos ombros e o empurrou contra a parede com força total. O impacto expulsou o ar dos pulmões dele. Antes que ele pudesse se recuperar, ela o imobilizou, mantendo-o pressionado enquanto retirava um objeto mecânico de sua veste. Era um dispositivo vibratório, projetado para causar uma sobrecarga sensorial insuportável.
— Não! Por favor, pare! — gritou Abbie, o desespero atingindo um novo patamar.
Ignorando os apelos, Miss Circle inseriu o dispositivo com força bruta. A dor foi imediata e aguda, uma invasão que fez a visão de Abbie escurecer por um segundo. Ele soltou um grito rouco, o som ecoando pelas paredes vazias da escola. O corpo dele se arqueou, os músculos retesados em uma reação instintiva de fuga que não tinha para onde ir.
— Shhh... aceite a lição — murmurou a professora, acionando o mecanismo.
O vibrador começou a pulsar com uma intensidade violenta. Abbie sentiu as ondas de choque percorrerem sua espinha. A dor inicial começou a se misturar com uma sensação estranha e indesejada, um calor que ele tentava desesperadamente repelir. Sua mente era um caos.
"Não sinta nada. Não sinta nada. É dor, é apenas dor", a voz interna de Abbie ecoava em sua cabeça, um mantra de sobrevivência. Ele cerrou os dentes, os olhos fechados com força enquanto o suor ensopava sua camisa branca.
— Você está tentando resistir, não está? — Miss Circle riu, uma risada seca e cruel. — Vamos ver quanto tempo sua disciplina dura.
O sêmen começou a escorrer pelo dispositivo, misturando-se à lubrificação mecânica. Miss Circle então puxou Abbie para o seu colo, forçando-o a ficar de costas para ela. A proximidade física era sufocante. Ela começou a mover o vibrador com movimentos calculados, provocando as terminações nervosas do garoto com uma precisão matemática.
— P-pare... eu imploro... — Abbie soluçava, o rosto corado de vergonha e agonia.
"Não gema de prazer. Não ceda. Se você ceder, você morre", a voz em sua mente gritava, traumatizada e em pânico.
Mas o corpo de Abbie estava traindo sua vontade. A estimulação contínua e a pressão exercida por Miss Circle estavam quebrando suas defesas. O prazer indesejado começou a subir como uma maré, sufocando seu juízo. Abbie tentou morder o lábio para se manter em silêncio, mas um som escapou.
— Ah... n-não... — O gemido saiu agudo, carregado de uma mistura pecaminosa de dor e êxtase.
— Aí está — disse Miss Circle, sua voz carregada de triunfo. — Eu sabia que você era um bom aluno, Abbie. Você aprende rápido.
Abbie cedeu completamente. Seus olhos viraram para cima, revelando apenas o branco sob as pálpebras trêmulas. O rosto dele estava intensamente corado, e a resistência que antes sustentava seus membros desapareceu, deixando-o mole nos braços da professora.
Miss Circle o colocou no chão, mas manteve suas pernas abertas sobre o dispositivo, que continuava a vibrar em uma frequência ensurdecedora para os sentidos. Ela começou a movê-lo manualmente, ditando o ritmo da degradação do garoto.
Abbie começou a rir de forma histérica e involuntária, um som quebrado que demonstrava o colapso de sua sanidade naquele momento. A voz em sua cabeça, que antes implorava por resistência, agora havia mudado. Ela se tornara um eco de luxúria e aceitação, repetindo as sensações que o dominavam.
— Isso... dói... mas... ah! — Abbie exclamou, as mãos agarrando o ar, os dedos se contraindo.
— Você está pronto para a conclusão, não está? — provocou Miss Circle, aumentando a velocidade do movimento.
O ápice veio rápido demais. O corpo de Abbie teve um espasmo violento, sua cabeça tombou para trás contra o chão de papel, e ele soltou um grito alto e descompassado enquanto gozava. Foi uma liberação explosiva que o deixou completamente exausto, a mente em branco.
Miss Circle inclinou-se sobre ele, observando sua obra com um olhar de desprezo e satisfação. Abbie estava caído, as pernas ainda abertas, a língua para fora de forma inconsciente, coberta pelo fluido que marcava sua derrota total diante da professora.
— Lição encerrada — disse ela, limpando a lâmina de seu compasso na bainha. — Espero que você não falhe no próximo teste.
Abbie não respondeu. Ele apenas ficou ali, um rastro de papel rasgado e dignidade perdida, enquanto o som dos passos de Miss Circle desaparecia no corredor escuro.
