
Engel x Abbie
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 25/07/2026
Entre Sombras e Suspiros
O silêncio do internato da Paper School era costumeiramente interrompido pelos gritos de desespero ou pelo som seco de réguas batendo contra o papel, mas, naquela noite, o corredor leste estava mergulhado em um breu absoluto. Abbie sentia o coração martelar contra as costelas, um som tão alto que ele temia que a Miss Circle pudesse ouvi-lo de quilômetros de distância. Suas mãos tremiam, e o caule de maçã no topo de sua cabeça parecia murchar sob o peso do medo constante.
— Calma, Abbie... eu estou aqui. Ninguém vai te machucar agora — sussurrou Engel, sua voz sendo o único porto seguro naquele oceano de ansiedade.
Eles haviam conseguido se esgueirar para um dos quartos isolados, longe dos olhos vigilantes e das lâminas afiadas das professoras. Engel, com sua natureza protetora e olhar gentil, fechou a porta com suavidade. No escuro, seus olhos brilhavam com uma intensidade diferente. Ele se aproximou de Abbie, que estava encolhido, alerta a qualquer estalo dos móveis.
Engel estendeu a mão e, com delicadeza, segurou o queixo de Abbie. O toque fez o garoto tímido estremecer, mas não de pavor. Um rubor intenso subiu pelas bochechas de Abbie, tingindo seu rosto pálido de um vermelho profundo. Engel também estava corado, a respiração começando a falhar enquanto encarava os olhos em fenda do amigo.
— Engel... a gente não deveria... — Abbie tentou falar, mas sua voz morreu quando Engel aproximou o rosto.
— Shh... por uma noite, esqueça as notas, esqueça as regras. Só foca em mim — Engel murmurou, a malícia começando a dançar em suas pupilas antes amigáveis.
Engel começou a se despir com movimentos lentos, mantendo os olhos fixos em Abbie. Ele retirou o macacão preto, deixando-o cair no chão, permanecendo apenas com a camisa branca de gola polo e a parte inferior do traje. Abbie, hipnotizado e contagiado por aquele clima pesado de desejo, começou a imitar os gestos. Ele tirou o colete preto que lembrava um smoking e sua bermuda branca, ficando apenas com a camisa branca e a gravata preta, que pendia de forma desleixada em seu pescoço.
Eles se aproximaram até que seus peitos se tocassem. O beijo aconteceu como uma explosão contida. Quando suas línguas se encontraram, o som abafado de sucção preencheu o quarto. Era um beijo úmido, desesperado, onde o medo de Abbie se transformava em um prazer que ele nunca permitira a si mesmo sentir. Eles caíram sobre a cama, os corpos se entrelaçando entre os lençóis de papel.
Engel subiu sobre Abbie, prendendo-o contra o colchão. O olhar de Engel não era mais apenas gentil; havia uma fome ali que fez Abbie arfar. Com as mãos trêmulas, mas movido por um impulso novo, Abbie alcançou a calça de Engel e a puxou para baixo. Quando o membro de Engel se libertou, Abbie sentiu uma onda de audácia percorrer seu corpo.
Pela primeira vez em sua vida na Paper School, Abbie não era a presa. Ele olhou para Engel com um sorriso malicioso e, sem hesitar, envolveu o pênis do outro com os lábios. Engel soltou um gemido alto, um som de puro prazer que ecoou pelas paredes finas.
— Abbie... oh, céus... — Engel gritou baixinho, arqueando as costas enquanto sentia a boca quente de Abbie o engolindo.
Abbie trabalhava com afinco, querendo que Engel perdesse o controle totalmente. Ele queria ver aquele garoto perfeito e protetor desmoronar em seus braços. Engel gemia de prazer, as mãos agarrando os lençóis com força, os dedos pontiagudos quase rasgando o tecido.
— Eu vou... eu vou gozar! — Engel avisou, a voz embargada.
Em um movimento travesso, Abbie esticou a mão e deu um tapinha estalado na pequena cauda branca de Engel. O estímulo súbito fez o garoto de cabelos brancos soltar um grito abafado e liberar seu sêmen diretamente na boca de Abbie. Abbie engoliu parte, limpando o canto da boca com o polegar enquanto olhava para Engel com um desafio silencioso.
Agora era a vez de Abbie. Ele se livrou do restante de sua roupa, revelando-se completamente para Engel. O clima de malícia era mútuo agora. Engel, recuperando o fôlego, virou Abbie de costas na cama. A visão das nádegas pálidas de Abbie sob a luz fraca que entrava pela fresta da janela fez Engel perder o juízo.
— Você tem sido um garoto muito ansioso, Abbie — Engel sussurrou antes de desferir um tapa firme em suas nádegas.
— Ah! — Abbie gemeu alto, o impacto enviando eletricidade por sua espinha.
Engel não parou por aí. Ele se inclinou e começou a usar a língua com maestria, explorando a intimidade de Abbie. Os gemidos de Abbie tornaram-se constantes, uma melodia de prazer que substituía o pavor de ser pego. Engel chupava e explorava cada centímetro, fazendo Abbie contorcer-se e enterrar o rosto no travesseiro para não gritar para toda a escola ouvir.
O clímax veio rápido e intenso. Abbie gozou enquanto chamava o nome de Engel, o corpo tremendo em espasmos de puro êxtase. Quando Engel finalmente retirou a língua, ambos estavam ofegantes, o suor brilhando em suas peles de papel.
Eles se viraram de frente um para o outro, as pernas se abrindo e se entrelaçando. O roçar de suas intimidades molhadas criava uma sensação de fricção que os mantinha no topo do desejo. Não havia mais timidez, apenas dois garotos que encontraram no calor um do outro o único refúgio possível contra o mundo cruel lá fora.
— Engel... — sussurrou Abbie, puxando-o para mais um beijo.
— Eu te protejo — Engel respondeu entre os lábios dele —, mas aqui dentro, a gente pode se perder um no outro.
Ali, naquele quarto escuro, eles não eram apenas estudantes fugindo de tesouras e compassos; eram apenas Abbie e Engel, unidos por uma malícia recém-descoberta e um prazer que queimava mais que qualquer punição escolar.
