Fanfy
.studio
Imagem de fundo

onde meu coração encontrou voce

Fandom: Jeon Jungkook

Criado: 29/07/2026

Tags

RomanceDor/ConfortoFofuraHistória DomésticaFatias de VidaDrama
Índice

O Eco do Mar e o Calor do Reencontro

— Você voltou... — sussurrou Alyssa, a voz falhando enquanto as lágrimas quentes rolavam por seu rosto pálido.

Ela se ajoelhou no tapete macio, bem ao lado do sofá onde Jeon Jungkook repousava. O contraste era doloroso: ele parecia um anjo esculpido, mesmo exausto, enquanto ela sentia o peso dos últimos meses cobrando o preço em sua vitalidade. Ela estendeu a mão trêmula, tocando levemente os fios escuros que caíam sobre a testa dele.

O toque, por mais leve que fosse, foi o suficiente. O instinto de Jungkook, treinado por anos de palcos e aeroportos, o trouxe de volta à realidade instantaneamente. Mas não houve susto. Ao abrir os olhos e encontrar o rosto dela banhado pela luz das velas, o reconhecimento foi imediato.

— Alyssa... — A voz dele saiu rouca, um barulho profundo que vibrou no peito dela.

Sem hesitar, ele se sentou em um movimento fluido, deixando o estojo de veludo cair esquecido no sofá enquanto suas mãos grandes e tatuadas envolviam o rosto dela. Jungkook a puxou para perto, selando seus lábios em um beijo que carregava a urgência de mil conversas interrompidas e a dor de mil quilômetros de distância.

Era um beijo com gosto de saudade acumulada. Alyssa se entregou ao contato, sentindo o calor dele derreter o gelo que parecia ter se instalado em seus ossos durante as noites solitárias em Busan.

— Eu não aguentava mais ver você apenas por uma tela — murmurou ele contra os lábios dela, a respiração ofegante. — Eu precisava tocar você. Precisava saber que você é real.

Jungkook afastou-se apenas alguns milímetros, seus polegares acariciando as maçãs do rosto dela. O brilho das chamas das velas revelava o que ele temia: Alyssa estava mais magra, as olheiras eram profundas e a pele parecia quase translúcida.

— Você está se matando de trabalhar, meu amor — disse ele, o tom carregado de uma preocupação genuína. — A Ongi vai ser perfeita, mas eu não quero uma cafeteria se isso significar perder o brilho nos seus olhos.

— Eu só queria que tudo estivesse pronto quando você voltasse... — Alyssa tentou justificar, mas sua voz morreu quando ele a puxou para o colo, acomodando-a entre suas pernas enquanto ainda estavam no sofá.

— Nada é mais importante do que você. Nada. — Ele enterrou o rosto no pescoço dela, inspirando o perfume que tanto sentira falta. — Seus pais estão no hotel. Eu queria que este momento fosse só nosso. Sem interrupções. Sem o mundo lá fora.

Alyssa relaxou o corpo contra o dele, sentindo os batimentos cardíacos de Jungkook ritmados e fortes. Era o seu lugar seguro. O silêncio do apartamento, apenas quebrado pelo som distante das ondas quebrando na praia de Busan, criava uma bolha de intimidade que ela achava que nunca mais recuperaria.

— Senti tanto a sua falta, Jungkookie... — sussurrou ela, as mãos subindo pelos braços dele, sentindo a firmeza dos músculos sob a camisa branca de mangas dobradas. — Às vezes, o silêncio deste lugar me sufocava.

— O silêncio acabou — prometeu ele.

Jungkook a pegou no colo com uma facilidade que a fez se sentir pequena e protegida. Ele a levou em direção à varanda, onde a mesa estava posta. O vinho brilhava sob a luz da lua, e o aroma da comida que ele preparara ainda pairava no ar. Mas, ao olhar para ela, ele percebeu que a fome que ambos sentiam não era por comida.

Ele a colocou no chão, mas não soltou sua cintura. A luz da lua de Busan refletia nos olhos negros dele, cheios de uma intensidade que a fazia tremer.

— Você é a mulher mais forte que eu conheço — disse ele, a voz baixa e vibrante. — Mas esta noite, eu quero que você esqueça os fornecedores, a reforma, os prazos. Eu quero que você seja apenas minha Alyssa.

— Eu sou sua — respondeu ela, a determinação voltando à sua voz. — Sempre fui.

Jungkook começou a desabotoar a camisa dela com dedos ágeis, mas gentis. Cada centímetro de pele revelado era saudado com um beijo casto, como se ele estivesse redescobrindo um território sagrado. Quando a camisa caiu no chão, ele parou, observando como ela estava delicada, quase frágil.

— Você precisa comer mais, precisa dormir mais — censurou ele suavemente, traçando a linha das costelas dela com a ponta dos dedos. — Vou cuidar disso a partir de amanhã. Mas agora...

Ele a puxou para mais perto, eliminando qualquer espaço restante. O contato da pele nua dela contra a camisa de algodão dele era um choque elétrico. Alyssa soltou um suspiro longo, as mãos se perdendo nos cabelos dele enquanto o puxava para outro beijo, este mais profundo, mais faminto.

Eles se moveram em direção ao quarto, um caminho marcado pela urgência e pela ternura. As roupas foram deixadas para trás como lembretes de um mundo que não tinha permissão para entrar ali. Quando finalmente se deitaram nos lençóis frescos, o tempo pareceu parar.

Jungkook a explorava com uma reverência que a fazia se sentir a criatura mais preciosa do universo. Seus toques eram uma mistura de fogo e seda. Ele beijava as cicatrizes invisíveis do cansaço dela, as pontas dos dedos dela que cheiravam a café e papel, e cada curva de seu corpo que ele havia memorizado em sonhos durante a turnê.

— Diga meu nome — pediu ele, a voz falhando enquanto ele se posicionava sobre ela, os olhos fixos nos dela.

— Jungkook... — O nome dele saiu como uma prece. — Meu Jungkook.

O encontro de seus corpos foi uma explosão de alívio. Não era apenas desejo físico; era a alma de dois jovens que viviam em mundos tão diferentes — ele sob os holofotes globais, ela construindo um sonho do zero em uma terra estrangeira — finalmente encontrando o equilíbrio.

Alyssa arqueou as costas, sentindo cada movimento dele, cada respiração pesada em seu ouvido. A saudade que doía no peito durante as chamadas de vídeo agora se transformava em um calor que se espalhava por cada nervo. Jungkook se movia com uma entrega total, os olhos nunca deixando os dela, como se quisesse gravar aquela imagem na alma para a próxima vez que tivessem que se separar.

— Eu te amo — murmurou ele, as palavras ditas com uma intensidade que a fez chorar novamente. — Eu te amo tanto que dói.

— Eu também te amo — ela respondeu, puxando-o para um abraço apertado, as pernas entrelaçadas nas dele, querendo fundir-se a ele.

Depois, quando o ápice passou e o silêncio confortável voltou a reinar, eles ficaram abraçados, cobertos apenas pelo lençol e pela luz da lua que entrava pela janela do quarto. O cansaço de Alyssa, que antes era um fardo pesado, agora era uma sonolência doce e legítima.

Jungkook acariciava o braço dela, observando a respiração da namorada se acalmar.

— Eu trouxe algo para você — lembrou ele, esticando o braço para alcançar o estojo de veludo que havia trazido do sofá.

Ele abriu a caixinha, revelando um colar delicado com um pingente de uma pequena flor de cerejeira em ouro rosé, com um pequeno diamante no centro.

— Para celebrar a Ongi — explicou ele, prendendo a joia no pescoço dela. — A flor de cerejeira representa a beleza da vida e os novos começos. Você está começando algo incrível, Alyssa. E eu estarei aqui, mesmo quando estiver longe, torcendo por cada café que você servir.

Alyssa tocou o pingente, sentindo o metal frio contra a pele quente.

— É lindo, Jungkookie. Mas o melhor presente é você estar aqui.

— Eu não vou a lugar nenhum neste final de semana — garantiu ele, beijando o topo da cabeça dela. — Amanhã, eu vou cozinhar para você o dia todo. Vou te obrigar a tirar uma soneca à tarde e, à noite, vamos caminhar na praia onde ninguém possa nos reconhecer.

— E os meus pais? — perguntou ela, rindo baixinho. — Eles devem estar adorando o hotel de luxo que você reservou.

— Dona Helena e Seu Antônio são cúmplices — Jeon riu, o som vibrando contra o peito dela. — Eles sabem que eu precisava cuidar da filha deles. Eles também estavam preocupados.

Alyssa fechou os olhos, sentindo-se finalmente em paz. A cafeteria Ongi, que significava "calor humano" em coreano, teria sua inauguração em um mês. Ela tinha muito trabalho pela frente, muitas caixas para desempacotar e receitas para testar. Mas, naquele momento, envolta nos braços do homem que amava, ela percebeu que o verdadeiro significado de Ongi estava ali, naquele abraço, naquela entrega e na certeza de que não precisava carregar o mundo sozinha.

— Durma, meu amor — sussurrou Jungkook, puxando o edredom sobre os dois. — Eu estou aqui. Eu cuido de tudo agora.

E, pela primeira vez em meses, Alyssa não precisou lutar contra a insônia. Ela adormeceu instantaneamente, embalada pelo som do coração de Jungkook, que batia apenas para ela, no silêncio sagrado de uma madrugada em Busan.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic