
Oliver
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 27/07/2026
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O Incidente nos Corredores de Papel
O silêncio nos corredores da academia de papel era frequentemente interrompido por risadas abafadas ou pelo som de grafite riscando folhas em branco. Oliver, no entanto, não estava interessado em estudos ou em pregar peças naquele momento específico. Ele estava encostado em um dos armários metálicos, de costas para o corredor principal, concentrado em sua atividade favorita.
Com seus longos cabelos brancos caindo como uma cascata até a altura dos tornozelos, presos apenas por um rabo de cavalo baixo e um laço preto, ele parecia quase calmo. A marca vermelha de "A+" em seu cabelo brilhava sob as luzes fluorescentes. Oliver segurava uma barra de sabão azul clara, levando-a à boca e mordendo um pedaço como se fosse a mais fina iguaria. O gosto alcalino era exatamente o que ele precisava para passar o tempo.
Edward caminhava pelo corredor com seu passo habitual, carregando alguns protótipos e ferramentas. Ele avistou Oliver de longe. De onde estava, a visão era privilegiada: as bermudas brancas de Oliver estavam ajustadas, destacando sua silhueta enquanto ele se inclinava levemente para saborear o sabonete.
O clima no corredor mudou instantaneamente. Edward sentiu o sangue subir ao rosto, uma vermelhidão intensa tomando conta de suas bochechas. O calor se espalhou por seu corpo de uma forma que ele não conseguia controlar. Em um impulso biológico repentino e avassalador, a situação escalou além de qualquer lógica escolar ou física.
Sem que houvesse tempo para processar o que estava acontecendo, o contato ocorreu de forma abrupta e violenta. Edward, impulsionado por um desejo incontrolável, aproximou-se e a penetração aconteceu de forma imediata e profunda.
— AHHH! — Oliver soltou um grito agudo, um gemido de puro choque que ecoou pelas paredes de papel da escola.
O sabonete que estava em sua mão voou longe, batendo no chão e deslizando pelo corredor. Oliver sentiu seu corpo ser empurrado contra o metal frio do armário. Seus chifres pretos quase rasparam na superfície enquanto ele tentava entender o que estava acontecendo. Seu rosto, antes pálido, agora estava tingido de um vermelho escarlate.
Edward também não conseguia conter os sons que escapavam de sua garganta. Ele estava em transe, movido por uma força que parecia externa a ele mesmo. Seus movimentos eram ritmados e intensos, preenchendo o espaço interno de Oliver com uma urgência desesperadora.
— Edward... o que... ah! — Oliver tentava articular palavras, mas cada estocada transformava seus pensamentos em gemidos assustados.
O prazer e a dor do choque se misturavam. Oliver sentia seu corpo reagir contra sua vontade. A sensação de preenchimento era absoluta, e o atrito constante o levava rapidamente a um ponto de não retorno. Ele apertava as bordas da camisa preta, as listras brancas das mangas esticando-se sob a tensão de seus dedos.
Edward estava ofegante, o suor começando a brotar em sua testa. Ele não conseguia parar, a sensação era viciante e avassaladora.
— Eu não... eu não consigo... — Edward murmurou entre gemidos, a voz falhando.
A intensidade aumentou até que Oliver sentiu uma onda de calor percorrer sua espinha. Ele atingiu o ápice de forma explosiva. No momento seguinte, a liberação de Edward seguiu-se à dele, uma descarga intensa que marcou o fim daquele encontro frenético.
As pernas de Oliver fraquejaram. Ele perdeu o equilíbrio e caiu pesadamente no chão do corredor. Seu rosto estava úmido, e a bagunça do sêmen era evidente tanto em seu corpo quanto no chão ao seu redor. Ele respirava com dificuldade, os olhos arregalados, olhando para o teto da escola enquanto o silêncio retornava, pesado e desconfortável.
Edward deu um passo para trás, o transe finalmente quebrado. Ele olhou para Oliver caído, depois para as próprias mãos, tremendo. O choque do que acabara de fazer o atingiu como um soco.
— Oliver... — Edward começou, a voz trêmula e carregada de culpa.
Oliver não respondeu de imediato. Ele apenas tentava recuperar o fôlego, sentindo o resíduo do encontro secando em sua pele.
— Me desculpa — disse Edward, aproximando-se cautelosamente, estendendo a mão, mas hesitando em tocar no amigo. — Eu não sei o que deu em mim. Eu perdi o controle totalmente. Por favor, me perdoa.
Oliver olhou para Edward, o "A+" em seu cabelo parecendo ironicamente fora de lugar naquela situação caótica. Ele ainda estava corado e assustado, mas a raiva ainda não tinha encontrado espaço entre o choque e a exaustão.
