Fanfy
.studio
Imagem de fundo

D

Fandom: Nenhum

Criado: 29/07/2026

Tags

RomanceDramaSombrioPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaEstuproMenção de IncestoGótico SulistaCiúmes
Índice

Entre o Sangue e a Seda

A fazenda da família Albuquerque sempre exalava aquele cheiro de terra molhada e madeira antiga, um refúgio de paz que, para Emanuel, servia apenas como cenário para o caos interno que ele tentava administrar. Aos vinte e cinco anos, o homem era um império vivo. Tatuador renomado, dono de estúdios que iam de São Paulo a Berlim, ele carregava no corpo a postura de quem controlava o mundo, mas, naquele momento, seus olhos cansados só conseguiam focar em duas mulheres que representavam os dois polos de sua existência.

Sara estava sentada na varanda, a imagem da opulência e da fertilidade provocante. Com cinco meses de gravidez, a barriga de Valentina já se destacava sob o vestido de seda vermelha, curto e justo demais para uma tarde no campo. Ela era loira, com o silicone bem marcado sob o decote profundo, os lábios pintados de um carmim vibrante que combinava com sua personalidade ácida e livre. Sara era o fogo, a administração de sua vida e a dona de uma loja de roupas de luxo que era o reflexo de sua vulgaridade sofisticada.

Ao lado dela, sentada no chão com um livro de História da Arte no colo, estava Eduarda. Aos vinte anos, a prima de Emanuel era a antítese de Sara. Tímida, vestindo um vestido de linho branco que batia nos joelhos, ela parecia uma pintura renascentista que se perdeu no século XXI. Bailarina, professora de ballet e dona de uma doçura que fazia o peito de Emanuel apertar, ela era a calmaria que ele desejava desesperadamente possuir.

Emanuel não escondia nada de Sara. A relação deles era baseada em uma honestidade bruta, quase cruel. Ele a amava com uma intensidade possessiva, mas o desejo que sentia por Eduarda era algo ancestral, uma fome que a inocência da prima só fazia aumentar.

— Você está olhando para ela de novo, Manu — disse Sara, a voz carregada de uma ironia deliciosa enquanto acariciava o ventre proeminente.

Emanuel desviou o olhar, ajustando os óculos escuros.

— Ela é... delicada, Sara. Você sabe o que eu sinto.

— Eu sei, meu amor. E eu já te disse que não me importo — Sara riu, um som alto que fez Eduarda levantar os olhos castanhos, assustada como um cervo. — Eu quero você feliz. E se para você ser completo, você precisa dessa virgenzinha no seu colo, quem sou eu para negar? Eu tenho você, tenho a Valentina aqui dentro... e tenho o controle de tudo. Vá lá. Tire esse peso das costas.

Emanuel sentiu a pulsação acelerar. A permissão de Sara era o gatilho que faltava. Ele se levantou, a figura imponente e tatuada contrastando com o ambiente bucólico.

— Duda — chamou ele, a voz rouca.

A menina se levantou, ajeitando a saia do vestido, as bochechas corando instantaneamente.

— Oi, Manu. Precisa de algo?

— Quero te mostrar uma coisa no celeiro velho. Os avós reformaram uma parte, acho que você vai gostar da luz para os seus estudos.

Eduarda sorriu, aquele sorriso puro que desarmava qualquer um.

— Claro, eu adoraria.

Sara observou os dois se afastarem, um sorriso predatório nos lábios. Ela gritou, sem se importar com quem pudesse ouvir na casa:

— Aproveita, Manu! Come essa bucetinha com vontade, porque ela tá pedindo há anos!

Eduarda tropeçou nos próprios pés, o rosto atingindo um tom de escarlate violento. Emanuel apenas apertou o passo, guiando-a pelo braço, sentindo a pele macia dela sob seus dedos ásperos.

O celeiro estava mergulhado em uma penumbra dourada, o cheiro de feno seco misturado ao aroma de couro e óleo. Assim que as portas pesadas se fecharam, o silêncio se tornou ensurdecedor, quebrado apenas pela respiração curta de Eduarda.

— O que a Sara quis dizer com aquilo, Manu? — sussurrou ela, as mãos tremendo sobre o livro. — Ela fala umas coisas... tão feias.

Emanuel se aproximou, sua presença ocupando todo o espaço pessoal da prima. Ele era muito maior, mais denso, uma montanha de músculos e tinta.

— Ela fala a verdade, Duda. Sem filtros. — Ele tocou o queixo dela, forçando-a a olhar para ele. — Você sabe que eu sou louco por ela. Mas você também sabe o que acontece comigo quando você entra na sala.

— Somos primos, Emanuel... — a voz dela falhou, mas ela não se afastou. Pelo contrário, inclinou-se para o toque dele, buscando a proteção que ele sempre ofereceu.

— Foda-se o parentesco, Duda. Nossos pais são modernos, a família é grande, ninguém liga para essa merda de sangue. O que importa é que eu estou subindo pelas paredes por você.

Ele a prensou contra uma das vigas de madeira. A mão de Emanuel subiu pela coxa esguia de Eduarda, sentindo a textura da pele de bailarina, firme e lisa.

— Você ainda é virgem, não é? — perguntou ele, a voz baixa, quase um rosnado próximo ao ouvido dela.

— Sou... eu estava esperando... — ela arfou quando os dedos dele encontraram a borda da calcinha de algodão.

— Esperando por mim. Admita.

— Sim — confessou ela num suspiro, fechando os olhos enquanto as lágrimas de ansiedade começavam a brotar. — Por favor, Manu... seja gentil.

— Gentil? — Emanuel soltou uma risada seca, o controle que ele tanto prezava se esvaindo. — Duda, eu vou te foder de um jeito que você nunca vai esquecer. Vou tirar essa sua pureza e transformar você na minha segunda mulher. A Sara quer isso. Eu quero isso.

Ele a virou de costas, levantando o vestido branco. A visão da bunda pequena e redonda de Eduarda, tão branca e delicada, fez o sangue de Emanuel ferver. Ele abriu o cinto da calça jeans, libertando o pau que já pulsava de dor, e o encostou na fenda dela.

— Abre as pernas, Duda. Agora.

Ela obedeceu, apoiando as mãos na madeira áspera, o corpo esguio tremendo como uma vara verde.

— Por favor, Manu... dói?

— Vai doer um pouco, caralho. Mas depois você vai implorar por mais.

Emanuel não esperou. Ele entrou nela com um empuxo bruto, rasgando o hímen e a resistência da menina em um único movimento. Eduarda soltou um grito agudo, que foi abafado pela mão de Emanuel em sua boca.

— Shhh... aguenta firme, boneca. É assim que se torna mulher.

Ele começou a se mover, movimentos curtos e potentes que faziam o corpo de Eduarda balançar. O contraste era obsceno: a delicadeza da bailarina sendo possuída pela brutalidade do tatuador. O suor começou a brilhar na pele dele, pingando nas costas dela.

— Puta que pariu, Duda... você é tão apertada — ele rosnou, a voz carregada de luxúria vulgar. — Parece que eu tô entrando numa prensa.

Eduarda, apesar da dor inicial, começou a sentir a onda de prazer desconhecido que o atrito causava. Ela começou a chorar, mas não de tristeza, e sim de uma sobrecarga emocional que só Emanuel conseguia provocar.

— Manu... mais... por favor...

— Isso, sua vadiazinha... pede pro seu primo. Pede pra eu acabar com você.

Nesse momento, a porta do celeiro se abriu levemente. Sara entrou, a silhueta marcada pela luz que vinha de fora. Ela não parecia zangada; seus olhos brilhavam com uma excitação perversa. Ela caminhou até eles, a mão na barriga, observando a cena com um sorriso cínico.

— Olha só para vocês — disse Sara, a voz arrastada. — Que cena linda. O mestre e a aprendiz.

Emanuel não parou. Ele olhou para Sara por cima do ombro, a expressão feroz.

— Ela é perfeita, Sara. Tão apertada que chega a doer.

— Eu te disse, não disse? — Sara se aproximou, tocando o rosto de Eduarda, que estava vermelho e molhado de lágrimas. — Não chore, Dudinha. Agora você faz parte de nós. O Manu tem pau pra nós duas.

Sara se inclinou e sussurrou no ouvido de Eduarda, enquanto Emanuel aumentava o ritmo das estocadas, fazendo a madeira do celeiro ranger.

— Deixa ele gozar fundo, querida. Deixa ele encher essa sua bucetinha de leite. Você vai ser a tia perfeita para a Valentina e a melhor amante para o meu homem.

Eduarda soltou um gemido alto, o primeiro orgasmo de sua vida explodindo em cores atrás de suas pálpebras fechadas. Emanuel sentiu o aperto das paredes dela e não resistiu. Ele se afundou nela uma última vez, descarregando tudo, um rosnado gutural escapando de sua garganta.

Ele desabou sobre as costas dela por um momento, o coração batendo contra o dela. O silêncio voltou, mas era um silêncio diferente agora. Um silêncio de posse.

Emanuel se afastou, limpando-se com descaso enquanto olhava para as duas mulheres à sua frente. Sara, a rainha vulgar e grávida, e Eduarda, a princesa corrompida e trêmula.

— Vamos voltar para a casa — disse ele, a voz recuperando a autoridade prática. — Meus pais e os seus pais estão esperando para o jantar.

Eduarda se ajeitou, limpando o sangue e o sêmen das coxas com a barra do vestido, o olhar perdido. Ela se sentia suja, mas estranhamente completa.

— Você está bem, Duda? — Emanuel perguntou, um traço de sua proteção habitual voltando ao tom de voz.

— Sim — ela sussurrou, aproximando-se dele e encostando a cabeça em seu peito tatuado. — Eu te amo, Manu.

— Eu sei. E eu amo vocês duas.

Sara deu uma risadinha, passando o braço pelo ombro de Eduarda, uma aliança bizarra se formando ali.

— Viu só? Sem drama. Agora, vamos. Eu estou com fome e a Valentina quer doce. E você, Manu, trate de cuidar bem dessa menina, porque o estrago que você fez ali embaixo vai precisar de muito carinho para curar.

Emanuel sorriu, o primeiro sorriso genuíno do dia. Ele tinha tudo. A estabilidade de Sara, o fogo da sua ambição, e agora a pureza de Eduarda para moldar como bem entendesse. Eles caminharam de volta para a sede da fazenda, uma trindade profana sob o sol poente do interior, onde os segredos eram enterrados na terra e os desejos eram satisfeitos entre as sombras dos cafezais.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic